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Fifa se cansa de críticas e rebate uma a uma; veja respostas

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O presidente da Fifa Joseph Blatter gesticula ao lado da taça da Copa do MundoA entidade organizadora da Copa do Mundo rebateu as reclamações sobre custo dos estádios, altos preços dos ingressos e proibição de vendedores ambulantes, entre outras coisas

Fifa deu respostas às principais críticas e reclamações direcionadas à entidade

 Durante toda a organização da Copa do Mundo, a Fifa – e também o governo – foi alvo de críticas e protestos. As reclamações vão desde o custo exorbitante dos estádios em detrimento a outros gastos prioritários, a sede por lucro da entidade e uma Copa inacessível à população mais pobre do Brasil.

Nada disso é verdade, segundo a Fifa.

Em resposta a essas críticas, a entidade divulgou nesta semana um compilado de perguntas e respostas que poderia ser traduzido como “esclarecendo as coisas” ou “pondo os pingos no Is”.

Nele, responde a esses principais temas – ou acusações, dependendo do ponto de vista – que lhe têm sido dirigidos na internet ou mesmo em conversas informais.

Veja a seguir como a Fifa resolveu responder a nove desses “equívocos”, com as transcrições de alguns trechos. As respostas completas podem ser encontradas no site da entidade.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

1. A Fifa não gastou nenhum centavo com a Copa no Brasil

A entidade afirma ter coberto todos os custos operacionais do evento, de cerca de US$ 2 bilhões. “Nós não usamos nada de dinheiro público para isso, só usamos dinheiro gerado pela venda dos direitos de TV e comercialização da Copa do Mundo”, diz a Fifa.

Sobre os investimentos feitos pelo governo brasileiro, a Fifa se defende dizendo que nem todos estão relacionados à Copa e que o país vai se beneficiar por muitos anos das melhorias.

2. O  dinheiro dos estádios foi tirado da saúde e da educação 

A Fifa rebate as críticas de que os 12 estádios construídos ou reformados teriam tirado verba da educação e da saúde brasileira. “A presidente Dilma Rousseff, falando duas semanas antes da Copa do Mundo, salientou que o orçamento do Estado para a educação e a saúde não será afetado pelos empréstimos do BNDES para os estádios (apenas 0,16 por cento do PIB do Brasil)

3. A Fifa mandou o Brasil construir 12 estádios caros

Segundo a entidade, cabe a cada país escolher se quer usar 8, 10 ou 12 estádios. E o Brasil escolheu ter 12. A Fifa diz que apenas estabelece algumas diretrizes básicas a serem seguidas para que os estádios atendam às necessidades e expectativas das equipes, de segurança e dos meios de comunicação.

4. Os ingressos são tão caros que a maioria dos brasileiros não pode pagar

“Em comparação a outros grandes eventos (Jogos Olímpicos, Fórmula 1, torneios de tênis, shows de música pop, etc), há muitos ingressos baratos para a Copa do Mundo”, diz a Fifa.

A entidade diz que para os jogos da fase de grupos havia bilhetes a venda por 15 dólars. Além disso, a Fifa diz ter dado gratuitamente 100 mil bilhetes para os construtores que trabalharam nos estádios, “bem como para as pessoas socialmente desfavorecidas”.

5. FIFA exige isenção fiscal total para seus patrocinadores, o que significa que o país anfitrião não ganha nenhum dinheiro

A entidade diz não fazer nenhuma demanda de isenção fiscal geral para patrocinadores e fornecedores, ou para qualquer outra atividade comercial no país anfitrião.

“A Fifa só exige uma flexibilização dos procedimentos aduaneiros para alguns materiais que precisam ser importados para a organização da Copa do Mundo e que não estão à venda no país de acolhimento (por exemplo, computadores a serem utilizados pela Fifa), placas de publicidade eletrônica e a importação de bolas de futebol a serem utilizados durante a Copa e em seguida reexportados ou doados para uma instituição ligada ao esporte no país.”

6. A Fifa só quer lucrar e não se importa com mais nada

“A Fifa é uma associação de associações com fins não comerciais, sem fins lucrativos e que utiliza seus recursos para alcanças seus objetivos estatutários, que incluem o desenvolvimento do jogo de futebol ao redor do mundo”, diz a entidade. A Fifa diz gastar 550 mil dólares no desenvolvimento do futebol em todo o mundo.

7. O país sede é deixado sozinho para lidar com seus problemas sociais, econômicos e ambientais

A entidade diz estar “plenamente consciente da – e aceita totalmente – sua responsabilidade social como parte da Copa do Mundo”, diz.

“A Fifa anunciou uma estratégia completa de sustentabilidade há quase dois anos, com foco em estádios ecológicos, gestão de resíduos, poio da comunidade, redução e compensação de emissões de CO2, energias renováveis​​, mudanças climáticas e transferência de conhecimento. Além disso, a Fifa ainda apoia uma ampla gama de projetos sociais”.

8. A Fifa é responsável pelas remoções de famílias

“A Fifa  nunca exigiu qualquer desses despejos”, diz a entidade, que ainda afirma ter recebido por escrito do governo federal e das cidades-sede que ninguém teria que ser expulso ou removido para a construção ou reforma dos 12 estádios.

9. A Fifa expulsou os ambulantes da rua para dar exclusividade a seus patrocinadores

A Fifa nega a acusação de que estaria expulsando os vendedores ambulantes das áreas no entorno dos estádios. “Pelo contrário, a Fifa trabalha duro para assegurar que os comerciantes de rua façam parte da Copa do Mundo. No ambiente do estádio, no entanto, preocupações com a segurança implicam que só pessoas com ingressos ou credenciais possam entrar”, explica.

“Na maioria das cidades-sede, os comerciantes de rua que já estavam trabalhando em torno dos estádios foram registrados e, portanto, poderão trabalhar perto dos estádios e das Fan Fests durante a Copa do Mundo”, diz a entidade.
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José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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