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Garcia Lorca – Versos na tarde – 26/09/2017

Se as minhas mãos pudessem desfolhar Garcia Lorca¹ Eu pronuncio teu nome nas noites escuras, quando vêm os astros beber na lua e dormem nas ramagens das frondes ocultas. E eu me sinto oco de paixão e de música. Louco relógio que canta mortas horas antigas. Eu pronuncio teu nome, nesta noite escura, e teu […]

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Vinicius de Moraes – Versos na tarde – 13/09/2017

Ternura Vinicius de Moraes ¹ Eu te peço perdão por te amar de repente Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos Das horas que passei à sombra dos teus gestos Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos Das noites que vivi acalentado Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo […]

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Walt Whitman – Versos na tarde – 10/09/2017

Às vezes com a pessoa a quem amo Walt Whitman ¹ Às vezes com a pessoa a quem amo Fico cheio de raiva Por medo de estar só eu dando amor Sem ser retribuído; Agora eu penso que não pode haver amor Sem retribuição, que a paga é certa De uma forma ou de outra. […]

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Greta Benitez – Versos na tarde – 09/09/2017

Paco Rabanne Greta Benitez¹ Longos cílios Longos tangos Loucos vestidos longos Uma loura em um Caravan marrom O que aconteceu comigo? Um carro antigo Um sonho bom. ¹Greta Benitez * Curitiba, PR. – 1971 Tweet

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Lucian Blaga – Versos na tarde – 08/09/2017

A saudade Lucian Blaga ¹ Sedento bebo teu perfume e seguro teu rosto com ambas as mãos, como quem segura na alma um milagre. Queima-nos a proximidade, olhos nos olhos, [ como estamos. E contudo me sussurras: “Tenho tanta saudade [ de ti!” Falas tão misteriosa e desejosa, como se eu [ estivesse exilado em […]

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Gerardo Mello Mourão – Versos na tarde – 07/09/2017

Sibila (Último oráculo) Gerardo Mello Mourão ¹ Perdido nas veredas das palavras tapa os ouvidos – canto sibilino não escuta: olha apenas estes olhos apaga teus sentidos – só nos olhos acharás o caminho; sem meus olhos, somente os meus – redondos neste rosto – morrerás entre ínvios labirintos. Sibila sou – Sibila, a Sâmia, […]

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João Cabral de Melo Neto – Versos na tarde – 27/08/2017

Ode Mineral João Cabral de Melo Neto¹ É mineral o papel onde escrever o verso; o verso que é possível não fazer. São minerais as flores e as plantas, as frutas, os bichos quando em estado de palavra. É mineral a linha do horizonte, nossos nomes, essas coisas feitas de palavras. É mineral, por fim, […]

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Adélia Prado – Versos na tarde – 23/08/2017

Amor Violeta Adélia Prado ¹ O amor me fere é debaixo do braço, de um vão entre as costelas. Atinge meu coração é por esta via inclinada. Eu ponho o amor no pilão com cinza e grão de roxo e soco. Macero ele, faço dele cataplasma e ponho sobre a ferida ¹ Adélia Luzia Prado […]

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JG de Araújo Jorge – Versos na tarde – 14/08/2017

Amor… de mentiras J. G. de Araújo Jorge ¹ I Eram beijos de fogo, eram de lavas, e sabiam a sonhos e ambrosias. Com pensar que a boca com que os dava era a mesma afinal com que mentias? Se eras a mais humilde das escravas em dádivas, anseios, alegrias, – como prever que o […]

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Else Lasker-Schüler – Versos na tarde – 07/08/2017

Uma canção Else Lasker-Schüler ¹ Por detrás dos meus olhos há águas Tenho de as chorar todas. Tenho sempre um desejo de me elevar voando, E de partir com as aves migratórias. Respirar cores com os ventos Nos grandes ares. Oh, como estou triste… O rosto da lua bem o sabe. Por isso, à minha […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde – 13/11/2014

Soberania Manoel de Barros ¹ Naquele dia, no meio do jantar, eu contei que tentara pegar na bunda do vento — mas o rabo do vento escorregava muito e eu não consegui pegar. Eu teria sete anos. A mãe fez um sorriso carinhoso para mim e não disse nada. Meus irmãos deram gaitadas me gozando. […]

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Lope de Vega – Versos na tarde – 31/07/2017

Letra para cantar Lope de Vega¹ Não serem, Lucinda, estrelas as tuas pupilas belas, bem pode ser; mas que em sua claridade não haja alguma deidade, não pode ser. Que a boca celestial não seja o próprio coral, bem pode ser; mas que não exceda a rosa em ser vermelha e cheirosa, não pode ser. […]

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