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Quintino Cunha – Versos na tarde – 15/08/2017

Encontro das Águas Quintino Cunha¹ Vê bem, Maria aqui se cruzam: este É o Rio Negro, aquele é o Solimões. Vê bem como este contra aquele investe, como as saudades com as recordações. Vê como se separam duas águas, Que se querem reunir, mas visualmente; É um coração que quer reunir as mágoas De um […]

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Yeats – Versos na tarde – 12/08/2017

O prazer do difícil Yeats ¹ O prazer do difícil tem secado A seiva em minhas veias. A alegria Espontânea se foi. O fogo esfria No coração. Algo mantém cerceado Meu potro, como se o divino passo Já não lembrasse o Olimpo, a asa, o espaço, Sob o chicote, trêmulo, prostrado, E carregasse pedras. Diabos […]

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Maria Teresa Horta – Versos na tarde – 08/08/2017

Enleio Maria Teresa Horta ¹ Não sei se volteio Se rodopio Se quebro Se tombo nesta queda em que passeio Não sei se a vertigem em que me afundo é este precipício em que me enleio Não sei se cair assim me quebra… Me esmago ou sobrevivo em busca deste anseio. ¹ Maria Teresa Mascarenhas […]

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Agostinho Neto – Versos na tarde – 21/07/2017

Mãos esculturais Agostinho Neto¹ Além deste olhar vencido cheio dos mares negreiros fatigado e das cadeias aterradoras que envolvem lares além do silhuetar mágico das figuras nocturnas após cansaços em outros continentes dentro de África   Além desta África de mosquitos e feitiços sentinelas de almas negras mistério orlado de sorrisos brancos adentro das caridades […]

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António Botto – Versos na tarde – 11/07/20217

Quanto, Quanto me Queres? António Thomaz Botto Quanto, quanto me queres? – perguntaste Numa voz de lamento diluída; E quando nos meus olhos demoraste A luz dos teus senti a luz da vida. Nas tuas mãos as minhas apertaste; Lá fora da luz do Sol já combalida Era um sorriso aberto num contraste Com a […]

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Hannah Arendt – Versos na tarde – 09/07/2017

Cansaço Hannah Arendt¹ Tarde caindo — Um suave lamento soa nos pios dos pássaros que convoquei. Muros cinzentos desmoronam. Minhas próprias mãos encontram-se novamente. O que amei não posso manter. O que me cerca não posso deixar. Tudo declina enquanto cresce a escuridão. Não me domina — deve ser o curso da vida. ¹Johanna Arendt […]

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Florbela Espanca – Versos na tarde – 04/07/2017

Sem remédio Florbela Espanca¹ Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou… Não sabem que passou, um dia, a Dor À minha porta e, nesse dia, entrou. E é desde então que eu sinto este pavor, Este frio que anda em mim, e que gelou O que de […]

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Walt Whitman – Versos na tarde – 26/07/2016

A Base de Toda Metafísica Walt Whitman ¹ E agora, senhores, Uma palavra eu lhes dou para permanecer em suas memórias e mentes, Como base, e fim também, de toda metafísica. (Também, para os alunos, o velho professor, No final de seu curso apinhado.) Tendo estudado o novo e o antigo, os sistemas grego e alemão, […]

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John Keats – Versos na tarde – 11/04/2017

Ode sobre uma urna grega John Keats¹ Tradução: Augusto de Campos I Inviolada noiva de quietude e paz, Filha do tempo lento e da muda harmonia, Silvestre historiadora que em silêncio dás Uma lição floral mais doce que a poesia: Que lenda flor-franjada envolve tua imagem De homens ou divindades, para sempre errantes. Na Arcádia […]

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Paul Valéry – Versos na tarde – 15/03/2017

O SILFO Paul Valéry¹ Entrevisto e esquivo, eu sou esse aroma finado mas vivo que no vento assoma! Entrevisto e incerto, acaso ou talento? Mal se chega perto, concluiu-se o intento! Entrelido e oculto? Que erros, ao arguto, foram prometidos! Entrevisto e alheio lapso nu de um seio entre dois vestidos! ¹Ambroise-Paul-Toussaint-Jules Valéry * Paris, […]

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Fernando Pessoa – Versos na tarde – 23/01/2016

Desertos Fernando Pessoa¹ Grandes são os desertos, e tudo é deserto. Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo. Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes – Desertas porque não passa por elas, senão elas mesmas, Grandes porque de ali […]

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Gerardo Melo Mourão – Versos na tarde – 09/07/2015

E a duração do lírio fora um hálito Gerardo Melo Mourão ¹ E a duração do lírio fora um hálito, o lírio, Geraldino, de cristal, que te floresce sobre a sepultura; o lírio, Telmo, que em teus olhos pálpebras apascentam de pétalas no claustro. E no entanto durara: ao tempo quando a madressilva não temia […]

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