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Brasil,Amazônia,Desmatamento,Meio Ambiente,Ecologia

Descobertos povoados de 10 mil anos na Amazônia sexta-feira, 26 de abril de 2019

Brasil,Amazônia,Desmatamento,Meio Ambiente,EcologiaArqueólogos encontram restos mortais que indicam existência de comunidades estáveis na região amazônica da Bolívia muito antes do que o imaginado. Primeiras sociedades teriam iniciado processo de domesticação de plantas.

Os humanos formaram comunidades estáveis no sudoeste da Amazônia há mais de 10 mil anos, muito antes do que se imaginava, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (24/04). A presença destes povoados foi indicada por restos mortais encontrados na região de Llanos de Moxos, na Bolívia.

Até agora, havia sido descoberta nesta área a existência de sociedades complexas, que habitaram a região, porém, vários séculos mais tarde, e que possuíam estruturas cerimoniais, estradas e praticavam a agricultura, plantando mandioca, batata-doce, pimenta e amendoim.

Segundo o principal autor da pesquisa, José Capriles, da Universidade da Pensilvânia, foi, no entanto, uma surpresa descobrir que a região já era povoada séculos antes, no início e meados do período Holoceno. Devido à carência de pedras na Amazônia, é difícil para pesquisadores identificar sítios arqueológicos pré-cerâmicos.

Para o estudo, os arqueólogos analisaram o terreno e grandes quantidades de terra queimada, carvão vegetal, conchas e restos de animais encontrados no local. A análise revelou a presença de comunidades estáveis com reduzida mobilidade e uso intensivo de recursos na região entre 10,6 mil e 4 mil anos atrás.

Durante as escavações foram encontrados restos de cinco covas, onde estavam enterrados adultos. A maioria dos corpos foram enterrados na horizontal e de costas. Segundo Capriles, essa posição muito provavelmente estaria vinculada a crenças sobre a morte. Em uma das covas foram localizados ainda conchas grandes e restos de um pigmento vermelho.

Llanos des Moxos é uma zona úmida na bacia do Amazonas, na região os especialistas estudaram três ilhas florestais. As evidências indicam que os grupos que habitavam essas ilhas dependiam principalmente da exploração de recursos silvestres. Eles eram caçadores, pescadores e coletores.

De acordo com Capriles, os três locais estudados têm aspectos em comum, que contariam uma estratégia cultural bastante desenvolvida, embora haja evidências que mostram que a intensidade de exploração de recursos variou entre eles. O estudo diz que os povoados foram abandonados muito antes do surgimento de sociedades agrícolas complexas em Llanos de Moxos.

Pesquisadores de diferentes universidades dos Estados Unidos, Suíça, Chile e Bolívia participaram do estudo, divulgado na revista especializada Science Advances, que lança uma luz sobre a transição social e ambiental na região, em grande parte ainda desconhecida.

Os arqueólogos acreditam que essas primeiras sociedades, devido ao seu crescimento ou escassez de recursos, tenham iniciado o processo de domesticação de algumas culturas, como a da mandioca.

CN/efe/ots

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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