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Tópicos do dia – 16/01/2011

09:20:19
Adolescente inglês pode ser extraditado por pirataria na internet.
O jovem britânico Richard O´Dwyer, de 23 anos, será extraditado para os Estados Unidos, para ser julgado pelo crime de pirataria.

O´Dwyer é o criador do site TVShack, um diretório que oferecia links para diversos vídeos protegidos por direitos autorais.
De acordo com o jornal Daily Mirror, o juiz Quentin Purdy rejeitou os argumentos da defesa de O´Dwyer contra seu pedido de extradição.

Para o advogado do jovem, Ben Cooper, seu ato não é considerado crime na Grã-Bretanha. Cooper alegou também que O´Dwyer não recebera tratamento adequado nos Estados Unidos.

A Justiça americana alega que o jovem lucrou mais de 230 mil dólares em publicidade com o site desde dezembro de 2010. A pena prevista par o crime nos Estados Unidos pode chegar até dez anos.

A mãe de O´Dwyer declarou-se decepcionada com a decisão do magistrado inglês.

09:37:21
Hamas incentiva hackers a declararem guerra eletrônica contra Israel
O movimento islâmico palestino Hamas pediu neste domingo aos hackers que aumentem seus ataques a sites oficiais, comerciais e financeiros de Israel, afirmou um porta-voz da organização em Gaza.
“O Hamas parabeniza as operações para invadir sites israelenses”, disse neste domingo em comunicado o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri.
Os atos de pirataria eletrônica, que se multiplicaram recentemente, “são a abertura de um novo campo de resistência à ocupação e o início de uma guerra virtual contra Israel”, afirmou.
Zuhri pediu “aos povos palestino e árabe para continuarem com a guerra eletrônica e buscarem formas de estimulá-la e desenvolvê-la”.

12:06:46
A pirataria e o consumo do cinismo
A hipocrisia é impressionante. Moralistas, os conheço de variadas matizes, esbravejam contra a corrupção generalizada – o que é pertinente – mas, não abrem a boquirrota indignação contra a corrupção no varejo. O caso mais emblemático é em relação a compra, principalmente, de CDs e DVds piratas. Essas mesmas pessoas que imputam a culpa do esgarçamento social a todos, da Presidente da República ao síndico do prédio, são as mesmas que, cinicamente, justificam o crime de adquirir produtos piratas com a indecente justificativa “O povo brasileiro compra pirataria para fugir dos impostos”.
José Mesquita – Editor 

Pirataria e desigualdade social
Você compra cds, dvds e outros produtos da indústria da pirataria? Ôpa, privataria é outra história (para compreender a privataria, só comprando “o livro maldito”). Você compra ou não compra os “piratas”?

Se compra, acha que está adquirindo algo roubado ou você diferencia o que é “pirataria” do que é “roubo”?
O Informe 2011 do Latinobarômetro faz interessante relação entre democracia, justiça social e hábitos como o de comprar produtos “piratas”.

O estudo revela que 6 em cada 10 latinoamericanos reconhecem que ao longo dos anos seus países lograram assegurar liberdades de expressão, religião, escolha profissional e de participação na política (nos tornamos democráticos, afinal), mas que a falta de certas garantias sociais e econômicas ainda é um abismo. Como se sabe, a péssima distribuição de riquezas é o espinho que mais incomoda na caminhada do continente rumo a um melhor quadro de justiça social.

As desigualdades ferem a alma do povo desta América Mestiça: além da renda, a desigualdade entre homens e mulheres; entre brancos, negros e indígenas; a desigualdade de oportunidades.

A pesquisa – que pode ser lida em www.latinobarometro.org – aponta ainda que maior proteção ao meio ambiente e à propriedade privada são temas na agenda de inquietações do continente. Mas a preocupação maior do povo latino está na falta de proteção contra o crime e a deliquência (queixa maior do que a relacionada a desemprego).

É nesta realidade de desigualdade e no sentimento de injustiça que os analistas do Latinobarômetro encontram explicação para o farto negócio da “pirataria”: os cidadãos buscam recompensas através do que chamam “fraude social”. A compra de produtos “piratas” seria uma destas formas. As outras são evadir impostos, simular doença para faltar ao trabalho e comprar algo sabendo que trata-se de produto roubado.

A maior parte da população latina não crê que produtos piratas e produtos roubados sejam a mesma coisa, e tem muito mais tolerância para com a pirataria. Equador, Bolivia e Brasil são os países onde mais se aceita a pirataria. De toda forma, a pirataria seria uma espécie de “recompensa”, enquanto roubo é roubo.
Geraldinho Vieira/blog do Noblat/O Globo 


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