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Em delação, Cleto cita relação entre Cunha e atual ministro Dyogo Oliveira

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O ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto, delator na Lava Jato, teria afirmado em sua delação que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mandou que ele abortasse sua candidatura à presidência do conselho do FI-FGTS em 2014, quando o atual ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, na época secretário-executivo adjunto, se lançou candidato.Eduardo Cunha se reunia semanalmente para passar orientações ao vice da CaixaEduardo Cunha se reunia semanalmente para passar orientações ao vice da Caixa

Cleto teria afirmado que Cunha tinha “assuntos de seu interesse” no Ministério da Fazenda, que vinham sendo tratados com Dyogo. As informações são do colunista Lauro Jardim.

Propinas nas obras do Porto Maravilha

Também na delação, Cleto afirma que foi orientado por Eduardo Cunha a segurar por três semanas um voto para cobrar propina e, depois, recomentado a votar contra a liberação de recursos do FGTS para a empresa Sete Brasil.

A suposta propina teria sido de R$ 52,5 milhões, remetidos a contas bancárias no exterior, segundo o jornal O Globo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Eduardo Cunha solicitou ao depoente que esperasse para proferir o referido voto. Infere que a finalidade de Cunha era obter um tempo para poder solicitar propina das empresas neste ínterim”, registra um dos termos da delação.

Como vice-presidente da Caixa entre 2011 e 2015, no setor de Fundos de Governo e Loterias, Cleto tinha poder de voto nas alterações na liberação de recursos do FGTS ao projeto do Porto Maravilha, no Rio.

Cleto detalhou relação de Cunha com BTG Pactual

Em sua delação, o ex-vice-presidente da Caixa afirma que Cunha pedia “agilidade e prioridade na análise” nos pedidos do BTG Pactual. O caso era sempre discutido em encontros na sede do banco, em São Paulo, e na própria Caixa.

Eram dois os interesses de André Esteves, do BTG: a empresa de saneamento Estre Ambiental, da qual o BTG era sócio, e a na renovação do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS).

A empresa de saneamento precisava que o FI-FGTS comprasse R$ 500 milhões em ações da empresa. Cleto foi recomendado por Cunha a apoiar a operação e o investimento foi aprovado em fevereiro de 2014. A assessoria do BTG afirma que o investimento não se concretizou.

Em relação ao FCVS, Cleto explicou que o Banco Nacional tinha uma dívida grande com o Banco Central em razão do Proer, e a intenção do BTG era usar o Fundo de Compensação de Variações Salariais para quitar o montante. O BTG tinha interesse em comprar o Nacional e Cleto foi recomendado a agilizar o caso.
Fonte/JB

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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