• mqt_for@hotmail.com
  • Brasil

8 anos depois, radiação em Fukushima ainda coloca pessoas em risco

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Ambiente,Contaminação Nuclear,Meio Ambiente,Radiação,Saúde,Ecologia,Catástrofes

Mesmo oito anos depois do vazamento na usina nuclear de Fukushima, trabalhadores estão expostos à radiação e isso é altamente prejudicial à saúde deles. © Shaun Burnie / Greenpeace

Relatório do Greenpeace mostra que, 8 anos depois do desastre que liberou radiação na cidade japonesa, as pessoas estão expostas à radiação, principalmente os trabalhadores e as crianças.

O governo japonês está enganando os órgãos de direitos humanos da ONU sobre a atual crise nuclear em Fukushima. A informação vem de uma investigação divulgada semana passada pelo Greenpeace Japão. (O estudo Na Linha de Frente do Acidente Nuclear de Fukushima: Trabalhadores e Crianças, em inglês, pode ser acessado neste link)

Mais de 70 mil trabalhadores foram empregados para descontaminar as áreas atingidas pelo vazamento nuclear da usina de Fukushima, em março de 2011. O desastre aconteceu quando o Japão foi atingido por um terremoto seguido de tsunami. Mesmo depois de muito esforço, o relatório mostra que os níveis de radiação estão muito altos nas zonas de exclusão e nas áreas que já estão liberadas para a população. Ele também expõe uma série de violações dos direitos humanos pelo governo japonês, em especial as relativas aos trabalhadores e crianças.

“Uma pessoa comparou aquilo com a escravidão”, disse Minoru Ikeda, que esteve empregado por um tempo na descontaminação e conta sua experiência no relatório. “Eu, que vivi ali, quero que o mundo fique sabendo o que está acontecendo. Quero que o governo do Japão respeite a saúde dos trabalhadores e parem de mandar pessoas para esse tipo de trabalho arriscado e dê suporte aos trabalhadores“, diz.

As principais descobertas do relatório foram:

  • Os níveis de radiação na zona de exclusão e áreas de evacuação são um risco significativo para a população, principalmente para as crianças. Os níveis variam de 5 a mais de 100 vezes o máximo recomendado internacionalmente – e permanecerão assim até o próximo século.
  • Em uma das zonas de exclusão, os níveis médios de radiação foram de 4,0 μSv por hora. É um nível tão altos que se um trabalhador ficasse ali 8 horas diariamente por um ano todo, ele estaria recebendo uma dose equivalente a mais de 100 radiografias de tórax.
  • Todos os 1.584 pontos medidos excederam a meta de descontaminação de longo prazo do governo japonês. Isso inclui as proximidades de uma escola infantil. Em 28% dessas áreas, as crianças estão recebendo doses de radiação até 20 vezes maior do que o recomendado internacionalmente.
  • Observou-se uma exploração dos trabalhadores generalizada. O governo está empregando pessoas em condições de vulnerabilidade, como sem-teto e trabalhadores estrangeiros. Para piorar, não foi feito nenhum treinamento efetivo em relação à proteção contra radiação.

Segundo Kazue Suzuki, porta-voz do Greenpeace Japão, na raiz do desastre nuclear de Fukushima e das violações de direitos humanos está a “perigosa política energética do governo japonês”. “O que a maioria do povo está exigindo é uma transição para a energia renovável. No entanto, o governo está tentando reiniciar reatores nucleares e ao mesmo tempo aumentar drasticamente o número de usinas a carvão, o que leva a mudanças climáticas extremas “, afirmou.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

Gostou? Deixe um comentário

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

Mais artigos

Siga-me