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Cidades e drogas, um caso de políticas e não de polícia

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Pessoas em situação de rua se aglomeram nos canais da cidade de Bogotá, após serem expulsos da região conhecida como Bronx. Fonte: Juan D.Barragán / Periódico Semana

Por Aluízio Marino, doutorando na UFABC e pesquisador do LabCidade; Raquel Rolnik, urbanista, professora da USP e coordenadora do LabCidade; e Thiago Godoi Calil – ‘Thika’. psicólogo, redutor de danos e doutorando em Saúde Pública pela USP

A Prefeitura de São Paulo pretende desativar os últimos hotéis do centro que abrigam pessoas que usam drogas atendidas pelo programa “De Braços Abertos”, em franca extinção desde 2017. O programa adotava uma perspectiva de redução de danos em relação ao tratamento dessas pessoas e absorvia – em parte – as políticas do Housing First, iniciativa canadense, disseminada hoje  em muitos outros lugares do mundo, que compreende a moradia como elemento principal no atendimento à população em situação de rua. Embora necessitasse de aperfeiçoamento em várias de suas dimensões, o programa representou um avanço no campo das políticas públicas sobre drogas na medida em que procurava ir além da trio repressão/internação/ prisão que marcam historicamente as políticas brasileiras em relação às drogas.

Nas cidades, impera a invisibilidade dos sujeitos que usam drogas – principalmente aqueles que estão em situação de extrema vulnerabilidade. A criminalização do tema faz com que as questões relacionadas ao uso de drogas sejam tratadas de forma simplista: como um “problema de polícia” e de confinamento dos envolvidos, constituindo uma verdadeira guerra, que não é contra as substâncias, mas sim contra pessoas.

Estima-se no Brasil que a “guerra às drogas” mata pelo menos 30 mil pessoas por ano, em sua maioria jovens, pobres, negros e negras, moradores das favelas e periferias metropolitanas. Os sobreviventes superlotam os cárceres, 27% dos quase 600 mil presos são processados ou condenados por “tráfico” de drogas. Entre as mulheres, essa proporção chega à metade.

A presença do comércio e consumo de drogas em determinados territórios – associada, ou não, a outras atividades consideradas ilícitas, como prostituição, venda de objetos roubados, transporte clandestino e moradias informais – legitima e justifica que projetos de renovação urbana  sejam implantados na marra, inclusive com o uso ostensivo de violência.

Para além das favelas e periferias – onde o tema do combate ao tráfico assumiu a centralidade da atuação pública, ofuscando as demais dimensões da vida e da urbanidade – dois exemplos recentes desse tipo de intervenção urbana localizadas em áreas centrais são os casos do “Bronx”, na cidade de Bogotá, Colômbia; e da “Cracolândia”, na cidade de São Paulo. Em 28 de maio 2016, a prefeitura de Bogotá, por meio de ação policial repressiva, expulsou cerca de 600 pessoas que viviam em uma zona de aproximadamente dois quarteirões do centro da cidade, área conhecida como Bronx, e quase a totalidade dos prédios foram demolidos. Um ano depois em São Paulo, no dia 21 de maio de 2017, quase mil oficiais das polícias civil e militar, em operação também de caráter repressivo, removeram pelo menos 500 pessoas de um quarteirão dos Campos Elíseos, bairro central onde se localiza o ‘fluxo’, concentração de pessoas que fazem uso de crack conhecido como ‘Cracolândia.’

Em Bogotá, as pessoas espalharam-se pela cidade. Em São Paulo, o fluxo moveu-se para duas quadras ao lado – para um mês depois voltar ao local de origem. De forma simples e clara, em ambas situações, os projetos urbanísticos de renovação removeram centenas de pessoas de forma violenta, piorando a situação de vulnerabilidade em que se encontravam. Em Bogotá, muitas pessoas se refugiaram em canais. Em São Paulo, verificou-se o aumento das “mini-cracolândias”, ou seja, a dispersão de pequenos fluxos de uso de drogas na cidade.

Além das inúmeras violências materiais e imateriais, a perspectiva da renovação urbana ignora os sujeitos e as dinâmicas existentes num território definido como zona de guerra e portanto lugar sem vida,habitado por sujeitos matáveis, configurando um vazio que precisa ser “revitalizado”. Essas intervenções passam por cima de grupos sociais em condições de vulnerabilidade ocupantes desses locais: pessoas em situação de rua, pessoas que usam drogas, profissionais do sexo, transexuais, carroceiros, trabalhadores pobres que residem em pensões, cortiços, ocupações e outras formas precárias de moradia.

Em Bogotá e São Paulo a política urbana aliada a guerra às drogas  vem transformando o território mas as obras implantadas e as melhorias realizadas não atendem às pessoas que habitavam – ou que ainda habitam os lugares. Em ambas as cidades é possível verificar que os empreendimentos habitacionais construídos possuem critérios e exigências para compra que excluem essa população; os espaços públicos – praças, parques, calçadas, ruas – são cercados, com barreiras físicas (grades, portões e muros) e simbólicas (presença de seguranças privados, regras e horários de funcionamento excludentes) que impedem o acesso e a estada dos que antes os ocupavam.

Ou seja, em ambos os contextos não foi prestado atendimento digno aos sujeitos deslocados ou impactados. Em especial, as pessoas em situação de rua e usuárias de drogas. Expulsas nessas situações tornam-se refugiados urbanos que se deslocam pelas ruas em situação de transitoriedade, à mercê da violência policial e dos abusos de grupos armados ilegais.

Essa união macabra entre a política urbana e a guerra às drogas, é também uma união entre o legal e o ilegal, entre o “massacre e a burocracia”, ou seja, a serialização de mecanismos técnicos (reintegrações de posse, internações forçadas, apreensões) para conduzir as pessoas a condições-limite, inclusive a morte. Tais mecanismos são reforçados por estereótipos racistas e classistas, que enquadram sujeitos vulneráveis como “traficantes”, “noias”, “vagabundos” e por isso, matáveis ou descartáveis.  Uma faceta do que Achille Mbembe* compreende como “necropolítica”. Relações contraditórias entre o Estado e grupos armados (milícias urbanas, facções, paramilitares, exércitos privados) que controlam o comércio da droga  delimitando territórios como “mundos da morte, […] nos quais vastas populações são submetidas a condições de vida que lhes conferem o status de mortos-vivos”.

Obviamente esse não é um posicionamento a favor da manutenção das precariedades e vulnerabilidades presentes em contextos de uso abusivo de drogas no espaço público. O tema da presença das drogas nas cidades é complexo e multidimensional e merece ser tratado desta forma. Trata-se da defesa de políticas que articulem a luta pelo direito à cidade e a luta anti-proibicionista, mobilizando práticas, atores e repertórios capazes de atuar com os sujeitos, mediar os conflitos existentes e, acima de tudo, respeitar os cidadãos que habitam, trabalham e circulam nesses territórios.

Fabrício Queiroz,Bolsonaro,Corrupção

É Froidi – Picles & Drops

O Poderoso Queiroz! Faltou novamente.
Será qual a cortina de fumaça que vão jogar agora?
Quarta foi a soltura de presos da segunda instância
Esse aprendeu direitinho a tática do atestado médico pra sumir de onde devia estar.
Caberia uma coletiva – “periculum mora” – , do segmento do MP diretamente envolvido, sobre o assunto. Ou não vem ao caso?
Queiroz está esperando o padrinho tomar posse e mexer os pauzinhos ou melhor as laranjinhas.Fabrício Queiroz,Bolsonaro,Corrupção

 


Infelizmente o país não mudará nunca. Enquanto as pessoas confundirem caráter com opção política, aqui não vai pra frente. Mau caráter tem em todos os lados e partidos infelizmente
Sabem o PM que deu 6 tiros no rosto de um trabalhador no Rio de Janeiro numa briga de trânsito?
Caso aconteceu na manhã desta quinta-feira na Avenida Brasil, em Bangu. O soldado Cleiton de Oliveira Guimarães foi preso na UPP Nova Brasília, onde foi trabalhar como se nada tivesse acontecido. Ele já tinha tentado matar outra pessoa no trânsito.
Na cabeça desse povo matar tá liberado porque nossa justiça mostrou que está morta.
Isso é só o fim.

Design – EscadasArquitetura,Escadas,Design,Blog do Mesquita 3


O brasileiro médio, de todas as classes sociais, emburreceu e alienou-se a tal ponto que boa parte agora defende que a solução contra a corrupção é mais corrupção, contra a violência a solução seria mais violência, contra o desemprego seria também mais desemprego. Haja burrice!


Tostão furado,Blog do MesquitaMajor Vaz? PC Farias? Celso Daniel?

Fabrício Queiroz – ou o que restou dele – faltou mais uma vez à convocação para prestar depoimento no MP-RJ.
Ele e o Adélio devem estar muito preocupados com o futuro.
Quando os “nominhos” sumirem do noticiário, as vidas desses dois não valerão um tostão furado.

Sem humor não dá pra agüentar o tranco nesse hospício.
Campanha #PosteUmFilmeComOQueiroz
Meus títulos. Mandem os seus!:
– Queiroz o oitavo passageiro
– A insustentável leveza do Queiroz
– Corra que o Queiroz vem ai
– Corra Queiroz. Corra
– Apertem o cinto o Queiroz sumiu
– Conduzindo Mrs. Micheque
– O poderoso Queiroz
– O Queiroz do Os
– Queiroz no País da Maravilha
– A Lista do Queiroz
– Queiroz da Arábia
– O labirinto de Queiroz
– Cidadão Queiroz
– Queiroz Gump o contador de estorias
– Queiroz o caçador de androides
– Queiroz Poppins
– Os treze Queiroz
– Fabrício Queiroz e a arca perdida
Blog do Mesquita,Língua


E o Queiroz? Hahaha. Simples, bobinhos.
Vai continuar escondido até que o Bolsonaro tome posse e sua equipe use de todos os meios que estiverem ao alcance deles pra abafar o caso.
Os eleitores que se diziam anticorrupção e se calam nesse episódio assinam seu atestado de cumplicidade, o que não é nenhuma surpresa.

A fábrica de biscoitos da Nabisco foi vendida para a Philippe Morris, por U$ 15 bilhões. Ou seja, a Embraer, maior fabricante de aviões do seu setor, foi vendida com toda a sua tecnologia por pouco mais de 1/3 do valor de uma fábrica de biscoitos. E você aí preocupado com a mamadeira erótica.Brasil,Cabeça pra baixo,Blog do Mesquita


Brasil da série “Só dói quando eu rio”Assessor,Fabrício Queiroz,Bolsonaro,Corrupção,Brasil,Humor,Nani,Blog do MesquitaNetflix – “A Livraria”.
Delicado, terno, amorosamente encantador, e surpreendente.
Põe a nu o secular hábito da burguesia em sufocar qualquer tentativa de liberdade por via da cultura. Ela, a lamacenta burguesia, manipula o poder para se manter no topo da pirâmide.

Brasil,Capitalismo,Blog do Mesquita


Durante a noite até há pouco, pesquisei todas as decisões liminares tomadas pelos Presidentes do STF, durante os períodos de recessos, entre 2006 e 2010. Irei pesquisar, agora no período 2007/2018. Em nenhum caso, um presidente modificou a decisão liminar do relator. Todos aguardaram o referendo do Pleno.


Arquitetura,Escadas,Design,Blog do Mesquita AArquitetura – Escadas


Não precisou nem um cabo e um soldado. Bastou um “presidente” que desconhece a CF e a jurisprudência do STF.
Uma juíza de primeira instância questionando a decisão de um ministro do Supremo.
O Brasil não é uma República.
É uma piada.


Jackson PollockAtes Plásticas,Pintura,Blog do Mesquita, Jackson Pollock

Sim, eu sou Chato, Comunista, Petralha e mais adjetivos desqualificativos infindos, mas… cadê a “*orra” do Queiroz?
Ex-assessor de Flávio Bolsonaro não comparece à depoimento.
O motorista Fabrício Queiroz está há semanas desaparecido.STF,Blog do Mesquita

Arquitetura – Portas e janelasArquitetura,Design,Portas,Janelas,Blog do Mesquita


Sempre existiram idiotas, a tecnologia apenas está dando palco a eles. Temos de usar a tecnologia para tentar mostrar que há mais coisas entre o céu e a terra que a cabeça desse olavo. Com minúscula mesmo.Tragédia, blog do Mesquita,Olavo de Carvalho


– No meu governo combaterei a corrupção e minha equipe só terá gente honesta.

– E fulano?
– Já se arrependeu
– Mas tem sicrano, que tá sendo investigado
– É só investigado
– Beltrano é réu
– Réu? eu também sou. O que não pode é condenado
– Ei, olhe, tem um condenado
– Mas não tá preso

FIM.


Medicina: Canabidiol e epilepsia

Cannabidiol reduz convulsões em 86% das crianças com epilepsia

Flor de maconha, planta da qual é extraído o cannabidiol, substância química sem efeitos psicotrópicos.
 
Substância sem efeitos psicotrópicos derivada da maconha reduziu pela metade a ocorrência de ataques epilépticos em crianças que sofrem com a síndrome de Lennonx-Gastaut, em estudo realizado no México.
 
O tratamento com cannabidiol, um derivado da maconha sem efeitos psicotrópicos, reduziu pela metade a ocorrência de ataques epilépticos em 86% das crianças que sofrem com a síndrome de Lennonx-Gastaut e que participam de um estudo cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira (14/03) no México.

“Pelo menos 80% dos casos tiveram a frequência das crises reduzida pela metade. E isso é muito difícil de conseguir em uma população que tem tal quantidade de problemas”, disse em entrevista coletiva o neuropediatra Sául Garza, responsável pela pesquisa e coordenador da Unidade de Neurodesenvolvimento do Hospital Espanhol da Cidade do México.

O estudo, pioneiro no país com crianças com essa rara doença, foi realizado com 38 pacientes. Eles receberam durante um ano o RHSO-X 5000mg, um produto do cannabidiol puro derivado do cânhamo e recentemente aprovado pela Comissão Federal Contra Riscos Sanitários do México (Cofepris).

De acordo com os resultados, 33 pacientes (86%) tiveram uma melhoria de 50% nas crises. Desses, 21 atingiram uma redução dos ataques epilépticos de até 75%. Em cinco casos, as convulsões desapareceram totalmente.

Por outro lado, o tratamento falhou para outros cinco crianças.

“Os cinco meninos que não responderam ao óleo de cannabidiol continuaram com seu tratamento habitual, sem que a saúde deles fosse menosprezada”, afirmou Garza.

Além da redução das crises, o uso do medicamento gerou outros benefícios nas crianças, disse o líder da pesquisa, como uma melhora no estado de alerta e a interação social.

Agência Efe

Raúl Elizaalde, representante da Fundação Por Grace, Saúl Garza Morales e Carlos González, representante da HempMeds México, especializada em produtos com canabidiol

No entanto, o remédio também teve efeitos colaterais, com 30% das crianças sofrendo de diarreia ou insônia, problemas que também são complicações geradas por outros tratamentos convencionais.

O especialista indicou que o estudo provocou que o cannabidiol é um tratamento seguro para os pacientes com Lennox-Gastaut e mais eficiente que os remédios tradicionais contra epilepsia.

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A Islândia sabe como acabar com as drogas entre adolescentes, mas o resto do mundo não escuta

Nos últimos anos, o país reduziu drasticamente o consumo de tabaco, drogas e álcool entre os jovens

Meninas numa academia de Reykjavik
Meninas numa academia de Reykjavik
Dave Imms para Mosaic.

Falta pouco para as 15h de uma ensolarada tarde de sexta-feira, e o parque de Laugardalur, perto do centro de Reykjavik, está praticamente deserto. De vez em quando, um adulto passa empurrando um carrinho de bebê. Mas, se os jardins estão rodeados de casas e edifícios residenciais, e os meninos já saíram do colégio, onde estão as crianças?

Sou acompanhada em meu passeio por Gudberg Jónsson, um psicólogo islandês, e Harvey Milkman, professor de psicologia norte-americano que leciona na Universidade de Reykjavik durante uma parte do curso. Há 20 anos, conta Gudberg, os adolescentes islandeses estavam entre os que mais bebiam na Europa. “Nas noites de sexta, você não podia andar pelas ruas do centro de Reykjavik porque não se sentia seguro”, diz Milkman. “Havia uma multidão de adolescentes se embebedando diante de todos.” Chegamos perto de um grande edifício. “E aqui temos a pista de patinagem coberta”, informa Gudberg.

Minutos atrás, passamos por duas salas onde se joga badminton e tênis de mesa. No parque também há uma pista de atletismo, uma piscina com aquecimento geotérmico e, finalmente, um grupo de crianças jogando futebol com entusiasmo sobre grama sintética.

Não há jovens passando a tarde no parque neste momento, explica Gudberg, porque eles se encontram nas instalações fazendo atividades extra-escolares ou em clubes de música, dança e arte. Talvez também tenham saído com os pais.

A Islândia ocupa hoje o primeiro lugar no ranking europeu sobre adolescentes com um estilo de vida saudável. A taxa de meninos de 15 e 16 anos que consumiram grande quantidade de álcool no último mês caiu de 42% em 1998 para 5% em 2016. Já o índice dos que haviam consumido cannabis alguma vez passou de 17% para 7%, e o de fumantes diários de cigarro despencou de 23% para apenas 3%.

O país conseguiu mudar a tendência por uma via ao mesmo tempo radical e empírica, mas se baseou, em grande medida, no que se poderia denominar de “senso comum forçado”. “É o estudo mais extraordinariamente intenso e profundo que já vi sobre o estresse na vida dos adolescentes”, elogia Milkman. “Estou muito bem impressionado com seu funcionamento.” Se fosse adotado em outros países, diz ele, o modelo islandês poderia ser benéfico para o bem-estar psicológico e físico geral de milhões de jovens. Isso sem falar dos orçamentos dos organismos de saúde e da sociedade como um todo. Um argumento que não pode ser ignorado.

“Estive no olho do furacão da revolução das drogas”, diz Milkman, enquanto tomamos um chá em seu apartamento em Reykjavik. No início dos anos setenta, quando trabalhava como residente no Hospital Psiquiátrico Bellevue de Nova York, “o LSD já estava na moda, e muita gente fumava maconha. Havia um grande interesse em saber por que as pessoas consumiam certas drogas.”

Em sua tese de doutorado, Milkman concluiu que as pessoas escolhiam a heroína ou as anfetaminas dependendo de como queriam lidar com o estresse. Os consumidores de heroína preferiam se insensibilizar, enquanto os usuários de anfetaminas optavam por enfrentar o estresse ativamente. Quando o trabalho foi publicado, Milkman entrou para um grupo de pesquisadores recrutados pelo Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos EUA para que respondessem a determinadas perguntas. Entre elas, por que as pessoas começam a consumir drogas, por que continuam consumindo, quando atingem o limite do abuso, quando deixam de consumi-las e quando têm recaída. “Qualquer aluno da faculdade poderia responder à pergunta sobre por que começa: é que as drogas são fáceis de conseguir e os jovens gostam de riscos. Também é preciso levar em conta o isolamento e talvez a depressão”, afirma. “Mas, por que continuam consumindo? Por isso, passei à pergunta sobre o limite do abuso… e me iluminei. Vivi minha própria versão do ‘eureka!’. Os garotos podiam estar à beira da dependência inclusive antes de tomar a droga, pois o vício estava na maneira como enfrentavam seus problemas.”

Na Universidade Estatal Metropolitana de Denver, Milkman foi fundamental para o desenvolvimento da ideia de que a origem dos vícios estava na química cerebral. Os menores “combativos” procuravam ter “sensações intensas” e podiam consegui-las roubando calotas de carro, rádios e depois os próprios carros – ou através das drogas estimulantes. Claro que o álcool também altera a química cerebral. É um sedativo, mas primeiro seda o controle do cérebro, o que por sua vez pode suprimir as inibições e, em doses limitadas, reduzir a ansiedade.

“As pessoas podem se tornar dependentes de bebida, carro, dinheiro, sexo, calorias, cocaína… de qualquer coisa”, diz Milkman. “A ideia da dependência comportamental se transformou no traço que nos caracteriza.”

Dessa ideia nasceu outra. “Por que não organizar um movimento social baseado na embriaguez natural, em que as pessoas ‘sintam barato’ com a química de seu cérebro – porque me parece evidente que as pessoas desejam mudar seu estado de consciência – sem os efeitos prejudiciais das drogas?”

Em 1992, sua equipe de Denver obteve uma subvenção de 1,2 milhão de dólares (3,7 milhões de reais) do Governo para criar o Projeto Autodescoberta, que oferecia aos adolescentes maneiras naturais de se embriagar, alternativas aos entorpecentes e ao crime. Os cientistas pediram aos professores, assim como às enfermeiras e aos terapeutas de centros escolares, que lhes enviassem alunos. E incluíram no estudo meninos de 14 anos que não achavam que precisavam de tratamento, mas que tinham problemas com as drogas ou com crimes leves.

“Não lhes contamos que vinham para uma terapia, e sim que lhes ensinaríamos algo que quisessem aprender: música, arte, dança, hip hop ou artes marciais”, explica. A ideia era que as diferentes aulas pudessem provocar uma série de alterações em sua química cerebral e lhes proporcionassem o que necessitavam para enfrentar melhor a vida. Enquanto alguns talvez desejassem uma experiência para ajudar a reduzir a ansiedade, outros poderiam estar em busca de emoções fortes.

Ao mesmo tempo, os participantes receberam formação em capacidades para a vida, centrada em melhorar suas ideias sobre si mesmos, sua existência e sua maneira de interagir com os demais. “O princípio básico era que a educação sobre as drogas não funciona porque ninguém dá atenção a ela. Precisamos de capacidades básicas para levar essas informações à prática”, afirma Milkman. A equipe disse aos adolescentes que o programa duraria três meses. Alguns ficaram cinco anos.

Em 1991, Milkman foi convidado para falar sobre seu trabalho, suas descobertas e suas ideias na Islândia. Tornou-se assessor do primeiro centro residencial de tratamento de dependência de drogas para adolescentes do país, situado na cidade de Tindar. “A ideia [do centro] era oferecer aos meninos coisas melhores para fazer”, explica. Lá conheceu Gudberg, que na época estudava Psicologia e trabalhava como voluntário. Desde então, os dois são amigos íntimos.

No início, Milkman viajava regularmente à Islândia para dar conferências. Suas palestras e o centro de Tindar atraíram a atenção de Inga Dóra Sigfúsdóttir, uma jovem pesquisadora da Universidade da Islândia. Ela se perguntava o que aconteceria se fosse possível utilizar alternativas saudáveis às drogas e ao álcool dentro de um programa que não tivesse o objetivo de tratar jovens com problemas, mas, sobretudo, de conseguir que eles deixassem de beber e consumir drogas.

Você já experimentou álcool? Se a resposta for afirmativa, quando foi a última vez que bebeu? Ficou bêbado em alguma ocasião? Consumiu tabaco? Se sim, quanto você fuma? Quanto tempo passa com os seus pais? Tem uma relação estreita com eles? De que tipo de atividade você participa?

A Islândia sabe como acabar com as drogas entre adolescentes, mas o resto do mundo não escuta
Dave Imms para Mosaic

Em 1992, os meninos e meninas de 14, 15 e 16 anos de todos os centros de ensino da Islândia preencheram um questionário com perguntas como essas. O processo foi repetido em 1995 e em 1997.

Os resultados da pesquisa foram alarmantes. Em todo o país, quase 25% dos jovens fumavam diariamente, e mais de 40% havia se embriagado no mês anterior. Mas quando a equipe se aprofundou nos dados, identificou com precisão quais centros tinham mais problemas e quais tinham menos. A análise expôs as claras diferenças entre as vidas dos garotos que bebiam, fumavam e consumiam outras drogas e as vidas daqueles que não utilizavam essas substâncias. Também revelou que havia diversos fatores com um efeito decididamente protetor: a participação, três ou quarto vezes por semana, em atividades organizadas – sobretudo esportivas; o tempo que passavam com os pais durante a semana; a sensação de que os professores do colégio se preocupavam com eles; e não sair de noite.

“Naquela época, houve inúmeras iniciativas e programas para a prevenção do consumo de drogas”, diz Inga Dóra, que foi pesquisadora ajudante nas pesquisas. “A maioria se baseava na educação.” As campanhas alertavam os meninos sobre os perigos da bebida e das drogas, mas, como Milkman observara nos EUA, os programas não davam resultado. “Queríamos propor um enfoque diferente.”

O prefeito de Reykjavik também estava interessado em testar algo novo, e muitos pais compartilhavam seu interesse, conta Jón Sigfússon, colega e irmão de Inga Dóra. As filhas de Jón eram pequenas na época, e ele entrou para o Centro Islandês de Pesquisa e Análise Social de Sigfúsdóttir em 1999, ano de sua fundação. “A situação estava ruim”, recorda. “Era evidente que precisávamos fazer alguma coisa.”

A partir dos dados da pesquisa e dos conhecimentos proporcionados por diversos estudos, entre eles o de Milkman, aos poucos foi introduzido um novo plano nacional, que recebeu o nome de Juventude na Islândia.

As leis mudaram. Penalizou-se a compra de tabaco por menores de 18 anos e a de álcool por menores de 20. Proibiu-se a publicidade das duas substâncias. Reforçaram-se os vínculos entre os pais e os centros de ensino, mediante organizações de mães e pais, que deviam ser criadas por lei em todos os centros, juntamente com conselhos escolares com representação dos pais. A estes também foi pedido que comparecessem às palestras sobre a importância de passar muito tempo com os filhos, em vez de dedicar a eles “tempo de qualidade” esporadicamente, assim como falar com eles de suas vidas, conhecer suas amizades e ressaltar a importância de ficar em casa de noite. Além disso, foi aprovada uma lei que proibia que os adolescentes de 13 a 16 anos saíssem depois das 22h no inverno e da meia-noite no verão. A norma continua vigente.

Casa e Escola, a entidade nacional que agrupa as organizações de mães e pais, estabeleceu acordos que os pais tinham de assinar. O conteúdo varia dependendo da faixa etária, e cada organização pode decidir o que deseja incluir. Para os meninos a partir de 13 anos, os responsáveis podem se comprometer a cumprir todas as recomendações e, por exemplo, a não permitir que seus filhos realizem festas sem a sua supervisão, a não comprar bebida alcoólica aos menores de idade e a estar atentos ao bem-estar dos garotos.

Esses acordos sensibilizam os pais e ajudam a reforçar sua autoridade em casa, afirma Hrefna Sigurjónsdóttir, diretora da Casa e Escola. “Desse modo, fica mais difícil para eles utilizar a velha desculpa de que os demais [garotos] têm permissão para fazer essas coisas.”

Também aumentou o financiamento estatal para clubes esportivos, musicais, artísticos, de dança e outras atividades para oferecer aos garotos maneiras alternativas de se sentirem bem fazendo parte de um grupo, sem terem que consumir álcool e drogas. Os filhos de famílias de baixa renda receberam ajuda para participar das atividades. Em Reykjavik, onde mora um terço da população do país, o chamado Cartão do Lazer dá direito a 35.000 coroas (cerca de 1.030 reais) anuais por filho para custear atividades recreativas.

Um fator decisivo é a continuidade das pesquisas. A cada ano, quase todos os garotos islandeses as preenchem. Isso significa que sempre há dados novos e confiáveis.

Entre 1997 e 2012, duplicou a proporção de adolescentes de 15 e 16 anos que declararam que “com frequência ou quase sempre” passavam tempo com os pais no fim de semana – a cifra passou de 23% para 46%. Já a dos que participavam de atividades esportivas organizadas pelo menos quatro vezes por semana subiu de 24% para 42%. Ao mesmo tempo, o consumo de cigarros, álcool e maconha nessa mesma faixa etária caiu drasticamente. “Embora não possamos apresentar esse fenômeno como uma relação causal – o que é um bom exemplo de por que às vezes é difícil vender aos cientistas os métodos de prevenção primária –, a tendência é muito clara”, observa

Kristjánsson, que trabalhou com os dados e hoje integra a Escola Universitária de Saúde Pública da Virgínia Ocidental, nos EUA. Os fatores de proteção aumentaram e os de risco diminuíram – assim como o consumo de entorpecentes. Além disso, na Islândia essas variações ocorreram de modo mais coerente que em qualquer outro país da Europa.”

O caso europeu

Jón Sigfússon pede desculpa por chegar alguns minutos atrasado. “Recebi um telefonema por uma situação de crise.” Prefere não dizer onde, mas era uma entre as várias cidades do mundo inteiro que adotaram parcialmente as ideias do programa Juventude na Islândia.

O Juventude na Europa, dirigido por Jón, nasceu em 2006 após a apresentação dos já então extraordinários dados da Islândia numa das reuniões do Cidades Europeias contra as Drogas. “As pessoas nos perguntavam como conseguíamos”, recorda Sigfússon.

A participação no Juventude na Europa não se dá por iniciativa dos Governos nacionais; corresponde às Prefeituras. Oito municípios aderiram ao plano no primeiro ano. Hoje participam 35 cidades de 17 países. Em algumas, poucas escolas estão envolvidas; em outras, como Tarragona (Espanha), há 4.200 adolescentes de 15 anos engajados. O método é sempre igual. Jón e sua equipe falam com as autoridades locais e elaboram um questionário com as mesmas perguntas fundamentais utilizadas na Islândia, além de outras adaptadas ao lugar. Algumas cidades, por exemplo, têm registrado casos de problemas graves com as apostas pela internet, e as autoridades querem saber se isso está relacionado com outros comportamentos de risco.

Dois meses após a devolução do questionário à Islândia, a equipe já manda um relatório preliminar com os resultados, além de informações comparando-os com os de outras zonas participantes. “Sempre dizemos que, assim como as verduras, as informações têm que ser frescas”, brinca Jón. “Se você entregar os resultados depois de um ano, as pessoas te dirão que passou muito tempo e que as coisas talvez tenham mudado.” Além disso, os dados têm que ser locais para que os centros de ensino, os pais e as autoridades possam saber exatamente que problemas existem em quais regiões.

A equipe analisou 99.000 questionários de lugares tão distantes entre si como as ilhas Feroé, Malta e Romênia, assim como a Coreia do Sul e, mais recentemente, Nairóbi e Guiné-Bissau. Em linhas gerais, os resultados mostram que, no que se refere ao consumo de substâncias tóxicas entre os adolescentes, os mesmos fatores de proteção e de risco identificados na Islândia são válidos em todos os lugares. Mas há algumas diferenças. Em um lugar (um país “do Báltico”), a participação em esportes organizados foi um fator de risco. Uma pesquisa mais profunda revelou que isso acontecia porque os clubes eram dirigidos por jovens ex-militares viciados em anabolizantes, assim como em bebidas e cigarro. Neste caso, portanto, tratava-se de um problema concreto, imediato e local que deveria ser resolvido.

Jón e sua equipe oferecem assessoria e informações sobre as iniciativas que deram bons resultados na Islândia, mas cada comunidade decide o que fazer com base nos resultados. Algumas vezes, não fazem nada. Um país predominantemente muçulmano, que o pesquisador prefere não mencionar, rechaçou os dados porque revelavam um desagradável nível de consumo de álcool. Em outras cidades – como a que originou o telefonema de “crise” de Jón – estão abertas aos dados e têm dinheiro, mas Sigfússon observou que pode ser muito mais difícil assegurar e manter financiamento para as estratégias de prevenção de saúde do que para os tratamentos.

A Islândia sabe como acabar com as drogas entre adolescentes, mas o resto do mundo não escuta
Dave Imms para Mosaic.

Nenhum outro país fez mudanças tão amplas quanto as da Islândia. Algum deles seguiu o exemplo da legislação para impedir que os adolescentes saiam de noite? Jón sorrie: “Até a Suécia ri dessa medida, chamando-a de ‘Toque de recolher’ infantil.”

Ao longo dos últimos 20 anos, as taxas de consumo de álcool e drogas entre os adolescentes melhorou em termos gerais, embora em nenhum lugar isso tenha acontecido de forma tão radical quanto na Islândia. E as causas dos avanços nem sempre têm a ver com as estratégias de fomento ao bem-estar dos jovens. No Reino Unido, por exemplo, o fato de eles passarem mais tempo em casa relacionando-se pela Internet, em vez de cara a cara, poderia ser um dos principais motivos da redução do consumo de álcool.

Mas Kaunas, na Lituânia, é um exemplo do que se pode conseguir por meio da intervenção ativa. Desde 2006, a cidade distribuiu os questionários em cinco ocasiões. E as escolas, pais, agências de saúde, igrejas, polícia e serviços sociais reuniram esforços para tentar melhorar a qualidade de vida dos meninos e frear o consumo de substâncias tóxicas. Por exemplo, os pais recebem entre oito e nove sessões gratuitas de orientação parental por ano. Um programa novo facilita um financiamento adicional às instituições públicas e ONGs que trabalham pela melhora da saúde mental e a gestão do estresse. Em 2015, a cidade começou a oferecer atividades esportivas gratuitas nas segundas, quartas e sextas-feiras. Agora planeja implementar um serviço de transporte também grátis para as famílias de baixa renda, a fim de contribuir para que os meninos que vivem longe dos estabelecimentos possam participar.

Entre 2006 e 2014, o número de jovens de 15 e 16 anos de Kaunas que declararam ter se embriagado nos 30 dias anteriores caiu cerca de 25%, e os dos que fumavam diariamente foi reduzido em mais de 30%.

No momento, a participação no Juventude na Europa não é sistemática, e a equipe da Islândia é pequena. Jón gostaria que existisse um organismo centralizado com seus próprios fundos específicos para promover a expansão do plano. “Embora nos dediquemos a isso há 10 anos, não é nossa principal ocupação. Gostaríamos que alguém imitasse e mantivesse a iniciativa em toda a Europa”, afirma. “E por que ficar restritos à Europa?”

O valor do esporte

Depois de nosso passeio pelo parque Laugardalur, Gudberg Jónsson nos convida a voltar para sua casa. Do lado de fora, no jardim, seus dois filhos mais velhos – Jón Konrád, de 21 anos, e Birgir Ísar, de 15 –, falam comigo sobre álcool e cigarro. Jón bebe álcool, mas Birgir diz não conhecer ninguém em seu colégio que beba ou fume. Também falamos das aulas de futebol. Birgir treina cinco ou seis vezes por semana; Jón, que cursa o primeiro ano de Administração de Empresas na Universidade da Islândia, pratica cinco vezes. Os dois começaram a jogar bola como atividade extra-escolar quando tinham seis anos. “Temos muitos instrumentos em casa”, diz o pai. “Tentamos fazer com que gostassem de música. Antes tínhamos um cavalo. Minha mulher adora montar, mas não deu certo. No final, escolheram o futebol.” Alguma vez acharam que o treino era excessivo? Foi preciso pressioná-los para que treinassem quando teriam preferido fazer outra coisa? “Não, a gente se divertia jogando futebol”, responde Birgir. Jón completa: “Começamos a jogar e nos acostumamos, então continuamos jogando.”

Embora Gudberg e a esposa não planejem de forma consciente um determinado número de horas semanais com seus três filhos, tentam levá-los regularmente cinemas, teatros, restaurantes, trilhas pelas montanhas e pesca. Em setembro, quando na Islândia as ovelhas descem das terras altas, fazem até excursões de pastoreio em família.

Pode ser que Jón e Birgir gostem mais de jogar futebol que as pessoas em geral, e que tenham mais talento (Jón recebeu oferta de uma bolsa de futebol na Universidade Metropolitana do Estado de Denver e, poucas semanas depois de nosso encontro, Birgir foi convocado para a seleção nacional sub-17). No entanto, será que um aumento significativo da porcentagem de jovens que participam de atividades esportivas pelo menos quatro vezes por semana teria outras vantagens, além de fazer os meninos crescerem mais saudáveis?

Isso pode ter relação, por exemplo, com a contundente derrota da Inglaterra para a Islândia na Eurocopa de 2016? Quando fazemos essa pergunta a

Inga Dóra Sigfúsdóttir, eleita Mulher do Ano da Islândia 2016, ela responde com um sorriso: “Também podemos citar os sucessos na música, como o Of Monsters and Men [grupo independente de folk-pop de Reykjavik]. São jovens que decidiram fazer atividades organizadas. Algumas pessoas me agradeceram”, reconhece, piscando um olho.

Nos demais países, as cidades que participam do Juventude na Europa relatam outros resultados positivos. Em Bucareste, por exemplo, caíram os índices de suicídios e consumo de álcool e drogas entre os adolescentes. Em Kaunas, o número de menores que cometem crimes foi reduzido em um terço entre 2014 e 2015.

Como afirma Inga Dóra, “os estudos nos mostraram que tínhamos de criar circunstâncias nas quais os menores pudessem levar uma vida saudável, sem precisar de consumir drogas porque a vida é divertida. Os meninos têm muitas coisas para fazer e contam com o apoio de pais que passam tempo com eles.”

Em suma, as mensagens – embora não necessariamente os métodos – são simples. E quando vê os resultados, Harvey Milkman pensa nos EUA, seu país. Será que o modelo Juventude na Islândia funcionaria por lá?

A Islândia sabe como acabar com as drogas entre adolescentes, mas o resto do mundo não escuta
Dave Imms para Mosaic.

E os Estados Unidos?

São 325 milhões de habitantes frente a 330.000; 33.000 bandas em vez de praticamente nenhuma; e ao redor de 1,3 milhão de jovens sem teto contra meia dúzia.

É claro que os EUA enfrentam dificuldades que não existem na Finlândia. Mas os dados de outras partes da Europa, incluindo cidades como Bucareste, com graves problemas sociais e uma pobreza relativa, mostram que o modelo islandês pode funcionar em culturas muito diferentes, afirma Milkman. E os EUA precisam com urgência de um programa assim. O consumo de álcool entre menores de idade representa 11% do total consumido no país. O abuso de álcool provoca mais de 4.300 mortes por ano entre os menores de 21 anos.

No entanto, é difícil que o país implemente um programa nacional similar ao Juventude na Islândia. Um dos principais obstáculos é que, enquanto no pequeno país europeu existe um compromisso de longo prazo com o projeto nacional, nos EUA os programas de saúde comunitários costumam ser financiados com subvenções de curta duração. Milkman aprendeu, por experiência própria, que, mesmo quando recebem reconhecimento geral, os melhores programas para jovens nem sempre são ampliados ou mesmo mantidos. “Com o Projeto Autodescoberta, parecia que tínhamos o melhor programa do mundo”, recorda. “A Casa Branca me convidou duas vezes. O projeto ganhou prêmios nacionais. Achávamos que seria reproduzido em todas as cidades, mas isso não aconteceu.”

Segundo ele, o motivo é que não se pode receitar um modelo genérico a todas as comunidades, pois nem todas têm os mesmos recursos. Qualquer iniciativa que pretenda dar aos adolescentes dos EUA as mesmas oportunidades de participar dos tipos de atividades habituais na Islândia, ajudando-os assim a se afastar do álcool e das drogas, terá que se basear no que já existe. “Você depende dos recursos da comunidade”, reconhece. Seu colega Álfgeir Kristjánsson está introduzindo as ideias islandesas na Virgínia Ocidental. Alguns colégios do estado já distribuem questionários aos alunos, e um coordenador ajudará a informar os resultados aos pais e a qualquer pessoa que possa utilizá-los para ajudar os garotos. Mesmo assim, o pesquisador admite que provavelmente será difícil obter os mesmos resultados da Islândia.

A visão de curto prazo também é um obstáculo para a eficácia das estratégias de prevenção no Reino Unido. É o que adverte Michael O’Toole, diretor-executivo da Mentor, uma organização sem fins de lucro voltada à redução do consumo de drogas e álcool entre crianças e jovens. Nesse país tampouco existe um programa de prevenção de dependências coordenado em âmbito nacional. Em geral, o assunto é deixado nas mãos das autoridades locais ou dos centros de ensino. Assim, somente são oferecidas aos meninos informações sobre os perigos das drogas e do álcool, uma estratégia que O’Toole também reconhece que não funciona.

O diretor da Mentor é um forte defensor do protagonismo que o modelo islandês confere à cooperação entre os pais, as escolas e a comunidade para ajudar a dar apoio aos adolescentes, e à implicação dos pais ou tutores na vida dos jovens. Melhorar a atenção poderia ajudar em muitos sentidos, diz ele. Inclusive quando se trata somente de álcool e cigarro, há enorme quantidade de evidências demonstrando que, quanto mais velho for o menino na hora de começar a beber ou fumar, melhor será sua saúde ao longo da vida.

No Reino Unido, contudo, nem todas as estratégias são aceitáveis. O “toque de recolher” infantil é uma delas. Outra, certamente, são as rondas de pais pela vizinhança para identificar garotos que não respeitam as normas. Além disso, um teste experimental realizado em Brighton pela Mentor, que incluía convidar os pais para participar de oficinas nas escolas, descobriu que era difícil conseguir seu comparecimento.

O receio das pessoas e a recusa a se comprometerem serão dificuldades onde o método islandês for proposto, afirma Milkman, e afetam a questão da divisão de responsabilidade entre os Estados e os cidadãos. “Quando controle você quer que o Governo tenha sobre o que acontece com os seus filhos? É excessivo que ele tenha ingerência na forma como as pessoas vivem?”

Na Islândia, a relação entre a população e o estado permitiu que um eficaz programa nacional reduzisse as taxas de abuso de cigarro e álcool entre os adolescentes e, de quebra, unisse mais as famílias e promovesse a saúde dos jovens em todos os sentidos. Será que nenhum outro país decidirá que esses benefícios também têm seus custos?

Esta reportagem foi publicada originalmente em inglês por Mosaic Science
Autora: Emma Young
Editor: Michael Regnier
Verificação dos fatos: Lowri Daniels
Corretor: Tom Freeman
Fotografia: Dave Imms
Diretor de arte: Charlie Hall

Fatos & Fotos – 19/10/2017

O homem, perante a noite, abate-se, ajoelha-se, prosterna-se, atira-se ao chão, arrasta-se para um covil ou busca asas. Quase sempre quer evitar a presença do desconhecido. Victor Hugo

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“Você acha que pobre tem hábito alimentar? Ele tem que dar graças a Deus”
João Prefake Dória sobre a ração processada que pretende servir aos pobres.

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Trabalho escravo,Brasil,Blog do Mesquita

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CCJ da Câmara opta por permanecer na lama.

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Lava jato serve para chantagens que protegem Temer

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB), e o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB), relator da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB), e o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB), relator da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer JOÉDSON ALVES EFE

No momento mais crítico da investigação, a Operação Lava Jato deixou de oferecer risco e virou uma oportunidade para o Congresso. Essa é a avaliação de especialistas entrevistados pelo EL PAÍS sobre a nova vitória do presidente Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira, Temer obteve 39 votos favoráveis e 26 votos contrários ao relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB), pelo arquivamento da segunda denúncia contra o presidente.

Parecia um momento grave. Pela primeira vez na história, um presidente da República foi denunciado no Brasil no exercício do cargo. Temer quebrou esse recorde duas vezes, com duas denúncias. Nesta segunda denúncia, Temer é acusado de obstrução de Justiça e de chefiar a organização criminosa composta pelo PMDB na Câmara dos Deputados.

Mas as denúncias contra Temer viraram apenas um atalho para parlamentares barganharem benesses do governo federal. Em troca da blindagem, com a rejeição da abertura de ação penal no Supremo Tribunal Federal durante o mandato presidencial, Temer concedeu diversas vantagens aos parlamentares. Nas últimas semanas, Temer afrouxou regras da fiscalização ao trabalho escravo por meio de uma portaria, negociou mais de 200 milhões de reais em emendas orçamentárias e se empenhou na derrubada das medidas cautelares contra o senador Aécio Neves (PSDB), de acordo com parlamentares de oposição.

Esse atalho ficou ainda mais fácil depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu na semana passada que quaisquer medidas cautelares da corte contra parlamentares, como o afastamento do mandato ou a prisão, precisam ser referendadas pelo Congresso.

O arquivamento da segunda denúncia contra Temer ainda precisa ser confirmado no plenário da Câmara. Mas a expectativa do governo é de vitória. A primeira denúncia foi arquivada por 41 votos a 24 na Comissão de Constituição e Justiça e, no plenário, por 263 votos favoráveis à blindagem de Temer contra 227 que defenderam a abertura de ação penal.

Tanto na primeira vitória de Temer como neste segundo triunfo, o custo da vitória de Temer deve recair para a população, seja pelo preço no uso do orçamento público para emendas e benesses do governo federal a parlamentares, como para a sociedade como um todo que volta algumas casas em avanços sociais conquistados nas últimas décadas.

Nas discussões dos parlamentares na Comissão de Constituição e Justiça, predominaram defesas de Temer como se essa blindagem ao presidente garantisse a recuperação da economia ou como se as denúncias não tivessem provas de crimes. Todos argumentos considerados falsos e rejeitados pela oposição. O deputado Alessandro Molon (REDE-RJ) foi um dos que defendeu a abertura de ação penal contra o presidente e seus aliados. “Temer e seus ministros precisam ser processados por seus crimes”, afirmou.

Mas integrantes da bancada na mira da Operação Lava Jato se juntaram à tropa de choque de Temer e a outros alvos de investigações. É o caso de Arthur Lira (PP-AL), réu na operação por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, que votou pelo arquivamento da segunda denúncia, assim como Luiz Fernando Faria (PP-MG) (acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro), e também Paes Landim (PTB-PI), e Beto Mansur (PRB-SP), investigados pelo recebimento de doações irregulares. Todos eles votaram pelo arquivamento da denúncia.

Até o deputado Paulo Maluf (PP), condenado no Supremo Tribunal Federal por lavagem de dinheiro e velho sobrevivente de escândalos de corrupção, deu o ar da graça, elogiando o relatório de Andrada que blindou Temer. “É um primor”, afirmou. Não faltou quem defendesse a blindagem de Temer pela “estabilidade” do país. “Querem destituir o presidente há um ano das eleições para causar mais caos, sofrimento e instabilidade no país. Mas o povo não aguenta mais”, afirmou o deputado Pastor Franklin (PP).

Discursos empolados, dois pesos e duas medidas, benesses negociadas pela salvação de Temer, nada difere da história do Brasil desde o período colonial, avalia a historiadora Adriana Romeiro, professora da Universidade Federal de Minas Gerais e autora do livro Corrupção e Poder no Brasil. “A impunidade sempre foi uma constante na história do Brasil. Nossas elites têm mais de 500 anos de aprendizado de ilegalidade e de impunidade. Vemos que práticas patrimonialistas ainda estão em vigor. A expectativa era que a Operação Lava Jato fosse um combate à corrupção”, afirmou.

Temer tinha alavancagem para se preservar da Operação Lava Jato com concessões a parlamentares, mas esse preço ficou cada vez caro. Depois das delações do doleiro Lúcio Funaro, antigo operador do PMDB, que também acusa Temer de envolvimento em crimes de corrupção, esse preço de sobrevida também aumentou. Para Christian Dunker, coordenador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da Universidade de São Paulo e estudioso das relações de poder, o preço para Temer se manter no poder ficou ainda maior pela falta de legitimidade que ele enfrenta no cargo.

“É um sistema de chantagens mútuas em que quem está governando não tem poder de manobra para alterar as regras pelas quais o poder é redistribuído. Temer precisa pagar um preço cada vez mais alto e mais caro para obter o mesmo efeito. Isso explica também a falta de constrangimento de apresentar propostas com 3% de aprovação nas pesquisas”, afirma Dunker.

Para Dunker, a blindagem a Temer no Congresso, com a rejeição de abertura de ações penais, é também uma demonstração de como a legislação pode ser corrompida em prol de interesses particulares.  “A lei tem uma finalidade interessante, mas é instrumentalizada para corrupção”, avalia.

Na prática, a proteção da Câmara, com a rejeição de abertura de ações penais, apenas adia que Temer seja processado. Essa blindagem permite que ele só seja processado criminalmente, pelas mesmas acusações, depois do término do mandato presidencial. Temer ganha tempo, pode inclusive ficar mais perto da prescrição dos crimes e de novos entendimentos da Justiça. Mas os parlamentares ganham muito mais.
Daniel Haidar/ElPais

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Bananil; onde aparência é realidade, e onde a metafísica, mesmo após Kant, persiste como fogo de monturo.Leitão,Globo,Blog do Mesquita

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Reunião de eletrodomésticos

Aécio,Ronaldo,Hulk,Blog do Mesquita

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Arte – Pinturas – Hugh Bolton Jones – Landscape,1927

Arte,Blog do Mesquita,Hugh Bolton Jones 20 Oct 1848–24 Sep 1927

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Bolsonaro,Corrupção,Brasil Eleições 2018,Blog do Mesquita

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Um ano depois do golpe na democracia podemos ver que o Brasil é pior e mais corrupto que nunca. Juízes que são militantes políticos, um congresso corrupto, um povo provinciano, classe média que ama o regime de castas e injustiça social fazem do Brasil um antro de cinismo, fascismo e atraso.Foto,Blog do Mesquita

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Noam Chomsky,Blog do Mesquita

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Eleições 2018 – Fotos que não permito que criem poeira.Aécio,Marina,Blog do Mesquita,Eleições 2018

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Aécio Neves e os 44 cúmplices do bordel.
E ninguém faz nada; ninguém reage. O que está acontecendo no Bananil?Aécio,Brasil,Políticos,Corrupção,Impunidade,Blog do Mesquita

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CCJ,Temer,Blog do Mesquita,Brasil,Corrupção

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Hoje uma foto dessa é mais rara que retrato de sogra em carteira de genro.
Hoje uma foto dessa é mais rara que retrato de sogra em carteira de genro,Blog do Mesquita

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PT, PMDB e PSDB, terão uma surpresa bastante desagradável nas próximas eleições, a não ser que os brasileiros não tenham vergonha na cara.Vomitar,Blog do Mesquita,Corrupção,Eleições 2018,PT,PMDB,PSDB

Fatos & Fotos – 18/10/2017

Onze magistrados (sic), 500 picaretas e 54 milhões de patos revolucionários das rede.

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Aspirado 44 entenderam o recado né?

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação.”

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Corrupção,Brasil,Blog do Mesquita

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Transparência no Bananil é assim.
Proibido noticiar comparecimento de ratos nos porões do Jaburu.

(Des) governo decreta sigilo em informações sobre visitas a Temer no Palácio do Jaburu.

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Exemplo clássico de socialização de prejuízo aplicado criminosamente pelo capitalismo ao povo.
Enquanto o Aspirador recebe salvo conduto pra roubar o país a Câmara vai salvando bancos.
“Governo ameniza multa de acordo de leniência para bancos; Câmara aprova urgência para votar projeto” Estadão.
Botafogo
“Como estamos tendo a CCJ (sessão da Comissão de Constituição e Justiça) e como a prioridade hoje (terça-feira) é a continuação dos trabalhos lá, para que a gente possa votar (a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer) nesta semana lá e semana que vem no plenário, vou votar hoje (terça-feira) só a urgência do projeto”, afirmou o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao abrir os trabalhos.”
“Melhor que roubar um Banco é fundar um.”
Bertolt Brecht
Enquanto o Aspirador recebe salvo conduto pra roubar o país a Câmara vai salvando bancos.
“Governo ameniza multa de acordo de leniência para bancos; Câmara aprova urgência para votar projeto” Estadão.
Botafogo;Blog do Mesquita,Financiamento,Campanhas Políticas,Brasil
“Como estamos tendo a CCJ (sessão da Comissão de Constituição e Justiça) e como a prioridade hoje (terça-feira) é a continuação dos trabalhos lá, para que a gente possa votar (a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer) nesta semana lá e semana que vem no plenário, vou votar hoje (terça-feira) só a urgência do projeto”, afirmou o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao abrir os trabalhos.”
“Melhor que roubar um Banco é fundar um.”

Bertolt Brecht

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Como é difícil suportar algumas pessoas desse país.

Inacreditável inadmissível indecente imoral um acinte contra todos nós, temos que nos livrar de toda essa corja em 2018.

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Reunião de Eletrodomésticos.Aécio,Ronaldo,Hulk,Blog do Mesquita

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Fatos & Fotos – 25/09/2017

Intervenção militar?

Nem pensar. Já ficou comprovado em todo o mundo em todas às épocas, que não resolve. Há que fazer limpeza pelo voto. Se reelegermos mais que 10% da canalha política que aí está, como dinastias, infernizando o povo e sugando o Estado, é porque merecemos.

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Caminhando pela cidade – A vida como não deveria ser
Rua Joaquim Nabuco c/ Av. Abolição
Foto José Mesquita – Galaxy Note VRua Joaquim Nabuco c Av. Abolição,Blog do Mesquita

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A justiça brasileira cega, surda e muda – Conivente? Oportunista? nada consegue ver. Temer está na compra de votos dos depufedes, descaradamente. Isso é caso de polícia, não, de política. E o povo calado, parado,deixando tudo acontecer, vendo a banda, podre, tocar.
Se houvesse, uma boa e calma invasão em Brasília, no dia da votação, Temer e gangue, cairiam com a pressão da cidadania.

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Temer e a votação da investigação na Câmara do Deputados.

Primeiro que chamar isso de votação é desqualificar e desmoralizar de vez o instituto do voto, mais do que Gilmar/TSE fizeram mantendo a chapa Temer/Dilma.
É uma berração! Como o Moreira Franco é casado com a sogra do Rodrigo Maia, não ético – seria esperar demais da quadrilha – nem correto o Rodrigo Maia presidir essa votação. Questão de impedimento jurídico mesmo e penso que deveria ser levado também ao julgamento político que ocorrerá.

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RENCA: A grande farsa.

Amazônia,Ecologia,Desmatamento,Meio Ambiente,Blog do Mesquita,RENCAQuem assistiu o documentário sobre essa reserva mineral, infestada de gringos, e garimpos ilegais, sabe que essa decisão, ora revogada, vai ser retomada mais a frente. num próximo governo, pena que tudo que vem do presidente agora é suspeito.

Será que não tem alguém querendo dar “uma calça arriada”?
Li que na tal área, existem 11 pistas clandestinas de garimpeiros ilegais!

Ninguém tinha visto isto até agora? Onde estavam os ambientalistas?

Tem alguém interessado que fique como está, ouro saindo em aviões piratas, ninguém paga nada, e não dá satisfação muito menos! E este furto das riquezas da região não começaram agora, quando o Estado resolve de alguma forma se fazer presente, com o mínimo de presença ambiental, fiscal e reguladora aparece uma “RENCA” de defensores das nossas riquezas!

Independentemente de ser o Temer, que também faz “garimpo ilegal” do dinheiro público, alguém tinha que tomar uma atitude, mas “alguém” vai perder dinheiro, então manda a mão no “zumbi político” ou segundo aquele compositor a “GENI” da hora! Imaginem o que não vemos em termos de desvios de minerais, estratégicos na Região Amazônica!

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Por que ninguém fala mais nada sobre as malas com R$ 51 milhões encontradas no apartamento do ‘santo’ Geddel?Blog do Mesquita,Brasil,Geddel Vieira Lima

Não seria tal dinheiro usado para a compra dos votos necessários para o arquivamento dessa nova denúncia contra o mais honesto presidente do Brasil, Temer, depois de Lula e FHC, que são os mestres da honestidade universal?

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Cabeça pra baixo,Brasil,Blog do Mesquita,Eduardo Cunha,Justiça,Corrupção,Brasil,Blog do MesquitaBrasil um país ao contrário.
Eduardo Cunha ganhar uma ação na justiça, contra um jornalista, acusando o mesmo por danos a imagem dele, Cunha.
Putz! Essa é do “Carvalho”.

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Dallagnol manda recado a Dodge: “Ninguém pode dizer o que a gente faz ou deixa de fazer em Curitiba”

Eu já desconfiava que esses xerifes de Curitiba chefiados pelo juiz não acreditavam em hierarquia.

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O Brasil não tem mais Governo, o que se vê é uma quadrilha se articulando para salvar seus mandatos bem como permanecer no poder.

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Financiamento de Campanhas Políticas,BrasilBlog do Mesquita,Financiamento,Campanhas Políticas,Brasil

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Reforma Política? Não! Os Cleptocratas não querem.

Reforma Tributaria? Não! Porque? “Relatório da Oxfam divulgado nesta segunda-feira (25) mostra que o topo da pirâmide, no Brasil, destina 21% de sua renda com impostos, enquanto os menos favorecidos pagam 32%.”

Então, estamos ou não no “Capitalismo Selvagem”? Como podemos admitir se pagar 27,5% de Imposto de Renda, sobre salário de $4.700,00?

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O Poder Judiciário,é ou não uma “ELITE PRIVILEGIADA” as custas do dinheiro do Povo…vejam : “…Supremo Tribunal Federal, determinou um auxílio-moradia de R$ 4.377 a todos os juízes federais em atividade no país…” Isso não é uma AFRONTA ao Povo, onde, entre tantos outros infortúnios, o piso salarial do professor é metade do benefício pago aos magistrados: R$ 2.297

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Arte – Gravura – Xilogravura – ÁfricaBlog do Mesquita,Arte,Artes Plásticas,Gravuras,África

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Quem acha que os Militares tem “vocação ” política, está enganado. Em 1985, quando morreu Tancredo, eles tinham todas as as razões para continuarem no Poder, e não o fizeram. Porque? Sabiam que era a hora de saírem de cena, pois a “vocação” deles é outra. E se hoje falam em intervenção, é porque os três Podres Poderes estão atolados até “o gogó” na Corrupção, no Crime Organizado, no Narcotráfico e na mais absurda e irresponsável insensatez. Como filho de um militar – meu falecido pai era General. Convivi no ambiente militar infância e adolescência – não defendo, mas entendo a voz das casernas.General Mourão,Brasil,Intervenção Militar,Corrupção,Blog do Mesquita

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Paneleiros, Coxinhas e Patos; Vocês já compraram Ferraris, seu flats, ganharam aumento ou só foram fazer selfie com PM e tomar champanhe na avenida mesmo?

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Humor – Só dói quando eu rioBlog do Mesquita,Brasil,Corrupção,Duke,Humor,Blog do Mesquita

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Repetindo. Não existe esquerda nem direita no Brasil principalmente no âmbito de partidos e afiliados aos tais.

O que existe é uma gangue organizada em partidos, para exaurir o Estado. O mais é discurso de caviar. Tome-se o Niemeyer, por exemplo; trabalhou quase sempre para o Estado, fez de Brasília um feudo, por preços miliardários. Contribui para o insano Juscelino construi aquele monumento ao desperdício, Brasília – tijolos, cimento e outros insumos, lá chegavam, pasmem, de avião.

JK produziu com sua megalomania uma dívida pública monumental que ainda hoje pagamos. Desconheço qualquer projeto dele voltado para o “Lumpen”. Sempre trabalhou para satisfazer a burguesia contra à qual discursava, divergente da prática. Ao contrário, para o “establishment”, projetou Brasília, sem esquinas, sem integração entre o habitar e a área de trabalho, no meu entender, claramente proposital para evitar formação de “rodinhas”, onde normalmente as ideias se tornam virais e as revoluções, de costumes, ideias e até as armadas são fomentadas.

Ps. Levarei cacetadas “mis”, mas Niemeyer projetava esculturas, em detrimento do que “Corbusier” chamava de “La machine à habiter”. Quem já visitou o Copan, SP., sabe do que escrevo.

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Tango – Fotografia de Fotografia Diana,Mary SharptonBlog do Mesquita,Arte,Fotografia,Diana,Mary Sharpton,Tango

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Indignação,Blog do MesquitaA impunidade indecente de Temer e a Câmara Federal.
Os políticos entoam odes à corrupção e à impunidade. Os Deputados Federais, que votarão na ação para processar Temer, desprovidos de caráter, legislam apenas em torno de seus interesses imorais e amorais. O correto, não há dúvida, segundo o bom senso, seria separar as ações, mas não convém ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, cujo partido (DEM) é ameaçado de extinção pelo PMDB. Essa gentalha nunca ouviu falar em respeito e amor-próprio.

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Brasil da série “Um país de cabeça pra baixo”.
A quem interessa manter Temer, o minúsculo da lama?
Hoje é dia de deputado achacar, chantagear para salvar, vergonhosamente, o criminoso corrupto Michel Temer. Isso não é democracia. Isso não é a boa política. Esses venais “trabalham” incansavelmente para elegerem o Lula e/ou turbinarem as ambições das caserna.Blog do Mesquita,Corrupção,Brasil
“Não se pode compreender nada sobre o saber econômico se não se sabe como se exercia, quotidianamente o poder, e o poder econômico. Não é possível que o poder se exerça sem saber, não é possível que o saber não engendre poder O exercício do poder cria perpetuamente saber e, inversamente, o saber acarreta efeito de poder – M. Foucault”

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Da série “Caminhando pela cidade” – EscriturasCaminhando pela cidade,Escrituras

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Pyongyang pode vir a ativar uma bomba que afetará terra, ar e espaço

© Sputnik/ Ilia Pitalev

Ex-diretor da iniciativa de defesa estratégica do Departamento de Defesa dos EUA, Henry F. Cooper, considera que a Coreia do Norte pode estar desenvolvendo uma bomba que provocará estragos enormes, caso seja ativada.

Em seu artigo para The Wall Street Jornal, Cooper opina que autoridades da Coreia do Norte poderiam desenvolver uma bomba nuclear capaz de detonar a mais de 60 quilômetros de altura e provocar um ataque de pulso eletromagnético (EMP, sigla em inglês) de graves consequências.

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Mais um cretino “revoltado” com a corrupção, no palco do Rock in Rio – esse “in” aí é soda!. Isso é só um jeitinho de cavar cinco segundos de exposição na grobu. Patético!

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O pó continuará trafegando, e sendo traficado por helicópteros de autoridades. As Rocinhas aumentarão.Helicóptero,Helipóptero,Perrella,Cocaína,Rocinha,Narcotráfico,Blog do Mesquita

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Vídeo – O tempo me guardou você – Ivan Lins

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A Marcha da Insensatez.

Mia Couto,Síria,Blog do Mesquita

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“Com a redução dos que efetivamente são poderosos aumenta possibilidade da elaboração consciente de ideologia e do estabelecimento de uma dupla verdade , onde o saber é reservado aos insiders e a interpretação é deixada ao povo, e se espalha o cinismo contra toda verdade e todo pensamento. No fim deste processo perdura uma sociedade não mais dominada por proprietários independentes, mas por camarilhas de dirigentes industriais e políticos – HorKheimer”.

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Arte – Pinturas – Touluse LautrecHenri de Toulouse Lautrec Dancer Adjusting her tights pastel sobre cartão

Dancer Adjusting her tights pastel sobre cartão

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“Por Falta De Quórum, Câmara Adia Leitura De Denúncia Contra Temer”
Temer, o minúsculo rato dos porões do Jaburu, terá que meter, mais ainda, a mão no bolso dos Tapuias, para aumentar a grana da compra dos depufedes.

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Dirceu, o Zé, a aranha por detrás da teia, tem pena aumentada após impetrar recurso. O que estava ruim aumentou. Há que se ter cautela ao solicitar revisão de pena.
Já Vaccari foi absolvido de uma das acusações.

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Prioridade cega – a “cibercriminalidade” invisível para a Justiça.

“O chefe da Interpol, Khoo Boon Hui, lançou um sério alerta: 80% dos crimes cometidos por meio da internet são fruto da ação de quadrilhas poderosas, de amplitude mundial”

O colunista Pedro Valls Feu Rosa chama atenção para o crescimento dos crimes cometidos pela internet e que são ignorados pelos Tribunais de Justiça, que são sobrecarregados com processos de tráfico de entorpecentes.

Dia desses meditava sobre a pauta de julgamentos das câmaras criminais lá do Tribunal de Justiça. Entra ano, sai ano, e o tema nunca varia: quase sempre tráfico de entorpecentes. Por outro lado, não me recordo de ter passado por lá sequer um processo relativo à criminalidade digital! Um único que fosse, ao longo de mais de duas décadas!

A propósito deste quadro – verdadeiramente mundial, registro – o chefe da Interpol, Khoo Boon Hui, lançou um sério alerta: 80% dos crimes cometidos por meio da internet são fruto da ação de quadrilhas poderosas, de amplitude mundial.

Citando um estudo da London Metropolitan University, acrescentou ele que este tipo de criminalidade tem causado mais prejuízos que o tráfico de cocaína, heroína e maconha somados. Estamos a falar de algo em torno de 750 bilhões de euros a cada ano – somente na Europa!

Vamos a outro exemplo: vítimas da denominada “criminalidade tradicional”, os bancos norte-americanos perdem, a cada ano, US$ 900 milhões – contra US$ 12 bilhões por conta da “cibercriminalidade”.

Decidi buscar mais informações. Descobri que a África perdeu, em 2016, US$ 2 bilhões por conta deste delito. Na África do Sul, 70% dos habitantes já foram vítimas da criminalidade digital. Na Alemanha, uma a cada três empresas sofre ataques digitais. Em Israel, são inacreditáveis 1.000 ataques a cada minuto.

Na América Latina, os roubos tradicionais a bancos respondem por apenas 1,5% do problema, contra 98,5% dos praticados pela internet. O Brasil, segundo levantamento realizado pela empresa Kaspersky, é a vítima maior a nível planetário, com números superiores aos da Rússia e Alemanha, que o seguem.

Recente cálculo da seguradora britânica Lloyd’s demonstrou que um único ataque, se praticado em escala global, pode custar até US$ 121 bilhões de dólares para suas vítimas.

Esta questão adquire contornos ainda mais sérios quando afeta e até mesmo coopta a geração seguinte. Na Austrália, por exemplo, 9.860 crianças foram presas ou processadas por conta de terem aderido a esta forma de crime – isto no já distante ano de 2008.

Enquanto isso ocorre, lá estão nossos melhores policiais e juízes, sufocados pela burocracia regionalizada em um mundo globalizado, combatendo sem êxito um problema que, segundo a ONU, é antes de tudo de saúde pública.

Pedro Valls Feu Rosa *

* Pedro Valls Feu Rosa, desembargador desde 1994, foi presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) no biênio 2012/2013.

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Veículos Especiais – MotoHomeVeículos Especiais,MotoHome,Blog do Mesquita

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Rocinha e Forças Armadas.

Nada que estivesse previsto. Irá piorar, pois o “torniquete” é midiático. É só teatro. O mais néscio sabe que essa não é a solução, e que o cavalo que passou selado já esta um eternidade à frente. E ninguém o montou.
As FFAA estão sendo usadas, ou então estão aproveitando a oportunidade para demonstrar poder de ordem, e preparar psicologicamente a população para aprovar um intervenção no futuro, calcada na já comprovada incompetência da classe política, do judiciário e do poder executivo.

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Sempre que ouço e leio a estúpida expressão “intervenção militar para acabar com a corrupção”, relembro fotos e fatos d’antanho.
Na foto o à época governador – nomeado pela ditadura – de São Paulo Paulo Maluf abraça o então presidente João Figueiredo.Imagina! Claro que não!

O ex-presidente da Odebrecht Pedro Novis afirmou em depoimento de delação premiada ao Ministério Público Federal (MPF) que a corrupção de agentes públicos e políticos em São Paulo começou no governo Paulo Maluf (1979-1982), hoje deputado federal pelo PP.
Ps. A história é uma senhora implacável. Estudem tolinhos! Estudem!

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Imagina! Claro que não!Blog do Mesquita,Bancos,Sonegação,Impostos,Receita Federal

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Temer abre o cofre do povo.
O baixo clero não topa reforma política. Não se aprova nada no congresso sem esse seleto grupo de parlamentares.
“Apenas” 1,7 Bilhão para comprar a canalha e se livrar do Batman.Por enquanto. Espero. Mas, duvido que venha, algum dia – Azeredo, Tucano, claro, está aí livre, leve e solto – há 22 anos e condenado em 2ª instância – a ser hospede na Papuda.

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Chico Anízio,Nazareno,Blog do MesquitaMesmo considerando o Princípio Constitucional da “Presunção de Inocência”, e a liberdade de expressão, acredito ser uma temeridade dupla – pro país e pra ré – Dona Dilma declarar algo como “se pretenderem o Lula haverá uma guerra civil”. Haverá não, Madame!
Se madame lesse mais que horóscopos, depreenderia que tais insanas, e inoportunas declarações apocalípticas, somente apressaram a voraz ambição da caserna em voltar, Deus nos livre, à 1964.
Ps. A senhora já foi “cliente dos mourões de pés de arará”. Sabe bem como é.

Como dizia o Nazareno, imortal persona do inesquecível Chico Anysio; Calada!

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Caríssimo eleitor – põe caríssimo nisso – Seja qual for o eleito à Presidência da República, tudo de 5ª – Lula, Bolsonaro, Doria, Alckmin, Marina, Mourão, Joaquim Barbosa, Caiado, Ciro, Álvaro Dias e demais desconhecedores de Ciência Política e da realidade putrefata democracia, é vá lá que sela, Brasileira – Dar-te-ei 5 minutos para me explicar como governar sem fazer alianças e com apenas 70 deputados entre 513 e apenas 11 senadores entre 81.
Ps. A negociata corrupta vem de longe.Reeleição,FHC,Brasil,Política,Blog do Mesquita

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Alguém precisa informar às Forças Armadas, que a cocaína da Rocinha vem de “fazendas” de impunes autoridades.

*****Modelo de Barraca de Praia,Rio de Janeiro,Blog do Mesquita

Fatos & Fotos – 24/09/2017

Venezuela adotará cesta de moedas sem dólar. Por esse mesmo motivo os EUA mataram Saddam e Kadhafi. Pelo mesmo motivo os EUA tentaram matar Assad da Síria, mas o Putin não deixou.

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Nunca se esqueça: Hitler fez tudo o que fez dentro da legalidade constitucional alemã.(Martin Luther King)

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Assassinos da SS com doutorado

Oficial do SD na Ucrânia, em 1941
Oficial do SD na Ucrânia, em 1941
Em estudo monumental, historiador francês Christian Ingrao ressalta o papel decisivo dos intelectuais na elite da Ordem Negra de Himmler.

80 oficiais da SS q eram acadêmicos, juristas, economistas, filólogos, filósofos, historiadores e… criminosos

A imagem que se tem popularmente de um oficial da SS é a de um indivíduo cruel, chegando ao sadismo, corrupto, cínico, arrogante, oportunista e não muito culto. Alguém que inspira (além de medo) uma repugnância instantânea e uma tranquilizadora sensação de que é uma criatura muito diferente, um verdadeiro monstro.

O historiador francês especializado em nazismo Christian Ingrao (Clermont-Ferrand, 1970) oferece-nos um perfil muito diverso, e inquietante. A ponto de identificar uma alta porcentagem dos comandantes da SS e de seu serviço de segurança, o temido SD, como verdadeiros “intelectuais comprometidos”.

O termo, que escandalizou o mundo intelectual francês, é arrepiante quando se pensa que esses eram os homens que lideravam as unidades de extermínio. Em seu livro Crer e Destruir: Os intelectuais na máquina de guerra da SS nazista, Ingrao analisa minuciosamente a trajetória e as experiências de oitenta desses indivíduos que eram acadêmicos – juristas, economistas, filólogos, filósofos e historiadores – e ao mesmo tempo criminosos –, derrubando o senso comum de que quanto maior o grau de instrução mais uma pessoa estará imune a ideologias extremistas.

Christian Ingrao, retratado em Barcelona
Christian Ingrao, retratado em BarcelonaMASSIMILIANO MINOCRI
Há um forte contraste entre esses personagens e o clichê do oficial da SS: assassinos em massa fardados e com um doutorado no bolso, como descreve o próprio autor. O que fizeram os “intelectuais comprometidos”, teóricos e homens de ação, da SS foi terrível. Ingrao cita o caso do jurista e oficial do SD Bruno Müller, à frente de uma das seções do Einsatzgruppe D, uma das unidades móveis de assassinato no Leste, que na noite de 6 de agosto de 1941 ao transmitir a seus homens a nova ordem de exterminar todos os judeus da cidade de Tighina, na Ucrânia, mandou trazer uma mulher e seu bebê e os matou ele mesmo com sua arma para dar o exemplo de qual seria a tarefa.

“É curioso que Müller e outros como ele, com alto grau de instrução, pudessem se envolver assim na prática genocida”, diz Ingrao. “Mas o nazismo é um sistema de crenças que gera muito fervor, que cristaliza esperanças e que funciona como uma droga cultural na psique dos intelectuais.”

O historiador ressalta que o fato é menos excepcional do que parece. “Na verdade, se examinarmos os massacres da história recente, veremos que há intelectuais envolvidos.

Em Ruanda, por exemplo, os teóricos da supremacia hutu, os ideólogos do Hutu Power, eram dez geógrafos da Universidade de Louvain (Bélgica). Quase sempre há intelectuais por trás dos assassinatos em massa”. Mas, não se espera isso dos intelectuais alemães. Ingrao ri amargamente. “De fato eram os grandes representantes da intelectualidade europeia, mas a geração de intelectuais de que tratamos experimentou em sua juventude a radicalização política para a extrema direita com forte ênfase no imaginário biológico e racial que se produziu maciçamente nas universidades alemãs depois da Primeira Guerra Mundial. E aderiram de maneira generalizada ao nazismo a partir de 1925”. A SS, explica, diferentemente das ruidosas SA, oferecia aos intelectuais um destino muito mais elitista.

Mas o nazismo não lhes inspirava repugnância moral? “Infelizmente, a moral é uma construção social e política para esses intelectuais. Já haviam sido marcados pela Primeira Guerra Mundial: embora a maioria fosse muito jovem para o front, o luto pela morte generalizada de familiares e a sensação de que se travava um combate defensivo pela sobrevivência da Alemanha, da civilização contra a barbárie, arraigaram-se neles. A invasão da União Soviética em 1941 significou o retorno a uma guerra total ainda mais radicalizada pelo determinismo racial.

O que até então havia sido uma guerra de vingança a partir de 1941 se transformou em uma grande guerra racial, e uma cruzada. Era o embate decisivo contra um inimigo eterno que tinha duas faces: a do judeu bolchevique e a do judeu plutocrata da Bolsa de Londres e Wall Street. Para os intelectuais da SS, não havia diferença entre a população civil judia que exterminavam à frente dos Einsatzgruppen e os tripulantes dos bombardeiros que lançavam suas bombas sobre a Alemanha. Em sua lógica, parar os bombardeiros implicava em matar os judeus da Ucrânia. Se não o fizessem, seria o fim da Alemanha. Esse imperativo construiu a legitimidade do genocídio. Era ou eles ou nós”.

Assim se explicam casos como o de Müller. “Antes de matar a mulher e a criança falou a seus homens do perigo mortal que a Alemanha enfrentava. Era um teórico da germanização que trabalhava para criar uma nova sociedade, o assassinato era uma de suas responsabilidades para criar a utopia. Curiosamente era preciso matar os judeus para realizar os sonhos nazistas”.

Ingrao diz que os intelectuais da SS não eram oportunistas, mas pessoas ideologicamente muito comprometidas, ativistas com uma visão de mundo que aliava entusiasmo, angústia e pânico e que, paradoxalmente, abominavam a crueldade. “A SS era um assunto de militantes. Pessoas muito convictas do que diziam e faziam, e muito preparadas”. O que é ainda mais preocupante. “É claro. É preciso aceitar a ideia de que o nazismo era atraente e que atraiu como moscas as elites intelectuais do país”.

A BASE DE ‘AS BENEVOLENTES’

Ingrao e Littell. Qualquer pessoa que ler Crer e Destruir perceberá os paralelismos com o romance de Jonathan Littell As Benevolentes (2006). Ingrao a descreve como “uma réplica temática em ficção” de seu trabalho, e recorda que este, que foi sua tese, circulou amplamemente antes da publicação de As Benevolentes.

Max verossímil? Max Aue, o protagonista de As Benevolentes guarda muitas semelhanças com os intelectuais do SD de Ingrao. “Exceto na homossexualidade e no incesto. Mas, claro, é uma personagem de novela”. Não é demasiado refinado e esteticista para um SS? “Bem, Heydrich lia muito e tocava violino. E não se esqueça de que Eichmann lia Kant”, responde.

Também outro nazista tomado por Littell, Leon Degrelle (em seu ensaio O Seco e o Úmido) apresenta paralelos com o que foi estudado por Ingrao em seu livro Les Chasseurs Noirs: Oskar Dirlewanger. O primeiro era favorito de Hitler e o segundo, de Himmler.
ElPais

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Arte,Escultura GregaArte,Escultura,Blog do Mesquita

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Doria? E é? Cidadão competente!
O Lide, empresa de lobby criada por João Doria, oficialmente descrita como realizadora de eventos, vem ganhando cada vez mais espaço desde que ele assumiu a Prefeitura; após a eleição do tucano para a capital paulista, o Lide registrou filiações de multinacionais, e novos associados firmaram colaborações com a Prefeitura de São Paulo; aCaixa Econômica Federal, banco 100% público, associou-se ao Lide em março; o governo Temer, que controla a Caixa, aproximou-se de Doria nos últimos meses, ao mesmo tempo em que se afastou de seu rival interno no PSDB, Geraldo Alckmin

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Há 4 meses, um capitão do exército mandou um recado para Temer: “Tome vergonha nessa cara …”

Assim como todos os trabalhadores brasileiros, os militares também estão prevendo uma avalanche de despautérios na Reforma da Previdência, proposta pelo vice-presidente (digo presidente) Michel Temer.

Nas redes sociais, o assunto também tomou conta do meio militar.

Um capitão aposentado do exército não se conteve e lançou um ataque contra a tal reforma:

Você Michel Temer, não tem moral nem para educar o teu filho. Vai dizer o que para ele? No momento é um pré-adolescente….deve orgulhar-se de ter um pai Presidente da República.

Daqui alguns anos será um homem e buscará a verdade.

Temer, você é um ancião….provavelmente não será punido pelas leis dos homens.

Você já ouviu falar naquele lugar, onde tem um caldeirão? Só quero lhe dizer mais uma coisinha …. Temer, tome vergonha nessa sua cara imunda, você não tem moral para mexer na Proteção Social dos Militares […] que você chama de Previdência …. seu inculto.

Os militares já deram a contribuição no ano de 2000, foram retirados vários benefícios. Pergunte para qualquer militar…..O que quer dizer da MP do Mal?

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Há ligação direta entre a elite e o lumpen. Lembram do Helicoca, do avião da fazenda de Maggy em junho? A esperrela toda tem foro privilegiado!

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Desenho de Takahiro ShimatsuTakahiro Shimatsu,Desenho,Blog do Mesquita

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Depois que abriu fogo contra as esquerdas e ao seu patrono, Alckmin, o “Prefake” Dória cai nas pesquisas, cobre a pele de hiena com um cachecol de ovelha.

Dória: “Não será com radicalismo que vamos construir um país que todos nós desejamos nos orgulhar”. Então tá!Blog do Mesquita,Falsidade

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Anotem aí e depois me cobrem. O povo quer sangue, e com razão, porque os Três Podres Poderes são um escândalo, uma vergonha. Só que não vai ter consequência porque a justiça não fez o trabalho dela. Exceto, se a ribalta e os holofotes, esse mais sedutor que ouros e pedrarias, conduzirem as excelências a pisar na lei. E caso assim seja, Deus, e Beccaria, me livrem vir a ser réu em algum processo. Um julgamento midiático, acoitando a “conduzida” voz rouca das ruas, haverá de cobrar um altíssimo preço ao Estado Democrático de Direito, tão duramente conquistado. Povo insano e novelesco, esse.Justiça,Blog do Mesquita

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Temer, seu estúpido, não é a economia! É a corrupção que você representa, motiva e defende.Humor,Nani,Blog do Mesquita,Geddel,Brasil,Corrupção

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Mantendo a “Ba$e Aliada”, aliada.

Temer libera R$ 1 bilhão em emendas para barrar 2ª denúncia na Câmara.

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Arte – Pintura – David Ryckaert III
Still life with kitchen utensils, vegetables and a dog and a catDavid Ryckaert,Arte,Pintura,Blog do Mesquita

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Quando o sofismar é sinônimo de canalhice.
Deputados reiniciam negociações para livrar Temer de mais uma denúncia.

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Seis por meia dúzia, ou o mais de menos.
Interessante! Os escr*otos corruptos vão convocar os irmãos Batista para depor na farsesca CPMI da JBS. Hahahaha.
A pergunta é: Por que não convocar Michel Temer?Blog do Mesquita,Brasil,Corrupção,Cachorro atrás do rabo

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Quando fico muito próximo à flertar com a pena de morte.
Um nojento desse…Ricardo Barros,Ministro da Saúde,Brasil,Blog do Mesquita
“Para o Ministro da Saúde, o escr*oto Ricardo Barros, o Brasil tem Hospitais demais”.
PQP. É do Carvalho!

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Temer “levou” 170 Milhões, mas o líder “togado” do governo não quer que esse roubo seja investigado.

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Falta de aviso não foi.
Funcionários dos Correios entram em greve contra a privatização.
Lembram da dancinha, patos? Façam-na agora.

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Mafalda,Repressão,Blog do Mesquita

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Temer “levou” 170 Milhões, mas o líder “togado” do governo não quer que esse roubo seja investigado.Temer,Geddel,ASpartamento,Dinheiro,Corrupção,Brasil,Blog do Mesquita

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“A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro”. Noam Chomsky

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Arquitetura – Biblioteca de Nice,FrançaArquitetura, Biblioteca de Nice,França,Blog do Mesquita

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Música – MPB – Paisagem da Janela
Lô Borges / Fernando Brant

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Um controle mais rígido de fronteira permitiu à Europa reduzir em 53% a imigração ilegal pelo Mediterrâneo.Imigrantes,Europa,Blog do Mesquita

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Arte – Fotografia de Siago SomiSiago Somir,Arte,Fotografias,Blog do Mesquita

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Julgamento em São Paulo: Jovens no banco dos réus por portarem vinagre e roupas pretas para um protesto.

Começou nesta sexta o julgamento de 18 acusados de organização criminosa e corrupção de menores, detidos com a ajuda de um militar infiltrado

Começou nesta sexta-feira o julgamento das 18 pessoas, dentre elas três adolescentes, detidas no dia 4 de setembro do ano passado, antes de uma manifestação contra o Governo Michel Temer na cidade de São Paulo. Eles são acusados de organização criminosa e corrupção de menores. A denúncia, apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, diz que o grupo fora formado para praticar danos ao “patrimônio público e privado e lesões corporais em policiais militares”, e que, para isso, portavam material de primeiros socorros, vinagre, máscaras, roupas pretas e capuzes.

Peça-chave no caso, o capitão Willian Pina Botelho, que se apresentava como Balta Nunes e era um infiltrado do Exército no grupo de manifestantes, conforme revelado por este jornal, não foi ouvido até o momento e tampouco está entre as testemunhas da acusação. No julgamento desta sexta foram ouvidas três das cinco testemunhas de acusação antes de ser suspenso. Será retomado no dia 10 de novembro. Nenhum dos 18 réus foi ouvido.

Julgamento dos 18 jovens detidos num protesto em SP
Cena dos detidos no Centro Cultural SP. No destaque, o capitão Botelho
Advogado de um dos réus, Thiago Rocchetti diz que a presença de um infiltrado no grupo não é o que mais causa estranheza nesta história, que é “toda estranha”. “A polícia pode ter um agente infiltrado, isso não é nenhum absurdo”, explica, embora a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não tenha admitido até hoje que houve uma operação em parceria com o Exército naquele dia.
Já o Exército afirmou que houve sim uma atuação em conjunto. No meio das contradições, o que causa estranheza ao advogado é o fato de o capitão Botelho ter desaparecido do processo. “O estranho neste processo é que esse infiltrado não se revelou”, diz. “Até hoje não existe um relato dele, uma oitiva dele”.

Rocchetti revela que todas as defesas mencionarão este fato no julgamento, que está marcado para ocorrer a partir das 14h no Fórum da Barra Funda. “As defesas não foram iguais, têm linhas de raciocínio diferentes, mas todas mencionam a presença do Balta”, diz. “Ele tinha que ter se apresentado. Ao longo do inquérito ele é uma testemunha. Por que ele não se apresenta?”, questiona. Por isso, o advogado Hugo Albuquerque, que defende outro réu neste caso, colocou Botelho como testemunha de seu cliente e explica que o militar terá de depor. Mas como ele foi transferido para Manaus, ainda não é possível saber como e nem onde este depoimento será dado. “Consideramos fundamental o depoimento pessoal dele, ou, na pior das hipóteses, por videoconferência com a nossa presença”, explica Albuquerque.

Com base nestes argumentos, a defesa alegará nulidade processual. “A partir do momento em que no processo tem um ato que o torna nulo, o que vem depois então seria nulo também”, explica Rocchetti. Ou seja, se havia um agente infiltrado que provava que o grupo havia se organizado previamente e este agente simplesmente desaparece das provas, o ato todo deveria ser anulado. “Essa é uma das minhas linhas”. A outra linha da defesa é que não houve crime. “Não consigo ver um ato criminoso no fato de uma mulher ter uma folha de papel, uma caneta e uma calcinha [dentro da bolsa]. Eu já me esforcei, mas não consigo ver crime nisso”, diz, se referindo às coisas que sua cliente portava no dia em que foi detida.

Na acusação também consta que um dos réus portava uma barra de ferro que seria usada para depredação de patrimônio e “para desferir golpes que lesionariam policiais”. Na época em que foram detidos, os jovens afirmaram que a barra havia sido “plantada” como prova, mas que ninguém carregava aquele objeto. Outra pessoa, segundo a acusação, levava um extintor de incêndio. O advogado diz que ainda assim as possíveis provas não são suficientes. “Um extintor não é uma coisa que você carrega, o bom senso diz isso, mas mesmo assim não é crime”, diz o advogado. “Me comprove que ela estava levando um extintor para fazer uma besteira. Não é razoável, mas não é um crime”.

Também estão presentes na acusação, à qual EL PAÍS teve acesso, elementos como “transportar câmera fotográfica e de filmagem para registro das ações criminosas e posterior divulgação nas redes sociais” e “guardar telefones celulares de todos os integrantes”. “A juíza também diz que há indícios [de que eles poderiam vir a cometer crimes] porque eles estavam vestidos de preto”, diz Rocchetti. “Eu também estou. Não consigo ver nenhum crime, nenhuma conduta que possa ser descrita no Código Penal”.

O advogado explica, então, que não trabalha com a possibilidade de uma condenação. Mas, questionado, faz um cálculo caso isso venha a ocorrer. “Se agente somar todos os crimes, podemos chegar numa pena de 15 anos”, diz. “Mas é tão absurdo pra mim, que eu não consigo nem pensar numa pena”.

Sucessão de “besteiras”

Para o advogado, este caso é fruto de uma sucessão de “besteiras” que foram ocorrendo. Naquele dia, o grupo havia combinado de se encontrar antes da manifestação para ir, todos juntos, ao ato que seria na avenida Paulista. Nem todos se conheciam. Foram para o Centro Cultural São Paulo, a poucos quilômetros de onde a manifestação aconteceria. Lá, foram abordados por diversos policiais e levados para o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Todos, menos o capitão Botelho, que até então ainda não havia tido sua real identidade revelada. Posteriormente, a Secretaria de Segurança Pública disse que Botelho não foi levado com os demais “por falta de indícios”.

No Deic, os detidos não puderam ter contato com os próprios advogados. Rocchetti aponta esse como a primeira “besteira”. “A besteira começou no momento em que eles não tiveram a chance de falar com os advogados”, diz. “O delegado foi se enrolando, a coisa foi crescendo, e para justificar essa besteira, ele fez um relatório assim. O Ministério Público então para não deixar o delegado desamparado ofereceu uma denúncia. A juíza ficou sem graça de dizer ‘não’ de bate pronto e a coisa foi crescendo”.

No dia seguinte às detenções, houve uma audiência de custódia e o grupo foi todo liberado por um juiz que considerou as prisões “ilegais”. Três meses se passaram até que o Ministério Público oferecesse a denúncia, acatada agora pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. “Cresceu uma história e agora estão tentando trazer legalidade a essa história”, diz o advogado. Ele afirma que, passado o julgamento e absolvidos os réus, cogita entrar com uma ação de reparação contra o Estado. “O que me preocupa nesse processo é o fato de estarem tentando mostrar que não houve nenhuma besteira”.
MARINA ROSSI – El Pais

Cultos Africanos – Narcotráfico

Ataque às religiões de matriz Africanas fazem parte da nova dinâmica do tráfego no Rio.

traficantes-evangelicos-ataquesTraficantes destroem terreiros de umbanda candomblé.
Foto: reprodução de vídeo divulgado no youtube

“TODO O MAL tem que ser desfeito, em nome de Jesus”, diz um traficante, ordenando que uma yalorixá destrua as imagens do seu terreiro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, divulgado na quarta-feira (13).

Em outro vídeo que circula nas redes sociais, um homem “lembra” a um pai de santo que o chefe não quer macumba no local: “É só um diálogo [segurando um taco de baseball escrito diálogo] que eu tô tendo com vocês.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Da próxima vez eu mato”, diz. As cenas  absurdas  são uma amostra de uma onda de ataques a terreiros de umbanda e candomblé comandados por traficantes que seguem acontecendo no Rio de Janeiro.

Até o momento, só em setembro, foram oito casos registrados apenas em Nova Iguaçu. O Disque 100, serviço de denúncias de violações de direitos humanos do Governo Federal, recebeu, entre 2011 e 2016, 175 denúncias de intolerância religiosa no estado – 10% do total no país. Há relatos de ataques e perseguições em toda a  Região Metropolitana. No Rio, traficantes proíbem a prática das religiões e o uso de roupas brancas, levando filhos de santos a deixarem as favelas. Na Cidade Alta, após a troca de comando no morro em novembro do ano passado, imagens de santos foram retiradas de comércios locais.Os casos mencionados aconteceram em lugares dominados pela mesma facção criminosa, o Terceiro Comando Puro. As investigações correm em sigilo e parte dos envolvidos já foi identificada. Como resposta ao crescente número de casos de intolerância, a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública acenam com  a criação de uma delegacia especializada até o fim do ano.

A conversão religiosa dos “homens do tráfico” não é um fenômeno novo, e esse tipo de perseguição acontece há mais de 10 anos nas favelas cariocas. Para ajudar a entender essa dinâmica em que traficantes que se denominam evangélicos tentam combater outras religiões nos territórios que dominam, The Intercept Brasil conversou com a professora de sociologia da UFF e autora do livro “Oração de traficante: uma etnografia” Christina Vital da Cunha, que pesquisa o tema há 23 anos.

The Intercept Brasil: Por que é comum que traficantes busquem ajuda religiosa?

Christina Vital da Cunha: Tanto policiais quanto traficantes, sempre estão no limite. Então, buscam proteção na religião. O salmo 91 é usado por policiais e traficantes, por exemplo. Assim como são Jorge foi e ainda é. O que acontece com essa proximidade mais recente dos traficantes com esse universo evangélico é que a igreja se apresenta como uma rede que os auxilia em diferentes questões da vida, como a preparar a saída do tráfico. O que os pastores chamam de libertação de traficantes.

TIB: Como aconteceu essa aproximação com os evangélicos?

CC: A primeira coisa que a gente tem que pensar quando vai se analisar essa situação é que os traficantes são formados em um caldo cultural que é comum hoje às pessoas de favelas e periferias. Eles sempre são produto de um meio. A gente vem observando com o passar das décadas, sobretudo dos anos 1990, um crescimento muito expressivo no número de templos religiosos evangélicos. Muitos deles são de famílias evangélicas, então já foram educados com referencial religioso.

“O pastor Marcos Pereira teve grande influência sobre a conversão de vários chefes do tráfico, a partir da ação dele nos presídios”.

Somado a isso, os pentecostais têm por característica a realização de missões com grupos marginalizados, entre eles os traficantes, oferecendo rede de proteção espiritual, psicológica e também material. Isso tem efetividade nessas localidades, assim como no sistema prisional.

O pastor Marcos Pereira teve grande influência sobre a conversão de vários chefes do tráfico, a partir da ação dele nos presídios. Mas não só ele, traficantes convertidos, a Universal do Reino de Deus e a Assembleia de Deus também participam dessas ações em favelas e periferias.

TIB: Como os líderes religiosos enxergam esses traficantes que se denominam evangélicos?

CC: Há muitos nessa comunidade moral que é a comunidade religiosa, que negam o pertencimento do traficante, pois ele não pode dizer que é evangélico porque ele não tem uma conduta correta. Dizem que eles estão em um processo. Tem muita gente séria que leva a palavra de Deus a essas pessoas, pois acreditam que elas podem e devem se libertar. Mas também tem os que usam o dinheiro do tráfico. A coisa é complexa e tem de tudo.

TIB: A figura de traficantes evangélicos é exclusiva do TCP?

CC: Nos anos 2000, houve a conversão de um dos chefes do Terceiro Comando. Essa conversão atualiza comportamentos no crime. Havia uma orientação que levava a menos confrontos, menos mortes e também se referia às sucessões na hierarquia do tráfico baseada em uma visão que uma pessoa teve na igreja. A partir daí, traficantes de lugares diferentes da hierarquia do crime passam a se vincular ao universo religioso e ter o comportamento orientado por esse conjunto de valores evangélicos.

Agora, não podemos afirmar que todo traficante evangélico pertence a uma única facção. É verdade que os casos midiatizados nos últimos dias são em localidades da mesma facção. Mas, por exemplo, no Complexo da Maré [no Rio], na parte do território do Comando Vermelho é comum as pichações com salmos e orações nas paredes. É algo que faz parte da cultura da periferia.

TIB: Em que momento as religiões de matriz africana passam a ser perseguidas?

CC: Existem líderes religiosos que incentivam a partir dos seus discursos nas igrejas atos de combate a inimigos espirituais e terrenos. Isso é uma prática que não acontecem só em igrejas de denominação única [independentes] em favelas e periferias. Isso acontece também com lideranças que estão aparecendo na mídia, e a gente vai encontrar isso em diferentes denominações e camadas sociais.

A partir da valorização de uma teologia do domínio, insuflam o combate ao inimigo, o combate das forças do bem contra o mal. E o mal está localizado em determinados símbolos, signos, grupos, religiões e comportamentos que devem ser combatidos com ações enérgicas em perspectivas violentas.

A gente vai acompanhando os efeitos negativos na sociedade em geral, como a menina Kaylane, que levou uma pedrada em 2015. Agora a gente vê com mais frequência essa ação dos traficantes, mas já tem pelo menos dez anos de perseguição e constrangimento em relação a religiões afro-brasileiras nas favelas.

TIB: Por que agora os ataques se tornaram constantes e são divulgados pelos próprios traficantes?

CC: Isso começa a sair do controle dos líderes religiosos e passa a ser como um código entre os traficantes. Um modo de comportamento que é divulgado como um modo de demonstrar força e domínio. E acaba viralizando na facção, em parte tem a ver com o estímulo de liderança religiosa, mas, também, tem relação com a própria dinâmica do tráfico. É uma demonstração de poder que se expressa no combate a esses religiosos que representam o mal dentro da favela. Trata-se de mais uma modalidade de violência.

TIB: O que pode ser feito contra essa perseguição?

CC: É muito importante que esses casos sejam midiatizados. A pessoas precisam procurar meios de falar sobre isso. Campanhas que criem estigmas em relação aos intolerantes e ações do estado em diferentes frentes são necessárias para que esse ataques parem.
TheIntercept/Juliana Gonçalves

Fatos & Fotos – 10/09/2017

 Corrupção,Montesquieu,Blog do Mesquita

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Convivência com Aécio é viral.
Instituto de Huck é condenado a indenizar ganhador de concurso que não recebeu prêmio.Luciano Hulk,Blog do Mesquita

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Brasil da série “Você sabia”?Apartamento,FHC,Fernando Henrique Cardoso,Paris,Blog do Mesquita
Um professor universitário, menos FHC, tem que trabalhar 131 anos para comprar um apto igual ao dele – 11 Milhões de Euros – na Avenue Foch, em Paris?

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Ceará da série “Castorina do Aracati”
Quem foi que colocou, há anos, o peba “Sérgio ‘Mudanças’ Machado” no “oi du pau”?

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O que dá pra rir dá pra chorar

Blog do Mesquita,Geddel,Corrupção

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Funaro diz que Temer recebeu R$ 20 milhões em propina de dono da Gol.
Fonte: Congresso em Foco.

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Direitinhas & Esquerdinhas. Patos, Mortadelas & Coxinhas.
Resolvam aí entre vocês a pendenga. Afinal; Delação é ou não é prova?Delação Premiada,Blog do Mesquita

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Só dói quando eu rioBlog do Mesquita,Brasil,Humor,Pesquisas,Maurício Silva,Eleições 2018

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Janot mais Janot do que nunca.

Encontro “casual” em boteco de quinta, em Brasília, com o advogado de Joesley “é de lascar o cano”. Coincidência? Hahahaha.

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Se ainda estiver vivo em 26 de Setembro, tem nome e cara quem irá abalar as estruturas da República de Curitiba; Tecla Duran. Anotem!