Operação Caixa da Pandora abre a tampa da corrupção no governo de José Roberto Arruda desvendada pela Polícia Federal

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O DEM tem que se manifestar, e não tentar, como costuma fazer o PT, fingir que nada está acontecendo. Ou já sair declarando que o correligionário é inocente, como fez precipitadamente o experiente(sic) senador José Agripino. O pior para uma situação dessas é ficar com um cadáver insepulto. O melhor a fazer é o governador Arruda se afastar, se não tem culpa, e aguardar a apuração dos fatos, ou renunciar se os fatos revelados agora forem verdadeiros. Depois, independente de discursos lagrimosos — lembrar a cena quando da violação do painel do senado —, a verdade virá a tona. Na véspera de um ano eleitoral, quando a oposição não tem discurso nem proposta, exceto bater no presidente Lula, o silêncio, fingindo que é intriga ou conspiração, fará um ruído danado. Contra!

O Editor


Assessor de Arruda ‘colaborou’ com a PF para gravar e delatar suposto esquema.

O ex-delegado da Polícia Civil Durval Barbosa, secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, atuou como “colaborador” da Polícia Federal nas investigações que resultaram na Operação Caixa da Pandora, realizada nesta sexta-feira em Brasília, para delatar um suposto esquema de corrupção. Conversas de Barbosa com parlamentares, assessores do GDF e com o próprio governador José Roberto Arruda foram gravadas, por meio de escuta ambiente e também por microfones escondidos nas roupas do “colaborador”. Há também imagens de alguns desses encontros.

Durval Barbosa concordou em colaborar com as investigações em troca de uma punição mais branda em outro caso de corrupção, ocorrido no governo de Joaquim Roriz (PSC), revelado pela Operação Megabyte. Além da “delação premiada”, Barbosa também será beneficiado pelo Programa de Proteção a Testemunhas, do Ministério da Justiça.

A colaboração de Barbosa com a PF foi descrita no despacho do ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, que expediu os mandados de busca e apreensão.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Empresas também investigadas – Também são alvo da PF as seguintes empresas: construtora Conbral, Linknet, Adler, Vertax e Infoeducacional. A Operação Caixa da Pandora realiza busca e apreensão nos gabinetes e nas residências de quatro deputados distritais – Eurides Brito (PMDB), Rogério Ulisses (PSB), Pedro do Ovo (PRP) e do presidente da Casa, Leonardo Prudente (DEM) -, do recém-empossado conselheiro do Tribunal de Contas do DF, Domingos Lamoglia, ex-chefe de gabinete do governador, e de alguns dos principais assessores de Arruda: o chefe da Casa Civil do GDF, José Geraldo Maciel, o secretário de Educação, José Luiz Valente, o chefe de gabinete Fábio Simão e o assessor de imprensa Omézio Pontes.

Sigilo será suspenso – O ministro Fernando Gonçalves, do STJ, anunciou há instantes que na tarde desta sexta-feira determinará a suspensão do “segredo de justiça” da Operação Caixa de Pandora.

Gravações envolvem dinheiro – Em pelo menos uma das gravações feitas pelo assessor Durval Barbosa, em colaboração com a Polícia Federal, ele trata com Arruda sobre o destino de R$ 400 mil. Segundo consta do despacho do STJ, Barbosa recebeu a orientação de entregar a quantia a José Geraldo Maciel, chefe da Casa Civil do GDF. O despacho do ministro Fernando Gonçalves informa ainda que o “colaborador” da PF disse terem sido entregues a deputados distritais outros R$ 200 mil.

coluna Cláudio Humberto

>> aqui o inquérito do STJ sobre repasse de verbas no governo do DF

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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