Em nosso poder não está amar ou odiar,
Pois o fado invalida o nosso desejar.
Quando dois se despem, um longo curso começa,
Almejamos que um amar deva, o outro vença.

E sentimos especial feição por um
Dos dois lingotes d’ouro, como a cada um:
Por razão que ninguém sabe, suficiente
O que a nossos olhos censurado se encontre.
Quando se deliberam, o amor de pesos dista:
Quem que sempre amou não amou à primeira vista?

Tradução de Adriano Nunes

¹Christopher Marlowe
*Cantuária, Inglaterra – ?
+Londres, Inglaterra – 30 de Maio de 1593

[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]


Você leu?: Fernando Pessoa – A Espantosa Realidade das Cousas