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Eliseu Visconti – Artista Plástico – Biografia

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Retrato do artista plástico Eliseu Visconti

Eliseu d’Angelo Visconti
* Giffoni Valle Piana, Província de Salerno, Itália – 30 de Julho de 1866 d.C
+ Rio de janeiro, RJ. – 15 de Outubro de 1944

Filho de Gabriel d’Angelo e de Christina Visconti, teria imigrado para o Brasil com um ano de idade, segundo Frederico Barata, seu principal biógrafo e autor do livro oficial do pintor “Eliseu Visconti e Seu Tempo”, de 1944. No entanto, informações contidas em carta de próprio punho encaminhada por Eliseu Visconti em 26 de agosto de 1938 a Oswaldo Teixeira, à época Diretor do Museu Nacional de Belas Artes, revelam que sua vinda para o Brasil teria ocorrido em 1873, aos sete anos de idade portanto.

Teria sido trazido por influência de D. Francisca Eugênia Monteiro de Barros, a Baronesa de Guararema, aluna de Vitor Meireles, e que se tornou grande incentivadora e protetora de Visconti. Em tratamento de saúde na Itália, a Baronesa convence a família de Eliseu a deixá-lo vir para o Brasil, juntamente com sua irmã Marianella. Eliseu Visconti hospeda-se inicialmente na Fazenda São Luiz, em Além Paraíba, de propriedade de Luiz de Souza Breves, o Barão de Guararema.

Iniciado na música por seus familiares, o precoce talento pelas artes plásticas prevaleceu após a Baronesa ver um de seus desenhos, representando a figura de uma camponesa romana. Foi o bastante para que, a conselho de sua protetora, deixasse de freqüentar as aulas de música, que já não lhe agradavam, e abraçasse os estudos de desenho e pintura.

Em 1883, o poeta Otaviano Hudson, amigo da família de Eliseu Visconti, encaminhou-o com uma carta de apresentação para matrícula no Liceu de Artes e Ofícios. Seus trabalhos no Liceu, além de valerem-lhe inúmeras medalhas, despertaram a atenção de colegas e professores, dentre estes Vitor Meireles, José Maria de Medeiros, Estevão Roberto da Silva e Pedro José Peres.

Sem abandonar o Liceu, ingressa na Imperial Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1885, estimulado por D. Pedro II. O Imperador, um ano antes, em uma de suas visitas ao Liceu, impressionado que ficara com uma escultura de Visconti intitulada “As romãs”, havia aconselhado o jovem Eliseu a continuar seus estudos na Academia: “Por que o senhor não entra na Academia? O senhor deve continuar, deve entrar o quanto antes na Academia”. Foram as palavras de D. Pedro II, durante solenidade no Liceu Imperial de Artes e Ofícios. Na Academia, Visconti teria novamente como professores Vitor Meireles e José Maria de Medeiros, e ainda Zeferino da Costa, Henrique Bernardelli e Rodolfo Amoedo. Mas receberia a última recompensa do Liceu, em 1886, novamente das mãos do Imperador, que lhe entrega o prêmio da medalha de prata em Ornatos e acrescenta: “Vejo que o senhor progride. Isto me causa grande satisfação. Quando entra para a Academia?” Visconti, emocionado, não consegue agradecer a D. Pedro II nem lhe comunicar que já ingressara na Academia. Anos depois, o agradecimento viria em forma de homenagem, quando Visconti, mesmo sofrendo críticas,  inclui a figura do Imperador no Pano de Boca do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ao finalizar seus estudos no Brasil, Visconti já estava capacitado tecnicamente frente às questões da pintura então em voga na Escola. Essa maturidade, pode ser percebida na paisagem “Mamoeiro”, com a qual o artista conquista em 1890 a medalha de ouro em pintura. Nessa obra já se  apresentam aspectos que seriam constantes na produção de Visconti, como, por exemplo, o manejo da cor. As qualidades de Visconti seriam confirmadas pela sugestão de compra de duas de suas obras para integrar a nova galeria da Academia, fato marcante se considerada sua então condição de estudante.

Em 1892 é organizado o primeiro concurso da República, tendo como prêmio a concessão de bolsa de estudos na Europa. Eliseu Visconti participa e vence o concurso, sendo o primeiro pensionista da República pela Escola Nacional de Belas Artes.

CRONOLOGIA DE ELISEU D’ANGELO VISCONTI
por Miriam Seraphim e Tobias Stourdzé Visconti

1866 – Eliseu d’Angelo Visconti nasce em 30 de julho, na Vila de Santa Caterina, Comuna de Giffoni Valle Piana, Salerno, Itália.

c. 1873 -Por influência de Francisca Eugenia Monteiro de Barros, a Baronesa de Guararema, vem para o Brasil com sua irmã Marianella.

1883 -Inicia seu aprendizado artístico matriculando-se no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde é aluno de Victor Meirelles e Estevão Silva.

Recebe Medalha de Bronze em Ornatos do Liceu de Artes e Ofícios.

1884 – Recebe a Primeira Medalha de Bronze em Ornatos (cópia de gesso), Menção Honrosa em Escultura, Prêmio Conselheiro João Alfredo e Primeira Medalha de Bronze em Escultura (Prêmio 9 de junho).

Recebe incentivo do Imperador D. Pedro II para ingressar na Academia Imperial de Belas Artes.

1885 -Recebe, ainda no Liceu, a Terceira Medalha de Prata em Ornatos.

Matricula-se na Academia Imperial de Belas Artes, onde será aluno de Victor Meirelles, José Maria de Medeiros, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli.

1886 – Recebe a Primeira Medalha de Prata em Desenho de Ornatos, conferida pelo Liceu de Artes e Ofícios.

Recebe a Pequena Medalha de Ouro em Desenho Figurado e Medalha de Prata em Modelo Vivo, conferidas pela Academia Imperial de Belas Artes.

1888 – Recebe Medalha de Prata em Paisagem, conferida pela Academia Imperial de Belas Artes.

A Sociedade Propagadora das Belas Artes o admite como professor de Desenho Elementar no Liceu de Artes e Ofícios.

1889 – Passa a ministrar aulas de Desenho Figurado no Liceu de Artes e Ofícios.

Na Academia Imperial de Belas Artes, recebe a Grande Medalha de Ouro em Paisagem, Medalha de Prata em Pintura Histórica e Pequena Medalha de Ouro em Modelo Vivo.

1890 – Em março, participa da exposição oficial, recebendo Menção Honrosa, e tem dois de seus trabalhos adquiridos para integrar a nova galeria da Academia.

Com o grupo de alunos denominados “modernos” e alguns professores da Academia Imperial de Belas Artes, rebela-se contra as normas de ensino vigentes e funda o Atelier Livre, que realizaria exposição de sucesso no final do ano, nos moldes do “Salão dos Independentes de Paris”.

1891 – Torna-se sócio benemérito da Sociedade Propagadora de Belas Artes.

Recebe a Medalha de Ouro em Pintura, com a obra Mamoeiro, e Medalha de Prata em Modelo Vivo.

1892 – Vence o primeiro concurso da República na Escola Nacional de Belas Artes, conquistando o Prêmio de Viagem à Europa.

1893 – Embarca para Europa em 28 de fevereiro, a bordo do navio Congo.

Ingressa na Académie Julian, atelier de Bouguereau e Ferrier, professores que lhe servem de referência ao se candidatar ao ensino oficial da École.

Através de concurso, ingressa na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts, de Paris. Dentre 321 candidatos que se apresentaram ao concurso, obtém ao final a sétima colocação dentre os 84 admitidos na seção de Pintura.

Participa da “World’s Columbian Exposition” em Chicago, EUA, e recebe uma medalha pelas oito paisagens a óleo apresentadas.

1894 – Abandona a École des Beaux-Arts, e passa a cumprir as tarefas exigidas pela sua condição de pensionista na Académie Julian.

Expõe no “Salon des Champs-Elysées” os quadros No verão e A leitura.

Na “1ª Exposição Geral de Belas Artes”, no Rio de Janeiro, recebe Medalha de Ouro de 2ª Classe pela tela No verão.

Ingressa na École Guérin, onde será aluno de Eugène Grasset, uma das mais destacadas expressões do art nouveau.

1895 – Expõe novamente no “Salon des Champs-Elysées”, desta vez com as obras As comungantes e A convalescente.

1895/96 – Realiza diversas viagens a Madri, onde no Museu do Prado executa cópias de quadros de Velásquez, dentre as quais a Rendição de Breda, em tamanho natural, pela qual receberia voto de louvor dos professores da Escola Nacional de Belas Artes.

1896 – Em novembro, na Europa, começa a circular o primeiro número da Revue du Brésil, cuja capa foi criada por Visconti.

1897 – Participa do “Salon du Champ de Mars”, com Sonho místico e Fatigada.

Armand Silvestre publica, no 24º volume de sua coleção Le Nu au Salon, a reprodução de uma pintura de Visconti, à qual dedica duas poesias.

1898 – Expõe, no “Salon du Champ de Mars”, a tela Recompensa de São Sebastião.

Freqüenta o atelier de Benjamin Constant e Jean Paul Laurens, da Académie Julian. Recebe o 1º Prêmio de Esquisse, na Académie Julian, com a obra Na fonte.

Termina o curso na École Guérin.

1899 – Novamente no “Salon du Champ de Mars”, expõe O Beijo e Gioventù.

c. 1900 – Conhece e torna-se companheiro da jovem francesa Louise Palombe, com quem ficaria casado pelo resto de sua vida.

1900 – Recebe Medalha de Prata na “Exposition Internationale Universelle” de Paris, por suas telas Gioventù e Oréadas e Menção Honrosa na Seção de Arte Decorativa e Artes Aplicadas.

Terminado o período do Prêmio de Viagem, retorna ao Brasil.

1901 – Realiza sua primeira exposição individual na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, apresentando 60 quadros e 28 trabalhos de arte decorativa e arte aplicada à indústria.

Executa cartaz alegórico em homenagem a Santos Dumont.

Nasce, no dia 14 de julho, em Saint Hubert, França, sua primeira filha, Yvonne.

1902 – Participa da “Exposição Geral de Belas Artes”, recebendo Medalha de Ouro de 1ª Classe pelo quadro Retrato do Sr. Simas. No mesmo Salão, o júri da Seção de Artes Aplicadas à Indústria lhe confere medalha de prata, pelo conjunto da obra exposta.

Volta a Paris onde havia deixado a família.

Na edição de junho, a revista inglesa The Studio, reproduz suas obras, Gioventú e Recompensa de São Sebastião, acompanhadas de breve comentário.

1903 – Realiza em março, desta vez em São Paulo, uma exposição individual, para a qual leva a maioria das obras expostas no Rio, em 1901, contando na inauguração com a presença do então Presidente do Estado, Dr. Bernardino de Campos.

Cria, para a fábrica de cerâmica e vidro de Américo Ludolf, cerâmicas e vasos decorados com elementos da flora brasileira e figuras femininas de inspiração art nouveau.

Desenha o ex-libris e o emblema para a Biblioteca Nacional.

1904 – Na “Universal Exposition Saint Louis”, EUA, recebe a Medalha de Bronze por trabalhos em aquarela, e a Medalha de Ouro com o óleo Recompensa de São Sebastião.

É declarado vencedor dos três concursos de selos postais e cartas-bilhete, organizados pela Casa da Moeda.

A Biblioteca Nacional executa o seu ex-libris e emblema, a partir dos desenhos de Visconti.

A revista francesa L’Illustration reproduz todos os projetos de selos de Visconti.

Retorna a Paris e volta a freqüentar a Académie Julian em junho, no atelier de J. P. Laurens e Benjamin Constant.

1905 – Expõe, no “Salon du Champ de Mars”, em Paris, o Retrato da escultora Nicolina Vaz de Assis.

Recebe o convite do Prefeito Pereira Passos para executar as decorações do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em atelier alugado em Paris, inicia as decorações do pano de boca, do plafond sobre a platéia e do friso sobre o proscênio para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

1906 – Em fevereiro, assina com a Prefeitura do Distrito Federal o contrato para execução das decorações do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Expõe na Casa Vieitas, no Rio de Janeiro, a maquete do pano de boca para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Expõe a tela Maternidade no “Salon de Champ de Mars”.

Em junho, é nomeado para substituir Henrique Bernardelli na Primeira Cadeira de Pintura da Escola Nacional de Belas Artes.

1907 – Expõe em julho, no seu atelier no Boulevard du Chateau, em Neuilly, Paris, o pano de boca do Theatro Municipal. O prefeito Pereira Passos e o ex-presidente Rodrigues Alves comparecem à exposição.

Retorna ao Brasil em outubro, no vapor Nille, trazendo consigo os trabalhos do Theatro Municipal.

1908 – Orienta os trabalhos de montagem de suas pinturas no Theatro Municipal, tendo o pano de boca sido colocado em julho de 1908, um ano antes da inauguração do teatro.

Em março, toma posse do cargo de professor de Pintura, na Escola Nacional de Belas Artes.

Constrói um prédio de três pavimentos para abrigar seu atelier à Avenida Men de Sá, no Rio de Janeiro, em terreno adquirido da escultora Nicolina Vaz de Assis. O atelier foi montado no 2º andar, acima de um apartamento no 1º andar e de duas lojas no térreo.

Recebe a Medalha de Ouro na “Exposição Nacional” realizada no Rio de Janeiro.

Retorna a Paris, em novembro.

1909 – Oficializa sua união com Louise Palombe, casando-se na Commune des Essarts Le Roi, França, no dia 14 de janeiro.

Vem com a família para o Brasil e instala-se no imóvel da Avenida Men de Sá.

1910 – Realiza uma pequena exposição individual na Casa Vieitas, onde mostra pela primeira vez o Retrato de Gonzaga Duque.

Nasce, em 30 de julho, seu segundo filho, Tobias. Muda-se com a família para a Ladeira do Barroso (atual Ladeira dos Tabajaras).

Participa da “Exposición Internacional de Bellas Artes”, aberta a 19 de setembro, um dia após a inauguração do Museo Nacional de Bellas Artes, de Santiago do Chile, com as telas Maternidade, Sonho místico e Retrato da escultora Nicolina Vaz de Assis, e mais 14 itens de Arte Decorativa.

O Governo do Chile adquire sua obra Sonho místico, por 4.500 francos.

1911 – Participa da “1ª Exposição Brasileira de Belas Artes”, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, com as telas Maternidade, A carta, Pedro Álvares Cabral e Retrato de Yvonne. A exposição teria sido o ponto de partida para a aquisição da tela Maternidade pelo Governo do Estado de São Paulo.

1911/12 – Executa dois painéis decorativos para a Biblioteca Nacional, denominados Instrução e Progresso.

1913 – Participa da “2ª Exposição Brasileira de Belas Artes”, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, com as telas Anunciação, Dedo de Deus e Primavera.

Volta a Paris com a família para executar as decorações do teto do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, após vencer concurso aberto pela Prefeitura do Distrito Federal.

1913/15 – Trabalha na decoração do foyer, em seu atelier em Paris.

1915 – Nasce, em 03 de janeiro, seu terceiro filho, Afonso, registrado no consulado brasileiro da França.

Expõe em seu atelier da Rua Didot, em Paris, as pinturas executadas para o teto do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Regressa ao Brasil, em novembro, no vapor Oronza, levando a bordo a decoração do foyer. A família permanece em Saint Hubert, arredores de Paris.

1916 – Após a colocação dos painéis do foyer, concluída em março, retorna à França em abril do mesmo ano, no vapor Frísia, para juntar-se à família.

1916/20 – Na residência da família de sua esposa, em Saint Hubert, realiza diversas paisagens impressionistas, por muitos consideradas, em conjunto com aquelas que seriam realizadas em Teresópolis, como o que de melhor o artista produziu.

1917 – Curta viagem à Itália, para visitar a mãe, que veio a falecer dois anos depois.

1920 – Expõe Vitória de Samotracia e Cura de sol no “Salon de Champ de Mars”.

Em junho, retorna definitivamente ao Brasil com sua família, no vapor Samara, chegando ao Rio no dia 30.

Em agosto, realiza uma exposição individual, na Galeria Jorge, Rio de Janeiro, apresentando 38 obras, a maioria pintada na França.

Dirige um curso particular de pintura à Rua das Laranjeiras, 39, tendo entre seus alunos o pintor Manoel Santiago.

1921 – Apresenta três projetos de selos para concurso realizado no Rio de Janeiro, em comemoração ao Centenário da Independência.

1922 – Com o tríptico Lar, é agraciado com a Medalha de Honra na “Exposição Comemorativa do Centenário da Independência”.

1922/23 – Conclui, com a colaboração de Oswaldo Teixeira, a decoração do vestíbulo do Conselho Municipal, atual Câmara dos Vereadores (Palácio Pedro Ernesto), na Cinelândia.

1924 – Executa o painel decorativo da Câmara dos Deputados, hoje Assembléia Legislativa do Rio (Palácio Tiradentes, na Praça XV de Novembro), representando a assinatura da primeira Constituição republicana, em 1891.

1926 – Na Galeria Jorge, no Rio de Janeiro, realiza, em setembro, nova exposição de arte decorativa e arte aplicada às indústrias, reapresentando os trabalhos antigos e expondo agora os selos postais premiados em 1904, bem como o ex-libris e o emblema da Biblioteca Nacional.

1927 – Constrói sua casa de veraneio em Teresópolis e inicia a fase em que executa trabalhos retratando a paisagem daquela região serrana, à qual incorpora figuras de sua família, sob a luz tropical, criando um impressionismo próprio.

Participa com Assis Chateaubriand e Frederico Barata dos primeiros esforços para criação de um museu de arte em São Paulo, com a doação de quatro telas.

1931 – Executa desenho para estilização das armas municipais do Rio de Janeiro, a pedido do Prefeito Adolpho Bergamini.

Zaco Paraná executa o busto de Eliseu Visconti, em bronze.

1934 – Recebe Menção Honrosa no “1º Salão Paulista de Belas Artes”.

1934/36 – Com a reforma do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que previa o alargamento da boca de cena, executa um novo friso sobre o proscênio, intitulado As Ondas Musicais, que seria colocado sobre o original. Nesse trabalho, foi auxiliado por sua filha Yvonne e por seus discípulos Henrique Cavalleiro, Agenor César de Barros e Martinho de Haro.

Nesse mesmo período, leciona no curso de extensão universitária de artes decorativas, que funcionava junto à Escola Politécnica do Rio de Janeiro, organizado pelo Professor José Flexa Ribeiro.

1935 – Apresenta seu trabalho, Minha filha Yvonne, na exposição em Pitsburg, EUA, “The 1935 International Exhibition of Painting”, no Carnegie Institute.

1937 – Convidado por Lucílio de Albuquerque, integra a comissão examinadora do concurso para professor catedrático de Arte Decorativa da Escola Nacional de Belas Artes.

1938 – Restaura o pano de boca do Teatro Municipal, que é acrescido de adendos laterais, por conta do alargamento do proscênio.

1941 – Sua tela Gioventù é doada ao Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro, pelo seu proprietário, E. G. Fontes.

1942 – Doa os originais que serviram para a confecção das suas decorações no teatro, para o Museu Evocativo do Theatro Municipal, criado por iniciativa do prefeito do Rio de Janeiro.

1943 – Em julho, recebe convite do Ministro da Educação Gustavo Capanema para realizar, no próximo ano, uma grande exposição dos seus trabalhos.

1944 – Participa de uma comissão, criada por Oswaldo Teixeira, para selecionar obras de Castagneto, para uma exposição retrospectiva no Museu Nacional de Belas Artes.

Em julho, sofre um assalto em seu atelier da Av. Mem de Sá, 60, sendo golpeado na cabeça.

Falece no dia 15 de outubro, aos 78 anos de idade, em sua residência, na Ladeira dos Tabajaras, Copacabana, Rio de Janeiro.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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