Haddad é símbolo da parceria Lula-Dilma


Existem Papai Noel, Mula sem Cabeça, Caipora, leitores do Paulo Coelho, quem acredite que o Sarney é escritor, e os completos beócios que são capazes de jurar por todos os abestados que Dona Dilma é independente do Lula.

Conheço gente que até “sobe nos tamancos” para garantir a ausência total e absoluta de vínculos entre o criador vindo do agreste e a dama da faxina oriunda dos pampas.
Essa turma encarna o que de mais abjeto prolifera do fascismo, do arrivismo, e do oportunismo.

Existem os que transbordam efeitos de lavagem cerebral, má-fé e/ou ingenuidade na produção de loas.

Leiam um exemplo abaixo.
José Mesquita – Editor


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Difícil dizer quem estava mais feliz na festa em que se transformou a troca de ministros no Palácio do Planalto na terça-feira: se o criador Lula, a criatura Dilma ou Fernando Haddad, o símbolo da bem sucedida parceria entre o ex-presidente e a presidente, lançado candidato a prefeito de São Paulo.

A cerimônia marcou a emocionante volta de Lula à cena política, depois de quase três meses recluso para tratar de um câncer na laringe, e mostrou que errou feio quem apostou em jogar um contra o outro para enfraquecer o governo e apagar a imagem do ex-presidente, que deixou o governo com mais de 80% de aprovação.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Dilma, que foi recepcionar Lula na garagem do Planalto, estava feliz em reencontrar o velho amigo, ainda comemorando os 59% de aprovação registrados pelo último Datafolha, um recorde em primeiro ano de governo desde que a pesquisa é feita.

E Lula não poderia ter escolhido momento melhor para voltar ao palácio.

De terno e chapéu pretos, levou um tempão para subir ao gabinete presidencial do terceiro andar, que foi seu por longos oito anos, parado todo o momento para dar autógrafos, receber um abraço ou tirar fotos.

Foi uma choradeira geral, como disse Dilma em seu discurso de improviso.

Quando os dois desceram a rampa que leva ao Salão Nobre no segundo andar, foi a consagração da parceria Lula-Dilma e de uma política de governo que deu certo. Foi bonito.

Fernando Haddad, levado por Lula para o Ministério da Educação e mantido por Dilma, deixou o cargo depois de sete anos para Aloizio Mercadante, outro velho amigo e parceiro do ex-presidente desde a fundação do PT.

Depois da cerimônia, Lula e Dilma ainda conversaram por mais de uma hora no gabinete presidencial, certamente acertando os ponteiros para a campanha que agora começa para valer.

Lula só deverá ter alta em março, mas desde já está assumindo o comando da campanha de Haddad, um candidato que nunca havia disputado uma eleição, assim como Dilma.

Vencer a eleição na cidade de São Paulo transformou-se no principal desafio para Lula neste momento.

Político movido a desafios desde que nos conhecemos no ABC paulista faz mais de trinta anos, Lula quer conquistar a capital com Haddad para reunir forças e entrar forte na disputa pelo governo do Estado em 2014 _ último reduto tucano onde o PT nunca venceu uma eleição.

Para esta tarefa já está sendo preparado o ministro da Saúde Alexandre Padilha, outra cria nova do PT paulista que cresce sob as bênçãos de Lula e Dilma.

Na última década, praticamente só Marta Suplicy e Mercadante disputaram todas as eleições pelo PT em São Paulo, tanto na cidade como no Estado. Agora, chegou a vez da nova geração e a candidatura de Fernando Haddad é o símbolo destes novos tempos.

A festa só não foi completa porque Marta Suplicy, magoada por não conseguir ser candidata de novo, fez questão de não aparecer. Sua participação é importante na campanha de Haddad, mas se ela continuar fazendo biquinho vai acabar isolada no partido. Ganha o que com isso? Faltou grandeza à ex-prefeita, que tem mais sete anos de mandato no Senado pela frente.

Com os tucanos se bicando no poleiro, sem um adversário forte até o momento e tendo o apoio vigoroso de Lula e Dilma, o ex-ministro da Educação entra forte na campanha.

Só falta conquistar o apoio do PT velho de guerra, o único que pode derrotá-lo.
Ricardo Kotscho/R7

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