Eleições 2010: Entre ‘Erenices’ e ‘Paulos Pretos’ a lama é a proposta maior dos candidatos

Esse é um mundo que nasceu, sobrevive e se alimenta na sarjeta. Cada qual dos dois ilusionistas, Serra e Dilma, candidatos à chefia dos desvalidos Tupiniquins, se traveste de vestal e transforma o adversário em representante das forças do mal.

Tais inacreditáveis, cínicas e omissas criaturas, durante esse lamaçal que ousaram chamar de campanha eleitoral, com farsantes marqueteiros empoleirados ao ombro, jamais propuseram soluções, vá lá, ao menos propostas concretas, para solucionar alguns dos mais proeminentes problemas que afligem essa depauperada pátria verde amarela.

Serra e Dilma, com medo da Igreja, não abordaram em nenhum momento a questão do Planejamento familiar, nem muito menos o Controle da natalidade. Ambas as questões estão situadas na raiz de muitos problemas.

Déficit público, déficit da previdência, câmbio flutuante. A lista da omissão de assuntos é infinda.

Serra e Dilma, os ilusionistas, quando tentaram se passar por popularescos, por populares impossível, pois não têm o menor cacoete, passaram a emoção de uma velhinha colocando fronha em um travesseiro.

Ética e moral nunca freqüentaram os palanques desse submundo.

Bom a propaganda eleitoral dos dois ilusionistas, Serra e Dilma, eivadas de mirabolantes promessas fantasiosas, não ser veiculada em outros países. Se assim o fosse teríamos uma onda de imigrantes em busca desse paraíso tropical.
O Editor


Licitação suspeita do metrô-SP vira peça eleitoral

Quando a história puder passar a sujo o rascunho da sucessão de 2010, acomodará o debate de ideias numa nota de rodapé.

As propostas de governo serão detalhes de um episódio maior: a briga de Dilma com Serra numa arena em que se misturaram religião e lama.

Nos últimos dias, foi ao ringue matéria prima nova: a licitação da Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O repórter Ricardo Feltrin demonstrou que o resultado da concorrência, anunciado na semana passada, era conhecido há seis meses.

O governador Alberto Goldman (PSDB) fez o que lhe cabia: suspendeu a emissão das ordens de serviço e acionou o Ministério Público e a Corregedoria do Estado.

A despeito disso, Dilma levou a mão ao balde. Despejou mais lodo sobre seu antagonista e o governo de São Paulo, que Serra chefiou até abril.

“Nós consideramos que é essencial que haja um controle maior dos processos licitatórios”, disse a pupila de Lula.

“[…] Acho que seria importante, pelo menos dessa vez, que eles abram sindicância, inquérito e vão apurar”.

E Serra: “Não [precisa investigar a gestão de São Paulo], porque não teve nada”. Agarrou-se, também ele, à alça do balde:

“A propósito de concorrência acertada, quem faz isso publicamente e abertamente e nunca ninguém disse nada é o governo federal…”

“…Fez isso com [a hidrelétrica] Belo Monte… Eles escolhem as empresas e depois fazem a concorrência já tendo combinado como faria”.

Arrastados para o pântano – Erenicegate, Dersagate, metrôs, hidrelétricas, cobras e lagartos— o eleitor é como que instado pelos candidatos a aderir ao bloco dos indecisos.

blog Josias de Sousa

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e designer gráfico e digital.

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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