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Bispo brasileiro troca a Teologia da Libertação pela Teologia da Inseminação e apóia Lugo, o fornicador de batina

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Dom Tomás Balduino, bispo emérito de Goiás, é presidente da CPT (Comissão Pastoral da Terra). A CPT segue os ensinamentos da Escatologia da Libertação e é parceira do MST em alguns de seus crimes – além de apoiar todos os outros. A versão rural da Escatologia da Libertação é o que já batizei aqui de “Teologia Babuínica” – com todo respeito àqueles nossos parentes que têm a cara feia e o traseiro colorido.

Pois bem. Balduíno teve a coragem de enviar uma carta de solidariedade ao grande “pai” do Paraguai, o presidente rompedor Fernando Lugo. Assim, como a gente vê, Balduíno troca a Teologia da Libertação dos pobres pela Teologia da Inseminação (como disse um leitor) das “pobras”.

Acompanho política há um bom tempo. Lembro-me de poucos picaretas da estirpe deste tal Lugo. Ontem, como viram, distorceu o sentido de uma frase de Terêncio – “Sou homem: nada do que é humano me é estranho” – para tentar justificar as próprias imposturas. O dramaturgo e poeta latino nos deu um emblema de tolerância com as diferenças, não uma licença para a amoralidade. Mais: Lugo mergulhou fundo na canalhice: “pessoa humana imperfeita, resultado de processos históricos, perfil da minha cultura, assumirei com todas as responsabilidades as situações que me concernem”. Essa glossolalia quer dizer que o ex-bispo fornicador considera que todo o Paraguai – quiçá as “veias abertas” da América Latina… – é responsável por aquilo que ele faz com o seu bigolim, com a sua minhoquinha descuidada. Esse cara-de-pau, já coroa, já bispo, fez sexo com uma garota de 16 anos que ele havia crismado – ou que crismou depois… Não sei o que consegue ser pior.

A carta de Balduíno é pura pornografia moral. Elogia Lugo por ter reconhecido o filho (um deles…) e recomenda: “Continue assim, caro Irmão, coerente com a inspiração evangélica, ao testemunhar, com clarividência e humanidade, o inestimável valor do relacionamento entre o homem e a mulher”. Os bispos paraguaios pediram perdão à população do país pelos atos de Lugo – que, afinal de contas, era um deles. Balduíno trata assim a hierarquia católica: “receio que este pedido de perdão não se refira às omissões da Igreja com relação aos poderosos da política e ao sofrimento do povo durante os anos de tirania do governo paraguaio.” E, claro, culpa a “mídia” por tudo – sobra até para a “mídia brasileira”…

Os inimigos que estão fora de nossas fileiras inimigos são. Os que estão dentro são demônios. Balduíno se coloca como inimigo da Igreja e está dentro dela. Como se vê, as sandices do MST e da CPT no Brasil se explicam também pelas palavras de seu pastor. Essa gente corrói a Igreja por dentro. Segue a carta de Balduíno a Lugo, a quem ele abraça com “fraterna amizade” (cuidado com o estômago):

do blog do Reinaldo Azevedo

Caro Amigo Presidente Fernando Lugo,

Acompanhei as notícias que levaram ao conhecimento público o seu relacionamento com uma mulher e o nascimento de um filho. A mídia brasileira repercutiu seguidamente o fato, fazendo coro, de bom grado, com os membros paraguaios do Partido Colorado, destacando-se o congressista Víctor Bogado, que se arvorou em seu juiz e o apedrejou. Chegou até mim também uma parte da comunicação da Conferência Episcopal do Paraguai pedindo “perdão pelos pecados da Igreja” católica, numa implícita referência a você.

Não posso deixar de me manifestar neste seu caso. Sou impelido a isso pela nossa velha amizade, desde os bons tempos de sua participação nos encontros em São Paulo, no grupo ecumênico e latino americano de bispos. Sou impelido sobretudo pelo que eu conheço da sua trajetória, pelo que eu venho acompanhando e refletindo sobre o grande significado de sua providencial subida à Presidência da República do Paraguai, carregado pelo povo pobre do seu País, tornando esta Nação uma das auspiciosas referências do processo de libertação do nosso Continente.

E minha manifestação, depois ter ponderado com alguns irmãos e irmãs, é em primeiro lugar para dar-lhe os parabéns, fazendo eco à declaração do meu amigo e bispo Mons. Mário Melano Medina, seu compatriota, pelo seu ato de “valentia e sinceridade” ao reconhecer a criança. Uno-me também ao bispo metodista emérito Federico Pagura ao expressar-lhe, também em carta aberta, sua solidariedade: “ante tu decisión de hacer públicas tus relaciones com tu compañera, y tu compromisso de assumir plenamente tu responsabilidad de padre”. Continue assim, caro Irmão, coerente com a inspiração evangélica, ao testemunhar, com clarividência e humanidade, o inestimável valor do relacionamento entre o homem e a mulher.

Os bispos paraguaios fizeram um ato público de pedido de perdão. É salutar que a Igreja o faça sempre. É, aliás, o que a liturgia nos propõe todas as vezes que celebramos a Eucaristia. É verdade que não vi o texto completo desta declaração dos bispos, mas pelo discurso que ouvi do Sr. Arcebispo de Assunção no Te Deum” de sua posse como Presidente do Paraguai, receio que este pedido de perdão não se refira às omissões da Igreja com relação aos poderosos da política e ao sofrimento do povo durante os anos de tirania do governo paraguaio.

O risco de uma declaração apressada e ingênua da Igreja é desta declaração se somar com a onda da mídia e com o bloco de forças da elite de oposição que, ficam sempre à espreita de qualquer chance de desestabilização do seu governo, mesmo sob a capa do moralismo mais hipócrita.

Dou-lhe também os parabéns sobretudo porque o vejo disposto a continuar sua caminhada de luta com seu povo e a enfrentar as dificuldades atuais do seu governo, inclusive esta última. Por tudo isso, caro Amigo, receba a minha plena solidariedade.

O Senhor Jesus, que apareceu aos discípulos ressuscitado e chagado, esteja ao seu lado, o acompanhe, o ilumine, o faça sempre forte e corajoso diante destas e de outras dificuldades que certamente advirão na sua caminhada a serviço do seu admirável Povo.

Abraço-o com fraterna amizade.

Goiânia, 18 de abril de 2009

Dom Tomás Balduino
Bispo emérito de Goiás

do blog do Reinaldo Azevedo

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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