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Acidente da Gol. Pilotos do Legacy desligaram o transponder

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“Yo no creo en brujas pero que las hay… las hay”

Os adeptos das teorias conspiratórias, desde o trágico acidente, defendem que os pilotos americanos do avião Legacy que se chocou com o Boing da Gol, haviam desligado o “Transponder”. O desligamento do transponder – aparelho eletrônico existente nos aviões que permite a localização, altitude e velocidade de uma aeronave – evitaria que fosse detectado a possível mudança de rota do Legacy. Com isso o avião poderia sair da rota e verificar se haviam sido reativadas as instalações para testes nucleares brasileiros na Serra do Cachimbo.

Essas instalações, que entre outras coisas tinha um poço com quilômetros de profundidade para detonação de artefatos nucleares – foi desativa pelo então, argh!, Presidente Collor -, tendo ordenado, segundo consta nos informes oficiais da época, que o poço fosse lacrado com concreto.

Sempre, os que temos conhecimentos de aeronáutica, achamos estranho que uma andorinha bata em um urubu e este caia, enquanto a andorinha continue voando. Outro ponto inexplicável, até agora, foi a não observância, por parte dos pilotos americanos do que estava especificado no plano de vôo do Legacy.

Outro fato estranho situa-se no âmbito das relações jurídicas entre os países. O governo americano não tem por hábito, proteger, juridicamente, cidadãos americanos que tenha infringido leis em outros países, ou outras estripulias que estejam fora das relações diplomáticas. Esses cidadãos recebem suporte dos consulados americanos mas o governo, em si, não costuma colocar empecilhos para que os mesmos, quando intimados, retornem ao país no qual respondem a inquéritos. Seja na esfera cívil, seja na penal. Não é o caso dos pilotos do Legacy, que não estão autorizados a voltar ao Brasil para prestarem depoimentos.

Agora, leiam a matéria abaixo.

Pilotos do Legacy desligaram o transponder, conclui FAB
Eliane CantanhêdeFolha de São Paulo

O relatório final da Aeronáutica sobre o acidente entre o Boeing da Gol e o jato Legacy, em 29 de setembro de 2006, com 154 mortos, tem 261 páginas e será apresentado na próxima quarta-feira, esclarecendo a principal e praticamente única dúvida que ainda persistia: o transponder do Legacy foi manuseado de forma errada pelos pilotos e entrou em “stand by” inadvertidamente.

Se estivesse operando normalmente, o equipamento teria evitado o acidente, porque é ele que aciona o TCAS, sistema anti-colisão capaz de desviar o avião de qualquer alvo sólido que esteja à frente, mesmo à revelia dos pilotos.

Seria a última chance de impedir o choque, depois de uma série de erros, desde displicência até falta de comunicação, que o relatório confirma tanto dos pilotos norte-americanos Joe Lepore e Jan Paladino, do Legacy, quanto dos controladores do Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo) em Brasília e em São José dos Campos (SP), de onde o Legacy decolou para seu primeiro vôo.

A investigação, comandada pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), foi detalhada não só em texto, mas numa reconstituição, minuto a minuto, de tudo o que se passou com os dois aviões até que eles se chocassem em pleno ar, sobre a serra do Cachimbo, em Mato Grosso. Todos os ocupantes do Boeing morreram. O Legacy conseguiu pousar.

O trabalho tem mais de duas horas e foi todo feito com base nos dados das caixas-pretas e dos radares em terra. Já foi mostrado para representantes das famílias, que choraram durante a apresentação no Cenipa e ficaram com uma dúvida: quanto tempo seus parentes demoraram para morrer.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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