O Desmonte do IBAMA

A MILITARIZAÇÃO do combate ao desmatamento na Amazônia não tem evitado recordes de queimadas e desmatamento, mas isso não parece abalar o ânimo do governo Bolsonaro em gastar dinheiro com as Forças Armadas na região.

Do fundo de R$ 1 bilhão para reduzir desmatamento na Amazônia, criado após acordo da Lava Jato, mais da metade está separado para despesas do Ministério da Defesa. O valor é dez vezes o orçamento do Ibama, principal órgão ambiental fiscalizador, que ficou com R$ 50 milhões.

A opção do governo federal por militares fiscalizando estradas e rios, sancionada pela Garantia de Lei e Ordem para a região, sai mais cara que as medidas comuns adotadas pelo Ibama, como uso de inteligência na detecção por satélite de focos de desmatamento e queimadas e posterior ação de órgãos ambientais de fiscalização, segundo pesquisadores e ambientalistas com quem conversei. Pior: não são eficientes.

Com previsão de gastos de R$ 60 milhões por mês –orçamento médio de um ano do setor de fiscalização do Ibama –, a Amazônia sob GLO viu um mês de junho com maior número de queimadas desde 2007. Pesquisadores apontam que o Prodes, sistema de monitoramento por satélites que analisa o corte de árvores na Amazônia entre agosto e julho do ano seguinte, deve apontar um acúmulo de área desmatada ainda maior do que 2019.

Enquanto isso, o Ibama tem problemas com falta de pessoal e em 2020 caminha para um novo recorde: aplicar o menor número de multas em mais de dez anos. Como mostramos no começo da gestão de Ricardo Salles, desde abril do ano passado não há mais fiscalização ativa na floresta, aquela em que os fiscais vão a campo vistoriar serrarias ou buscar áreas desmatadas.

Também não parece ser intenção do governo Bolsonaro permitir que a sociedade acompanhe como o dinheiro do fundo está sendo gasto. Não há qualquer detalhamento sobre as despesas das Forças Armadas na GLO. Mas pelo orçamento da operação, atualizado no final de maio, é possível verificar que pelo menos R$ 520 milhões do fundo estão separados para o Ministério da Defesa em 2020. Destes, R$ 112 milhões são para o Comando da Marinha, que faz fiscalização de barcos em rios — mais do que o dobro do que o Ibama recebeu do mesmo fundo.

O cenário pouco animador para a Amazônia enfrenta outro desafio com a pandemia de covid-19. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que R$ 630 milhões do fundo da Lava Jato, do qual saiu o dinheiro da GLO, fossem utilizados pela União contra o desmatamento na Amazônia e outros R$ 430 milhões para ações de prevenção e fiscalização ambiental de órgãos estaduais. No entanto, quatro estados pediram para usar a verba na saúde por causa da pandemia. O Acre conseguiu decisão favorável ainda em 7 de abril, e no dia 13 de maio foi a vez dos governos de Maranhão, Mato Grosso e Tocantins pedirem pela realocação dos recursos. Assim, ações contra desmatamento perderam R$ 186 milhões em pouco mais de um mês.

Dias depois, em 29 de maio, o vice-presidente Hamilton Mourão ignorou a perda orçamentária e anunciou em uma cartilha de 19 páginas que usaria R$ 1,06 bilhão do dinheiro do Fundo da Lava Jato para implementar, com a ajuda das Forças Armadas, o seu “Plano Nacional para Controle do Desmatamento Ilegal e Recuperação da Vegetação Nativa 2020-2023”. O documento é considerado um rascunho de continuação do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, criado em 2004 e que reduziu o desmatamento na Amazônia apostando em monitoramento e fiscalização de crimes ambientais, fomento a atividades produtivas e ordenamento fundiário. Só que, diferente do anterior, que tinha eixos bem definidos de atuação no combate ao desmatamento, o plano de Mourão, diz a ex-presidente do Ibama e especialista em políticas públicas do Observatório do Clima Suely Araújo, tem apenas diretrizes gerais, sem metas de redução de desmatamento ou de emissão de gases do efeito estufa. “Por exemplo, o Exército tem feito fiscalização em estradas, algo que o Ibama não faz há anos, ao invés de usar a inteligência de monitoramento por satélite de desmatamento que já existe no país”, afirma Araújo.

Recheado de militares e com Mourão como chefe, o Conselho Nacional da Amazônia anunciou em maio a operação Verde Brasil 2, que mobilizou mais de 3,8 mil pessoas, entre militares e servidores do Ibama e órgãos ambientais estaduais, únicos aptos a lavrar multa ambiental. Mas a estratégia militar não parece ter dados resultados práticos e o governo chegou a usar autuações e apreensões de órgãos ambientais estaduais e do Ibama que não tinham relação com a GLO para inflar resultados. O fiasco fez o Senado convocar Mourão para explicar na próxima terça-feira, 14, a estratégia de combate ao desmatamento do Conselho Nacional da Amazônia.

Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

Militares com o dinheiro, Ibama desmontado

Enquanto os militares encabeçam a fracassada estratégia de preservação da Amazônia, o desmonte do Ibama segue intenso. Nos primeiros seis meses de 2020, o órgão ambiental registrou apenas 1187 autuações nos estados da Amazônia. Parece pouco provável que chegue às 4834 autuações de 2019 – que já havia sido o menor número da década. Além disso, boa parte dessas multas viram fumaça e não são pagas por atrasos no processo de cobrança. Sob condição de anonimato, servidores do órgão criticam mudanças feitas em setembro do ano passado no sistema de registro de multas. Desde então, há inconsistências no conteúdo da plataforma de dados abertos do Ibama,  como atrasos na atualização da localização das autuações e erros no cadastro por bioma onde a multa foi lavrada.

A falta de servidores ajuda a entender essa queda. Em 2013, o Ibama tinha cerca de 4,5 mil servidores efetivos, sendo 1.350 no setor de fiscalização ambiental. Hoje, são pouco mais de 3 mil efetivos, com 750 são fiscais. Não há previsão de concurso para a pasta em 2020, apenas de contratação de 1,5 mil funcionários temporários para ajudar no combate a incêndios no período de seca na região, de junho a novembro. E os militares, que deveriam preencher esse buraco, não chegam nem perto das áreas de maior desmatamento, me disseram fontes dentro da instituição que preferiram não se identificar por medo de retaliação.

Além dos R$ 50 milhões do acordo da Lava Jato, o Ibama tem em caixa para 2020 outros R$ 104 milhões do orçamento da União aprovado pelo Congresso para combater danos ambientais em todo país. São R$ 66 milhões do orçamento que já existia para fiscalizar desmatamento e outros R$ 38 milhões contra queimadas. Para Araújo, essa verba seria mais útil se usada para melhorar a estrutura e repor o déficit servidores no Ibama.

“O governo afirma que gasta R$ 60 milhões por mês com GLO. Com o valor de dois meses dessa operação é possível pagar o salário de 1.000 novos servidores do Ibama por um ano inteiro. É preciso lembrar que o atual governo critica a fiscalização ambiental desde a eleição, então esses altos gastos com operações das Forças Armadas são para tentar solucionar um problema que o próprio governo ajudou a intensificar”, diz.

Na segunda-feira, o Ministério Público Federal no Distrito Federal apresentou uma ação de improbidade administrativa contra o ministro Ricardo Salles, pedindo seu afastamento por promover a “desestruturação de políticas ambientais”. Assinado por 12 procuradores da República, o documento cita também a falta de eficiência e os altos valores gastos pelos governo para enfrentar o aumento do desmatamento na Amazônia. Em dois meses, lembram os procuradores, a operação Verde Brasil 1, realizada em 2019, gastou R$ 124 milhões, valor superior ao orçamento do Ibama em um ano para ações de controle e monitoramento ambiental.

“Em que pese a relevância da mobilização de instituições diversas na temática, tal medida tem se demonstrado insuficiente ou metodologicamente inadequada na contenção de crimes contra o meio ambiente e de ameaças às populações amazônicas, além de absurdamente mais dispendiosa que o emprego de forças estruturadas e experts dos agentes do Ibama conforme previsão legal”, expõe a denúncia do MPF.

Pedi acesso via Lei de Acesso à Informação ao detalhamento desses gastos e não obtive resposta. Questionei também as assessorias de imprensa da Vice-Presidência da República e do Ministério da Defesa sobre como as Forças Armadas pretendem utilizar a quantia em combate a desmatamento na Amazônia. Mais silêncio.

No mapa, a evolução do desmatamento na Amazônia. Mapa: InfoAmazonia

‘Passar a boiada’

A redução do desmatamento provocada pelas ações do PPCDAm começou a arrefecer em 2012 com a aprovação do novo Código Florestal, que permitiu uma anistia a quem tinha desmatado até 2008, lembra o geólogo e pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon), Carlos Souza Jr. “O novo Código Florestal abriu um precedente ruim e houve um aumento do desmatamento nos anos seguintes. Mas houve um salto ainda maior depois de 2018”, diz Souza Jr, que estuda dados sobre desmatamento na Amazônia desde 2008.

Ações de incentivo a redução de desmatamento e de emissões gases do efeito, diz Souza Jr., funcionaram por alguns anos, mas não houve continuidade. Em 2019 a Amazônia teve mais de 10 mil km² de floresta desmatada, um recorde. Dados preliminares do Prodes analisados até o momento pelo Imazon indicam que o desmatamento em 2020 deve ser ainda maior. Para piorar esse cenário, um estudo recente do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o Ipam, revelou que há 4,5 mil km² de área desmatada desde o final de 2019 que deve ser queimada no atual período de seca da região. Em junho a Amazônia registrou 2.248 focos de queimadas, maior número desde 2007.

Vale lembrar que o impacto negativo da falta de ações concretas e eficazes contra o desmatamento na Amazônia pelo governo brasileiro é tão grande no exterior que ameaça o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia, anunciado em 2019, mas que ainda precisa ser ratificado. Um buraco difícil de sair enquanto tivermos um ministro como Salles, que considera que é preciso aproveitar o foco na pandemia de covid-19 para “passar a boiada” sobre a legislação ambiental, como disse na reunião ministerial de 22 de abril.

As confusões criadas pelo governo Bolsonaro, especialmente por Salles, resultaram na suspensão do Fundo Amazônia em junho do ano passado. Desde então, nenhum novo projeto é aprovado, apenas ações que já estavam em curso continuam. O BNDES, gestor do fundo, tem atualmente R$1,5 bilhão parados porque não há comitê para aprovar novos projetos.

“Essa paralisação do fundo vai ter um impacto direto no desmatamento. Se não agora, porque ainda há projetos em andamento, isso ocorrerá em um futuro próximo”, explica Alessandra Cardoso, economista e assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos, o Inesc.

A substituição de Salles por Mourão na liderança das ações contra o desmatamento da Amazônia deveria ser parte de uma estratégia para melhorar a tão chamuscada imagem do Brasil no exterior. Mas, ao menos por enquanto, a única coisa diferença com relação ao desastre ambiental que a Amazônia registrou no ano passado é o orçamento generoso para as Forças Armadas.

Com dados do The Intercept e SIGA BR/INESC/OC

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Com Mourão à frente, Governo Bolsonaro é cada vez mais tutelado por militares

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Vice-presidente vai à Colômbia tratar de Venezuela, e faz contraponto a Ernesto Araújo. Para historiador, maior presença de oficiais deixa limite entre Governo e Forças Armadas difuso aos olhos da sociedade

Os militares definitivamente voltaram para as principais manchetes dos jornais, que não raro informam sobre como os oficiais que compõem o Governo Jair Bolsonaro se articulam nos bastidores para mediar conflitos, apagar incêndios, aconselhar o presidente e expressar discordância com a postura beligerante de seus filhos. Eles vêm ocupando cada vez mais espaço no Executivo Federal, influenciando e até tutelando o governo em áreas como a de política externa, conforme evidenciou a ida do vice-presidente, o general da reserva Hamilton Mourão, para a reunião do Grupo de Lima em Bogotá para discutir a crise na Venezuela. Além de Mourão, se destaca como homem forte do Governo o general da reserva Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e uma espécie de conselheiro e guru de Bolsonaro.“O Brasil não fará nenhuma ação agressiva contra a Venezuela”, garantiu Heleno nesta manhã, contando que o Governo Bolsonaro criou um gabinete de crise para lidar com a ajuda humanitária que está chegando à fronteira.

Heleno seguiu a mesma linha das colocações de Mourão, mostrando o protagonismo de ambos para falar do conflito que alarma os brasileiros desde o fechamento da fronteira, determinada por Nicolás Maduro, nesta sexta. A ida do vice-presidente a Bogotá vem sendo interpretada como mais um sinal de que os militares estão cautelosos com relação ao ministro Ernesto Araújo. O chanceler assinou um documento do Grupo de Lima que prevê a suspensão da cooperação militar com o regime de Nicolás Maduro, mas não teria consultado os militares, segundo informou a Folha de S. Paulo. Isso teria desagradado o setor de inteligência do Exército, que se mantém informado sobre o Governo chavista a partir de seus contatos com os militares venezuelanos. Coube a Augusto Heleno e outros militares do Governo mediar o conflito com a corporação.

Os militares, com Mourão à frente, vêm tentando fazer um contraponto ao antiglobalismo de Araújo, ligado ao guru da extrema direita Olavo de Carvalho, com quem o vice-presidente já teve desavenças públicas. Apesar de ser o principal investidor externo e parceiro comercial do Brasil, a China já foi alvo de fortes críticas tanto de Bolsonaro quanto de Araújo, que já indicou querer se aproximar incondicionalmente dos Estados Unidos e isolar o país asiático, inclusive dos BRICS. Mais pragmático, o vice-presidente vem apaziguando as declarações e, nesta semana, anunciou em seu perfil do Twitter ter ficado responsável pela coordenação das comissões bilaterais com China, Rússia e Nigéria. Outra promessa de campanha que os militares vem agindo para postergar é uma possível mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Mourão chegou a receber representantes da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e o embaixador palestino para, mais uma vez, apaziguar os temores. A mudança poderia gerar retaliação dos países árabes que importam produtos brasileiros, principalmente o frango Halal, além de colocar o Brasil na rota do terrorismo internacional.

Além de Mourão, que busca ter uma voz própria na vice-presidência, já são cerca de 50 militares ocupando o primeiro e segundo escalão. O último a integrar o time do Governo foi o general da reserva Floriano Peixoto Neto, que substituiu Gustavo Bebianno na Secretaria-Geral da Presidência da República nesta semana. A crise envolvendo Carlos e Jair Bolsonaro, que chamaram Bebianno de mentiroso nas redes sociais, também acabou envolvendo os militares, que tentarem interceder a favor do ex-ministro. Ao ficar claro que não havia maneira de retomar a normalidade, conseguiram emplacar o Peixoto Neto no posto. Ele foi chefe de operações das Forças de Paz da ONU no Haiti, na época comandada por Heleno, o principal patrocinador de sua recém nomeação.

Além de Heleno e Peixoto Neto, também fazem parte da equipe ministerial o outros seis militares: o general Fernando Azevedo e Silva (Defesa), o general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), o tenente-coronel Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), o almirante Bento Costa Lima (Minas e Energia), o capitão da reserva Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e o capitão da reserva Tarcísio Freitas (Infraestrutura). Com a saída de Bebianno, o único civil que despacha do palácio do Planalto é Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil.

“Existe uma diferença entre militares que participam do governo e governo dos militares. Um governo dos militares significaria que a instituição militar estaria governando. Não é esse o caso, são militares convidados como indivíduos”, alerta o cientista político Eurico de Lima Figueiredo, diretor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF). O historiador Carlos Fico, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concorda que não se trata de uma “militarização do Governo”. Contudo, a relevância que os militares vêm ganhando reflete “a falta de quadros no entorno de Bolsonaro”, uma vez que o presidente chegou ao poder sem “projeto ou plano” e não conta com “um partido que tenha um instituto de reflexão sobre os problemas do país”. Essa direita “xucra e despreparada”, explica o historiador, “depende dos militares porque são o grupo conservador mais bem preparado, apesar de possuir uma visão muito limitada da realidade pela perspectiva militar”.

Para ambos os especialistas, o risco é que Bolsonaro acabe sendo cada vez mais tutelado por esses membros oriundos do meio militar. E que a fronteira entre Governo e as Forças Armadas seja cada vez mais difusa aos olhos da sociedade. “O senso comum não faz essa distinção entre Forças Armadas e membros militares no Governo. E muitos eleitores do Bolsonaro acham que esses personagens vão resolver todos os problemas, o que é uma perspectiva muito preocupante”, opina Fico. O resultado, acrescenta, é uma mistura de “inexperiência e autoritarismo”.

O cientista político Figueiredo enxerga Mourão e Heleno como as duas figuras mais fortes do Governo, responsáveis pela nomeação dos demais militares. “Essa presença faz com que a forma de mundo dos militares esteja no governo. E isso é ruim para a instituição militar, porque liga o destino do governo ao destino da própria corporação. Se der certo, há uma legitimação. E se não ocorrer? Como é que fica?”, questiona.

Ele também opina que a fronteira entre a corporação e o Governo vai ficando “perigosamente fluida”, algo que, ele insiste, é ruim para as próprias Forças Armadas. “Vejo a possibilidade de uma osmose perigosa, de uma absorção dos militares pelo governo. (…) Quando temos generais fazendo parte da conversa dos cidadãos, algo não está certo”, acrescenta. O especialista acredita, contudo, esse cenário não represente o interesse das próprias corporações militares, uma vez que isso cria “o perigo da partidarização e da luta interna” dentro das Forças Armadas. “E os militares querem principalmente o fundamental, que é a manutenção da hierarquia, sem o que eles deixam de existir como instituição”, explica Figueiredo.

Que militares ocupem essas áreas significa levar todo um know-how técnico adquirido em academias e instituições militares, algumas delas conhecidas pela opinião pública por sua excelência, como o Instituto Militar de Engenharia (IME) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). “Possuem personalidades muito marcadas pelo ethos militar, e é impossível que abandonem essa perspectiva. O que se coloca é uma série de propostas de viés muito autoritário. Inclusive em campos que não são próprios das carreiras militares”, argumenta o historiador Fico.

Mas a influência deles não se limita a esse círculo de ministros próximos a Bolsonaro e se estende a diversas áreas que não necessariamente são comandadas por eles diretamente. No ministério da Justiça de Sergio Moro, por exemplo, o general Guilherme Teophilo é o responsável pela área de segurança pública. Na área do Meio Ambiente do ministro Ricardo Salles (NOVO), ao menos 20 superintendentes estaduais do Ibama serão substituídos por militares, segundo informou a coluna de Eliane Cantanhêde no Estado de S. Paulo. “Não se pode brincar com isso, os superintendentes é que concedem licenças e alvarás e eu não sou obrigado a conhecer gente confiável em todos os Estados, no Amapá, no Acre, em tantos lugares em que nunca fui”, disse Salles. A própria escolha do ministro teve de passar pelo crivo dos militares ligados a Bolsonaro.

Com a falta mão de obra no serviço público, mas também dinheiro para abrir novos concursos e remunerar novos servidores, o Governo também prepara uma mudança legislativa para que militares da reserva possam ser aproveitados em atividades civis de órgãos públicos. Assim, além de uma pensão de reservista, receberiam uma gratificação ou abono, segundo noticiou o Estado de S. Paulo. A medida, presente em uma minuta da Reforma da Previdência à qual o jornal teve acesso, inundaria o serviço público de militares reservistas, que hoje só podem exercer funções militares ou cargos de confiança. O Governo Bolsonaro ainda não apresentou um projeto de reforma da previdência dos militares, que representam uma importante fatia das despesas do país. A promessa é que um plano será enviado ao Congresso em um mês, durante as discussões das mudanças na aposentadoria dos civis.

Os tentáculos se estendem também à área de Educação. Durante a campanha, o general Aléssio Ribeiro Souto foi um dos responsáveis pelas diretrizes para as políticas do setor e chegou a dizer em uma entrevista que “os livros de história que não dizem a verdade [sobre o golpe militar] devem ser eliminados”. Os militares não conseguiram emplacar um ministro militar para a pasta de Educação, mas o ministro Ricardo Vélez, ligado a Olavo de Carvalho, já prometeu a volta da disciplina de moral e cívica, predominante na época da ditadura militar. “No dia 31 de março haverá divulgação de filme defendendo o golpe. E o ministro vai fazer propostas nesse sentido com material didático”, aposta Fico.

Além disso, Bolsonaro sempre explicitou que sua referência na área eram as escolas militares, tanto por sua reconhecida excelência como pela disciplina. “É uma perspectiva ingênua e equivocada achar que as escolas militares têm melhor desempenho por causa da presença de militares ou aquelas bobagens cívicas de ordem, cantar hino e hastear bandeira”, explica Fico. “Esquecem de verificar que gastam muito mais, têm recursos, instalações, equipamento, material didático, professor com dedicação exclusiva, bons salário, diretores que não são indicação política…. E o Brasil obviamente não tem condições de financiar uma estrutura dessa em escala nacional”.

Seja como for, o novo paradigma já começa a se disseminar. No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha anunciou no mês passado um convênio entre as pastas de Educação e Segurança para transformar quatro escolas estaduais em militares. A ideia é expandir o modelo para outros 36 centros de ensino até o fim do ano e criar uma espécie de gestão de compartilhada, em que policiais militares e bombeiros da reserva ficariam responsáveis por levar mais disciplina e valores morais. “Precisamos levar disciplina para dentro da educação. Temos de retornar os valores cívicos para as nossas crianças”, disse. No Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel anunciou duas novas escolas militares em equipamentos públicos hoje desocupados.

Turma do Haiti e segurança pública

O setor militar mais próximo de Bolsonaro é composto principalmente por militares que lideraram as tropas da ONU no Haiti. O principal deles é, uma vez mais, o general Heleno. Sob sua influência foi nomeado recentemente o general Floriano Peixoto Neto, que participou da missão de paz no país como oficial de operações e depois como comandante das forças militares. Também esteve no Haiti o general e ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva, que serviu como chefe de operações subordinado a Heleno. Já o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, foi engenheiro militar sênior da ONU no Haiti. E o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo, liderou as tropas em 2007. Por fim, o atual comandante do Exército, o general Edson Leal Pujol, também foi comandante das Forças de Paz no país.

O historiador Fico destaca a experiência desses oficiais no Haiti como fonte de inspiração para lidar com o problema da segurança pública no Brasil. “Esses generais tiveram experiências que são muito caras ao presidente Bolsonaro. Representam essa visão de que os problemas da seguranca pública podem ser resolvidos por meio de ocupação de favelas e coisas assim”, explica.

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Existe um pacto secreto entre Bolsonaro e o Exército?

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Jair Bolsonaro atende a cerimônia de graduação na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende.- Foto PAULO WHITAKER REUTERS

Ainda se escreverá muito sobre o cara e coroa da forte presença militar no Governo de Jair Bolsonaro que pode superar a dos governos da ditadura. Por enquanto, são especulações. Será positivo ou negativo ao Brasil? Essa convergência da presença militar e religiosa, a cruz e a espada, em uma Presidência consagrada nas urnas, teria todos os elementos para aparecer como um retrocesso dos governos progressistas do Partido dos Trabalhadores. E até um perigo aos valores democráticos.

Há, entretanto, quem comece a observar que os generais presentes no Governo podem significar uma garantia democrática contra os arroubos autoritários de Bolsonaro e seus filhos que parecem querer governar com ele. É o que acha, por exemplo, Jair Krischke do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, que afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que “o equilíbrio para a observância dos princípios democráticos está vindo dos militares”.

Frente ao silêncio, por exemplo, do Presidente e do ministro da Justiça, Moro, sobre o caso da suposta corrupção que ronda o senador eleito, Flávio, o filho mais velho do Presidente, foi o general e Vice-presidente do Governo, Hamilton Mourão, que falou mais claro. Mesmo insistindo que ainda “não se trata de um caso do Governo”, e sim pessoal do senador, interrogado dias atrás pela GloboNews, foi taxativo: “Se há crime que seja julgado de acordo com a lei”. E acrescentou: “Qual é a grande glória da democracia? A lei. A lei é fundamental no sistema democrático. E mais, a lei serve para todos”.

Por sua vez, Leonardo Sakamoto, doutor em Ciências Sociais e Conselheiro da ONU na luta contra o trabalho escravo, disse ao correspondente da RFI de Genebra, Rui Martins, sobre o fato de que os militares que entraram no Governo se mostram mais preocupados com a Constituição do que os civis. Segundo ele, “se por um lado preocupa (essa grande presença do Exército), já que a sociedade elegeu um governo civil e não militar, por outro, e isso é o mais interessante, boa parte dos militares escolhidos por Bolsonaro parece mais moderada, racional e atenta em seguir a Constituição do que alguns ministros civis”. E cita entre estes últimos os da Educação e das Relações Exteriores que, afirma, “deram declarações e escreveram textos preocupante em relação aos direitos da coletividade”.

Bolsonaro sem dúvida soube jogar para chegar à presidência derrotando a esquerda com as duas preferências da sociedade como o são o Exército e a Igreja que aparecem, diante da crise da política, como as duas instituições mais confiáveis à maioria dos brasileiros. As duas realidades, a militar e a religiosa, servem por sua vez ao novo Presidente como escudo e garantia contra a mediocridade de sua biografia.

O Presidente alertou seus seguidores que seu fracasso significaria “a volta de Lula e do PT ao governo”. Para evitar esse possível fracasso, o ex-paraquedista Bolsonaro se blindou no Governo com a cúpula militar. Hoje o Exército está presente não somente em quase um terço dos ministérios como conta com 45 membros, entre eles 18 generais e 11 coronéis, espalhados em 21 áreas de infraestrutura que lidarão com bilhões de orçamento. Algo que não aconteceu sequer durante os governos da ditadura. Os militares, a partir dos governos de FHC, saíram pela primeira vez até do ministério do Exército, que passou ao controle de um civil. Eles voltaram aos quartéis.

Para Bolsonaro, a aposta arriscada de militarizar o Governo e o Estado pode ser uma faca de dois gumes. Mas também pode ocorrer o mesmo aos militares. Ao aceitar uma presença tão maciça em um governo saído das urnas, um fracasso comprometeria também sua credibilidade diante da sociedade. Eles sabem, como o Presidente, que neste caso eles também ficariam expostos e em evidência diante da sociedade. E a esquerda, muito provavelmente, voltaria a governar. Uma possibilidade tão temida por eles que, para evitá-la, apoiaram abertamente Bolsonaro para chegar ao Planalto.

Ficará, de fato, para a história a famosa publicação no Twitter de 18 de setembro de 2018, do à época comandante do Exército, Villas Boas, às vésperas de uma decisão crucial do STF sobre a possibilidade de colocar Lula em liberdade. Nela, o comandante lembrava que o Exército “repudiava a impunidade” e que “estava atento às suas missões institucionais”. O Supremo deixou Lula na cadeia e o Supremo Tribunal Eleitoral o impediu de ser candidato ao aplicar contra ele a lei da Ficha Limpa. O Presidente Bolsonaro teve o caminho aberto. Já eleito presidente, agradeceu a Villas Boas pela publicação com essas palavras: “O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”. E acrescentou enigmático: “O que conversamos morrerá entre nós”.

Esse possível pacto secreto, quase de sangue, que o Presidente Bolsonaro e o Exército, dizem, levarão para a tumba, é o grande enigma do novo Governo direitista. De acordo com Bolsonaro se trata de uma “nova era” para o Brasil. Ninguém, entretanto, ainda se atreve a prognosticar seu fim e o que isso poderia significar. Será cara ou coroa?

Meio Ambiente,Blog do Mesquita,Comando Militar do Oeste

Meio Ambiente – Comando Militar do Oeste

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CMO – Conservação de recursos naturais no Campo de Instrução

Seja pela terra, água ou, então, pelo ar, dia e noite, não importa o horário, eles estão sempre de olhos bem abertos quando o assunto é preservação do meio ambiente. Essa é uma das principais preocupações dos militares que tem no terreno, um dos fatores preponderantes da decisão no planejamento das operações. É assim no Campo de Instrução de Betione, distante 234 km da capital sul-mato-grossense. Quem visita o local fica encantado com a vegetação preservada em uma área correspondente a 8.022 hectares.

A missão do Campo de Instrução, localizado no município de Miranda (MS), diretamente subordinado ao Comando Militar do Oeste (CMO), é manter a área e as instalações operacionais em condições de serem utilizadas a qualquer momento para treinamentos de tropas, conforme diretrizes do CMO. Só em 2018, foram realizados 21 exercícios operacionais, como Operação Ágata e exercícios de tiro real. Para se ter uma ideia, no último ano, mais de 2.600 militares da Marinha, Exército e FAB receberam treinamento no local.

As questões de proteção e conservação do meio ambiente fazem parte tanto da missão quanto da natureza da Instituição, visto que uma parte significativa das atividades desenvolvidas está voltada para esses fins. “Um grande contingente de militares passa por aqui constantemente para operações diversas, por isso as atenções com a parte verde do nosso Campo devem ser redobradas”, explicou o Tenente João Iran Costa, diretor do Campo de Instrução de Betione.

Uma das missões da tropa é realizar trabalhos de limpeza da mata e rios, recuperação de áreas verdes e, se necessário, plantio de árvores. Os militares envolvidos em operações, exercícios e manobras, assim que chegam ao Campo de Instrução, recebem normas referentes à conservação dos recursos naturais. “Realizamos sinalização e orientações adequadas quanto aos acessos, trilhas e vias dos campos e áreas de instrução, para não causar danos nas áreas não utilizadas durante as atividades. Outro ponto importante é a proteção das áreas de risco de incêndio”, enfatizou o tenente.

São inúmeras instruções realizadas para a conservação do solo, da fauna e flora e, muitas vezes, juntamente com os órgãos que cuidam da preservação ambiental, a Força Terrestre também fornece apoio logístico nas atividades de fiscalização ambiental.

É o Exercito Brasileiro com seu braço forte e mão amiga, na sensibilização quanto à responsabilidade social, na conservação de recursos naturais, colhendo frutos da utilização sustentável de seus extensos campos de instruções espalhados pelo País.

 

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Fatos & Fotos – 25/09/2017

Intervenção militar?

Nem pensar. Já ficou comprovado em todo o mundo em todas às épocas, que não resolve. Há que fazer limpeza pelo voto. Se reelegermos mais que 10% da canalha política que aí está, como dinastias, infernizando o povo e sugando o Estado, é porque merecemos.

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Caminhando pela cidade – A vida como não deveria ser
Rua Joaquim Nabuco c/ Av. Abolição
Foto José Mesquita – Galaxy Note VRua Joaquim Nabuco c Av. Abolição,Blog do Mesquita

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A justiça brasileira cega, surda e muda – Conivente? Oportunista? nada consegue ver. Temer está na compra de votos dos depufedes, descaradamente. Isso é caso de polícia, não, de política. E o povo calado, parado,deixando tudo acontecer, vendo a banda, podre, tocar.
Se houvesse, uma boa e calma invasão em Brasília, no dia da votação, Temer e gangue, cairiam com a pressão da cidadania.

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Temer e a votação da investigação na Câmara do Deputados.

Primeiro que chamar isso de votação é desqualificar e desmoralizar de vez o instituto do voto, mais do que Gilmar/TSE fizeram mantendo a chapa Temer/Dilma.
É uma berração! Como o Moreira Franco é casado com a sogra do Rodrigo Maia, não ético – seria esperar demais da quadrilha – nem correto o Rodrigo Maia presidir essa votação. Questão de impedimento jurídico mesmo e penso que deveria ser levado também ao julgamento político que ocorrerá.

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RENCA: A grande farsa.

Amazônia,Ecologia,Desmatamento,Meio Ambiente,Blog do Mesquita,RENCAQuem assistiu o documentário sobre essa reserva mineral, infestada de gringos, e garimpos ilegais, sabe que essa decisão, ora revogada, vai ser retomada mais a frente. num próximo governo, pena que tudo que vem do presidente agora é suspeito.

Será que não tem alguém querendo dar “uma calça arriada”?
Li que na tal área, existem 11 pistas clandestinas de garimpeiros ilegais!

Ninguém tinha visto isto até agora? Onde estavam os ambientalistas?

Tem alguém interessado que fique como está, ouro saindo em aviões piratas, ninguém paga nada, e não dá satisfação muito menos! E este furto das riquezas da região não começaram agora, quando o Estado resolve de alguma forma se fazer presente, com o mínimo de presença ambiental, fiscal e reguladora aparece uma “RENCA” de defensores das nossas riquezas!

Independentemente de ser o Temer, que também faz “garimpo ilegal” do dinheiro público, alguém tinha que tomar uma atitude, mas “alguém” vai perder dinheiro, então manda a mão no “zumbi político” ou segundo aquele compositor a “GENI” da hora! Imaginem o que não vemos em termos de desvios de minerais, estratégicos na Região Amazônica!

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Por que ninguém fala mais nada sobre as malas com R$ 51 milhões encontradas no apartamento do ‘santo’ Geddel?Blog do Mesquita,Brasil,Geddel Vieira Lima

Não seria tal dinheiro usado para a compra dos votos necessários para o arquivamento dessa nova denúncia contra o mais honesto presidente do Brasil, Temer, depois de Lula e FHC, que são os mestres da honestidade universal?

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Cabeça pra baixo,Brasil,Blog do Mesquita,Eduardo Cunha,Justiça,Corrupção,Brasil,Blog do MesquitaBrasil um país ao contrário.
Eduardo Cunha ganhar uma ação na justiça, contra um jornalista, acusando o mesmo por danos a imagem dele, Cunha.
Putz! Essa é do “Carvalho”.

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Dallagnol manda recado a Dodge: “Ninguém pode dizer o que a gente faz ou deixa de fazer em Curitiba”

Eu já desconfiava que esses xerifes de Curitiba chefiados pelo juiz não acreditavam em hierarquia.

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O Brasil não tem mais Governo, o que se vê é uma quadrilha se articulando para salvar seus mandatos bem como permanecer no poder.

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Financiamento de Campanhas Políticas,BrasilBlog do Mesquita,Financiamento,Campanhas Políticas,Brasil

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Reforma Política? Não! Os Cleptocratas não querem.

Reforma Tributaria? Não! Porque? “Relatório da Oxfam divulgado nesta segunda-feira (25) mostra que o topo da pirâmide, no Brasil, destina 21% de sua renda com impostos, enquanto os menos favorecidos pagam 32%.”

Então, estamos ou não no “Capitalismo Selvagem”? Como podemos admitir se pagar 27,5% de Imposto de Renda, sobre salário de $4.700,00?

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O Poder Judiciário,é ou não uma “ELITE PRIVILEGIADA” as custas do dinheiro do Povo…vejam : “…Supremo Tribunal Federal, determinou um auxílio-moradia de R$ 4.377 a todos os juízes federais em atividade no país…” Isso não é uma AFRONTA ao Povo, onde, entre tantos outros infortúnios, o piso salarial do professor é metade do benefício pago aos magistrados: R$ 2.297

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Arte – Gravura – Xilogravura – ÁfricaBlog do Mesquita,Arte,Artes Plásticas,Gravuras,África

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Quem acha que os Militares tem “vocação ” política, está enganado. Em 1985, quando morreu Tancredo, eles tinham todas as as razões para continuarem no Poder, e não o fizeram. Porque? Sabiam que era a hora de saírem de cena, pois a “vocação” deles é outra. E se hoje falam em intervenção, é porque os três Podres Poderes estão atolados até “o gogó” na Corrupção, no Crime Organizado, no Narcotráfico e na mais absurda e irresponsável insensatez. Como filho de um militar – meu falecido pai era General. Convivi no ambiente militar infância e adolescência – não defendo, mas entendo a voz das casernas.General Mourão,Brasil,Intervenção Militar,Corrupção,Blog do Mesquita

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Paneleiros, Coxinhas e Patos; Vocês já compraram Ferraris, seu flats, ganharam aumento ou só foram fazer selfie com PM e tomar champanhe na avenida mesmo?

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Humor – Só dói quando eu rioBlog do Mesquita,Brasil,Corrupção,Duke,Humor,Blog do Mesquita

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Repetindo. Não existe esquerda nem direita no Brasil principalmente no âmbito de partidos e afiliados aos tais.

O que existe é uma gangue organizada em partidos, para exaurir o Estado. O mais é discurso de caviar. Tome-se o Niemeyer, por exemplo; trabalhou quase sempre para o Estado, fez de Brasília um feudo, por preços miliardários. Contribui para o insano Juscelino construi aquele monumento ao desperdício, Brasília – tijolos, cimento e outros insumos, lá chegavam, pasmem, de avião.

JK produziu com sua megalomania uma dívida pública monumental que ainda hoje pagamos. Desconheço qualquer projeto dele voltado para o “Lumpen”. Sempre trabalhou para satisfazer a burguesia contra à qual discursava, divergente da prática. Ao contrário, para o “establishment”, projetou Brasília, sem esquinas, sem integração entre o habitar e a área de trabalho, no meu entender, claramente proposital para evitar formação de “rodinhas”, onde normalmente as ideias se tornam virais e as revoluções, de costumes, ideias e até as armadas são fomentadas.

Ps. Levarei cacetadas “mis”, mas Niemeyer projetava esculturas, em detrimento do que “Corbusier” chamava de “La machine à habiter”. Quem já visitou o Copan, SP., sabe do que escrevo.

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Tango – Fotografia de Fotografia Diana,Mary SharptonBlog do Mesquita,Arte,Fotografia,Diana,Mary Sharpton,Tango

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Indignação,Blog do MesquitaA impunidade indecente de Temer e a Câmara Federal.
Os políticos entoam odes à corrupção e à impunidade. Os Deputados Federais, que votarão na ação para processar Temer, desprovidos de caráter, legislam apenas em torno de seus interesses imorais e amorais. O correto, não há dúvida, segundo o bom senso, seria separar as ações, mas não convém ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, cujo partido (DEM) é ameaçado de extinção pelo PMDB. Essa gentalha nunca ouviu falar em respeito e amor-próprio.

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Brasil da série “Um país de cabeça pra baixo”.
A quem interessa manter Temer, o minúsculo da lama?
Hoje é dia de deputado achacar, chantagear para salvar, vergonhosamente, o criminoso corrupto Michel Temer. Isso não é democracia. Isso não é a boa política. Esses venais “trabalham” incansavelmente para elegerem o Lula e/ou turbinarem as ambições das caserna.Blog do Mesquita,Corrupção,Brasil
“Não se pode compreender nada sobre o saber econômico se não se sabe como se exercia, quotidianamente o poder, e o poder econômico. Não é possível que o poder se exerça sem saber, não é possível que o saber não engendre poder O exercício do poder cria perpetuamente saber e, inversamente, o saber acarreta efeito de poder – M. Foucault”

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Da série “Caminhando pela cidade” – EscriturasCaminhando pela cidade,Escrituras

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Pyongyang pode vir a ativar uma bomba que afetará terra, ar e espaço

© Sputnik/ Ilia Pitalev

Ex-diretor da iniciativa de defesa estratégica do Departamento de Defesa dos EUA, Henry F. Cooper, considera que a Coreia do Norte pode estar desenvolvendo uma bomba que provocará estragos enormes, caso seja ativada.

Em seu artigo para The Wall Street Jornal, Cooper opina que autoridades da Coreia do Norte poderiam desenvolver uma bomba nuclear capaz de detonar a mais de 60 quilômetros de altura e provocar um ataque de pulso eletromagnético (EMP, sigla em inglês) de graves consequências.

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Mais um cretino “revoltado” com a corrupção, no palco do Rock in Rio – esse “in” aí é soda!. Isso é só um jeitinho de cavar cinco segundos de exposição na grobu. Patético!

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O pó continuará trafegando, e sendo traficado por helicópteros de autoridades. As Rocinhas aumentarão.Helicóptero,Helipóptero,Perrella,Cocaína,Rocinha,Narcotráfico,Blog do Mesquita

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Vídeo – O tempo me guardou você – Ivan Lins

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A Marcha da Insensatez.

Mia Couto,Síria,Blog do Mesquita

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“Com a redução dos que efetivamente são poderosos aumenta possibilidade da elaboração consciente de ideologia e do estabelecimento de uma dupla verdade , onde o saber é reservado aos insiders e a interpretação é deixada ao povo, e se espalha o cinismo contra toda verdade e todo pensamento. No fim deste processo perdura uma sociedade não mais dominada por proprietários independentes, mas por camarilhas de dirigentes industriais e políticos – HorKheimer”.

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Arte – Pinturas – Touluse LautrecHenri de Toulouse Lautrec Dancer Adjusting her tights pastel sobre cartão

Dancer Adjusting her tights pastel sobre cartão

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“Por Falta De Quórum, Câmara Adia Leitura De Denúncia Contra Temer”
Temer, o minúsculo rato dos porões do Jaburu, terá que meter, mais ainda, a mão no bolso dos Tapuias, para aumentar a grana da compra dos depufedes.

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Dirceu, o Zé, a aranha por detrás da teia, tem pena aumentada após impetrar recurso. O que estava ruim aumentou. Há que se ter cautela ao solicitar revisão de pena.
Já Vaccari foi absolvido de uma das acusações.

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Prioridade cega – a “cibercriminalidade” invisível para a Justiça.

“O chefe da Interpol, Khoo Boon Hui, lançou um sério alerta: 80% dos crimes cometidos por meio da internet são fruto da ação de quadrilhas poderosas, de amplitude mundial”

O colunista Pedro Valls Feu Rosa chama atenção para o crescimento dos crimes cometidos pela internet e que são ignorados pelos Tribunais de Justiça, que são sobrecarregados com processos de tráfico de entorpecentes.

Dia desses meditava sobre a pauta de julgamentos das câmaras criminais lá do Tribunal de Justiça. Entra ano, sai ano, e o tema nunca varia: quase sempre tráfico de entorpecentes. Por outro lado, não me recordo de ter passado por lá sequer um processo relativo à criminalidade digital! Um único que fosse, ao longo de mais de duas décadas!

A propósito deste quadro – verdadeiramente mundial, registro – o chefe da Interpol, Khoo Boon Hui, lançou um sério alerta: 80% dos crimes cometidos por meio da internet são fruto da ação de quadrilhas poderosas, de amplitude mundial.

Citando um estudo da London Metropolitan University, acrescentou ele que este tipo de criminalidade tem causado mais prejuízos que o tráfico de cocaína, heroína e maconha somados. Estamos a falar de algo em torno de 750 bilhões de euros a cada ano – somente na Europa!

Vamos a outro exemplo: vítimas da denominada “criminalidade tradicional”, os bancos norte-americanos perdem, a cada ano, US$ 900 milhões – contra US$ 12 bilhões por conta da “cibercriminalidade”.

Decidi buscar mais informações. Descobri que a África perdeu, em 2016, US$ 2 bilhões por conta deste delito. Na África do Sul, 70% dos habitantes já foram vítimas da criminalidade digital. Na Alemanha, uma a cada três empresas sofre ataques digitais. Em Israel, são inacreditáveis 1.000 ataques a cada minuto.

Na América Latina, os roubos tradicionais a bancos respondem por apenas 1,5% do problema, contra 98,5% dos praticados pela internet. O Brasil, segundo levantamento realizado pela empresa Kaspersky, é a vítima maior a nível planetário, com números superiores aos da Rússia e Alemanha, que o seguem.

Recente cálculo da seguradora britânica Lloyd’s demonstrou que um único ataque, se praticado em escala global, pode custar até US$ 121 bilhões de dólares para suas vítimas.

Esta questão adquire contornos ainda mais sérios quando afeta e até mesmo coopta a geração seguinte. Na Austrália, por exemplo, 9.860 crianças foram presas ou processadas por conta de terem aderido a esta forma de crime – isto no já distante ano de 2008.

Enquanto isso ocorre, lá estão nossos melhores policiais e juízes, sufocados pela burocracia regionalizada em um mundo globalizado, combatendo sem êxito um problema que, segundo a ONU, é antes de tudo de saúde pública.

Pedro Valls Feu Rosa *

* Pedro Valls Feu Rosa, desembargador desde 1994, foi presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) no biênio 2012/2013.

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Veículos Especiais – MotoHomeVeículos Especiais,MotoHome,Blog do Mesquita

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Rocinha e Forças Armadas.

Nada que estivesse previsto. Irá piorar, pois o “torniquete” é midiático. É só teatro. O mais néscio sabe que essa não é a solução, e que o cavalo que passou selado já esta um eternidade à frente. E ninguém o montou.
As FFAA estão sendo usadas, ou então estão aproveitando a oportunidade para demonstrar poder de ordem, e preparar psicologicamente a população para aprovar um intervenção no futuro, calcada na já comprovada incompetência da classe política, do judiciário e do poder executivo.

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Sempre que ouço e leio a estúpida expressão “intervenção militar para acabar com a corrupção”, relembro fotos e fatos d’antanho.
Na foto o à época governador – nomeado pela ditadura – de São Paulo Paulo Maluf abraça o então presidente João Figueiredo.Imagina! Claro que não!

O ex-presidente da Odebrecht Pedro Novis afirmou em depoimento de delação premiada ao Ministério Público Federal (MPF) que a corrupção de agentes públicos e políticos em São Paulo começou no governo Paulo Maluf (1979-1982), hoje deputado federal pelo PP.
Ps. A história é uma senhora implacável. Estudem tolinhos! Estudem!

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Imagina! Claro que não!Blog do Mesquita,Bancos,Sonegação,Impostos,Receita Federal

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Temer abre o cofre do povo.
O baixo clero não topa reforma política. Não se aprova nada no congresso sem esse seleto grupo de parlamentares.
“Apenas” 1,7 Bilhão para comprar a canalha e se livrar do Batman.Por enquanto. Espero. Mas, duvido que venha, algum dia – Azeredo, Tucano, claro, está aí livre, leve e solto – há 22 anos e condenado em 2ª instância – a ser hospede na Papuda.

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Chico Anízio,Nazareno,Blog do MesquitaMesmo considerando o Princípio Constitucional da “Presunção de Inocência”, e a liberdade de expressão, acredito ser uma temeridade dupla – pro país e pra ré – Dona Dilma declarar algo como “se pretenderem o Lula haverá uma guerra civil”. Haverá não, Madame!
Se madame lesse mais que horóscopos, depreenderia que tais insanas, e inoportunas declarações apocalípticas, somente apressaram a voraz ambição da caserna em voltar, Deus nos livre, à 1964.
Ps. A senhora já foi “cliente dos mourões de pés de arará”. Sabe bem como é.

Como dizia o Nazareno, imortal persona do inesquecível Chico Anysio; Calada!

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Caríssimo eleitor – põe caríssimo nisso – Seja qual for o eleito à Presidência da República, tudo de 5ª – Lula, Bolsonaro, Doria, Alckmin, Marina, Mourão, Joaquim Barbosa, Caiado, Ciro, Álvaro Dias e demais desconhecedores de Ciência Política e da realidade putrefata democracia, é vá lá que sela, Brasileira – Dar-te-ei 5 minutos para me explicar como governar sem fazer alianças e com apenas 70 deputados entre 513 e apenas 11 senadores entre 81.
Ps. A negociata corrupta vem de longe.Reeleição,FHC,Brasil,Política,Blog do Mesquita

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Alguém precisa informar às Forças Armadas, que a cocaína da Rocinha vem de “fazendas” de impunes autoridades.

*****Modelo de Barraca de Praia,Rio de Janeiro,Blog do Mesquita

General Eduardo Villas Boas e o orçamento

O general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, usou seu perfil no Twitter para criticar o aperto orçamentário que a força terrestre está sofrendo; “a instituição está enfrentando um grave contingenciamento de recursos.

Conduzo seguidas reuniões sobre a gestão dos cortes orçamentários impostos ao @exercitooficial. Fazemos nosso dever de casa, mas há limites”

Segundo fontes militares, está praticamente paralisando os programas estratégicos do Exército, como o Sisfron, sistema de vigilância de fronteiras; contingenciamento de recursos é resultado do caos econômico de Henrique Meirelles e Michel Temer: enquanto Meirelles produziu um rombo anual de R$ 160 bilhões e estourou a meta, Temer gastou R$ 13,4 bilhões só pra se salvar; com isso, governo agora é obrigado a cortar em serviços básicos, como a defesa do País.

Ps, Experimentem seguir o Gal. no @exercitooficial., em vez de, por mau exemplo,o MBL..[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]