Eleições 2014: Oswaldo Aranha tinha razão: estamos num deserto de homens e ideias


Eleições 2014 Dilma Rouseef Aécio Neves Blog do MesquitaA situação política do país é desalentadora.

O ministro Joaquim Barbosa amarelou, desistiu de uma eleição em que tinha grande chance de vitória, e agora fica tirando uma onda, insinuando que pode ser candidato em 2018 e repetindo o estilo do ex-ministro Armando Falcão no regime militar: “Deus dirá…”

Os pré-candidatos que se apresentam são realmente de segundo time. Nenhum deles parece ser merecedor da confiança do povo. Como se dizia antigamente, “um pelo outro, eu não quero troca”.

A presidente Dilma Rousseff, por exemplo, jogou fora sua chance.

Curvou-se às imposições de Lula, deixou que o temperamento horrível a levasse por caminhos tristonhos, como dizia Ary Barroso, e vai encerrando seus quatro anos melancolicamente, em ambiente de franco pessimismo, ninguém mais sabe se será ou não candidata.

Até mesmo o presidente do PT, Rui Falcão, já expressou publicamente suas dúvidas quanto à candidatura dela (conforme este blog vinha anunciando, com absoluta exclusividade, há mais de dois anos).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]


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LULA, TODO ARRUMADINHO…

O substituto eventual do PT, lógico, é o ex-presidente Lula, que perdeu a chance de deixar seu nome na História Universal. Ao invés de se comportar com a simplicidade de Nelson Mandela ou Pepe Mujica, travestiu-se em novo rico, usa caríssimos ternos, só anda todo arrumadinho, é irmão/amigo-de-fé/camarada dos grandes empresários e financistas, virou um pastiche de si próprio, um personagem que soa falso o tempo todo.

Mas seu reinado parece longe do fim, é um enganador profissional que tem uma qualidade impressionante: sabe injetar otimismo. Diz as maiores barbaridades, mente sem parar, chega a ponto de afirmar que “o SUS está quase perfeito”, e o povo bate palmas, ninguém ri, ele não é internado e segue dizendo essas bobagens positivas.

Além disso, consegue passar ao largo dos repetidos escândalos do PT, sua popularidade se mantém, tornou-se um triste fenômeno, a registrar a absurda despolitização do país.

E OS OPOSITORES???

Os opositores , do PT francamente… Aécio Neves não tem perfil, não tem carisma. Desde jovem, com a farda da Escola Naval, viveu à sombra do avô Tancredo Neves, não transmite credibilidade nem confiança. A recente propaganda do PSDB na TV mostra isso, mensagens de estúdio, sem maior impacto, apesar da situação deplorável em que o PT se encontra. Está faltando pimenta no tempero tucano, a inapetência política é flagrante.

Quanto a Eduardo Campos, também viveu à sombra do avô Miguel Arraes. Não tem maior expressão, circunstância que até o favorece. No meio dos outros pré-candidatos, quem é menos conhecido pode ser encarado como menos pior, e a carreira meteórica de Fernando Collor foi exemplo disso. Mas Eduardo Campos também não desperta confiança. Fez um lobby incansável no governo e no Congresso para colocar a própria mãe em cargo vitalício no Tribunal de Contas da União. Ou seja, manchou a biografia, desnecessariamente.

Marina Silva é uma caricatura. Seu ambientalismo xiita e ecoólatra evidencia um impressionante despreparo político-administrativo. Se fosse eleita presidente, o país iria mergulhar em retrocesso. Não construiria hidrelétricas nem usinas nucleares. Não permitiria termoelétricas, porque são poluentes. E o país ficaria sem energia, porque as alternativas solares e eólicas por enquanto não geram quase nada.

Outro eterno pretendente ao Planalto, o tucano José Serra, também é carente de carisma, não tem projeto nem merece confiança, por ser ligadíssimo ao grande empresariado e ao mercado financeiro. Foi traído por Aécio na eleição de 2010, agora está indo à forra, porque dois tucanos bicudos não se beijam.

GERAÇÃO FRACASSADA

Resumindo: essa geração de políticos realmente fracassou. Portanto, como diziam os comunistas nos tempos da clandestinidade, quando tinham de escolher algum candidato, “é preciso votar com o dedo tapando o nariz”.

Parodiando o genial Oswaldo Aranha, a política se tornou um deserto de homens e ideias. Mesmo assim, ainda podemos encontrar razões para sermos otimistas. Entre todos os países do mundo, o Brasil é um dos que têm maior potencial de desenvolvimento econômico, em termos de agricultura, mineração e indústria. Como dizia um antigo ditado que ninguém lembra mais, “o Brasil cresce à noite, enquanto os políticos estão dormindo e não atrapalham”. Ainda bem.
Newton Carlos/Tribuna da Imprensa

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