• mqt_for@hotmail.com
  • Brasil

Afinal, as máquinas vão superar os humanos?

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Temor popular sobre desenvolvimento da inteligência artificial coloca em xeque avanços na área. Para pesquisadores, cenário visto em filmes de ficção científica está longe de se tornar real

Robô da companhia sul-coreana Robotis chama a atenção de visitantes da Mobile World Congress, em Barcelona | Lluis Gene/AFP

Robô da companhia sul-coreana Robotis chama a atenção de visitantes da Mobile World Congress, em Barcelona Lluis Gene/AFP

Robôs enviados do futuro para exterminar pessoas, androides dotados de emoções e que se rebelam contra seus criadores, computadores com tendências escravagistas: para muitos filmes, livros e games, a supremacia das máquinas sobre os humanos é apenas uma questão de tempo.
O que poderia ser encarado como mera ficção, no entanto, tem despertado temores bastante reais, conforme pesquisas com inteligência artificial avançam e sistemas cada vez mais inteligentes chegam ao mercado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A apreensão popular com o desenvolvimento de programas e robôs capazes de assumir tarefas complexas e até substituir trabalhadores humanos não é nova, mas foi dimensionada recentemente por uma pesquisa da Associação Britânica de Ciência (BSA, da sigla em inglês) – veja todos os dados do estudo. Segundo levantamento divulgado pela entidade semana passada, 36% dos mais de 2 mil entrevistados disseram acreditar que a evolução da inteligência artificial representa uma ameaça para o desenvolvimento da humanidade no longo prazo – 49% descartaram a ideia e 15% disseram não poder opinar a respeito.

Quase metade das pessoas ouvidas (46%) também se disse contrária à possibilidade de que robôs ou programas sejam “equipados” com emoções ou personalidade. E, questionados sobre como se sentiam em relação aos avanços em inteligência artificial, a maioria dos entrevistados citou que estava “cética” ou “desconfiada”.

Em nota, o presidente da BSA, David Willetts, afirma que não é “surpresa que tantas pessoas estejam apreensivas sobre o futuro quando falamos de inteligência artificial”. Para o cientista, a pesquisa mostra que esses temores precisam ser ouvidos e que o público também precisa ser envolvido nos debates sobre o futuro desta tecnologia – até mesmo para que velhos mitos e medos infundados sejam deixados para trás.

“A inovação é geralmente assustadora. Mas é importante lembrar que a economia e o mundo estão em constante mudança e adaptação. A evolução de uma tecnologia como essa (a inteligência artificial) é simplesmente a próxima invenção a que nos ajustaremos, e somos infinitamente capazes de fazer isso”, escreve Willetts.

Avanço superestimado

Para muitos pesquisadores da área, acreditar que robôs criarão consciência e poderão, num futuro próximo, tomar decisões por conta própria, a ponto de imagens vistas em filmes se tornarem reais, é superestimar os projetos desenvolvidos hoje com inteligência artificial.

A percepção de quem acompanha as pesquisas de perto é que sistemas e máquinas inteligentes se tornarão cada vez mais comuns e presentes em diversas áreas, tanto nas indústrias quanto em aplicativos e celulares – assistentes virtuais como a Siri (Apple) e Cortana (Microsoft) já dão uma mostra do potencial uso para consumidores. Computadores com processadores tão potentes quanto um cérebro humano e capazes de emular sentimentos, no entanto, ainda não estão nos planos.

“Essa preocupação com uma dominação das máquinas é especulação e está mais no campo da ficção científica. Hoje, não é possível enxergar nas técnicas e metodologias de inteligência artificial nada que permita que máquinas algum dia criem consciência, tomem decisões por si só ou comecem a aprender de maneira desenfreada”, relata o professor da Fiap e doutor em Robótica Móvel Antonio Selvatici , que também é pesquisador na área de internet das coisas.

“O que estamos vendo agora é a inteligência artificial sair um pouco da mão dos cientistas para as mãos de engenheiros, que fazem com que esse conhecimento seja aplicado em produtos. O movimento de grandes empresas, como o Google, comprando startups e empresas menores de inteligência artificial é uma mostra disso”, completa Selvatici.

COM O PÉ ATRÁS

Pesquisa da Associação Britânica de Ciência (BSA) mostra que muitas pessoas ainda não estão nada confortáveis ou empolgadas com os recentes avanços da inteligência artificial. Confira como os entrevistados reagiram às questões levantadas pela instituição:

Você concorda com a afirmação de que o desenvolvimento da inteligência artificial representa uma ameaça para a sobrevivência da humanidade no longo prazo?

Como você se sente em relação ao desenvolvimento da inteligência artificial?


É possível confiar em programas e robôs para assumirem as tarefas abaixo no futuro?

Você acha que o uso de programas e robôs com inteligência artificial irá aumentar ou diminuir o número de empregos disponíveis para os humanos nos próximos 10 anos? (%)

Você apoia ou rejeita a ideia de robôs e programas passarem a ter emoções e personalidade? (%)

Fonte: BSA. Metodologia: a pesquisa foi feita de forma online durante o mês de fevereiro e ouviu 2.019 britânicos adultos. Infografia: Gazeta do Povo.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

Gostou? Deixe um comentário

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

Mais artigos

Siga-me