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Daniel Dantas, Cacciola e um monte de perguntas

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Brasil: da série “perguntar não ofende”.

Mais perguntas do que respostas
Do blog da Lucia Hippolito

Continuo cheia de dúvidas a respeito deste caso Daniel Dantas.

Se eu preencher um cheque de mais de R$1.000,00, tenho que dizer para quem é o cheque, assinar atrás. E recebo um telefonema da minha gerente me perguntando se o cheque é meu mesmo.

Isto acontece comigo, com você e com todos os correntistas de bancos sérios.

Entretanto, há mais de uma semana, o noticiário diz que um dos maiores bancos do país não prestou informações sobre uma movimentação financeira de dezenas de milhões de reais, e de um de seus proprietários.

Independentemente do devido processo judicial, o que aconteceu na esfera administrativa? O que as autoridades responsáveis pela regulação têm a dizer?

A resposta a esta denúncia é muito simples e demora no máximo dois dias: o Opportunity entregou ou não entregou as informações? Se não entregou, quais foram as sanções aplicadas? Como o banco continua funcionando?

Os responsáveis deveriam ter sido sumariamente afastados até o final do processo, ou mesmo presos.

Só o Opportunity deixou de enviar informações ou outros bancos também escolhem o que informar e o que não informar, ao mesmo tempo em que exigem que seus clientes prestem as informações?

O fato é que alguém falhou gravemente neste caso. Ou a Polícia Federal está equivocada ou autoridades do governo federal devem prestar contas à sociedade: Coaf, Banco Central, CVM, entre outros órgãos reguladores do sistema financeiro. Todos falharam gravemente e continuam devendo explicações.

Finalmente, uma dúvida sobre Salvatore Cacciola, que acaba de desembarcar no Brasil. Há outros condenados junto com ele no mesmo processo.

Mas enquanto não se chega à última instância, os “colegas” de Cacciola aguardam em liberdade, trabalhando livremente. Por que só Cacciola deve ir preso, se foi o único até agora que passou algum tempo na cadeia — dez meses em Mônaco?

Enquanto isso, peço a atenção de vocês para algumas questões que estão me intrigando:

1. por que um delegado que estava no comando da mais importante investigação de crimes financeiros (com evidentes ramificações políticas) já ocorrida no país pede afastamento sem ter terminado o trabalho para… freqüentar um curso de aperfeiçoamento??!!!

2. por que ainda não se conhece o conteúdo dos CINCO HDs encontrados um nicho escondido em uma parede falsa na residência do banqueiro Daniel Dantas? Afinal, este material foi recolhido há dias.

3. existe alguma conexão entre o que se espera (ou se teme) encontrar nos HDs e o súbito e irresistível desejo do delegado Protógenes Queirós de prosseguir seu aprimoramento funcional e intelectual num cursinho de aperfeiçoamento, que não pode esperar o final das investigações?

Muitas perguntas e, até agora, pouquíssimas respostas.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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