Brasil no G8

Zé Bêdêu, o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira, em Fortaleza, quando desconfia da “bondade” de poderosos, é lacônico: “aí tem!”

Quando tomamos conhecimento de opiniões como a que está reproduzida abaixo, entendemos o que o, aparentemente béocio, fortalezense quer exprimir.

Senão vejamos:
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, – inclui os sete países mais ricos do mundo – , divulgou em setembro passado, que o fosso entre ricos e pobres aumentou em 75% dos integrantes do grupo nos últimos 20 anos.
Adianta ainda que o crescimento econômico verificado nesse período beneficiou mais os ricos que os pobres. Países, como nos EUA, Canadá e Alemanha, a diferença aumentou inclusive entre ricos e a classe média.

“Brasil, bem preparado para a crise, deve entrar no G-7”

Para os maiores bancos do mundo, o Brasil está bem preparado para suportar os trancos que a crise financeira dos Estados Unidos continuará provocando em todo o mundo. Além disso, eles acham que “está mais do que na hora” do G-7, que reune os países mais ricos do mundo, incluir o Brasil como membro permanente desse seu clube fechado.

Em entrevista coletiva aqui em Washington, minutos atrás, Charles Dallara, diretor-gerente do Institute of International Finance (IIF), entidade que reúne os 380 maiores bancos do mundo, afirmou que o Brasil “é um bom exemplo de país que vem fazendo muito para fortalecer a sua capacidade de recuperação”.

– O mercado brasileiro está sendo afetado pela crise americana, como os demais, mas há uma enfática resistência à ela no país. Os seus bancos estão bem capitalizados e são bastante rentáveis. A inflação está sob controle. Por isso não vemos grandes dificuldades para o Brasil enfrentar essa situação – disse Dallara.

Durante a entrevista ele divulgou carta que o IIF enviou esta manhã aos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais que participam do Comitê Monetário e Financeiro Internacional, do Fundo Monetário Internacional, liderado pelos países ricos, afirmando – entre outras coisa – que “já está mais do que na hora de uma adaptação do G-7 para incluir vários países dos mercados emergentes sistematicamente importantes como parceiros permanentes”.

Segundo ele, os novos sócios têm muita contribuição a dar na solução de crises como a atual. Logo em seguida, em conversa comigo, Dallara esclareceu aquela sugestão, dizendo que o G-7 tem de se transformar em G-10 ou talvez G-11 e o Brasil, segundo ele, tem de estar nesse grupo:

– Brasil, China e Índia têm de ser admitidos imediatamente no G-7. Talvez possamos incluir também a Coréia do Sul. É uma vergonha que o G-7 ainda não tenha acordado para essa necessidade. É preciso fazer isso, e fazê-lo imediatamente! – afirmou Dallara.

Do O GloboJosé Meirelles Passos

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e designer gráfico e digital.

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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