Quando tudo for privatizado, o povo será privado de tudo e o Amapá é prova disso

Esse título parece apenas um impactante slogan visto em cartazes nas mais diversas manifestações pela América Latina.

Antes fosse! A população do Amapá está vivendo, na prática, as consequências de quando o Estado transforma sua responsabilidade em mercadoria e entrega serviços essenciais à Iniciativa privada.

A prática do empresariado brasileiro é rotineira: ao invés de fazer investimentos em tecnologia/modernização e a partir disso consolidar seus negócios, esperam que o Estado construa empresas do zero, desenvolva as técnicas necessárias para execução daquela atividade, forme profissionais e estabeleça um patrimônio, apenas então, se desperta no empresariado o interesse por aquela atividade que durante décadas foi ignorada. Quando se esforçam muito, seus negócios nascem de grandes empréstimos oriundos de bancos estatais. A janela de oportunidade estava lá, não investiram porque é mais fácil esperar que o Estado faça e depois abocanhar o bem público.

Os exemplos são diversos no tempo e no espaço, certamente, o mais famoso é o caso da Petrobrás, que sempre está na mira dos privatistas. Essa empresa pública nasceu em 1953, precisamente pelo interesse do Estado Brasileiro em garantir autonomia na produção de energia para o país. A primeira concessão a particulares para prospecção de petróleo e folhelhos betuminosos no Brasil aconteceu em 1858, quase um século se passou e nenhum avanço significativo para essa atividade nasceu por ações da iniciativa privada. No entanto, desde a criação da Petrobrás e o profundo investimento na área, a empresa despertou a ganância do empresariado parasita brasileiro.

Muito se fala do grande (porém, questionável) avanço da telefonia e atribuem isso à privatização do setor. O que se esconde nesse exemplo, é que o Estado fez um brutal investimento pouco antes da privatização da telefonia, garantindo um ambiente seguro para que empresários extorquissem o povo com tarifas altíssimas e péssimos serviços. No primeiro mês após a privatização, a tarifa de telefone aumentou 17% e hoje, a ampla maioria dos processos em defesa dos direitos do consumidor são contra empresas do setor. Nossa cobertura de internet e sinal de celular é péssima, cara e restrita. Uma das piores do mundo.

A Vale do Rio Doce, além de ser entregue praticamente de graça (com 700 milhões de reais em caixa, diga-se), ainda se tornou uma empresa assassina. O rompimento de duas barragens matou centenas de pessoas e comprometeu a qualidade de vida de outras milhares. Todos esses eventos, obviamente, após a sua privatização em 1998. Além da irrestrita fuga de capitais, a empresa não tem nenhum compromisso com o meio ambiente, com a qualidade de vida das populações diretamente impactadas por suas atividades e não responde judicialmente à altura pelos crimes que cometeu, crimes causados por manipulações de relatórios de inspeções em barragens.

Por fim, temos o apagão elétrico no estado do Amapá. A empresa Isolux, contratada para executar serviços que garantissem o fornecimento de energia elétrica daquela unidade da federação, simplesmente não tinha conhecimento, preparo, nem vontade de cumprir o compromisso firmado. Para piorar, a empresa sequer possuía transformador reserva! A tese de que um raio foi responsável pelo incêndio que destruiu o transformador foi descartada, a polícia civil do Amapá afirma que o fogo começou em uma bucha do transformador.

Não é exagero dizer que seremos privados de tudo! No Amapá, mais de 700 mil pessoas foram privadas de fornecimento de energia elétrica por quase um mês. As famílias vítimas dos crimes da Vale do Rio Doce foram privadas de suas moradias, atividades laborais, e no caso de 291 delas, foram privadas do direito máximo de qualquer ser humano: o direito à vida! O setor privado não tem outro interesse que não o lucro, e para alcançar seus objetivos sacrifica sonhos, esperanças, economias locais, meio ambiente, culturas, futuros e vidas.

Toda corrupção que existe nas estatais está intimamente ligada às pressões econômicas que a iniciativa privada exerce sobre funcionários públicos, que na maior parte das vezes, não são de carreira, mas sim que foram indicados por políticos que tiveram suas campanhas financiadas por grandes empresas. A resposta para evitar tais práticas não é a entrega do bem público para aqueles que já concentram riqueza e deixam o Brasil com a marca de uma das maiores desigualdades sociais do planeta. Ao contrário, é dando maior transparência e garantindo mais participação da sociedade que as pressões do mercado financeiro não serão capazes de corroer a execução dos serviços pela administração pública.

É bom também lembrar, que não queremos apenas a garantia de que empresas públicas permaneçam públicas, não defendemos o capitalismo de Estado. A nossa luta é para garantir que a classe trabalhadora administre coletivamente as atividades produtivas. O controle social das empresas já existe, e é exercido por uma elite econômica que atende exclusivamente seus próprios interesses, por isso é importante que o controle social das empresas públicas seja exercido pelos trabalhadores e trabalhadoras.

Mesmo com o desastroso histórico da política de privatizações, ou melhor, projeto de entrega das riquezas nacionais para a iniciativa privada, o governo pretende estender as privatizações a empresas essenciais como Correios e Eletrobrás. O resultado será um desastre e a experiência nos permite fazer essa afirmação.

Se a máquina privatista continuar esmagando os direitos do povo brasileiro, o que hoje vive o Amapá será experimentado por todo o Brasil, que na verdade não é bem uma novidade, já que no governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso os apagões elétricos eram constantes por todo o território brasileiro. E quem vai pagar essa conta? O povo brasileiro! Podemos fazer uso das célebres palavras de Celso Furtado para definir o modelo de privatizações no Brasil, é um impiedoso sistema de “Privatização dos lucros e socialização dos prejuízos”.

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ONU denuncia “violações graves dos direitos humanos” durante protestos no Chile

Alto Comissariado para os Direitos Humanos, chefiado pela ex-presidenta Michelle Bachelet, recebeu relatos de execuções simuladas

Policiais prendem manifestante durante um protesto contra o Governo do Chile em Santiago, dia 14 de novembro.
Policiais prendem manifestante durante um protesto contra o Governo do Chile em Santiago, dia 14 de novembro. GORAN 
  • Manifestantes suben al monumento al general Baquedano durante el octavo día de protestas contra el gobierno del presidente Sebastián Piñera el 25 de octubre de 2019 en Santiago, Chile.
  • Protestas en Santiago de Chile contra la política de Sebastián Piñera, el martes, 29 de octubre.
  • Una protesta en Santiago de Chile.

Por outro lado, o relatório reconhece que o Governo chileno cooperou, sustentou um “diálogo franco” e entregou “amplas informações”, facilitando o “acesso rápido e sem entraves” aos locais de detenção. No entanto, o ACNUDH denunciou que tanto os Carabineiros (polícia), como o Exército não aderiram às normas e padrões internacionais sobre o uso da força. O relatório afirma que das 26 investigações do Ministério Público por mortes ocorridas no contexto das manifestações no Chile, quatro casos se devem a ações que envolvem agentes estatais. Romario Veloz Cortés pertence a esse grupo: cidadão equatoriano de 26 anos, faleceu em La Serena, cerca de 500 quilômetros ao norte do Santiago, devido a disparos com munição letal feitos por pessoal militar, um fato que está sendo investigado. “Busco justiça… justiça para todos os que morreram”, afirmou sua mãe, segundo o relatório do ACNUDH.

As Nações Unidas apontam a grande quantidade de pessoas lesionadas durante os protestos, incluindo os feridos nos olhos pelo uso de balas de borracha. “O ACNUDH considera que o número alarmantemente alto de pessoas com lesões nos olhos ou no rosto (aproximadamente 350) mostra que há razões fundadas para acreditar que as armas menos letais foram usadas de maneira indiscriminada”, afirma o Alto Comissariado, acrescentando que, embora o uso das balas de borracha estivesse suspenso enquanto sua composição exata é determinada – elas continham apenas 20% de borracha, segundo dois estudos acadêmicos –, “esta ordem não foi completamente implementada”.

O organismo internacional menciona o caso de Gustavo Gatica, o estudante de 21 anos que em 8 de novembro foi ferido em ambos os olhos por disparos dos Carabineiros e perdeu totalmente a visão. “As autoridades tinham informação sobre o alcance das lesões causadas neste contexto desde em 22 de outubro. Entretanto, as medidas tomadas não foram imediatas e efetivas”, afirma o departamento liderado por Bachelet – que foi também a primeira mulher a ocupar o ministério da Defesa no Chile, durante o mandato de Ricardo Lagos (2000-2006).

Torturas e maus tratos

O ACNUDH dedica um espaço do seu relatório de 35 páginas à “tortura e maus tratos”, dos quais afirma ter reunido 133 casos. Em 28 de novembro, o Ministério Público tinha iniciado 44 investigações nesta linha. Na maioria, diz o escritório da ONU, “os supostos autores são membros de Carabineiros”. O relatório enumera as formas mais comuns que teriam sido empregadas: socos fortes, chutes, coronhadas e golpes de cassetete, frequentemente realizados por vários agentes ao mesmo tempo. “O ACNUDH também recebeu informação sobre vários casos de pessoas atropeladas por veículos e motocicletas das forças de segurança” e detalha relatos que denunciam “tortura psicológica como ameaças de morte, ameaças de fazer a pessoa ‘desaparecer’, ameaças de estupro, surras em familiares e amigos na frente da pessoa e ameaças de agressão contra os familiares”.

O organismo liderado por Bachelet recebeu “relatos isolados” de execuções simuladas por parte dos Carabineros e das forças militares, como a descrita por um chileno de 28 anos. “O Exército me jogou no chão, senti golpes com a coronha de uma arma na minha cabeça e na coluna vertebral. Quando entramos no veículo militar, eles continuavam nos batendo e disseram: ‘Levemos [os detidos] ao quartel e vejamos o quanto eles aguentam com a eletricidade’. Suplicamos que nos deixassem ir embora. Nos tiraram [do veículo] na escuridão, e pude reconhecer que estávamos na parte de trás do cemitério. Havia uns 12 soldados atrás de nós, que carregaram suas armas. Nos fizeram gritar ‘perdoe-me, Chile’. Nesse momento, pensei que atirariam em nós. Choramos, demos as mãos e nos despedimos.”

Sobre violência sexual – reportada antes pelo HRW –, o ACNUDH reuniu 24 casos, que incluem “estupro, ameaças de estupro, tratamento degradante (como ser obrigado a se despir), comentários homofóbicos ou misóginos, golpes e atos que causam dor nos genitais e manuseios”.

As Nações Unidas incluem o relato de Carla, de 16 anos: “Foi detida pelos Carabineros em Viña del Mar com seu pai em 5 de novembro. No momento da detenção, seu pai avisou os Carabineros que ela tinha uma deficiência psicossocial. Ela disse ter sido forçada a mostrar os seios, ter sido assediada fisicamente com um bastão/cassetete e ter sido ameaçada de que seria desaparecida.”

Com base nos dados do Ministério da Justiça, o ACNUDH estima que, entre 19 de outubro e 6 de dezembro, houve 28.210 pessoas detidas, das quais 1.615 permanecem em prisão preventiva. Ao se referir a casos de detenções ilegais ou arbitrárias, o organismo detalha o relato de Jacinto, de 20 anos: “Informou ter sido detido por uma camionete vermelha às 5:00 da manhã; colocaram um capuz em sua cabeça e o levaram a um edifício onde teria sido interrogado, ameaçado e torturado. Segundo os relatos, inseriram agulhas debaixo de suas unhas e lhe pediram que dissesse ‘tudo o que sabia sobre os protestos’.”

O ACNUDH mencionou a destruição da infraestrutura pública e privada no contexto da explosão social e entrevistou policiais feridos durante os protestos, que, de acordo com o Ministério do Interior, chegam a 2.705 efetivos. Também fez 21 recomendações ao Estado chileno, incluindo uma série de medidas relativas aos Carabineros, como “estabelecer um mecanismo para coletar, sistematizar e difundir as informações sobre violações dos direitos humanos” e assegurar que o processo de elaboração de uma nova Constituição seja inclusivo, participativo e transparente, “inclusive garantindo a paridade de gênero – 50% homens e 50% mulheres – durante o processo e a participação de povos indígenas”. “Os direitos humanos devem estar no centro deste debate nacional”, concluiu o organismo liderado por Bachelet em Genebra.

Globalismo,Mundo,História,Economia,Blog do Mesquita

Somos globalistas? Vamos examinar o pacote.

¹Nos discursos presidenciais na Assembleia da ONU em NYC, ouviu-se o slogan nacionalista (parecia anos 50) com Trump reiterando que sua política é “América First” e Bolsonaro grunhindo “A Amazônia é nossa”.

Pelo menos nos anos 50 o nacional-desenvolvimentismo fazia algum sentido, e pasmem era a contraparte do suposto “imperialismo ianque”. Era ainda anti-imperialista, nos anos seguintes, o mantra dos militares “integrar para não entregar”. A Amazônia era vista como vazio geográfico na iminência de ser tomado dos brasileiros. Naqueles anos, tais aventuras tiveram seu apelo e houve quem embarcasse à direita e à esquerda.

Hoje, tanto Donald Trump quanto Bolsonaro parecem – no curto prazo – leões que rugem em reinados despedaçados. O primeiro tenta com bazófias segurar um ciclo econômico de fôlego e data de validade prestes a vencer. Há quase unanimidade entre especialistas no prognóstico de que a América do Norte caminha para uma recessão.

O segundo, o nosso Capitão Viva a América, quer fazer caixa já, pagar as contas do dia seguinte e para tanto torra o patrimônio nacional, vendido a preço de banana.

No longo prazo ambos nos parecerão ratos que roeram a roupa do rei de Roma. E com seu nacionalismo populista de direita deixarão triste e malfadada lembrança.

Os dois, Trump e Bolsonaro – apresentam seu nacionalismo falacioso e acusam seus opositores de GLOBALISTAS. Inclui no pacote esquerda e ambientalistas.

Somos globalistas? Acho que não. É pura mistificação.

Vejamos: a globalização se deu via mercados e via doutrina neoliberal nos anos 80. A falência do estado de bem-estar social que predominava na Europa livre e a derrocada do socialismo soviético, fortaleceram o projeto de um capitalismo universal. Quem não se globaliza se trumbica, mais ou menos assim. Nunca foi um projeto da esquerda, muito menos ambientalista.
Globalismo? É mais um “ismo” em que se apoia o discurso do ódio.

Ao contrário, frequentando as várias edições do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, e depois em outras praças, o slogan era “Outro Mundo é Possível”.

Ali como em outros lugares se fizeram presentes os “descontentes da globalização” (assim chamados por J. Stiglitz, ex-economista do Banco Mundial e prêmio Nobel de Economia). Os que sobraram no processo de globalização econômica feita aos trancos e barrancos. O processo foi tão brutal que gerou Davos e os Objetivos do Milênio.

Por isso é risível imputar à esquerda o epíteto de globalista.

No caso dos ambientalistas a mistificação também não se sustenta.

Sabemos desde os anos 70, enquanto comunidade científica, elites dirigentes, governantes ilustrados, tecnocracia competente e mídia informada – que a poluição de rios e oceanos e as mudanças climáticas não respeitam fronteiras. É só lembrar de Chernobyl nos anos 80.

Chuva ácida, radiação, animais migratórios, genes de plantas, vírus e pestes não fazem chek-in nem obedecem a processos aduaneiros. Simple like that!

Há muito tempo sabemos que existem problemas ambientais globais. O Planeta Terra é um só embora as culturas humanas possam ser diferentes.

Temos um encontro inadiável entre a História e a biologia da Terra.

A visão de que devemos construir uma governança global para administrar os problemas que afetam a todos, indistintamente, pode ser tudo menos ideologia de quinta.

Precisamos de lideranças visionárias e responsáveis.

As mudanças climáticas em curso não podem ser tratadas com fanfarronice. Ou com ferramentas políticas do século passado.

Nós ambientalistas falamos de Humanidade, de Civilização, dos direitos das gerações futuras.

Falamos sobretudo de responsabilidade e da preservação da vida.

Globalismo? É mais um “ismo” em que se apoia o discurso do ódio.

Triste ver governantes minúsculos em momento tão grave.
¹Por Samyra Crespo é cientista social, ambientalista e pesquisadora sênior do Museu de Astronomia e Ciências Afins e coordenou durante 20 anos o estudo “O que os Brasileiros pensam do Meio Ambiente”.

Economia,Blog-do-Mesquita,Bancos,Finanças 02

E viva a farofa do capitalismo anárquico.

marxadam-smithblog-do-mesquitaEu só não concordo 100% é com essa estória de direita X esquerda

Esse paradigma, posto e martelado diuturnamente pela “grande mídia” da dicotomia conservadores X liberais, esquerda X direita, já está ultrapassado de há muito.

Os libertários não são liberais. Os libertários defendem os direitos individuais, e a liberdade individual (liberty); e defedem os princípios pregados pelos pais fundadores dos EUA, que criaram a Constituição americana que é toda baseada nas liberdades individuais. Já os globalistas, a maioria sem o saber, defendem essas politicas globalistas que irão culminar com um governo global totalitário. Esse é o objetivo final: uma ditadura global tecnocrata.

O Trumpete, por exemplo, não é direita. E ele nem é republicano também, apesar de ter sido eleito pelo partido.

Ele é libertário (libertarian). A maior parte do eleitorado dele se intitula libertário e patriotas. Libertário é diferente de liberal.

Na verdade, toda a cúpula do partido republicano boicotou a candidatura do Trumpete. Ele se candidadou na marra mesmo contra tudo e contra todos.

Por exemplo; o partido republicano gastou zero dólares no financiamento de ‘advertisement’ na camapanha do Trumpete; e foi a primeira vez que isso aconteceu.

Deem uma olhada no ‘feed’ no Twitter do Paul Watson Eu sempre entro no ‘feed” dele no Twitter. Ele trabalha pro site infowars (ponto com) e tem um site também, o prisonplanet (ponto com).

O cara tem mais de 600mil seguidores no Twitter. Tem mais de 20 milhões de visualizações no Twitter dele por mês. O cara tem mais audiência do que a CNN, ABC, NBC e CBS somados. Hahahaha.

E tem mais; há um punhado de garotos que também estão ganhando popularidade, mas que têm trabalhado nas redes sociais desde os anos 2000. São os “youtubers”.

Agora eles explodiram e tomaram toda a audiência, porque o público está faminto pela verdade, e essa mídia alternativa é que mostra as notícias que realmente importam.

Por isso que eu sempre escrevo que a mídia tradicional morreu, e a audiência está toda na mídia alternativa: zerohedge, infowars, prisonplanet, breitbart, milo yiannopoulos, etc, etc, etc.

Há o Milo que é o editor do breitbart. E ele é homosexual, e ai não dá nem pros esquerdopatas o chamarem de homofóbico.

Há uma entrevista recente dele para a BBC que ele destruiu o entrevistador.

O Paul Joseph Watson foi convidado também para uma entrevista na BBC, porque ele teve uma influência enorme nas eleições, mas ele rejeitou.
Disse que não iria e mandou a BBC &%*$&/#.

Literatura,Poesia,Cultura,Filosofia,Frases,Blog do Mesquita (9)

Oito Afirmações Marxistas Que Podem Te Surpreender

Críticos de Marx costumam não entender o grande pensador socialista. Estamos aqui para acertar as contas.

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“Trabalhadores do mundo, uni-vos!” – foto por lackingclass

Há muitas formas de se interpretar Marx. Muitas delas legítimas. Porém muitas delas buscam dispensá-lo invocando retórica anticomunista. Elas zombam dele como um determinista econômico estéril ou detonam suas análises e previsões como horripilantemente errôneas.

Marx nem sempre estava certo (quem está?). Mas ele estava certo ou afirmava coisas defensáveis com mais frequência do que a maioria das pessoas percebem. E por isso ele continua relevante.

Então, com o objetivo de refutar algumas das representações mais superficiais do grande pensador socialista, aqui estão oito afirmações que deveriam ser incluídas em qualquer interpretação respeitável de Marx ou do Marxismo.

1. Marx não dispensava simplesmente o capitalismo. Ele ficou impressionado por ele. Ele argumentou que é o sistema mais produtivo que o mundo jamais viu.

“A burguesia, em seu reino de apenas cem anos, criou forças produtivas mais massivas e mais colossais do que todas as gerações passadas juntas. Sujeição das forças da Natureza ao homem, ao maquinário, aplicação de química à indústria e à agricultura, navegação à vapor, ferrovias, telégrafos elétricos, desobstrução de continentes inteiros para cultivo, canalização de rios, populações inteiras invocadas do chão – que século anterior tinha sequer um pressentimento de que tais forças produtivas dormiam sobre o colo do trabalho social?”

2. Marx previu com precisão que o capitalismo criaria o que hoje se entende por globalização. Ele assistiu ao capitalismo criando um mercado global onde as nações se tornariam cada vez mais interdependentes.

“A burguesia, através da sua exploração do mercado global, deu um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países. Para o imenso desgosto dos Reacionários, ela tirou de debaixo dos pés da indústria o solo nacional em que ela se encontrava. Todas as velhas indústrias nacionais foram destruídas ou estão sendo destruídas diariamente…

No lugar do antigo isolamento local e nacional e da autossuficiência, temos relações em todas as direções, interdependência universal das nações.”

3. Ao contrário das sociedades passadas, que tinham a tendência de conservar tradições e seus modos de vida, o capitalismo prospera com a invenção de modos de produção novos e alternativos que afetam o nosso viver. As tecnologias mudam nossas vidas a uma velocidade ainda maior. Produtos velhos devem abrir o caminho para produtos novos (e aqueles que os produzem).

Apesar dos capitalistas retratarem isso como algo puramente bom, pode ser algo profundamente inquietante, mesmo que certas mudanças sejam positivas. Podem levar as pessoas a sentirem que seus valores e modos de vida não têm mais lugar no mundo – que estão vivendo como madeira morta. Além disso, o emprego de novas tecnologias e métodos de produção na busca de lucro para poucos pode levar a consequências imprevistas. (Em nosso tempo, sem dúvida Marx indicaria a mudança climática como consequência do capitalismo desenfreado.)

“A burguesia não pode existir sem constantemente revolucionar os instrumentos de produção e, assim, as relações de produção, e com elas todas as relações da sociedade…Revolução constante da produção, perturbação ininterrupta de todas as condições sociais, incerteza e agitação sem fim distinguem a época burguesa de todas as anteriores. Todas as relações fixas e ultracongeladas, com o seu leque de antigos e veneráveis preconceitos e opiniões, são varridas, todas as novas formadas tornam-se antiquadas antes de poderem ossificar. Tudo o que é sólido se desmancha no ar, tudo o que é sagrado é profanado, e o homem é finalmente obrigado a encarar com sentidos sóbrios suas reais condições de vida e suas relações com sua espécie.”

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4. Empresas poderosas, concentrações de riqueza e novos métodos de produção torna cada vez mais difícil para que profissionais independentes e comerciantes de classe média mantenham seu status. Eles acabam com o conjunto de habilidades errado ou trabalhando para empresas que acabaram com seus tipos de negócio. Em outras palavras, Marx antecipou a Walmartificação das sociedades capitalistas.

“Os estratos mais baixos da classe média – os pequenos comerciantes, lojistas e comerciantes aposentados em geral, os artesãos e camponeses – afundam-se gradualmente ao proletariado, em parte porque seu capital diminuto é insuficiente para a escala na qual a Indústria Moderna progride, e são inundados na competição com os grandes capitalistas, e em parte porque sua habilidade especializada é inutilizada por novos meios de produção.”

5. Marx não defendia a abolição de todas as propriedades. Ele não queria que a grande maioria das pessoas tivesse menos bens materiais. Ele não era um utopista anti-materialista. O que ele se opunha era à propriedade privada – as vastas quantidades de riqueza concentrada pertencentes aos capitalistas, a burguesia. Inclusive, no final da passagem abaixo, ele e Engels ironicamente acusam o capitalismo de privas das pessoas de sua “propriedade auto-conquistada”.

“A característica distintiva do comunismo não é a abolição da propriedade em geral, mas a abolição da propriedade burguesa. Mas a propriedade privada burguesa moderna é a expressão final e mais completa do sistema de produção e apropriação de produtos, que é baseado em antagonismos de classe, na exploração dos muitos pelos poucos.

Nesse sentido, a teoria dos comunistas pode ser resumida numa única frase: Abolição da propriedade privada.

Nós comunistas temos sido acusados de desejar abolir o direito de adquirir pessoalmente a propriedade como fruto do trabalho de um homem, cuja propriedade é supostamente a base de toda a liberdade pessoal, atividade e independência.

Propriedade duramente conquistada, adquirida por si, auto-conquistada! Você quer dizer a propriedade do pequeno artesão e do pequeno camponês, uma forma de propriedade que precedeu a forma burguesa? Não há necessidade de abolir isso; o desenvolvimento da indústria já o destruiu em grande parte e segue o destruindo diariamente.”

6. Marx entendia que os seres humanos têm uma inclinação natural a se sentirem conectados aos objetos que eles criaram. Ele chamou isso de “objetificação” do trabalho, com o que ele quis dizer que colocamos algo de nós mesmos em nosso trabalho. Quando um indivíduo não consegue se conectar com a própria criação, quando se sente “externo” a ela, isso resulta em alienação. É como se você fosse esculpir uma estátua e alguém a tirasse de você, e você nunca teve permissão para vê-la ou tocá-la novamente. Marx argumentou que a os trabalhadores estavam em uma posição parecida nas fábricas capitalistas do século XIX.

“O que, então, constitui a alienação do trabalho?

Primeiro, o fato de que o trabalho é externo ao trabalhador, ou seja, não pertence à sua natureza intrínseca; que em sua obra, portanto, ele não afirma a si mesmo, mas nega a si mesmo, não se sente contente, mas infeliz, não desenvolve livremente sua energia física e mental mas mortifica seu corpo e arruína sua mente. O trabalhador, portanto, apenas se sente fora de seu trabalho, e em seu trabalho se sente fora de si mesmo. Ele se sente em casa quando não está trabalhando e, quando está trabalhando, não se sente em casa. Seu trabalho, portanto, não é voluntário, mas coagido; é trabalho forçado.”

7. Marx queria que nos libertássemos da tirania da divisão do trabalho e das longas jornadas de trabalho, que impedem os indivíduos de desenvolver diferentes tipos de capacidades e talentos. Nos tornamos servos de um tipo de atividade e outras dimensões nossas são subdesenvolvidas. Em uma passagem inspiradora que ele escreveu quando jovem, Marx estruturou sua visão da seguinte maneira:

“Pois assim que a distribuição do trabalho ocorre, cada homem tem uma esfera de atividade particular e exclusiva, que é imposta a ele e da qual ele não pode escapar. Ele é um caçador, um pescador, um pastor ou um crítico, e deve permanecer assim se não quiser perder seus meios de subsistência; enquanto na sociedade comunista, onde ninguém tem uma esfera de atividade exclusiva, mas cada uma pode se realizar em qualquer ramo que desejar, a sociedade regula a produção geral e, assim, possibilita que eu faça uma coisa hoje e outra amanhã, para caçar pela manhã , pescar à tarde, criar gado à noite, criticar após o jantar, como eu tenho em mente, sem nunca me tornar caçador, pescador, pastor ou crítico.”

8. Marx não foi um determinista econômico bruto. A forma com que as pessoas pensam e agem importa. Em uma carta escrita por Engels, ele enfatizou a importância da economia mas tentou deixar claro que ele e Marx foram mal interpretados (por culpa deles mesmos, parcialmente).

“Marx e eu somos ​​parcialmente culpados pelo fato de que as pessoas mais jovens às vezes colocam mais ênfase no lado econômico do que é devido a ele. Tivemos que enfatizar o ponto principal em relação aos nossos adversários, que o negaram, e nem sempre tivemos tempo, local ou oportunidade de dar a atenção devida aos outros elementos envolvidos na interação. Mas quando se tratava de apresentar uma seção da história, ou seja, fazer uma aplicação prática, era uma questão diferente e não havia permissão para erros. Infelizmente, porém, acontece com muita frequência que as pessoas pensam que entenderam completamente uma nova teoria e podem aplicá-la sem mais delongas a partir do momento em que assimilaram seus aspectos principais, e mesmo estes nem sempre corretamente. E não posso isentar muitos dos “marxistas” mais recentes dessa censura, pois as besteiras mais surpreendentes também foram produzidas neste último trimestre…”

Mitchell Aboulafia é professor de filosofia no Manhattan College.

Palhaço,Tristeza,Blog do Mesquita

Brasil – Só dói quando eu rio

Miguel Paiva,Blog do Mesquita,Constituição

Art.7º,IV – salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;

Economia,Capitalismo,Blog do Mesquita 01

A poderosa ‘távola redonda’ de megaempresas que quer redefinir a regras do capitalismo americano

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Jamie Dimon, chefe da Business Roundatble e CEO do banco JP Morgan Chase, diz que mudança levará ao sucesso empresarial no longo prazo

Ela é a nata do capitalismo americano e agora quer mudar a maneira de fazer negócios naquele país.

A organização Business Roundtable reúne os presidentes executivos de 181 das maiores corporações dos Estados Unidos – da Amazon à Xerox, passando pelas maiores empresas de varejo (Walmart), tecnologia (Apple), energia (Exxon Mobil), telecomunicações (AT&T), automóveis (Ford), finanças (JP Morgan Chase), entre muitas outras áreas.

Juntas, as companhias têm mais de 15 milhões de funcionários e faturamento anual superior a US$ 7 trilhões.

Na segunda-feira passada (19/8), os líderes dessas empresas divulgaram comunicado em que anunciam uma mudança radical de visão sobre o propósito de suas corporações, rompendo com a política mantida há mais de 20 anos, que privilegiava a maximização dos lucros dos acionistas acima de tudo.

A partir de agora, diz o comunicado, o propósito dessas empresas será ampliado com o objetivo de favorecer também seus funcionários, clientes e as comunidades em que atuam.

Mas a que se deve essa mudança?

Além do lucro

Desde 1978, a Business Roundtable publica declarações sobre os princípios de governança corporativa e, em todos os documentos divulgados desde 1997, respalda o conceito da “primazia do acionista”.

Essa visão se tornou popular na década de 1970, alimentada em grande parte pela doutrina elaborada pelo renomado e controverso economista Milton Friedman, da Universidade de Chicago, que publicou um artigo no jornal americano The New York Times afirmando que “a responsabilidade social de uma empresa é gerar lucro”.

Milton FriedmanDireito de imagem GETTY IMAGES
O economista Milton Friedman dizia que ‘a responsabilidade social da empresa está em gerar lucro’

“Em um sistema de livre comércio e propriedade privada, um executivo corporativo é um funcionário dos donos da empresa. Ele tem uma responsabilidade direta com seus empregadores.”

“Essa responsabilidade significa fazer negócios de acordo com seus desejos, que geralmente se resumem a fazer o máximo de dinheiro possível, respeitando as normas básicas da sociedade, tanto aquelas incorporadas nas leis quanto as entremeadas nos costumes éticos”, escreveu Friedman.

A proposta do economista surgiu em um momento em que as empresas americanas ofereciam planos de aposentadoria generosos aos funcionários e faziam doações importantes para as comunidades, mas os gestores eram criticados por trabalhar mais em benefício próprio do que a favor dos acionistas.

Foi então que houve a guinada que levou à era da “primazia dos acionistas”, na qual a política corporativa se concentra em maximizar os lucros às custas da redução dos benefícios dos empregados, assim como de quaisquer outras “despesas improdutivas”.

Para garantir que essas mudanças ocorressem, as empresas também criaram programas de incentivo, em que o bônus de seus principais executivos depende dos dividendos produzidos pela empresa no curto prazo.

Mas, se os lucros das grandes empresas aumentaram, também reforçaram uma imagem pública negativa.

Protesto contra grandes empresasDireito de imagem GETTY IMAGES
O repúdio às grandes corporações atingiu níveis muito altos após a crise financeira de 2008

“A desconfiança em relação às empresas americanas cresceu a tal ponto que a própria ideia de capitalismo está sendo debatida na cena política”,escreveu Andrew Ross Sorkin, colunista do New York Times, sobre a mudança proposta pela Business Roundtable. “O populismo está sendo acolhido nos dois extremos do espectro político, quer se trate do protecionismo comercial de Donald Trump ou da supremacia da rede de proteção social do senador (e pré-candidato à Presidência dos EUA) Bernie Sanders.”

Ao mesmo tempo, Sorkin destaca suas dúvidas em relação à proposta do Business Roundtable, afirmando que mudar a “supremacia do acionista” é por enquanto apenas uma possibilidade, e não uma certeza.

Aposta no longo prazo

No novo posicionamento sobre o objetivo de suas corporações, a Business Roundtable se compromete com cinco pontos específicos:

– Entregar serviços ou bens de valor aos clientes.

– Investir nos funcionários e recompensá-los de maneira justa.

– Negociar de forma justa e ética com os fornecedores.

– Apoiar as comunidades em que as empresas estão inseridas.

– Gerar rentabilidade de longo prazo para os acionistas.

Jamie Dimon, chefe da Business Roundatble e CEO do banco JP Morgan Chase, destacou que essa guinada está vinculada a uma visão de sustentabilidade no longo prazo.

“O sonho americano está vivo, mas está se desgastando. Os grandes empregadores estão investindo em seus funcionários e em suas comunidades porque sabem que esse é o único caminho para serem bem-sucedidos no longo prazo”.

Mulher ao lado de morador de rua pedindo esmolaDireito de imagem GETTY IMAGES
Apesar de ser uma das grandes potências mundiais, os EUA têm um alto nível de desigualdade

“Esses princípios modernizados refletem o compromisso firme da comunidade empresarial de continuar a impulsionar uma economia que sirva a todos os americanos”, acrescentou por meio de um comunicado à imprensa.

Tricia Griffith, presidente-executiva da seguradora Progressive Corporation, disse que, embora os gestores trabalhem para gerar receita e oferecer lucro aos acionistas, as melhores empresas vão mais além.

“Elas colocam os clientes em primeiro lugar e investem em seus funcionários e comunidades. No fim das contas, essa é a via mais promissora de construir valor no longo prazo”, afirmou.

Promessas ou ações?

A Business Roundtable foi criada em 1972 pela fusão de três diferentes organizações que compartilhavam a crença de que o setor empresarial deveria desempenhar um papel ativo no desenvolvimento de políticas públicas.

Desde então, teve uma participação importante na aprovação e veto de uma série de propostas legislativas.

Em 1975, por exemplo, suas atividades de lobby foram consideradas fundamentais para derrubar uma proposta que buscava reformar as regras antimonopólio para permitir aos procuradores-gerais dos 50 Estados americanos processar empresas em nome dos cidadãos.

Campanha Nafta na década de 1990Direito de imagem GETTY IMAGES
Nos anos 1990, a Business Roundtable fez lobby para a aprovação do acordo de livre comércio com México e Canadá

Em 1982, o grupo se opôs às metas de déficit fiscal propostas pelo governo do então presidente Ronald Reagan. Nos anos 1990, se mobilizou para fazer com que que o governo de George H.W. Bush promovesse o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) com o México e o Canadá.

Nos últimos tempos, a Business Roundtable tem defendido uma reforma migratória que abra as portas e facilite a entrada e permanência não só de mão de obra qualificada, mas também de trabalhadores agrícolas nos Estados Unidos.

A mudança de visão do grupo em relação ao propósito de suas corporações, anunciada nesta semana, foi recebida com certo ceticismo.

“Não acreditamos que seja por benevolência que os CEOs (presidentes-executivos) da Business Roundtable finalmente reconheceram que precisam defender mais do que os interesses dos acionistas”, escreveu Kenneth Roth, diretor-executivo da ONG Human Rights Watch, no Twitter. “Ignorar questões como a cumplicidade a abusos de direitos humanos é um convite a um desastre em termos de relações públicas.”

Outros críticos destacaram que o anúncio é mais uma declaração de intenções do que um plano de ação, por isso é razoável que haja dúvidas em relação a sua real aplicação.

“Não se enganem, não foi a democracia dos acionistas que deu origem a este novo momento de iluminação. A indignação pública levou a isso.”

“Os acionistas – com algumas exceções – não se deixaram convencer até que não tiveram escolha, a não ser entender que essas forças poderiam ter um impacto sobre seus investimentos”, escreveu Ross Sorkin no jornal The New York Times.

Assim, essa mudança na visão dos propósitos corporativos das grandes empresas dos EUA é, por enquanto, uma semente, cujo cultivo não parece garantido.