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UNASUL, Adeus! domingo, 22 de abril de 2018

O Brasil, juntamente com os governos da Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru, está empenhado em enfraquecer a UNASUL, a União de Nações Sul-americanas.

 
Os governos desses 6 países pretendem suspender a participação neste bloco regional criado em julho de 2010.
 
A UNASUL é um fator essencial tanto para a integração regional, como para a viabilização de estratégias de soberania e defesa deste continente que é um estratégico fornecedor de energia, água, alimentos, minérios e matérias-primas para o mundo.
 
A entidade, além disso, foi determinante para o encontro de soluções pacíficas e negociadas dos conflitos surgidos entre as nações e mesmo de conflitos políticos internos.
 
O enfraquecimento da UNASUL, neste sentido, é uma escolha que vem em prejuízo da democracia e da paz regional, dos interesses de cada país individualmente e do conjunto da região; mas que beneficia os interesses geopolíticos estrangeiros, em especial dos EUA.
 
Os pretextos apontados para a decisão são frágeis. Ainda não há manifestação formal, porém o que foi divulgado mostra questões que seriam facilmente contornáveis num ambiente de cooperação e, sobretudo, de diálogo diplomático feito com boa fé.
 
Aspectos como a acefalia da Secretaria-Geral e custos de manutenção da entidade não podem ser razões suficientes para implodir um empreendimento de enorme valor geopolítico e geoestratégico para cada país e para a região.
 
Para o Brasil, em particular, o fortalecimento da UNASUL é de relevância ainda maior – o país compartilha fronteira terrestre com 10 das 12 nações sul-americanas [Chile e Equador são as exceções].
 
Por mais expressivas que sejam as diferenças políticas e ideológicas entre os atuais governantes – diferenças que, em menor medida, também se faziam presentes quando da época de fundação do bloco – os interesses estratégicos da região não podem ser prejudicados pelo dogmatismo e preconceito anti-integracionista da direita continental.
 
O governo brasileiro, ilegítimo por ser originário de um golpe de Estado, não tem legitimidade para co-patrocinar este retrocesso em âmbito regional.
 
Além disso, estaria outra vez mais ofendendo a Constituição, cujo espírito integracionista está estampado no Artigo 4º [parágrafo único]:
 
A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”.
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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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