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Como a Internet está matando a televisão, e levando a publicidade para a web

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 A ZenithOptimedia é uma empresa do grupo francês Publicis. Ela mede a performance dos investimentos de publicidade em mídia e cobre as mudanças dramáticas trazidas pelo digital.

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Seu estudo mais recente mostra que o poder destruidor — ou desruptivo, para usar um jargão — da Internet avança a passos rápidos sobre a fronteira que faltava: a televisão.

A web tornou-se, no mundo, dona com folga do segundo lugar como mídia mais importante, terminando 2013 com 20,26% do dinheiro global de anúncios (2,7% vêm do mobile). A TV ficou com 40,2%, contra 17% dos jornais, 7,9% das revistas e 6,9% do rádio.

Em 2016, a parte da televisão deve cair para 39,3% e a da Internet subir para 26,6% (7,7% mobile). Na América Latina, o crescimento da net foi de 8,9% neste ano sobre 2012. A expectativa é de 9,1% em 2014 e 10,7% em 2015.  O investimento total está batendo agora um recorde: US$ 532 bilhões, quebrando pela primeira vez a barreira do meio trilhão. Em 2014, espera-se que essa taxa cresça 5,3%.

A publicidade segue a tendência óbvia da audiência. A quantidade de tempo assistindo televisão diminui ano a ano. Pessoas entre 18 e 49 anos vêem de 45 a 60 minutos menos TV por semana do que no ano passado.

Se havia uma crença de que smartphones e tablets eram uma “segunda tela” — e foram, de fato –, isso também caiu por terra. O que está acontecendo, aos poucos, é a substituição de um por outro. A grande atração dos novos televisores é o acesso aos canais de streaming.

No Brasil, a Globo é o maior símbolo dessa mudança de hábito. De acordo com o “Estadão”, em dez anos a emissora perdeu 34% da audiência no horário nobre. Há muito tempo que novelas, o carro chefe, não dão 60%. Ainda assim, por causa de uma aberração chamada bonificação por volume, a Globo teve um crescimento de publicidade de 16% de 2011 para 2012.

No MBA em marketing digital na Faculdade Getúlio Vargas, em São Paulo, esse é o grande questionamento: por que uma empresa deveria investir tanto num meio cuja audiência cai sistematicamente, sendo que na Internet o dinheiro é menor e mais gente é atingida? Na apostila do professor Andrei Moletta Scheiner, esse é o chamado “mundo antigo”. O mundo novo está aqui.

 

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por :  / Diário do Centro do Mundo

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.


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José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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