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Alimentos,Ambiente & Ecologia,Brasil,Agrotóxicos,Agricultura,Saúde

Oito brasileiros são contaminados por dia por agrotóxicos. domingo, 16 de dezembro de 2018

Confira mais 7 dados assustadores sobre o assunto!
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Já contamos aqui, no The Greenest Post, que o Brasil permite concentração 5 mil vezes maior de agrotóxico na água usada na agricultura do que países da Europa. Mas este está longe de ser o único dado alarmante revelado na publicação Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, da pesquisadora Larissa Mies Bombardi, que trabalha no Laboratório de Geografia Agrária da USP. Quer ver? Confira, abaixo, outras conclusões assustadoras da pesquisa.

1. O PERIGO POR TRÁS DO FEIJÃO E DA SOJA
O limite máximo de resíduos de agrotóxicos permitidos nos alimentos que chegam à mesa do consumidor também é discrepante, se compararmos Brasil e União Europeia. Por aqui, permiti-se concentração 400 vezes maior do inseticida Malationa no feijão que é servido à população e índice 200 vezes maior do herbicida Glifosato na soja.

2. LIBERADOS AQUI, PROIBIDOS LÁ
O Brasil permite o uso de 504 agrotóxicos em suas atividades agrícolas. Destes, 30% já são proibidos na União Europeia. Alguns (pasmem!) não são permitidos por lá há mais de uma década, por conta de seus comprovados danos à saúde dos seres humanos e do meio ambiente. Por aqui, ao contrário, não só são permitidos como estão na lista dos agrotóxicos mais usados.

3. PARA FICAR ESPERTO NO MERCADO
Ainda segundo o estudo, no ranking dos alimentos consumidos no Brasil que possuem maior concentração dos agrotóxicos proibidos na União Européia estão, respectivamente, soja, citrus, milho, café e cana-de-açúcar. Portanto, vale ter o dobro de esforço para evitar seu consumo!

4. LIBERADOS LÁ, MAS MUITO MAIS AQUI
Até quando os agrotóxicos são permitidos também na União Europeia, a concentração dos mesmos nas atividades agrícolas é muito mais permissiva no Brasil. Para ter uma ideia, no caso do Glisofato, por exemplo, que é um dos agrotóxicos mais consumidos por aqui, a União Europeia autoriza o uso de até 2 quilos da substância por hectare agrícola, enquanto o Brasil permite até 9 quilos. Ou seja, 450 vezes mais.

5. AGROTÓXICO NÃO TEM PÚBLICO-ALVO
100% da população está exposta aos malefícios dos agrotóxicos. Segundo o estudo, 8 brasileiros são contaminados por dia por essas substâncias. Os trabalhadores rurais, claro, são as principais vítimas, seguidos por pessoas que vivem em regiões próximas às plantações e, na sequência, por consumidores finais. E o mais assustador: para cada caso de contaminação notificado, estima-se que 50 (!) não foram registrados. Ou seja, o número de prejudicados é ainda maior do que conseguimos prever.

6. A SITUAÇÃO SÓ PIORA
Desde 2008, somos o país campeão em uso de agrotóxicos. É isso mesmo: consumimos 20% de todo o agrotóxico comercializado mundialmente, abocanhando o (triste!) título de nação que mais usa esse tipo de substância (comprovadamente!) maléfica à saúde. E, infelizmente, não devemos deixar a liderança desse ranking tão cedo. O estudo mostrou que, nos últimos 15 anos, aumentamos em 194% o uso de agrotóxicos em nossas atividades agrícolas. Isso que é 7×1!

7. O GOVERNO INCENTIVA
Como se não bastasse permitir, o governo brasileiro ainda incentiva o comércio de agrotóxicos. Isso porque empresas produtoras desse tipo de substância têm 60% de desconto no imposto relativo à circulação de mercadorias no Brasil, entre outros benefícios. Ou seja, na contramão dos países europeus, que adotam leis cada vez mais severas para o uso de agrotóxicos na agricultura, colocamos cada vez mais veneno no nosso prato – inclusive para poder aumentar a produtividade e exportar mais alimentos para fora.

Até quando?
Por Débora Spitzcovsky

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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