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Google Arte Project: Museus na WEB com tecnologia do Street View

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Google usa Street View para colocar MAM e Pinacoteca de SP na web
Usuários poderão passear pelos museus e visualizar as obras de arte.
Empresa usou veículo com 15 câmeras para captar as imagens em 360º.

Usuários poderão passear virtualmente pela Pinacoteca de SP (foto) e pelo MAM (Foto: Reprodução)

O Google anunciou nesta terça-feira (3) a inclusão do Museu de Arte Moderna (MAM) e a Pinacoteca de São Paulo no Art Project, que permite fazer passeios virtuais por exposições usando a tecnologia do Street View.

Os dois museus foram os primeiros no Brasil a fazer parte do projeto do Google, que incluiu nesta terça-feira (3) mais países ao serviço.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Hoje, são 151 museus de 40 países no total – 10 instituições da América Latina. O Art Project foi lançado em 2011 com 17 museus de 9 países.

“Agora, temos exemplos de obras e artistas de todos os tipos ao redor do mundo”, disse Alessandro Germano, gerente de novos negócios do Google Brasil, responsável pelo Art Project, em evento realizado na Pinacoteca.

Para usar o recurso, o usuário precisa acessar o site “Google Art Project” (clique aqui), escolher o Brasil como país e clicar no museu desejado.

Desse modo, é possível visualizar a exposição com imagens em alta definição.

Para o passeio virtual, é preciso clicar no ícone do Street View que fica no topo da tela.

'Trolley' captura imagens em 360º por meio de 15 câmeras (Foto: Laura Brentano/G1)

Google usou um veículo pequeno com 15 câmeras que captam as imagens em 360º, chamado “trolley”, para fotografar o interior dos museus.

Os usuários poderão navegar pelos ambientes onde estão expostas as obras como se estivessem usando o serviço Street View, que fotografa cidades e as disponibiliza on-line.

Alta definição
O Art Project também permite acessar obras em alta definição.

No total, o serviço conta hoje com 30 mil obras – 98 são da Pinacoteca e 86 do MAM.

Conforme Germano, as instituições decidem quais obras podem e devem participar do projeto.

Em cada museu, o Google disponibiliza ainda uma obra em altíssima definição por meio da tecnologia “Gigapixel”.

Na Pinacoteca, a obra escolhida foi “Saudade”, de Almeida Júnior, que pode ser acessada com resolução de 7 bilhões de pixels. O mesmo recurso foi usado no painel “Os Gêmeos”, que está no MAM.

'Saudade', de Almeida Júnior, pode ser acessada com resolução de 7 bilhões de pixels (Foto: Reprodução)

Para o Art Project, o MAM escolheu obras que não são do museu. A maioria faz parte de uma exposição temporária. No caso da Pinacoteca, as obras disponibilizadas estão no acervo da instituição.

“Um dos objetivos é incentivar a visita ao museu, apresentar obras que poderão ser vistas quando a pessoa for ao local”, disse Marcelo Araújo, diretor-executivo da Pinacoteca.

“Não vemos o projeto com interesse financeiro. O acervo da Pinacoteca é público e queremos aumentar sua acessibilidade”, completou.

“A contrapartida do projeto é o potencial pedagógico que se amplia para o acesso mundial”, acrescentou Felipe Chaimovich, curador do MAM. “Essa iniciativa pioneira do Google enfrenta os desafios de tornar patrimônios de difícil acesso efetivamente públicos”.

Sobre o interesse financeiro do Google, Fabio Coelho, presidente da companhia no Brasil, disse que o Art Project tem uma motivação muito maior que a econômica.

“O Google tem uma proposta de construir uma web melhor, mais aberta, para estabelecer uma sociedade melhor.

O negócio é uma perna disso.

O Google quer abrir as portas para a construção de um ambiente virtual mais saudável para, no futuro, termos uma sociedade mais informada e conectada. Nem tudo tem a ver com resultado imediato”.

Obras do MAM podem ser visualizadas em alta resolução na web (Foto: Reprodução)

Segundo Germano, o Google tem interesse em ampliar o projeto e expandir o Art Project para outros museus do Brasil.

“É um processo contínuo. Temos interesse em continuar adicionando novas obras”, disse, sem revelar quais instituições o Google estaria negociando.
Laura Brentano/G1, em São Paulo

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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