Fatos & Fotos – 21/07/2021 – Amy Winehouse,Bolsonaro e o judiciário,RIcardo Salles e PF,,STF,Joe Binden,Desmatamento,Agronegócio,

A realidade, questão de tempo e lugar, haverá de esgarçar seus sonhos.

Na trilha sonora da noite desta quarta-feira Vivaldi – Storm | Bandura e acordeão


Mundo se prepara para a mudança climática, e Brasil recua para o século XIX na questão ambiental

A mudança climática está entre nós, e o que precisamos fazer é nos preparar para as suas consequências. A Europa anunciou uma redução forte na emissão de gases de efeito estufa nos próximos anos, um plano agressivo, e o governo americano de Joe Biden também se preparando para isso, com várias medidas.

O Brasil tem um longo dever de casa nesse assunto. E uma das tarefas urgentes é conter o desmatamento. A maior parte da população brasileira é concentrada na costa e um dos riscos da mudança climática é a elevação do nível do mar. É preciso estar preparado para isso. O país tem grandes climatologistas.


Boa noite.
Acalanto
Ada Ciocci

Vai amado.
Busca por onde quiseres,
com quem quiseres,
como quiseres,
o prazer.
Até mesmo,
aquele prazer que um dia alguém apelidou de amor.
E, se por acaso te cansares e,
do compromisso que um dia nos uniu te lembrares,
se desejares, volta.
Serei a que conforta.
Não saberás da dor,
da saudade,
das lágrimas sentidas que tua ausência causou.


A história é implacável!
Foi preciso uma pandemia para que o capital finalmente perceba que o barbudo alemão tinha razão; sem a mão de obra do trabalhador, nenhuma empresa, indústria, negócio, funciona. E o lucro do suor alheio desaparece. Vão ao ralo os Chicago’s Boys, Adam Smith, David Ricardo, Ayan Randt e outros teóricos do infame “Money is all”.


Embalando essa manhã de quarta-feira Amy Winehouse – Love Is A Losing Game


Capacete Parade de inspiração greco-romana (sem viseira) do imperador Carlos V (1500-1558) de Filippo Negroli. O cabelo e a barba são feitos de ouro. Espanhol, 1533 DC. Royal Armory na National Gallery of Art, Madrid.



Bolsonaro quer impor “limites” ao Judiciário

Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo/24-03-2021

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que cada Poder “tem que saber seu limite”, e disse especificamente que o Judiciário, com quem tido atritos, também está incluído nisso. De acordo com Bolsonaro, “não é fácil” manter a “harmonia” entre os três Poderes.

— Cada Poder tem que saber que tem limite. Eu tenho limite, por que o Judiciário não pode ter limite? Tem que ter limite também. E a mesma coisa no tocante ao Legislativo. O importante é a gente manter a harmonia entre nós, o que não é fácil — afirmou Bolsonaro, em entrevista à rádio Itatiaia.


Foto do dia

Royalty free. A imagem é liberada livre de copyrights PixaBaby


Desmatamento já causa perdas bilionárias ao agronegócio, apontam estudos.

Pesquisas ligam avanço da agropecuária em biomas como Amazônia e Cerrado a estiagem e alta nas temperaturas, o que, segundo cientistas, reduz a produtividade e resulta em bilhões de dólares de prejuízo por ano ao setor.

De acordo com relatório do Mapbiomas, 99% do desmatamento ocorrido no Brasil em 2020 foi ilegal.

Enquanto o desmatamento bate sucessivos recordes no Brasil, pesquisadores tentam mostrar que o avanço da agropecuária sobre os biomas pode ser um tiro no pé do próprio agronegócio. Segundo estudos recentemente publicados, o setor já está deixando de ganhar bilhões de dólares por ano por conta da questão ambiental — e, se esforços não forem feitos para conter os danos, a expectativa é de piora no cenário.

De acordo com o sistema Deter do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento da Amazônia teve, em junho de 2021, o pior índice para esse mês desde o início da série histórica: 1.061,9 quilômetros quadrados.

Publicado pelo periódico World Development, um estudo liderado pela engenheira ambiental Rafaela Flach, pesquisadora da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, calculou em 3,55 bilhões de dólares por ano os prejuízos atuais da indústria da soja por conta do excesso de calor — cada dia com calor acima de 30 graus Celsius reduziria a produtividade do grão em até 5%.

“Nosso trabalho partiu da relação entre a perda de ecossistemas e a influência na temperatura, com base em dados de satélites e dados meteorológicos. É uma relação bem forte, e analisamos a situação na Amazônia e no Cerrado”, explica Flach. “Estimamos qual é o efeito desse aumento extremo de temperatura na cultura da soja, considerando a perda de produtividade em decorrência do calor.”

Em maio deste ano, a revista Nature publicou um estudo que também apontou para o bolso dos ruralistas. Demonstrando que os atuais níveis de desmatamento são causadores dos cada vez mais recorrentes períodos de estiagem, os pesquisadores ressaltam que conter esses danos aos biomas nativos seria capaz de reduzir os gastos com a agropecuária em 1 bilhão de dólares por ano, considerando apenas a região sul da Amazônia brasileira.


Joe Biden escolheu um péssimo dia para acusar a China de hackear a Microsoft. A jogada, com cara de aceno aos europeus e marcação de posição em relação a Pequim, foi ofuscada pelas revelações do gigantesco esquema de espionagem possibilitado pelo software israelense Pegasus.


Nota técnica do Ministério da Saúde enviada à CPI da Covid aponta que a pasta “não solicitou a produção de hidroxicloroquina ou cloroquina ao Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército“. O documento contraria informação dada pelo Exército à CPI.


Inquérito da PF que tem Salles entre os alvos aponta uso de documentos falsos e ‘lavagem’ de madeira nativa

Uma perícia realizada pela Polícia Federal no âmbito da operação Akuanduba – que teve entre os alvos o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim – apontou indícios de “lavagem” de produtos florestais por meio do uso de documentos falsos.

Perícia realizada no âmbito da operação Akuanduba – que teve como alvos o ex-ministro Ricardo Salles, funcionários do Ibama e empresários – apontou indícios de “lavagem” de madeira nativa por meio do uso de documentos falsos.

De acordo com reportagem do G1, a perícia foi realizada a partir de informações obtidas junto ao Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos e apontam um “possível grave esquema de conluio entre agentes públicos brasileiros e particulares” no Brasil e nos Estados Unidos para legalizar madeiras brasileiras retidas em portos norte-americanos.

Segundo a PF, a análise “demonstrou que a origem dos produtos florestais que foram exportados por meio do contêiner TCNU7091944 apresentou DOFs [Documento de Origem Florestal] emitidos mais de oito meses após o final dos sinais de exploração florestal detectados em imagens de satélite”.


Um texto impressionante sobre a tragédia brasileira.
Por Eduardo Salomão Condé.

“A miséria tem rosto, identidade e classe. Parece impossível não reconhecer o abismo no qual fomos lançados, mas há quem o faça tanto como há os que contribuiram para isso. Não escrevo por qualquer paixão partidária, não a tenho, mas como pura tristeza. Uma manhã recente, caminhando, encontrei, em um raio de 500 metros, quatro pessoas remexendo o lixo, três outros deitados na calçada, dois pedintes na porta de uma padaria e dois vendedores de semáforo disputando o local. Isto às 8:30. O número de trabalhadores para entregas de aplicativo, assentados em máquinas que parecem querer desmoronar, engrossam o coro da precariedade. A imagem do desalento não é um número na pesquisa IBGE, está sob o olhar de qualquer um com noção de civilidade. Antes de 2015, o Brasil havia saído do mapa da fome da ONU, a taxa de desemprego estava próxima de 5% e a combinação de aumento real do salário mínimo, emprego e programas sociais mostrava outro país. Repito: não escrevo por paixão partidáris – isto são fatos. Era perfeito? Por Deus, não! Claro que havia limites. Argumentava-se: faltava muito para quem estava à esquerda e era “populismo” para a direita. Os idiotas da objetividade, tomando de empréstimo o termo a Nelson Rodrigues, previram o caos entre 2006 e 2014 – salários acima da produtividade, gastos públicos, Estado inchado, o boom dos commodities que acabaria, o não aproveitamento da janela demográfica, era o comum linguajar dos mestres do universo da economia convencional mainstream. A imprensa tradicional repetia os mesmos economistas de corretora, ou a serviço da doença infantil do mercadismo, em um ataque diuturno de adversativas: caiu a miséria e o emprego, MAS… .
Derrotados nas urnas três vezes, a sanha golpista vem emergindo. Lembram-se de 2013 e do gigante que “acordou”? Da eleição de 2014 – a quarta derrota seguida dos idiotas da objetividade e da elite econômica, a mesma que ganhou tanto com a política conduzida pelo … PT. O garoto mimado das alterosas contestou o resultado. Daí por diante, a lógica foi: era preciso retomar o Estado; fazer as “reformas” trabalhista, fiscal e previdenciária; desmontar o Estado e colocar, claro, os pobres “em seu lugar”. Era “só tirar a Dilma” e o país cresceria, o dólar cairia, a gasolina diminuiria de preço e os negócios prosperariam. Então tá, com pausa para gritar com raiva.
Houve um golpe parlamentar sob fútil argumentação e sob a desculpa da falta de apoio político no Congresso. O vice indigno de ser nomeado – um mascate político da direita – conspirou, venceu e fez a reforma fiscal mais absurda do planeta com o teto de gastos, a reforma trabalhista que destruiu direitos, e deixou a previdenciária pronta. Em paralelo, a política foi demonizada, o judiciário ganhou um juiz ladrão e que agiu para interferir na política, demonizaram o passado e destroçaram a confiança das pessoas.
O resultado foi a eleição de um pulha desqualificado e sua trupe de militares oportunistas, filhos idiotas, deputados e senadores tão imbecis quanto os filhos e o pulha pai e a pior direita, de corte fascista.
Agora estamos aqui. Pessoas comendo do lixo, trabalhadores desalentados e desempregados, vendedores nos semáforos, dormitórios na calçada. E sem crescimento, sem emprego, submetidos à ditadura do mercado, à mercê de reformas que convencem apenas o jornalismo a serviço do mesmo mercado e os economistas de sempre. As reformas não trouxeram emprego, crescimento e muito menos estabilidade e segurança. Em linguagem popular, um papo furado sem tamanho, com ganhadores em uns 3% da população e perda dos outros 97%.
É o retrato da tristeza. Tivemos algo bom, limitado, mas não era tão ruim. Tinhamos mais esperança e orgulho. Quem hoje, a não ser um autista político, um anão moral ou um puro e simples imbecil, pode dizer que melhorou? Foi eleito um sujeito grosseiro, desprovido de empatia, o qual não compreende o cargo e nem o decoro, não articula falas ou ideias com o mínimo de racionalidade, defende armas e milícias. Um retrato da maldade, do descaso e da falta de trabalho. Isso mata, desonra, envergonha e nos rouba a civilidade. Este homem ajudou a desvelar um país, parte dele, que seja 20%, parecidos com ele. E agora metido em falcatrua com compra de vacinas? Além de tudo, com rachadinha, ministros indiciados e mansões inexplicáveis?
Agora estamos na onda de Lyra, Pacheco, Aras, Ricardo Barros, Bia Kicis, loucos que se vestem como canarinhos em ternos verdes, Zambelis e uma malta de delegados, coroneis, majores e soldados no Congresso que parecem perdidos em cada fala, mas atentos aos cargos e interesses no Estado. A economia foi terceirizada para um ministro perverso e metido a esperto, colocando “granadas no bolso” de servidores e demolindo, como pode, o Estado. O meio ambiente em agonia e a fundação palmares nas mãos de um negro que odeia … negros. Um esgoto ético e político em seu todo.
Esta é a história de uma tragédia com muitos responsáveis. Tragédia por estar na presidência o pior presidente possível na pior pandemis em gerações. Uma parca para cortar o fio da vida. Recebido como “mito”, mesmo que pareça um mico, em motociatas a la Mussolini, com assessores adotando gestos supremacistas e, ao atrasar vacinas, aumentando o número de mortes.
Nada é suficiente, nada falta para provar – mas tudo falta com as instituições da república, também desmoralizadas, sem operarem contra o descalabro.
Tiraram Dilma, demonizaram a política, impediram candidatura, destruiram a esperança e louvam a ditadura. Era uma escolha difícil, entre um professor e um pulha que louvava a ditadura e torturadores? Não era. Se Paris não fosse logo ali, se democratas tivessem reagido, se o pulha tivesse sido detido quando louvou um torturador, talvez a história fosse outra.
Mas não há outra, somente o deserto do real.
Se há alguém mais feliz, hoje, com a economia, há algo errado com este cidadão. Se alguém acha que melhorou, o sujeito está em surto. Se a política pariu tantos anões éticos,moralistas de ocasião e juíz que combina acertos com promotor e não consegue sequer falar em público, e ainda assim há pessoas que dizem: “tudo bem, tiramos o PT”, o manicômio já se instalou.
De minha parte, recuso-me a ser internado como insano porque defendo que houve golpe em 2016, que 2013 abriu as portas do inferno, que Moro é uma vergonha, que Temer foi golpista, que as reformas pioram a vida de todos, que o Congresso de 2018 tem em torno de 60% entre apedeutas e oportunistas, ou porque vejo no presidente não o mal religioso, mas uma alma apodrecida
Nào estou feliz ou confiante. O país piorou muito. Doi o dormir na rua, a fome, o desalento, o desemprego, a desesperança. Este é o único sentimento possível para quem mantém a empatia e o senso de realidade.
Precisamos recuperar o país em nome da sanidade e da esperança.
É tarde, vou dormir, dificilmente alguém lerá este texto enorme ou o compartilhará. De certa forma, escrever é sempre um ato solitário, uma mensagem na garrafa.

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