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A globalização poderá ser afetada pelo coronavirus?

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Atualmente, os cenários de gargalos estão sendo analisados ​​por muitas empresas na Alemanha

Basta olhar para um carro saindo das linhas de montagem em Sindelfingen ou Wolfsburg, na Alemanha. Pode ser um Mercedes E-Class ou um Volkswagen Golf.

O Made in Germany não é mais aplicado por lá. Apenas um quarto de todas as peças usadas ainda é comprovado pelas montadoras, sendo o restante deixado por vários fornecedores. Os componentes vêm de todos os lugares do mundo.

Isso envolve um enorme desafio logístico. O gerenciamento da cadeia de fornecedores não é nada simples. Por exemplo, um contêiner com peças da China não chega ao porto de Hamburgo? Sindelfingen e Wolfsburg podem logotipo com um enorme problema.

Atualmente, os cenários de gargalos estão sendo analisados ​​por muitas empresas na Alemanha e em outras partes do mundo. Como montadoras estão tentando lidar com esse problema, como os fabricantes de máquinas, as pequenas e mídias empresas e as empresas listadas no índice DAX. O tópico também pressiona o sistema de saúde da Alemanha, onde o novo coronavírus exacerba uma escassez de remédios já em andamento.

Muitas pessoas estão perguntando se estamos vendo o começo do fim da globalização. Teremos que reavaliar uma divisão global do trabalho? Como países precisam trazer a produção de volta para casa? Existe uma alternativa funcional para uma fábrica global que foi construída nas últimas três décadas?

Aqui está uma decepção para todos aqueles que acreditam que todos os problemas atuais no mundo são causados ​​pela globalização: não há soluções fáceis. Por um lado, uma globalização levou a um aumento enorme de riqueza e bem-estar, e não apenas nos países industrializados.

Algumas nações conseguiram deixar o status de países em desenvolvimento e podem usar emergentes, tirando milhões e milhões de pessoas com extrema pobreza.

É claro que não deve ignorar problemas relacionados a condições de trabalho, padrões sociais e ambientais. Mas se alguém no Ocidente exigir que a produção seja repatriada, muitos empregos serão perdidos em outros lugares se isso for causado por um cabo.

Muitas pessoas reagem de maneira furiosa quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala em trazer de volta os empregos para seu país. Mas, quando o ministro da Economia Alemã, Peter Altmaier, ou seu homólogo francês, Bruno Le Maire, fala sobre a criação de mais instalações de produção na Europa e na recuperação das principais habilidades de produção, como pessoas que reagem à maneira mais despreocupada.

Isso não significa que nenhuma mudança seja necessária. Veja a indústria farmacêutica. A Alemanha, assim como a França, obtém no exterior cerca de 80% de todos os ingredientes ativos usados ​​para medicamentos (40% somente na China). Olhando para esses dados, é possível defender o sistema que precisa ser aprimorado.

Mas não vamos esquecer como essa discrepância surgiu no primeiro lugar. A produção doméstica havia ficado muito cara, e as pressões de custo exercidas sobre o setor pelas seguradoras de saúde continuam enormes.

No entanto, está errado supor que a Alemanha esteja totalmente nas mãos dos chineses em muitos setores. A economia alemã, como parte integrante e beneficiária da divisão global de trabalho, não depende de nenhum país. Nenhum dos parceiros comerciais da Alemanha responde por mais de 10% das importações e impostos globais do país, de acordo com a Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK).

Obviamente, o covid-19 está levando como empresas a reavaliar suas cadeias de suprimentos, com o objetivo de diminuir ainda mais a dependência de alguns participantes do mercado. Também pode ocorrer um debate sobre o quão bom é o sistema “just in time” da administração de produção e não seria mais sensato voltar a uma política de compras antecipadas.

O diretor da Câmara de Comércio da União Europeia na China, Jörg Wuttke, que afirma acreditar que terminou o tempo das empresas que decidiram produzir onde isso pode ser feito com mais eficiência. Afinal, isso também afeta negativamente a Alemanha, uma nação orientada para exportação.

A produção econômica da Alemanha caiu 5% em 2009, nenhuma medida da crise financeira global. Sofreria muito mais se a globalização fosse revertida. Limitar-se à produção doméstica séria como voltar ao século 19.

Com a proteção crescente em vários países, os formuladores de políticas devem ser adotados para reunir alguns bons argumentos quando disserem que as pessoas que estão sendo afetadas.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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