Fotografia & Arquitetura – A obra dentro da obra

A fotografia tem a fascinante propriedade de ampliar ou relegar para segundo plano aquilo que o olho humano vê, por defeito, à mesma escala. No caso das imagens de Fernando Guerra, a grandiosidade da arquitetura faz contraste com a humildade das figuras que a observam.

Adega Mayor, Campo Maior, Portugal – Arq. Álvaro Siza
Fotografia de Fernando Guerra

Formado em arquitetura, o português Fernando Guerra possui uma sensibilidade muito particular para retratar aquilo que o homem tão bem funde com a Natureza. Esta é, aliás, uma relação crucial na produção de boas imagens – a luz e as condições atmosféricas têm a última palavra num processo que requer paciência. Trata-se de um trabalho de mediação entre a intenção de quem faz disparar a câmara e a imprevisibilidade do que o rodeia.

O que Fernando Guerra e Sérgio Guerra iniciaram em 1999, com a criação do estúdio FG + SG, foi uma autêntica reportagem da arquitetura contemporânea portuguesa em permanente construção – não é por acaso que o site do projeto se intitula “Últimas Reportagens”. Ao todo, produziram já 478 trabalhos onde podem ser vistas as obras de arquitetos de renome como Álvaro Siza Vieira, Carlos Castanheira, Manuel Graça Dias e Egas José Vieira. As fotografias são editadas regularmente em publicações nacionais e internacionais, como as revistas Casabella, Wallpaper*, Dwell, Icon, Domus e A+U.

Fernando guerra fotografia arquitetura
Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil – Arq. Álvaro Siza

“A pessoa que passa, o carro certo ou a nuvem certa são elementos que gosto de adicionar ao que fotografo. Adicionam escala, mas acima de tudo dão-lhe sentido e fazem a ponte para o meu trabalho pessoal que sempre procurou esses elementos”, revelou Fernando Guerra numa entrevista à revista portuguesa da especialidade Arq&Design.

Fernando guerra fotografia arquitetura
Residências assistidas em Alcácer do Sal, Portugal – Arq. Aires Mateus © FG + SG

São esses vultos, essas humildes figuras que tornam o trabalho do fotógrafo português tão distinto, afastando-o de um trabalho reduzido a documento – ou seja, da intenção de dotar a imagem de uma única função: a do realismo.

Fernando guerra fotografia arquitetura
Pavilhão de Portugal Expo Saragoça – Arq. Bak Gordon © FG + SG

Fica ao critério de cada um decidir se, neste contexto, a arquitetura está inserida numa obra maior que é a fotografia ou vice-versa; mas porque é bem mais fácil levar para casa uma fotografia em vez de um museu ou uma fachada de edifício, o estúdio FG+SG já disponibiliza várias das suas imagens para venda e coleção.

Fernando guerra fotografia arquitetura
Capela de Santo Ovídio, Lousada, Portugal – Arq. Álvaro Siza © FG + SG

Mas estas fotografias enquadram também o visitante “en passant”, admirando a inevitável imponência do engenho humano, até porque a arquitetura não tem qualquer significado sem um contexto – ou, dito de outra forma, a arquitetura não tem qualquer significado enquanto não a inserimos num determinado contexto (de resto, o mesmo se passa em todas as vertentes da arte).

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Escola de Música de Lisboa – Arq. João Luís Carrilho da Graça © FG + SG

Claro que convém não esquecer que, neste domínio, a objetiva está ao serviço de um cliente – o arquiteto – e que a visão artística deve aliar-se ao propósito comercial do trabalho

Fernando guerra fotografia arquiteturaa
Museu Paula Rego (Casa das Histórias), Cascais, Portugal – Arq. Eduardo Souto de Moura © FG + SG

Arquitetura – Livrarias

Concluída em 1776 na cidade austríaca de Admont, a maior biblioteca monástica do mundo é um exemplo impressionante da arquitetura barroca européia tardia.

Entre os tesouros em seu salão principal de 90 metros de comprimento, estão sete afrescos no teto, dois relevos maciços e estantes decoradas com 68 bustos dourados de estudiosos. Devido à pandemia, uma versão de realidade virtual deste espaço opulento está agora disponível online, acompanhada de uma apresentação multimídia sobre sua história. Como os passeios físicos da biblioteca, este digital tem uma taxa de inscrição – por 0,99 €, você pode explorar a sala principal e todas as suas passagens secretas, ouvir guias de áudio e folhear uma seleção de livros digitalizados.
#Foto de #JORGE #ROYAN

Os segredos de Notre Dame revelados após incêndio que destruiu a catedral

Catedral de Notre Dame com andaimes após incêndioDireito de imagem GETTY
Notre Dame, a catedral de 850 anos atingida por incêndio há um ano, é um ícone da capital francesa

No dia 15 de abril de 2019, a Catedral de Notre Dame, um dos templos católicos mais famosos do mundo, pegou fogo.

Por horas, a catedral de 850 anos ficou em chamas até o teto e sua torre central icônica desabarem.

“Como todos os nossos compatriotas, estou triste ao ver que esta parte de nós está pegando fogo”, lamentou o presidente Emmanuel Macron na época.

As chamas entristeceram não apenas a França, mas todos que veem esse templo gótico como uma obra-prima da arte e da arquitetura.

Todos os anos, Notre Dame recebia 13 milhões de visitantes.

Lateral da catedral de Notre Dame, em ParisDireito de imagemGETTY
Um ano após incêndio, Notra Dame permanece fechada ao público

Construída entre 1163 e 1345 na Île de la Cité, a Notre Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais góticas e a terceira maior do mundo, depois das de Colônia (Alemanha) e Milão (Itália).

No meio da tragédia, no entanto, uma equipe de cientistas está ao menos tentando tirar algo positivo do carvão e das cinzas.

Em decorrência do incêndio, as áreas da igreja que nunca eram acessadas foram expostas.

Especialistas em estruturas, materiais e produtos químicos, por exemplo, terão acesso a cofres que antes não podiam explorar, disse à BBC News Mundo Aline Magnien, diretora do Laboratório de Pesquisa em Monumentos Históricos (LRMH, por sua sigla em francês) — a entidade do governo francês que lidera a reconstrução de Notre Dame.

Eles também poderão conhecer mais detalhes sobre o sistema de construção usado há mais de 800 anos, além de pedras e metais expostos após as chamas e que até agora não tinham sido analisados.

“Vamos entender melhor como (a catedral) foi construída e também como foi destruída”, diz Magnien.

Bombeiros atuando contra incêndio na catedralDireito de imagemGETTY
A catedral pegou foto durante horas antes que os bombeiros pudessem controlar as chamas

Essa oportunidade inesperada permitirá que os pesquisadores revelem mistérios sobre a origem da catedral, a evolução das mudanças climáticas na região e até o impacto psicológico que o evento causou entre os parisienses.

Quais são essas investigações e quais segredos estão sendo revelados?

As cinzas da “floresta”

Um dos maiores tesouros arquitetônicos consumidos pelo incêndio de Notre Dame foi a chamada “floresta” no telhado da igreja.

Essa “floresta” era uma imensa estrutura de 100 metros de comprimento, 13 de largura e 10 de altura, que formava uma espécie de sótão.

Cerca de 1.300 vigas de madeira foram usadas em sua construção, cada uma proveniente de uma árvore diferente.

Madeiras fixadas umas nas outras formando a florestaDireito de imagemCATEDRAL DE NOTRE DAME DE PARÍS
A floresta era uma estrutura construída com 1.300 vigas de carvalho

Estima-se que algumas dessas árvores tivessem entre 300 e 400 anos.

Parte desse sótão virou cinzas e o outro está carbonizado no chão, mas ainda é um tesouro de informações para os pesquisadores.

Até agora, com a ajuda de robôs, quase mil peças de madeira em estados diferentes de carbonização já foram coletadas e catalogadas.

De acordo com um artigo da revista Nature, as primeiras observações já confirmaram que a “floresta” era feita de carvalhos, mas estudos futuros mostrarão de onde vieram essas árvores. Isso, por sua vez, nos permitirá aprender mais sobre a silvicultura e a atividade econômica na região na Idade Média.

A madeira também funciona como um “arquivo climático”, diz a arqueóloga biomolecular Martine Regert àNature.

Em chamas, torre central começa a despencarDireito de imagemGETTY
A torre central da catedral de Notre Dame despencou durante o incêndio

Com esses dados, os cientistas poderão comparar o clima medieval da região de Paris com o aquecimento causado pela atividade humana que vivenciamos hoje.

Chumbo no ar

O teto da catedral que cobria a “floresta” foi construído no século 19 e tinha uma película protetora feita de chumbo, um material altamente tóxico.

Após o incêndio, surgiram temores entre os parisienses de que o vapor de chumbo se espalharia e poluiria o ar em bairros próximos, onde existem várias escolas.

Em estudos posteriores, os pesquisadores da LRMH concluíram que as chamas não atingiram 1.700° C, que é a temperatura na qual o chumbo evapora. “A análise de oxigênio e carbono nos anéis (dos troncos) nos permite determinar a temperatura e a quantidade de chuva ao longo do tempo”, diz Regert.

A maior parte do chumbo derreteu a uma temperatura mais baixa — cerca de 300°C — e escorreu por canaletas, formando estalactites que agora são vistas penduradas nos cofres, disse Aurélia Azéma, química metalúrgica do LRMH, à revista Science.

Mas Azéma e seus colegas também afirmam que em algumas áreas a temperatura do incêndio passou de 600°C, um ponto em que o chumbo se oxida em uma espécie de aerossol.

“É como se fosse um spray de cabelo”, diz Azéma. Uma nuvem amarela vista sobre a catedral durante o incêndio levou à conclusão de que pelo menos parte do chumbo havia se misturado ao ar.

É isso que os especialistas sabem até agora, mas querem ir além.

Por um lado, eles investigarão se os vazamentos de chumbo no teto da catedral poderiam estar chegando e contaminando as águas do rio Sena, que atravessa Paris.

Foto do rio Sena com a catedral ao fundo, do lado esquerdo, sob o céu lilás e laranja do pôr do solDireito de imagemGETTY
Cientistas investigam se chumbo de Notre Dame está chegando às águas do rio Sena

Eles farão algo semelhante com as amostras encontradas nos bairros próximos, para determinar se esse chumbo vem da catedral ou de outras fontes de contaminação.

O estudo do chumbo de Notre Dame também fornecerá pistas a respeito das minas de onde ele foi extraído.

Para Magnien, a presença de chumbo é um dos maiores desafios que eles enfrentam na restauração de Notre Dame.

“Temos que limpar as paredes e os objetos da catedral antes que possamos reabri-la ao público”, diz Magnien. “É um desafio interessante.”

Impacto emocional

A restauração da catedral não ficou livre de polêmicas.

Notre Dame está intimamente ligada aos sentimentos dos franceses, então houve controvérsias sobre a melhor maneira de reconstruí-la.

Vitral da catedral de Notre Dame conhecido como 'roseta', por ser redondo, com vidros azuis, vermelhos, amarelos, verdes e lilásDireito de imagemGETTY
A catedral de Notre Dame é famosa por seus vitrais

Esse debate técnico altamente carregado de emoções se tornou uma oportunidade para etnólogos e antropólogos estudarem as consequências menos tangíveis do incêndio.

Um grupo de pesquisadores do Instituto Interdisciplinar de Antropologia Contemporânea de Paris (IIAC), por exemplo, recebeu a tarefa de entrevistar turistas, vizinhos, doadores, guias, músicos que tocavam na catedral e membros da igreja para aprender mais sobre o efeito psicológico que o incêndio poderia ter causado. Como a atitude deles em relação à catedral mudou e como eles se organizam para cuidar de seu futuro.

“Notre Dame não é apenas um monumento”, disse Sylvie Sagnes, etnóloga do IIAC, à revista Science. “Depois do incêndio, as pessoas continuam emocionalmente envolvidas”.

Mulher chorando durante incêndio em ParisDireito de imagemGETTY
O incêndio de Notre Dame causou um forte impacto emocional entre nos parisienses

O futuro

Os planos do governo e da LRMH era para reabrir Notre Dame em 2021. Mas esses planos foram mudados desde a chegada da pandemia do coronavírus.

Seguindo as medidas preventivas, o trabalho foi suspenso.

“Não sabemos quando voltaremos”, diz Magnien.

Isso, no entanto, não diminui o entusiasmo dos pesquisadores, que acreditam que, ao final do trabalho de reconstrução, a igreja poderá ficar mais bonita e imponente do que antes do incêndio.

Ao limpar o chumbo, por exemplo, eles também removeriam a sujeira causada por anos de poluição de carros e de visitas das pessoas.

Imagem da torre agulha em Notre Dame, antes do incêndio, sob a luz amarelada do pôr do solDireito de imagemGETTY
Ainda não há certeza de como a torre central da catedral será reconstruída

Nenhuma das pinturas foi danificada, mas, segundo Magnien, elas serão limpas e restauradas, assim como seus famosos vitrais.

Sobre o futuro da torre, que entrou em colapso no incêndio, há incerteza.

“Ainda não sabemos (o que acontecerá com a agulha)”, diz Magnien. “Tudo dependerá das opções de restauração.”

Magnien, no entanto, é otimista.

“Notre Dame será tão bonita quanto antes, talvez mais!”, Diz ele. “Será mais limpa e brilhante.”

Arquitetura: 10 residências extraordiárias

De um refúgio modernista no deserto a um alojamento de relva camuflado: a diversidade de algumas das residências mais inspiradoras do mundo.

Graham House, CanadáSituada em um penhasco, a casa de Graham desceu a encosta em quatro níveis (Crédito: Ezra Stoller / Esto, Cortesia da F2 Architecture)

O proeminente arquiteto canadense Arthur Erickson projetou esta casa modernista da costa oeste em um local incrivelmente íngreme em West Vancouver, ao lado do colaborador de longa data Geoffrey Massey. A construção da difícil e áspera face do penhasco foi concluída em 1963, com um projeto de vigas e vidros horizontais que pairavam nas principais áreas de estar, como uma estrutura de vários andares que descia a encosta em quatro níveis, da garagem ao penhasco rochoso sobre o rio. Pacífico.

Cada área se abre para um terraço no andar de baixo, para obter o máximo acesso às vistas deslumbrantes. O falecido Erickson escreveu que: “A casa de Graham lançou minha reputação como arquiteta que você foi quando tinha um site impossível”. Apesar de seu prestígio, infelizmente a casa de Graham foi demolida em 2007.

Desert House, Estados Unidos

O recinto da parede de concreto subverte a abertura do Desert Modernism (Crédito: Jim Jennings Architecture)

O arquiteto Jim Jennings e a escritora Therese Bissell levaram tempo construindo seu elegante refúgio no deserto. Depois de comprar a terra em 1999, uma década se passou antes que o casal passasse algum tempo no refúgio de Palm Springs: “Quando você é seu próprio cliente, pode ser tão exigente quanto quiser”, disse Jennings à Architectural Digest. “E você sabe como tudo será difícil, especialmente quando parecer simples.”

Em vez de se abrir para o exterior, o espaço subverte a tradição do Desert Modernism da caixa de vidro pós-viga, envolvendo a área de estar em uma parede de concreto de 2,4 m de blocos horizontais, apoiando um teto de aço e dois pátios. Do lado de dentro, as vistas dos arredores – palmeiras, montanhas de San Jacinto e céu azul derretido – são emolduradas pelo teto plano flutuante, com saliências que fornecem a sombra necessária.

Edgeland House, Estados UnidosO telhado da relva mantém o edifício quente no inverno e fresco no verão (Crédito: Paul Bardagjy)

Os arquitetos Bercy Chen Studio adotaram uma interpretação moderna da casa dos nativos americanos como modelo para a Edgeland House, cavando 2m no chão, numa tentativa de restaurar a terra de um antigo local de brownfield que havia sido marcado pela indústria em Austin, Texas.

Concluído em 2012, o telhado do gramado e a escavação afundada oferecem privacidade do lado da rua e propriedades isolantes para manter o edifício quente no inverno e fresco no verão. A falta de um corredor de conexão entre os alojamentos e os dormitórios é intencional – incentivando seus proprietários a passar mais tempo fora.

Casa em Itsuura, JapãoA casa de madeira em estilo de casa na árvore está embutida na paisagem inclinada (Crédito: Life Photo Works Osamu Abe)

Esta casa angular de um andar na província de Ibaraki, no Japão, está situada em dois pilares organicamente formados, que permitem que o restante da estrutura seja incorporado na colina. Os interiores são revestidos com madeira da área local e a fachada apresenta ripas em ângulo externas que regulam a temperatura, deixam entrar luz e proporcionam privacidade.

Os espaços de convivência estão na asa mais longa da estrutura, enquanto a asa mais curta tem espaços para dormir. O estilo de vida dos arquitetos Koubou plantou 60 árvores para ajudar a regenerar a área e, com o tempo, espera-se que a habitação se torne mais conectada ao ambiente natural à medida que a madeira assume uma aparência desgastada pelo tempo.

Bakkaflöt 1, Islândia

Bakkaflöt se dissolve na paisagem, deixando apenas o telhado visível (Crédito: Íris Ann)

Logo após se formar na École des Beaux-Arts em Paris 1960, Högna Sigurðardóttir se tornou a primeira mulher a projetar um edifício com capacidade profissional na Islândia. Alguns anos depois, ela projetaria, sem dúvida, um dos maiores edifícios do país na forma de uma simples cabana de relva moderna para uma família em uma rua suburbana ao sul de Reykjavík.

Em 1963, Sigurðardóttir disse à família de seis filhos: “Vou fazer um ninho para você” e, ao incorporar três montes para proteger a casa baixa dos duros elementos islandeses, ela cumpriu sua promessa. A casa é feita de concreto exposto usando técnicas brutalistas, assim como a maioria dos móveis – como o sofá e a banheira – criando uma conexão entre o interior e o exterior.

A casa no penhasco, EspanhaO telhado revestido de zinco tem a aparência de pele escamosa de dragão (Crédito: Jesús Granada)

Ondulando sobre os contornos de uma encosta íngreme de Granada, está uma habitação amplamente enterrada que os arquitetos Pablo Gil e Jaime Bartolomé chamaram de “uma caverna contemporânea gaudíesca”, em homenagem a Anton Gaudì, conhecido como o maior expoente do modernismo catalão. Concluída em 2015, a residência de dois andares usa o resfriamento natural da terra para manter uma temperatura constante de 19,5 ° C.

Coberto com uma concha dupla curva de concreto armado sobre uma armação de metal, seu telhado artesanal de azulejos de zinco e rolando lembra a pele escamosa de um dragão, com sua piscina e vistas emolduradas sobre o mar Mediterrâneo. Os arquitetos declararam: “O teto metálico produz uma ambiguidade estética calculada entre o natural e o artificial, entre a pele de um dragão no chão, quando vista de baixo, e as ondas do mar, quando vistas de cima.”

Casa Dragspel, SuéciaA cabine pode ser ajustada ao seu ambiente, dependendo do clima (Crédito: Christian Richters)

Dragspel significa acordeão em sueco, referenciando as dobras de telhas de cedro vermelho nesta extensão a uma cabine original do final do século 19, localizada na margem do lago Övre Gla. A forma orgânica da casa combina naturalmente com a configuração de reserva natural da Glaskogen e foi projetada para ter um impacto visual mínimo, com as janelas escondidas dentro da estrutura da estrutura.

No devido tempo, a madeira da pele da cabine terá uma aparência cinza, misturando-se à paisagem rochosa e áspera da floresta. Outro truque interessante: durante o verão, a parte frontal da cabine pode ser estendida para um cantilever sobre um riacho, com as janelas abertas para escutar o murmúrio da água, e pode ser recolhida no inverno ou em dias de chuva – ajustando-se ao seu ambiente, dependendo da estação ou número de convidados.

Até Casa, ChileO rugido do mar é constante neste abrigo chileno (Crédito: Sergio Pirrone)

Cortado em uma prateleira profunda em uma paisagem costeira chilena em Navidad, este pequeno abrigo de fim de semana construído para um casal em uma costa de falésias é cercado em três lados pelo rugido Oceano Pacífico. Invisível da estrada, seu terraço em plano aberto é perfeito para relaxar com vistas panorâmicas, enquanto o resto do espaço é para dormir e comer.

Os quartos individuais são seccionados com estantes para proporcionar privacidade, e todo o telhado é um enorme deck aberto que é alcançado pela passarela do penhasco. Se isso não foi suficiente para relaxar, também há um jacuzzi de madeira chamado cuba, onde a água é aquecida pelo fogo.

Kirsch Residence, Estados UnidosAs janelas do gabinete de concreto maximizavam o ganho solar (Crédito: Errol Jay Kirsch Architects)
No subúrbio de Oak Park, Illinois, você pensaria que a casa e o estúdio de Frank Lloyd Wright seriam o destaque – isto é, até você dirigir por esse enorme bunker construído em 1982 por Errol J Kirsch, que se assemelha ao tipo de estrutura mais comumente vista em filmes de ficção científica.

Fechada em concreto, a forma geométrica incomum da residência Kirsch oferece uma sensação de segurança – mas não é tudo: os telhados agudos, a forma de zigurate e as janelas de fenda foram projetados para eficiência energética, inibindo as mudanças de temperatura e as janelas que maximizam o ganho solar.

Casa Malator, País de GalesDentro da colina, uma fachada de vidro em forma de elipse se abre para o mar (Crédito: Architecture UK / Alamy)

Convertido do antigo quartel militar pelos arquitetos de marido e mulher da Future Systems, Jan Kaplický e Amanda Levete, a Malator House – ou a ‘Tellytubby house’, como os locais o apelidaram – é um retiro de férias de dois quartos afundado em uma colina artificial com vista para o litoral de Pembrokeshire.

Construído em 1998 no estilo de casa de terra, seu telhado de madeira compensada é camuflado com grama, tornando-o praticamente invisível. O espaço interno é dividido por vagens de serviço multicoloridas contendo o banheiro e a cozinha, e a sala de estar com um grande sofá e lareira. A única pista de que há habitação dentro da colina é uma janela elíptica, como um olho olhando para o mar.

Muralhas Medievais de Ávila, Espanha

Essas magníficas muralhas da cidade erguem-se das áridas planícies espanholas ensolaradas como algo diretamente de um conto de fadas.

As grandes paredes fortificadas que cercam a cidade medieval de Ávila datam do final do século 11, construídas para defender a população da cidade contra a ameaça dos exércitos mouros. Estendendo-se por 2,4 quilômetros com mais de 80 torres e 9 portões, essas paredes de pedra foram incrivelmente bem preservadas ao longo dos séculos e são consideradas uma das melhores paredes medievais de toda a Europa.

Os séculos 11 e 12 foram tempos turbulentos na Espanha, marcados por uma escalada na guerra de atrito entre o Califado Islâmico Almohad do sul da Espanha e o norte do Reino Cristão das Astúrias.

Tratados de paz foram traçados e territórios demarcados, mas as tensões entre as duas potências regionais inevitavelmente aumentariam em toda a Península Ibérica e explodiriam em violência.

Durante séculos, a província de Ávila era uma espécie de zona-tampão e a terra de ninguém entre as duas regiões, chamada “Desierto del Duero” (“Deserto do Douro”), e sempre que surgia conflito entre os dois poderes, a área se tornava um campo de batalha.

Mas no século 11, a terra de ninguém estava se tornando repovoada, à medida que os reinos cristãos avançavam mais para o sul e começavam a reassentar áreas que haviam sido abandonadas há muito tempo devido a conflitos. Essa população florescente enfrentava uma ameaça constante de ataque e cerco, e assim fortificações gigantes foram construídas envolvendo a cidade.

Cerca de 900 anos depois, essas magníficas muralhas parecem muito com a Idade Média e continuam a definir a cidade de Ávila.

Arquitetura – Centro Cultural Islâmico em Medina

WAFAI-architecture
Um centro cultural islâmico projetado com o foco em capturar a premissão de uma mesquita central como marca, criando uma atmosfera aberta e inclusiva, que está convendo a adoradores e à comunidade em grande.

Além disso, um centro para várias atividades culturais / sociais e, não apenas um espaço para adoração, mas também um centro de integração e acima de todo um espaço de diálogos construtivos culturais.
Como históricamente, as mesquitas costumavam ser espaços para fins educacionais para crianças durante o dia (fora do horário de oração), onde aprendiam a escrever e a ler, e um fórum para discutir assuntos culturais / sociais à noite, um espaço onde as pessoas a sociedade reúne quase cada evento.
Levando em consideração a vida moderna em que vivemos e a necessidade de trocar e compartilhar nossos valores culturais, este centro será para todos na sociedade não importa qual a religião que significa.

O conceito do projeto começa a partir de uma entrada generosa e espaçosa, um local de reunião atua como espaço público urbano envolvendo, que imersionará os visitantes virtualmente em um espaço de reflexão, uma zona de buffer entre o mundo século e plaza, ao circular pela parede das cachoeiras, com seu ruído gentil ajudará a reflexão e o processo de meditação.

O arranjo espacial consiste em um grande salão de oração na parte central do centro cultural, cercado por espaços multifuncionais, o salão de oração e os espaços multifuncionais, separados por uma galeria que circunda o salão de oração como um anel e possui transição sem emenda com a plaza de água.

Este arranjo recorda a simplicidade da casa do século 7 do profetas Muhammad em Medina / ksa, que considerada a primeira Mesquita da história.

Este layout reflete a Mesquita como um espaço multi-funcional para a comunidade socializar.

A estrutura do telhado se leva com forma para formar uma duna que recorda a código tradicional, se torna o único elemento arquitetônico visível do exterior, é feito em centenas de módulos cúbicos que permite filmar na sala de oração.

É uma reminiscência de uma sociedade, cada uma delas tem suas próprias opiniões, gostos, abrangência e uma direção, mas todas são uniformes e governadas pelas regras da paz e da humanidade.

Esta abordagem modular torna a instalação expansível ou mesmo, pode ser repetida em outros sites / locais.

O edifício está completamente integrado com a paisagem, e o mundo exterior é deixado por trás como uma navegada através da escada para entrar no centro.