CPI do Cachoeira: Agnelo Queiroz e Marconi Perillo são as primeiras vítimas

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Marconi Perillo e Agnelo Queiroz,

A pergunta é: Quem tem medo da CPI do Cachoeira? O homem tal e qual um neo Marcos Valério está infiltrado em todos os escalões dessa pobre e depauperada república.

Essa CPI vai “bagunçar” o coreto dos certinhos e dos sepulcros caiados. Vai sobrar lama pra todos os lados.

O que os Tupiniquins esperam é que tudo fique esclarecido e os culpados condenados.
José Mesquita – Editor


A CPI de Cachoeira ainda nem foi instalada, mas a guerra entre PT e PSDB já está fazendo suas primeiras vítimas.

Enquanto Demóstenes sumia do mapa e do noticiário, dois outros personagens tomaram seu lugar nas gravações da Polícia Federal divulgadas a contagotas pela imprensa.

Não por acaso, são os governadores de Brasília e Goiás, onde funcionava a central de operações do conglomerado Carlos Cachoeira.

O petista Agnelo Queiroz, de Brasília, e o tucano Marconi Perillo, de Goiás, duas estrelas dos seus respectivos partidos, são os alvos da vez no fogo cruzado do Planalto Central.

Por conta das acusações derivadas dos grampos da PF, os dois já perderam os chefes de gabinete e assessores de confiança, e passam os dias negando as denúncias contra o envolvimento de seus governos com o esquema Cachoeira.

São vários os traços de união nas aflições de Agnelo e Marconi: as conversas mantidas pelo sargento da Aeronáutica Idalberto Araújo, o Dadá, principal araponga de Cachoeira, com figuras do primeiro escalão dos respectivos governos, envolvendo nomeações de funcionários e interesses da construtora Delta.

Por mais que o governo federal queira limitar as investigações da CPI às ligações de Cachoeira com políticos, excluindo suas relações com empresas privadas, o fato é que o nome Delta, uma das empreiteiras que mais receberam dinheiro do governo federal nos últimos anos, ganha cada vez mais espaço no noticiário.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na quarta-feira, apareceram as gravações do onipresente Dadá cobrando do governo de Brasília pagamentos atrasados pelo serviço de coleta de lixo executados pela Delta, envolvendor diretamente a figura do governador Agnelo Queiroz, segundo o relatório da Polícia Federal.

Por mais cuidados que o governo tome para ter o comando da CPI, o fato é que não dá para investigar esquemas de corrupção sem ir atrás tanto de corruptos como de corruptores, já que o dinheiro que move a engrenagem precisa vir de algum lugar.

Uma vez aberta a porteira, não tem volta, ninguém mais controla o estouro da boiada.

E tem muito boi bravo com o governo que pode criar problemas para Dilma na CPI, como já sentiu na própria pele a ministra Ideli Salvatti, de Relações Institucionais.

Quem deu o voto decisivo na convocação da ministra para ir à Câmara explicar o caso das lanchas do Ministério da Pesca foi o deputado Hugo Motta, do PMDB da Paraíba, ligado a Henrique Alves, o líder do partido na Câmara, que anda às turras com Ideli. É só o começo.

Tem muito caroço neste angu e ninguém sabe onde isto vai dar.

Quem dá uma pista sobre o que pode acontecer é minha amiga Eliane Cantanhede, em sua coluna desta quinta-feira, na Folha:

“Assim parece que o PMDB está dando corda para o PT e a oposição se enforcarem juntos. Quanto mais CPI, mais denúncias contra o PT e mais aperreio para o Planalto, mais caro fica o “apoio peemedebista”.

De fato, entre os grandes partidos, o único que não teve nenhum nome envolvido nas denúncias até agora é estranhamente o PMDB.
blog do Ricardo Kotscho

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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