Ministério da Saúde pressiona Manaus a usar cloroquina contra COVID-19

Método chamado de ‘tratamento precoce’ não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)

Medicamentos sem comprovação científica, como ivermectina cloroquina, estão sendo indicados pelo Ministério da Saúde para o chamado “tratamento precoce” contra o novo coronavírus, mesmo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) contestando esse tipo de tratamento. A Prefeitura de Manaus, capital do Amazonas, foi quem recebeu a “indicação”.

A informação é da Folha de São Paulo. A pasta ainda pediu autorização para fiscalizar as Unidades Básicas de Saúde como forma de “encorajar” esse tipo de tratamento.

A ideia da visita, que seria iniciada nesta segunda-feira (12/01), é de “que seja difundido e adotado o tratamento precoce como forma de diminuir o número de internamentos e óbitos decorrentes da doença”.
“Aproveitamos a oportunidade para ressaltar a comprovação científica sobre o papel das medicações antivirais orientadas pelo Ministério da Saúde, tornando, dessa forma, inadmissível, diante da gravidade da situação de saúde em Manaus a não adoção da referida orientação”, continua documento enviado à Prefeitura de Manaus, mesmo sem comprovação de autoridades científicas.
Segundo dados divulgados nessa segunda-feira (11/01) pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem 8,13 milhões de casos de COVID-19, com 203,5 mil mortes.

América Latina reage à alta da covid-19, mas Brasil segue inerte

Janeiro trouxe uma escalada de novos casos de covid-19 na América Latina.

Ainda não está claro se este é o início de uma segunda onda ou um agravamento da primeira após algumas semanas de trégua. Enquanto a região espera a chegada das primeiras doses da vacina —só Argentina, México, Chile e Costa Rica iniciaram campanhas de imunização—, a solução à disposição continua sendo a quarentena.

Os Governos, no entanto, terão que enfrentar a resistência social a novos confinamentos. Federico Rivas Molina e Sonia Corona contam como Buenos Aires estuda um “toque de recolher sanitário” e a Cidade do México fechou atividades não essenciais diante do aumento do número de leitos de UTI ocupados, mas nada fez o Brasil. Apesar dos números em alta e do atraso na vacinação, a maioria das autoridades brasileiras segue inerte.

Nos Estados Unidos, a jornada desta quarta-feira se adivinha wagneriana. Um grupo de senadores e congressistas republicanos planeja torpedear a certificação do democrata Joe Biden como vencedor das eleições presidenciais, prevista para ocorrer em uma sessão bicameral no Capitólio. A investida não tem perspectiva de se traduzir em nada mais do que uma manifestação da polarização.

Trump manteve o clima de tensão no ar, desta vez mirando seu número dois, o vice-presidente Mike Pence, que deve presidir a cerimônia. O nova-iorquino pediu que Pence use seu posto para impedir a confirmação de Biden, algo que não pode fazer.

Enquanto Trump se dedica a manobras sem efeito, o Estado da Geórgia define a margem de manobra que Biden terá sobre o Senado. O democrata já avançou com a vitória de Raphael Warnock em uma das duas vagas — o pastor evangélico fez história ao se tornar o primeiro senador negro a ser eleito neste Estado sulista. Se o outro candidato democrata vencer, o Senado ficará formado por 50 republicanos e 50 democratas (incluindo dois independentes), mas a próxima vice-presidenta, Kamala Harris, exercerá o voto decisivo nos casos de empate.

Em Brasília, o único tema é a sucessão no comando do Congresso, especialmente na Câmara dos Deputados. Com o objetivo de conter Jair Bolsonaro, a esquerda se aliou ao candidato do atual presidente, Rodrigo Maia, o deputado Baleia Rossi, um dos articuladores do impeachment de Dilma em 2016, contra o candidato do Planalto, Arhur Lira, explica Afonso Benites. Baleia Rossi formaliza nesta quarta sua candidatura. Para o cientista político Cláudio Couto, o apoio representa a tentativa de manter os Poderes independentes. “É uma aliança visando estabelecer a independência do Legislativo, ainda mais diante dos arroubos autoritários do Bolsonaro. Se ele se comportou até aqui dessa forma tendo o Congresso independente, imagina se não o tivesse”, avalia.

E a Rússia deu adeus a George Blake ao som do hino nacional e com as salvas da guarda nacional de honra. O legendário espião britânico, que trabalhou para a União Soviética na época culminante da Guerra Fria, antes de ser descoberto, condenado e de protagonizar uma fuga cinematográfica em 1966, recebeu na quarta-feira uma despedida notável. De Moscou, María R. Sahuquillo escreve sobre a morte do mítico agente duplo marca o ocaso de uma época de espionagem em que o fator humano era decisivo.

Bolsonaro já defendeu aborto como decisão do casal

Bolsonaro e Jair Renan. Em entrevista em 2000, o então deputado disse que deixou com a mãe a decisão de ter ou não o filho – Reprodução/FacebookReprodução/Facebook

O presidente Jair Bolsonaro, que criticou duramente a aprovação pelo Congresso argentino da descriminalização do aborto, teve outra postura no passado quando o assunto o envolveu diretamente. Em entrevista à revista IstoÉ Gente, em 2000, Bolsonaro disse que entendia que interromper ou não uma gestação deveria ser uma decisão do casal e admitiu que já tinha passado por uma experiência relacionada ao tema. Contou que deixou para sua então companheira, Ana Cristina Valle, decidir se teria ou não o único filho do casal, Jair Renan, hoje com 21 anos.

Nessa quarta-feira, no entanto, Bolsonaro foi às redes e fez um discurso radicalmente contrário ao aborto. “Lamento profundamente pelas vidas das crianças argentinas, agora sujeitas a serem ceifadas no ventre de suas mães com anuência do Estado. No que depender de mim e do meu governo, o aborto jamais será aprovado em nosso solo. Lutaremos sempre para proteger a vida dos inocentes!”, escreveu o presidente.

Sem vacina, sem seringa, sem agulha e sem rumo

“Sem uma ação coordenada de todo o país, envolvendo medidas sincronizadas de isolamento social, bloqueio sanitário das rodovias e uma campanha nacional de vacinação, o Brasil não conseguirá derrotar a covid-19.” Miguel Nicolelis

Dezenas de pessoas caminham no centro de São Paulo no dia 18 de dezembro.SEBASTIAO MOREIRA / EFE

Apesar de assemelhar-se a um refrão de sucesso de carnavais passados, o título da minha última coluna de 2020 certamente não tem qualquer ambição de servir como inspiração para alguma futura marchinha carnavalesca. Pelo contrário, ao tentar reproduzir o estilo literário predileto do último astrofísico-poeta da humanidade, o persa Omar Khayan, que viveu entre os séculos XI e XII, esta quadra sem rima rica tem como propósito expor, de forma nua e crua, a situação trágica vivida pelo Brasil, depois de nove meses de uma pandemia que nunca esteve sob controle das autoridades governamentais e que ameaça atingir níveis ainda maiores de casos e óbitos nas próximas semanas.

Além dos quatro itens, que fazem parte da “Lista dos Sem”, como a batizei, eu poderia continuar enumerando outras várias razões que transformaram o Brasil num verdadeiro navio à deriva, uma nau “Sem capitão”; um barco gigantesco que, “Sem comando”, se contenta em vagar às cegas num vasto oceano viral, à mercê de ventos e correntes fatais, que ameaçam conduzir este nosso Titanic tupiniquim, depois da maior crise sanitária da nossa história, para dentro de um redemoinho que pode culminar na maior catástrofe socioeconômica jamais vivida abaixo da linha do equador.

O meu alarme decorre de uma simples análise de risco do cenário atual. Por exemplo, apesar de inúmeros avisos prévios, mesmo antes das festas de final e ano, o Brasil já sofre com uma nova explosão de casos e óbitos de covid-19. Esta escalada de casos, gerada pelo afrouxamento das medidas de isolamento social, abertura desenfreada do comércio e pelas aglomerações eleitorais, desencadeou uma segunda onda de superlotação hospitalar em todo país, com algumas capitais atingindo taxas de ocupação de leitos de UTI acima de 90%. Sem qualquer plano de comunicação de massa para alertar a população sobre os riscos que, em razão das aglomerações geradas no período das festas de final de ano, esta nação enfrentará uma explosão ainda maior de casos e óbitos, como ocorrido no período após o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, quando o “Sem governo” ―ou seria (des)governo?― abandonou sua população à própria sorte. Não é à toa, portanto, que boa parte do país hoje se orienta através do último boato de Whatsapp a viralizar nas redes sociais. Acima de tudo, entre outros crimes lesa-pátria cometidos em 2020, há uma total falta de informações confiáveis e recomendações apropriadas para orientar a população em como proceder para se proteger contra o coronavírus, antes da chegada de uma vacina eficaz e segura.

Mas os absurdos não param aí. No país do “Sem a menor ideia”, técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU), depois de minuciosa auditoria, concluíram que não existe planejamento estratégico minimamente aceitável para a distribuição de equipamentos de proteção, kits de testes, bem como de seringas e agulhas, e de vacinas ―até mesmo porque ninguém sabe qual ou quais serão usadas― para todo o território nacional. Se tudo isso não fosse o suficiente para gerar alarme em Pindorama, mesmo depois de vários países terem proibido todos os voos, de passageiros e de carga, oriundos do Reino Unido, para evitar a propagação de uma nova cepa mais contagiosa de SARS-CoV- 2, que provocou o estabelecimento de novo lockdown na Inglaterra, o espaço aéreo brasileiro continua aberto, e nossos aeroportos continuam não checando os passageiros, permitindo desta forma que diariamente novos casos de viajantes infectados possam entrar no Brasil, sem qualquer tipo de controle sanitário.

Diante desta situação dantesca, o Comitê Científico de Combate ao Coronavírus do Consórcio Nordeste publicou na última sexta-feira o seu Boletim de número 13. Nele, além da análise minuciosa da situação atual e futura de cada um dos Estados nordestinos, o comitê fez uma série de recomendações emergenciais para os nove governadores da região. Dentre elas, a mais urgente é a que os governadores nordestinos levem a seus colegas de todo o Brasil a proposta de criar, em caráter emergencial, uma Comissão Nacional de Vacinação, formada pelos principais especialistas na área, para atuar de forma independente do Ministério da Saúde e do Governo federal e criar um Plano Nacional de Imunização efetivo e seguro, a ser implementado em todo território nacional, através da ação conjunta de todos os Estados brasileiros. Esta proposta traz à luz do dia a verdade que ficou escondida em baixo do tapete durante todo o ano de 2020: sem uma ação coordenada de todo o país, envolvendo medidas sincronizadas de isolamento social, bloqueio sanitário das rodovias em todas as regiões do país, e uma campanha nacional de vacinação, o Brasil não conseguirá derrotar a covid-19 nem a curto prazo, nem a médio prazo. E o custo desta omissão será épico, em termos de centenas de milhares de vidas perdidas.

Depois de quase 200.000 mortes, não há mais nenhum tempo a perder se a sociedade brasileira deseja realmente evitar que no Natal de 2021 tenhamos mais de meio milhão de mortos como consequência daquela que já entrou para a história brasileira como a pandemia dos “Sem Noção”.

Miguel Nicolelis é um dos nomes com maior destaque na ciência brasileira nas últimas décadas devido ao trabalho no campo da neurologia, com pesquisas sobre a recuperação de movimentos em pacientes com deficiências motoras. Para a abertura da Copa de 2014, desenvolveu um exoesqueleto capaz de fazer um jovem paraplégico desferir o chute inicial do torneio. Incluiu recentemente à sua lista de atividades a participação no comitê científico criado pelos governadores do Nordeste para estudar a pandemia da covid-19. Twitter: @MiguelNicolelis

Em ofício, Exército defendeu sobrepreço de 167% em insumos da cloroquina por necessidade de ‘produzir esperança’

Embalagem com compromidos de cloroquina em hospital de Porto AlegreCredit…Foto: Reuters/Diego Vara

A necessidade de “produzir esperança para corações aflitos” e uma suposta crescente demanda internacional por cloroquina foram apontadas como justificativas do Exército para ter pago 167% a mais pelo principal insumo para produção do medicamento, de acordo com ofício enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga uma suspeita de superfaturamento na negociação.

O ofício foi enviado ao TCU no final de julho deste ano e tornado público agora, depois de demanda da agência de dados públicos Fiquem Sabendo, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

Em maio deste ano, o Exército comprou 600 quilos de difosfato de cloroquina, o insumo para produção do medicamento, a 1.304 reais o quilo, do grupo Sul Minas, que importa o insumo da Índia. Em março, o mesmo grupo havia cobrado 488 reais o quilo, mesmo valor da compra feita em 2019. De acordo com o ofício do Exército, a empresa mantivera o mesmo valor porque ainda teria estoque do produto.

Na justificativa enviada ao TCU, o Exército apontou o aumento do valor do dólar  – 45% no período – e uma suposta crescente demanda pelo insumo como responsáveis pelo aumento.

Citou, ainda, a necessidade da compra emergencial – que foi feita com dispensa de licitação com base na Medida Provisória 926 que permitiu a aquisição de bens e insumos emergencialmente para combate à pandemia – o mais rapidamente possível por uma determinação do governo da Índia de suspender a exportação dos insumos.

No entanto, em outro pedido feito com base na LAI e tornado público no site de acesso à informação do governo federal, um ofício do Ministério das Relações Exteriores à assessoria internacional do Ministério da Saúde, após contato com o governo indiano, informa que não havia restrição alguma.

Ao contrário, de acordo com o MRE, o governo do país indicou três empresas para fornecer o insumo, e uma delas faz uma oferta de 190 dólares por quilo. Em resposta ao TCU, o Exército disse que a oferta foi descartada porque não incluiria transporte e outros custos de importação.

O ofício do MRE cobra, ainda, uma resposta do ministério de uma oferta de venda, por parte da Índia, de 5 milhões de comprimidos prontos de hidroxicloroquina, uma versão mais moderna e com menos efeitos colaterais da cloroquina. Essa possibilidade não é tratada na resposta do Exército ao TCU.

O governo brasileiro ainda recebeu uma doação de 3 milhões de doses de hidroxicloroquina do governo norte-americano e do laboratório Novartis, o que põe em cheque a alegação de demanda global crescente e urgente pelos insumos.

SEM COMPROVAÇÃO

Para justificar a pressa em fechar a compra, o Exército alegou que não fazê-lo poderia causar “dano irreparável ou de difícil reparação”, já que não se poderia produzir o medicamento que seria usado para “salvar vidas na pandemia causada pela covid-19.”

Apesar da alegação, o próprio Exército reconhece no ofício que não há eficácia comprovada do uso de cloroquina no tratamento para covid-19.

“Impõe registrar que, até a presente data, não há tratamento consagrado pela comunidade científica para a covid-19”, diz o ofício, afirmando ainda que tratamentos experimentais não foram concluídos.

Ainda assim, justificou o Exército, a compra dos insumos e a produção do medicamento teria sido uma decisão para agir “proativamente” e responder às “prementes necessidades de produção” da cloroquina que, por ter baixo custo, “seria o equivalente a produzir esperança a milhões de corações aflitos com o avanço e os impactos da doença no Brasil e no mundo.”

De julho para cá, apesar da insistência do presidente Jair Bolsonaro no uso da cloroquina, a comunidade científica internacional praticamente abandonou qualquer esperança de eficiência do medicamento.

Ainda assim, o governo brasileiro mantém a cloroquina como uma possibilidade em um suposto tratamento precoce da covid-19.

Até novembro, de acordo com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o Ministério da Saúde já teria distribuído 5,8 milhões de comprimidos de cloroquina para Estados e municípios – segundo ele, sob demanda, apesar de, inicialmente, os secretários estaduais terem reclamado que o governo federal estaria empurrando o medicamento.

O excesso de produção de cloroquina pelo laboratório do Exército, e o alto custo dos insumos, levou à investigação do TCU, a pedido do subprocurador-geral do Ministério Público de Contas da União Lucas Furtado, por possibilidade de superfaturamento.

O subprocurador pediu ainda que seja apurada possível responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro na superprodução de cloroquina.

No ofício, o Exército não trata sobre a origem da ordem para que se multiplicasse exponencialmente a fabricação do remédio.

Outros pedidos feitos com base na LAI e disponibilizados no site do governo federal mostram reiterados pedidos de estabelecer a corrente de comando para se estabelecer de onde veio a ordem para a produção, mas ou tiveram respostas indeferidas ou parcialmente respondidas, sem apontar para Bolsonaro.

Em março de 2020, logo depois de voltar de viagem aos Estados Unidos, o presidente disse a jornalistas que, em uma reunião com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, decidiu que o Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército iria ampliar a produção. Dois dias antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmara que havia testes promissores com a cloroquina contra a Covid-19.

Procurados, o Palácio do Planalto e o Ministério da Defesa não responderam de imediato a pedidos de comentários. (com agência Reuters)

Além de enfrentar Brexit sem acordo e lockdown, britânicos temem desabastecimento em mercados

Em meio à circulação de uma nova variante de coronavírus, empresas britânicas tentam abastecer estoques antes do Brexit, em 31 de dezembro.

Depois de ter declarado às pressas o lockdown para uma parte dos britânicos a apenas alguns dias de Natal, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson teve que trabalhar dobrado na segunda-feira (21/12) para garantir suprimentos à população da ilha, que teve parte de suas ligações internacionais cortadas por causa de uma nova linhagem do coronavírus, altamente contagiosa. O problema é ainda maior às vésperas de um Brexit forçado, que, tudo leva a crer, acontecerá sem acordo formal com a União Europeia, isolando ainda mais o Reino Unido do continente.

Em um fim de semana, a nova variante da covid-19 causou uma explosão dupla no Reino Unido. Primeiro, a contenção de 16 milhões de habitantes de Londres e do sudeste da Inglaterra, cujas reuniões de família nas férias estão se tornando um verdadeiro pesadelo. Depois, a decisão de muitos países, entre os quais a França, de suspender a circulação de pessoas e mercadorias entre o continente e a Grã-Bretanha, que está abalando toda a cadeia de abastecimento do país, muito dependente da rotação de caminhões no Canal da Mancha para produtos frescos.

Tudo isso acontece no momento em que as empresas tentam abastecer estoques antes de deixar o mercado único europeu, em 31 de dezembro, o que trará consequências como impostos aduaneiros e taxas.

Enquanto os caminhões se empilhavam nas estradas do sul da Inglaterra, Boris Johnson presidia uma reunião de crise em Downing Street, residência oficial dos premiês britânicos, antes de falar com a imprensa.

“Os atrasos afetam apenas uma proporção muito pequena de alimentos que entram no Reino Unido e, como disseram os grupos de supermercados do Reino Unido, as cadeias de abastecimento são fortes e robustas”, insistiu. “A grande maioria dos alimentos e nossos remédios circulam normalmente.”

De acordo com Johnson, 20% da circulação de mercadorias estava bloqueada por conta do fechamento de fronteiras.

Considerando “realmente muito baixo” o risco de transmissão do coronavírus por caminhoneiros, ele disse ter discutido a situação com o presidente francês Emmanuel Macron que, segundo ele, disse querer “resolver a situação nas próximas horas”.

No Twitter, o ministro francês dos Transportes, Jean-Baptiste Djebbari, garantiu que um “protocolo de saúde sólido” em “nível europeu” seria posto em prática “nas próximas horas” para que “os fluxos do Reino Unido possam circular”.

Depois de uma reunião de especialistas na segunda-feira, os embaixadores da União Europeia devem tentar nesta terça-feira (22/12) harmonizar as medidas decididas pelos Estados-membros para evitar novas chegadas e entradas de viajantes, segundo fontes europeias.

Para lidar com isso, a polícia em Kent (sudeste) implementou medidas de emergência para ordenar que os caminhões estacionem nas laterais da rodovia M20, que serve o Túnel do Canal, para evitar bloqueio de toda a rede viária.

Ao longo do ano, Boris Johnson foi amplamente criticado por sua forma de lidar com a crise, marcada por hesitações e reveses. Depois de garantir por meses que queria preservar as férias de Natal, ele se viu tendo de cancelá-las, desferindo um duro golpe no espírito dos britânicos, que viram a epidemia recomeçar.

A causa: uma mutação do SARS-CoV-2, segundo Londres, 70% mais contagiosa, mas a priori não mais perigosa. Os cientistas pedem que o governo britânico anuncie um lockdown nacional nos próximos dias para evitar a piora da crise.

O governo advertiu que o surto será “difícil” de conter até que a vacina seja amplamente distribuída, o que levará vários meses. Atualmente, cerca de 500.000 doses foram administradas, de acordo com Boris Johnson.

Apesar do discurso tranquilizador das autoridades, os mercados financeiros viram este novo fechamento de fronteira com preocupação, com a libra em queda livre.

De acordo com um porta-voz da rede de supermercados Sainsbury, “todos os produtos” para o jantar de Natal já estão em solo britânico. Por outro lado, “se nada mudar”, logo poderão faltar saladas, “couves-flores, brócolis e frutas cítricas” importadas do continente.

O medo é ainda mais forte porque os dias estão contados até o final do período de transição pós-Brexit em 31 de dezembro. As negociações comerciais entre Londres e Bruxelas ainda não foram bem-sucedidas e, em caso de fracasso, a volta das taxas de importação suscita temores de graves perturbações no abastecimento do país.

Para evitar isso, a primeira-ministra escocês, Nicola Sturgeon (pró-independência), e o prefeito trabalhista de Londres, Sadiq Khan, pediram ao governo que exigisse uma extensão do período de transição pós-Brexit para além de 31 de dezembro.

Um pedido que sem surpresa já foi rejeitado por um porta-voz de Boris Johnson: “nossa posição sobre o período de transição é clara: terminará em 31 de dezembro”.

Empregadores podem exigir que os trabalhadores recebam a vacina Covid-19, afirmam os EUA

A Comissão Federal de Oportunidades Iguais de Emprego disse que os funcionários poderiam ser impedidos de trabalhar se recusassem a vacina.

A administração de uma vacina Covid-19 por um empregador não entra em conflito com o Ato dos Americanos com Deficiências, disse uma agência federal. Crédito … Grant Hindsley para o The New York Times

Os empregadores podem exigir que os trabalhadores recebam a vacina Covid-19 e impedi-los de trabalhar se recusarem, disse o governo federal em diretrizes publicadas esta semana.

Especialistas em saúde pública consideram os empregadores desempenhando um papel importante na vacinação de um número suficiente de pessoas para alcançar a imunidade coletiva e controlar uma pandemia que já matou mais de 300.000 americanos. A vacinação generalizada contra o coronavírus evitaria que as pessoas morressem, reiniciaria a economia e daria início a um retorno a alguma forma de normalidade, dizem os especialistas.

Os empregadores estavam esperando a orientação da Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego dos EUA, a agência que aplica as leis contra a discriminação no local de trabalho, porque exigir que os funcionários sejam testados para o coronavírus toca em questões médicas espinhosas e de privacidade cobertas pela Lei dos Americanos com Deficiências de 1990

A orientação, emitida na quarta-feira, confirmou o que os advogados trabalhistas esperavam.

As empresas e os empregadores estão em uma posição única para exigir que um grande número de americanos que de outra forma não receberia a vacinação o façam porque seu emprego depende disso.

A lei de deficiência limita a capacidade dos empregadores de exigir exames médicos, como exames de sangue, análises de respiração e exames de pressão arterial. São procedimentos ou testes, muitas vezes administrados em um ambiente médico, que buscam informações sobre as condições físicas ou mentais de um funcionário.

A administração de uma vacina Covid-19 a um trabalhador por um empregador não se encaixa nessa definição, disse a comissão.

“Se uma vacina for administrada a um funcionário por um empregador para proteção contra a contratação da Covid-19, o empregador não está buscando informações sobre as deficiências de um indivíduo ou o estado de saúde atual”, afirmou, “e, portanto, não é um exame médico . ”

Em seu site, a comissão disse que exigir que um funcionário mostre prova de ter recebido a vacinação contra a Covid-19 não equivaleria a uma investigação relacionada à deficiência.

“Existem muitos motivos que podem explicar porque um funcionário não foi vacinado, o que pode ou não estar relacionado à deficiência”, disse a comissão.

Quando podemos começar a fazer planos?

Nós sabemos como conter a pandemia. Como fazemos as pessoas ouvirem?
Mesmo assim, os empregadores podem precisar ter cuidado sobre como lidam com o processo.

Questões de vacinação pré-triagem podem violar um A.D.A. disposição sobre inquéritos relacionados com deficiência. Os empregadores que administram vacinas, segundo a orientação, devem mostrar que as perguntas pré-triagem são “relacionadas ao trabalho e consistentes com as necessidades do negócio”.

A orientação surge em meio ao ceticismo sobre a vacinação entre grande parte do público. Uma pesquisa recente com cerca de 2.000 bombeiros da cidade de Nova York descobriu que quase 55% disseram que não receberiam uma vacina se oferecida por seu departamento, de acordo com a CNN.

Apenas 42% dos negros americanos dizem que pretendem ser vacinados, de acordo com uma pesquisa da Pew Research. E 58% dos americanos no geral indicaram que receberiam a vacina Covid-19, de acordo com uma pesquisa do Gallup Panel de novembro.

A desconfiança nas vacinas também está sendo alimentada por comentaristas e grupos políticos.

Em seu programa da Fox News, Tucker Carlson esta semana destacou as histórias de um pequeno número de americanos que tiveram reações adversas à vacina da Pfizer. E especialistas que estudam o extremismo advertiram que grupos que protestaram contra os resultados das eleições e os bloqueios da Covid-19 nos Estados Unidos estão agora voltando sua atenção para o movimento antivacinas.

O lançamento de uma vacina e questões logísticas urgentes sobre sua distribuição sinalizam que o fim da pandemia está próximo, mas o vírus também é mais mortal do que nunca, com os Estados Unidos relatando mais de 3.000 mortes por dia, pela primeira vez vez este mês.

Enquanto os governos federal e estadual se preparam para os esforços de vacinação em grande escala, as mensagens do governo Trump sobre a pandemia permanecem confusas.

O vice-presidente Mike Pence há poucos dias ofereceu uma festa de Natal em sua residência, onde convidados posaram para fotos sem máscaras, de acordo com os participantes. Mas na manhã de sexta-feira, Pence recebeu sua primeira vacina ao vivo na televisão. Ele foi acompanhado por sua esposa, Karen Pence, e Jerome Adams, o cirurgião geral.

A administração disse que o evento ao vivo tinha como objetivo “promover a segurança e eficácia da vacina e construir confiança entre o povo americano”.

O plano de Bolsonaro para a vacinação nunca existiu

Governo primeiro mentiu e depois admitiu que não tem plano contra efeitos econômicos e sanitários do coronavírus.

HÉLIO RODAK é um leitor do Intercept. Em maio deste ano, ele procurou o sistema de acesso à informação do governo federal com um pedido simples: uma cópia do plano nacional para tratar os efeitos sanitários e econômicos da pandemia de covid-19. Começava naquele dia uma saga que se estendeu pelos quatro meses seguintes, até culminar com o governo pego na mentira.

Agora, Rodak resolveu dividir o que descobriu com a gente. Seu pedido foi feito, primeiro, à Presidência da República; de lá, foi direcionado à Casa Civil. A primeira resposta do governo Bolsonaro veio no dia 8 de junho: algumas das informações que Rodak pediu seriam “documentos preparatórios”. Assim, não poderiam ser fornecidos – naquele momento, a pandemia já havia matado quase 40 mil brasileiros.

A Casa Civil argumentou que seria preciso aguardar a “edição do ato decisório” para que as informações pudessem ser entregues “devido ao risco de frustrar a própria finalidade em caso de divulgação antecipada”. A resposta ainda incluiu alguns links com ações isoladas e uma notícia sobre a apresentação do programa Pró-Brasil, uma iniciativa “proativa” do governo para reduzir os impactos com foco no período pós-pandemia.

Se você não sabe o que é essa iniciativa “proativa” (adoro gente que se autointitula proativa, como se não fosse mais do que a obrigação do governo pensar em soluções para a população diante da tragédia humanitária que estamos enfrentando), te convido a dar uma olhada no PDF tosco que apresentou a iniciativa. Nenhum detalhe, nenhum planejamento, nada, né? Pois é.

Rodak também não se satisfez e recorreu da primeira negativa no dia 15 de junho. A resposta veio uma semana depois: negado. Mais uma vez, o governo Bolsonaro empilhou links de iniciativas isoladas do comitê de crise e mencionou o proativo Pró-Brasil. Nada do plano nacional. Rodak insistiu. “Aquilo que me foi apresentado não se trata de um plano, mas de uma página de divulgação das ações já realizadas pelo governo”, ele justificou ao entrar com o recurso na segunda instância.

Uma semana depois veio a nova negativa: “a documentação a que se pretende acesso possui restrição especial, de caráter temporário”, justificou a Casa Civil. “Nesse momento é muito importante zelar pela segurança jurídica e pela confiança dos administrados. Assim, a restrição temporária se dá em harmonia com os interesses públicos do Estado em prol de toda a sociedade, como a segurança pública, a celeridade e a economicidade da administração pública”, disse o governo. Enquanto isso, o Brasil acumulava quase 60 mil mortes. A resposta ainda aproveitou para empilhar mais links e mencionar, pela terceira vez, o Pró-Brasil, o PDF proativo do governo.

Esse é um dos quatro slides de apresentação do Pró-Brasil. Plano? Não tem. Só isso aí mesmo.

Rodak, então, recorreu de novo – e, como determina a Lei de Acesso à Informação, a partir desta linha quem arbitra é a Ouvidoria-Geral da União, ligada à Controladoria-Geral da União. Nosso leitor argumentou o que parece óbvio: àquela altura, o Brasil já era o segundo país do mundo com mais mortes pelo novo coronavírus. Qual era a justificativa para que o tal plano continuasse sigiloso?

A resposta veio desta vez, no dia 3 de setembro: o recurso não poderia ser atendido porque… a informação não existe. “Em que pese as justificativas outrora formuladas, cumpre elucidar que não há especificamente um ‘plano nacional utilizado para tratamento dos efeitos econômicos e sanitários causados pela pandemia’ para que dele seja fornecida cópia”, respondeu o governo. Foi só na última instância que o leitor soube, e agora todos sabemos, que simplesmente não há um plano nacional para tratar os efeitos sanitários e econômicos da pandemia de covid-19.

Trocando em miúdos: apesar de ter negado e tentado enrolar, admitiu, por fim, que a informação que o nosso leitor queria – e todos nós – simplesmente não existe.

Trecho do parecer da CGU em que o governo enfim admite sua incompetência.

O governo afirmou que a crise é tratada por “estruturas temporárias e dinâmicas” criadas especificamente para esse fim. Também explicou que cada ministério tem suas próprias ações e programas para lidar com a pandemia – e que, se quisesse, Rodak teria de pedir a cada uma das áreas do governo os planos específicos. Articulação central? Planejamento? Nada.

A própria ouvidoria entendeu que o governo modificou seu argumento ao longo das respostas: primeiro disse que o plano estava em “documentos preparatórios” e depois falou em “restrição especial” até que, enquadrado, assumiu que eles não existem.

Não por acaso, o governo Bolsonaro já é recordista de negativas de acesso à informação: só pouco mais da metade dos pedidos é atendida. É o pior índice desde 2012, quando a lei entrou em vigor. Mas o nosso leitor, que não é jornalista, insistiu e pegou o governo menos transparente da história recente do país no pulo – e achamos que vocês fossem gostar de saber disso.

O Brasil já tem 157 mil mortes por covid-19 e está no quarto lugar no ranking de óbitos proporcionais à população, atrás apenas de Bolívia, Bélgica e Peru. A economia também deve retroceder 5,8% em 2020 – e o Brasil ainda bateu o recorde de desemprego, 13,8%, maior número desde o início da série histórica em 2012. Bolsonaro não salvou vidas e nem empregos. Agora vocês já sabem: o plano para isso nunca existiu.

Brasil patina no plano para vacina contra covid-19

Não foi surpresa, mas um constrangimento.

Apenas um dia depois do segundo turno das eleições municipais e dos discursos de Bruno Covas (PSDB) de que a pandemia era estável na cidade, o governador de São Paulo, João Doria, recuou no plano de retomada das atividades econômicas e sociais e determinou que todo o Estado retorne para a fase amarela de contenção contra a covid-19, incluindo a capital. A decisão de impor mais restrições é motivada pela piora nos indicadores do novo coronavírus no Estado, com a elevação de 12% nos óbitos e de 7% nas internações.

Enquanto mais cidades brasileiras se preparam para a segunda onda da covid-19, as esperanças se voltam para a vacina. Nesta segunda, o laboratório Moderna pediu autorização para vender a sua, após anunciar a eficácia de 100% contra a covid-19 grave. O problema é que o Brasil pode perder mais esse bonde. Reportagem de Beatriz Jucá mostra como o país está atrasado na formulação de uma estratégia de imunização nacional. Nesta terça-feira está prevista uma reunião para discutir uma primeira versão de um plano de vacinação para a covid-19. “O Ministério da Saúde está devendo esse planejamento. Espero que estejam planejando e só não tenham comunicado ainda à população. Pensar que não há um plano é desastroso”, afirma a microbiologista Natalia Pasternak.

Um dia após o desfecho nas urnas das eleições municipais, o mundo político faz seu balanço eleitoral de olho em 2022. Ao EL PAÍS o cientista político Fernando Abrucio diz que a pandemia “pegou Jair Bolsonaro de calças curtas” e evidenciou a necessidade de pautas concretas como emprego, saúde e educação, muito além dos discursos sobre costumes, que são a base do bolsonarismo, ou da aposta na polarização política.

“É uma onda muito forte essa. À direita e à esquerda, quem quiser ir bem nas eleições vai ter que modular o discurso e as ações de acordo com essa conjuntura toda que é uma novidade”, disse ele, que se fia na análise de entrevistas em profundidade feitas com eleitores. Também nesta edição, reportagem analisa o encolhimento do PT nas urnas, o pior desempenho desde a democratização.

Em São Paulo, o Beco do Batman, ponto turístico da Vila Madalena famoso por seus grafites coloridos, foi tingido de preto para protestar contra o assassinato do artista NegoVila no último sábado no bairro. O artista negro foi morto a tiros por um policial à paisana, que está preso. Artistas como OsGêmeos e Lino & Guru também prestaram suas homenagens.

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Os bioterroristas podem sequestrar sistemas de DNA e induzir os cientistas a produzir toxinas mortais, alerta novas pesquisas explosivas

Pesquisadores de cibersegurança estão soando o alarme sobre uma nova e particularmente desagradável ameaça de hackers: um ataque ciber-biológico híbrido no qual biólogos desavisados ​​são induzidos a fabricar toxinas mortais.

Em um novo artigo publicado na revista Nature Biotechnology, pesquisadores cibernéticos da Universidade Ben-Gurion de Negev, de Israel, sugerem que hackers e bioterroristas inescrupulosos podem sequestrar os sistemas amplamente automatizados usados ​​para produzir DNA sintético para experimentos de laboratório.

Ao injetar sub-repticiamente malware no código dos sistemas, esses malfeitores poderiam substituir uma substring de DNA no computador de um cientista – com consequências potencialmente mortais.

Além disso, os bioterroristas poderiam teoricamente comprar DNA perigoso de empresas que não rastreiam de perto as origens dos pedidos, tornando o fornecedor de DNA um cúmplice involuntário de um ataque químico ou biológico.

“Para regular a geração intencional e não intencional de substâncias perigosas, a maioria dos fornecedores de genes sintéticos rastreia pedidos de DNA, que atualmente é a linha de defesa mais eficaz contra esses ataques”, disse Rami Puzis, chefe do Laboratório de Análise de Redes Complexas da universidade.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA emite orientações para provedores de DNA, mas os pesquisadores israelenses descobriram que os protocolos de triagem para quem compra DNA são vulneráveis ​​a técnicas de ofuscação empregadas por hackers, permitindo-lhes inserir DNA produtor de toxinas em solicitações que devem ser rejeitadas imediatamente .

“Usando essa técnica, nossos experimentos revelaram que 16 das 50 amostras de DNA ofuscado não foram detectadas quando selecionadas de acordo com as diretrizes do HHS‘ best-match ’”, diz Puzis.

Os pesquisadores destacam uma facilidade preocupante de acessibilidade a sistemas automatizados vulneráveis ​​usados ​​na esfera da engenharia genética sintética, devido às defesas de segurança cibernética deficientes.

Eles propõem algoritmos de triagem aprimorados, protegendo especificamente o trabalho de edição de genes in vivo no laboratório, para evitar que tais ataques de injeção de DNA jamais ocorram.