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Memória – Tecnologia

Tecnologia,TV Kuba Komet Alemanha 1960


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Tecnologia e Design: Tablet na cozinha

Sonho de consumo de qualquer “chef” o Digital Cutting Board, criação do designer Jaewan Jeong, pesa os ingredientes, funciona como tábua de corte, contém livro com milhares de receitas, e ensina o passo-a-passa como fazer os quitudes. Achando pouco a maravilha? Pois depois que você lavá-lo ele ainda informa se a lavagem realmente o deixou limpo.


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No Wi-Drive, usuário armazena e acessa seus arquivos a partir do iPad.
Transmissão dos arquivos é feita por meio de conexão sem fio e aplicativo.

lançamento do seu “pen drive para iPad”, um dispositivo focado no aumento da capacidade de memória dos dispositivos Apple. Chamado de Wi-Drive, o aparelho chega ao país por R$ 220 (modelo de 16 GB) e R$ 450 (32 GB).

No Wi-Drive, o usuário pode armazenar seus arquivos e fazer o acesso deles a partir do iPad, do iPhone e de aparelhos Android e do Kindle Fire – apesar de focado nos aparelhos Apple, o acessório não é exclusivo a eles.

“Nós somos focados nos consumidores da Apple, porque sabemos que há outras formas de expansão de memória para aparelhos Android, por exemplo”, explica José Alberto Gervasio, diretor de operações da Kingston Brasil.

A transmissão dos arquivos é feita por meio de conexão sem fio e um aplicativo instalado no aparelho – a distância entre Wi-Drive e smartphone ou tablet deve ser de até 10 metros, informam os executivos da companhia.

Os vídeos, músicas e fotos são transmitidos ao smartphone ou ao tablet por streaming, mas também é possível fazer o download dos arquivos. Segundo a empresa, são até quatro horas de uso contínuo do acessório.

“No lugar de guardar os arquivos na nuvem, você pode guardá-los no Wi-Drive”, explica Gervasio. Segundo ele, em condições ideais, três dispositivos podem acessar o Wi-Drive ao mesmo tempo, mas o aparelho suporta até seis usuários.

Gervasio também conta que uma versão de 64 Gbytes do Wi-Drive está sendo homologada pela Anatel e deve ser lançada no Brasil.
Amanda Demetrio/G1

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Motor F-1 do Apollo 11, em foto dos anos 60 divulgada pela Nasa

O criador e diretor da empresa de vendas online Amazon, Jeff Bezos, disse ter encontrado os motores de propulsão que levaram ao espaço a missão Apollo 11 – a primeira incursão do homem à Lua.

Em seu blog, Bezos diz que uma equipe de cientistas patrocinados por ele achou os cinco motores de propulsão com ajuda de técnicas avançadas de sonar.

Eles estavam 4,3 mil metros abaixo da superfície do oceano Atlântico.

Bezos, que é bilionário, dedica-se à pesquisa de assuntos relacionados a missões espaciais.

Ele disse ter planos para retirar pelo menos um dos motores do fundo do mar, mas não revelou nenhum detalhe sobre como eles foram achados.

Ele também não divulgou como foi comprovado que os equipamentos de fato pertencem à missão Apollo 11.
Muitos equipamentos de missões espaciais do passado estão no fundo do mar, e são difíceis de serem localizados.

Os motores F-1 achados pela equipe de Bezos foram usados no foguete gigante Saturn V, que conduziu o módulo da Apollo 11 da Terra até o espaço. Eles queimaram por algum tempo após o lançamento e depois se desacoplaram do módulo, caindo no Atlântico.

‘Maravilha moderna’
Ao anunciar a descoberta em seu site dedicado ao assunto – o bezosexpeditions.com – o empresário disse que os F-1, usados originalmente em 1969, ainda são uma “maravilha moderna”. Eles tinham potência de 32 milhões de cavalos de potência e consumiam quase três toneladas de combustível por segundo.

“Eu tinha cinco anos de idade quando assisti à Apollo 11 na televisão e, sem nenhuma dúvida, foi uma grande motivação em minhas paixões por ciência, engenharia e exploração”, escreveu Bezos.

“Nós ainda não sabemos em que condições estes motores podem estar – eles atingiram o oceano em alta velocidade e ficaram por mais de 40 anos na água salgada. Por outro lado, eles são feitos de material resistente, então teremos que esperar para ver.”

Nasa
Caso consiga recuperar um dos F-1, Bezos disse que vai pedir permissão da Nasa – que ainda é proprietária dos equipamentos – para expor o material em um museu em Seattle, a sua cidade natal.

Um porta-voz da Nasa disse que a agência espacial americana está muito “animada” com a descoberta, mas que ainda não recebeu nenhuma informação oficial por parte de Jeff Bezos.

Alguns equipamentos das missões da Apollo 11 – como o módulo principal de comando tripulado pelos astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins – estão em exibição permanente no Museu Nacional de Ar e Espaço Smithsonian, em Washington.

O bilionário americano – criador da Amazon, uma das mais bem-sucedidas empresas da Internet – é conhecido por sua paixão por assuntos relacionados à exploração espacial. Em 2000, ele fundou uma empresa de viagem espacial, a Blue Origin, que recebeu financiamento da Nasa para desenvolver voos comerciais à órbita do Planeta.
BBC

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Para a prevista chegada do homem ao Planeta Marte em 20230, a LIQUIFER Systems Group projetou um veículo e uma habitação para os astronautas. O Human Mission To Mars (Missão Humana a Marte) e RAMA – Rover for Advanced Mission Aplications (Veículo para Aplicação de Missões Avançadas). O grupo LIQUIFER Systems, é líder em design de sistemas, e tem interesse em arquitetura espacial, robótica e vida futura. A designer Barbara Imhof, co-fundadora do grupo e arquiteta multipremiada, é o nome mais conhecido dessa empresa.

Barbara se graduou em Arquitetura na Universidade de Artes Aplicadas, em Viena. Possui mestrado da International Space University, em Estrasburgo, e PhD em arquitetura espacial pela Universidade de Tecnologia, em Viena. Barbara Imhof trabalhou em diversos projetos, inclusive como perita em arquitetura espacial, para clientes como a NASA e a Agência Espacial Europeia. A arquiteta dá aulas e publica regularmente nos campos de arquitetura terrestre e espacial.

No 3º capítulo do livro “Musing towards a new genre in [space] architecture“, Barbara diz em um trecho: “O espaço não é determinado por fatores convencionais, físico, estrutural e funcional; porque perdeu seu status material e não é mais possível predefinir seu propósito específico. O resultado é uma tendência a deslocar a atenção de estratégias de ordem do espaço para pontos conectantes e efeitos, ações e eventos.”

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

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Robô ‘chita’ quebra recorde de velocidade

Um robô sem cabeça conhecido como “chita” quebrou um novo recorde de velocidade para robôs com “pernas”, de acordo com os seus criadores.

Os donos do novo robô são cientistas da Agência de Pesquisa Avançada e Projetos da Defesa Americana (Darpa, na sigla em inglês), que é responsável também, entre outras coisas, pela invenção da internet.

A Darpa diz que a máquina de quatro patas atingiu a velocidade de 29 km/h em uma esteira de laboratório.

A maior velocidade para um robô deste tipo até então era de 21 km/h.

Administrada pelo Pentágono, a Darpa financiou a máquina, que foi construída pela empresa Boston Dynamics.

Segundo a agência, o projeto é parte do esforço para criar robôs que possam ajudar soldados em missões de longa distância durante guerras.

“Queremos tirá-la da esteira e colocá-la em campo assim que possível”, disse o diretor-cientista de robótica da Boston Dynamics, Alfred Rizzi, em um comunicado.

Design animal

Os movimentos do robô foram baseados em movimentos de animais velozes como a chita, ou guepardo.

A máquina é projetada para flexionar e estender suas costas para aumentar o alcance de seus passos.

A versão atual da chita mecânica é dependente de uma bomba hidráulica externa, que requer um cientista segurando um tubo para que ele não atrapalhe a corrida.

No entanto, os pesquisadores dizem que um protótipo que corre sem o auxílio da bomba deve sair do papel ainda neste ano.

O protótipo da chita mecânica é movido por uma bomba hidráulica externa

O projeto, que começou em fevereiro de 2011, pretende criar um robô que consiga “ziguezaguear para perseguir e fugir” e que possa fazer uma parada abrupta.

A empresa já criou outros modelos baseados em animais, como o BigDog (Cachorro Grande, em tradução livre), que recicla energia entre um passo e o seguinte, e o Rise, similar a um lagarto, que consegue subir em paredes, árvores e cercas usando pequenas garras em seus pés e uma cauda para ter equilíbrio.
BBC

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Mulher recebe prótese de mandíbula fabricada por impressora 3D

Uma prótese de mandíbula inferior fabricada por uma impressora 3D foi implantada no rosto de uma mulher de 83 anos.
Especialistas envolvidos dizem que esta foi a primeira operação desse tipo já realizada.

A prótese tem juntas articuladas para incentivar a formação de conexões com os músculos

O transplante foi feito em junho último na Holanda, mas só agora foi tornado público. A prótese foi fabricada com pó de titânio aquecido e fundido por um laser, uma camada de cada vez.

A equipe disse que o sucesso da operação abre caminho para a impressão – embora em um futuro distante – de órgãos humanos para transplantes.

A cirurgia foi resultado de estudos realizados no Biomedical Research Institute da Hasselt University, na Bélgica, e o implante foi construído pela empresa belga LayerWise – especializada em manufaturar artefatos de metal.

A paciente que recebeu a prótese tinha desenvolvido uma infecção óssea crônica. Os médicos acreditavam que uma cirurgia de reconstrução seria arriscada por causa da idade da mulher, por isso optaram pela nova tecnologia.

Sob Medida
A prótese, feita sob medida, é complexa. Ela tem juntas articuladas, cavidades para incentivar a formação de conexões com os músculos e sulcos para direcionar o crescimento dos nervos e veias.

Um vez desenhada, no entanto, foram necessárias algumas poucas horas para que fosse impressa.
“Assim que recebemos o desenho digital em 3D, a peça foi dividida automaticamente em camadas bidimensionais, depois enviamos as diferentes partes para a máquina impressora”, disse à BBC Ruben Wauthle, engenheiro de aplicações médicas da LayerWise.

(A máquina) “usou um raio laser para derreter várias camadas finas de pó de titânio para formar a peça”.
“Foram necessárias 33 camadas para construir 1 mm de altura, então você pode imaginar, milhares de camadas foram necessárias para construir essa mandíbula”.

Uma vez completada, a prótese foi coberta com uma camada de biocerâmica. A equipe disse que a cirurgia para conectar a mandíbula à face da paciente demorou quatro horas, um quinto do tempo necessário para uma operação tradicional de reconstrução do osso.

Dentes parafusados
“Pouco depois de acordar da anestesia, a paciente disse algumas palavras. Um dia depois, ela já era capaz de engolir”, disse à BBC Jules Poukens, da Hasselt University, líder da equipe de cirurgiões.
“O novo tratamento é primeiro no mundo porque trata-se do primeiro implante específico para um determinado paciente em que toda a mandíbula inferior é substituída”, explicou.
A paciente voltou para casa após quatro dias.

A nova mandíbula pesa 107g, um terço a mais do que o osso original. Os médicos acreditam, no entanto, que a mulher não terá problemas para se adaptar ao peso maior.
Uma nova cirurgia está marcada para o final do mês, quando a equipe vai retirar peças inseridas em buracos feitos na superfície da prótese com o objetivo de auxiliar a cicatrização.
Durante essa operação, uma ponte com furos será acoplada à prótese. Nela, serão parafusados dentes falsos.

Impressão de órgãos
A equipe disse esperar que técnicas semelhantes se tornem comuns com o passar dos anos.
“As vantagens são que o tempo de cirurgia diminui, porque o implante se encaixa perfeitamente no paciente”, disse Wauthle. “O tempo de hospitalização também diminui e tudo isso reduz os custos médicos.”

“Você pode manufaturar partes que não podem ser criadas usando qualquer outra tecnologia. Por exemplo, você pode imprimir estruturas porosas de titânio que permitem o crescimento do osso internamente e (permitem também) uma fixação melhor do implante, o que lhe dá uma vida mais longa.”

A pesquisa belga sucede um outro projeto, feito no ano passado na Washington State University, nos Estados Unidos.

Nele, engenheiros demonstraram como andaimes de cerâmica criados por impressoras 3D poderiam ser usados para auxiliar o crescimento de tecido ósseo.

Os pesquisadores disseram que experimentos feitos em animais indicam que a técnica poderia ser usada em humanos nas próximas duas décadas.

A fabricante de artefatos de metal LayerWise acredita que os dois projetos demonstram muito superficialmente o imenso potencial médico da impressão em 3D.

Wauthle disse que o objetivo final é imprimir órgãos do corpo humano, prontos para o transplante. Ele advertiu, no entanto, que não estaremos vivos para testemunhar avanços como esses.
“Ainda há grandes problemas biológicos e químicos a ser resolvidos”, disse o médico.

“No momento, usamos o pó de metal para imprimir. Para imprimir tecido orgânico e ossos você precisaria de material orgânico para dar a ‘liga’. Tecnicamente, poderia ser possível – mas ainda falta muito para chegarmos lá.”
BBC

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General Norton Schwartz , comandante da aeronáutica americana, criticou duramente a suspensão da compra dos Super Tucano

Super Tucano da Embraer em manobras sobre o Oceano Atlântico: Força Aérea dos EUA cancelou contrato de compra de 20 aeronaves AFP

O comandante da Força Aérea dos EUA, general Norton Schwartz, criticou nesta quarta-feira duramente a decisão do governo americano de cancelar o contrato para o fornecimento de 20 aviões Super Tucano da Embraer, no valor de US$ 355 milhões, depois de a companhia brasileira, em parceria com a Sierra Nevada, ter vencido uma licitação para o fornecimento de aerovanes de vigilância, que seriam usadas no Afeganistão. Schwartz qualificou o cancelamento, anunciado na terça-feira, de “vergonhoso”, disse que representa um embaraço para a Força Aérea dos EUA e acrescentou estar “profundamente desapontado”.

A licitação foi contestada por uma empresa americana, que recorreu à Justiça. Mas o governo americano alegou que o motivo do cancelamento do contrato se deveu a problemas nos documentos apresentados por Embraer e Sierra Nevada. Contrariado com o argumento, Schwartz disse que “sua reputação institucional corria risco” e acrescentou que seu pessoal vai “ralar” para descobrir o que há de errado na licitação e corrigi-la. E, se não houver nada além de um erro inocente, “haverá um alto preço a pagar”. Em nota divulgada na terça-feira, a empresa brasileira garantiu que a documentação entregue está correta.

Schwartz disse que será “uma profunda decepção” se os fatos mostrarem que a Força Aérea estragou o contrato, e expressou preocupação de que o cancelamento possa atrasar a entrega de uma aeronave vital para o exército afegão. “Uma das coisas com as quais estou mais triste — sem mencionar a vergonha que esse fato traz para nós como Força Aérea — é que estamos deixando nossos parceiros na mão aqui”, disse ele, segundo agências de notícias.

Cancelamento favorece França

O cancelamento do contrato fortalece a França na disputa com americanos e suecos para a venda do novo caça de múltiplo emprego da Força Aérea Brasileira (FAB). Essa é a avaliação interna feita, nesta quarta-feira, por alguns setores do governo que, embora tenham lamentado o episódio nos bastidores, evitaram comentar a decisão, alegando seu caráter puramente comercial.

Por enquanto, não se espera que a Embraer leve o caso a alguma corte internacional. O caminho mais natural, segundo pessoas próximas à empresa, será pressionar o governo brasileiro a entrar na briga e cobrar uma explicação ao governo Obama. Procurada oficialmente, a companhia disse que não faria novos comentários além do que foi informado em nota distribuída na própria terça-feira, na qual disse “lamentar” o cancelamento e que aguardaria os desdobramentos do caso para decidir “os próximos passos”.

Segundo um graduado funcionário do governo, na questão dos caças, há pelo menos dois fatores a favor dos franceses: a maior previsibilidade e a promessa de compra de dez KC-390 produzidos pela indústria brasileira de aeronaves, com valor total estimado em US$ 1,2 bilhão, ou seja, mais do que os US$ 355 milhões perdidos pela Embraer nos EUA.

Ainda não há decisão sobre qual será o fornecedor de 36 caças para a FAB — operação que custará aos cofres públicos algo entre US$ 4 bilhões e US$ 6,5 bilhões. A diretriz escolhida será conhecida este ano, assegurou um técnico envolvido no assunto.

Segundo a fonte, a possível preferência pelo francês Rafale não seria uma retaliação contra os EUA no caso da Embraer. Mas o episódio serve como advertência às próprias autoridades brasileiras de que não é possível confiar plenamente no mercado americano.

Além disso, a posição francesa é reforçada porque o pacote de vantagens em troca da compra inclui a venda do KC-390 — projeto de aeronave para transporte tático/logístico e reabastecimento em voo, previsto para começar a voar a partir de 2014. É também chamado de avião de assalto, capaz de pousar no campo de batalha, introduzindo tropas e carros de combate perto da zona de conflito.

A França oferece o Rafale, produzido pela Dassault, enquanto os EUA tentam emplacar o F-18, da Boeing. Já os suecos têm o Gripan, da Saab.

No governo anterior, o ex-presidente Lula chegou sinalizar, ao receber no Brasil o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que a preferência era pelo Rafale. Dias depois, o governo esclareceu que ainda não havia decisão a respeito.

Um documento interno mostra que os investimentos do Brasil nessa área tendem a despertar cada vez mais a cobiça dos parceiros internacionais. Existe uma projeção de que, em 2025, a FAB terá 1.200 caças de novas gerações para a defesa aérea do país, que atuarão com o apoio de aeronaves de inteligência de combate. Em comparação com os EUA, atualmente aquele país possui cerca de 2.400 aeronaves.

Outro ponto relevante é que, com a transferência da administração de aeroportos civis, o controle aéreo e o transporte de autoridades (à exceção do presidente da República), a FAB terá como função primordial a defesa aérea do país, a partir de 2025. Daí a necessidade de se investir em aeronaves inteligentes de combate.

A venda do Super Tucano para o governo dos EUA era vista como estratégica pela Embraer para ampliar as receitas do seu braço de defesa e segurança, que responde hoje por cerca de 14% do seu faturamento líquido. A vitrine americana poderia abrir espaço para negócios com outros países, como os da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O Globo 

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Tecnologia – Pro dia nascer melhor – 28/01/2012


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A metáfora do Costa Concordia

A tragédia do naufrágio do navio de cruzeiro italiano Costa Concordia, proporcionou o mais monumental ato de covardia de um comandante naval, e também a mais monumental, pública, e exemplar repreensão já ouvida nas ondas do rádio.

Foram quatro minutos de explosiva indignação do comandante dos portos da Ilha de Giglio, capitão De Falco, o que o elevou à condição de herói nacional. A expressão “Vado a bordo cazzo” que significa mais ou menos ‘volte ao navio C@#$%#&O’, está sendo usada pela população italiana como um brado de incentivo para a construção de uma nova Itália. Uma nova era pós Berlusconi.

José Mesquita – Editor


A tragédia na Itália
Por Ulisses Capozzoli
É provável que pouca gente esteja disposta a aceitar que o acidente envolvendo o navio Costa Concordia, junto à ilha de Giglio, na costa italiana, integre um processo de degeneração mais amplo que o considerado à primeira vista.

As pessoas preferem a lógica elementar, ainda que, com frequência, ela se mostre incapaz de iluminar suficientemente os acontecimentos.

É o bastante para demonstrar que a revolução copernicana não se completou.

Quando o Sol nasce, está no horizonte leste. Ao meio-dia, sobre a cabeça de um observador e, no fim da tarde, no horizonte oeste.

O testemunho dos sentidos, a lógica elementar, indica que o Sol gira em torno da Terra, e não o contrário disso.

No caso do Costa Concordia, quem conhece um mínimo de navegação sabe, desde as primeiras informações, que: 1) o navio estava fora de rota; 2) o capitão não estava na ponte de navegação. Ou, se estava, esteve alheio às manobras que eram realizadas; e 3) o capitão Francesco Schettino, de 52 anos, 30 deles no mar, é um grande patife (um “merda”, segundo a classificação de um de seus colegas à imprensa italiana).

O que significa dizer que o comportamento de Schettino – traindo um princípio sagrado aos homens do mar ao abandonar covardemente seu navio – não é um ato isolado, mas uma atitude articulada com o que vem ocorrendo na vida pública italiana? Significa que covardias e fugas às responsabilidades na escala exibida pelo capitão do Costa Concordia integram um ambiente maior e, neste sentido, não há como ignorar o deplorável exemplo dado ao longo dos últimos tempos pelo bufão Silvio Berlusconi, só recentemente apeado do poder. E isso, devido à insustentável situação político-econômica a que a Itália chegou.

O “manto cálido”

Talvez seja necessário recorrer ao pensamento complexo, ou pensamento sistêmico – linha de reflexão conduzida neste momento pelo pensador francês Edgar Morin, ainda que ele não seja o primeiro nem o último a se valer desse percurso – para permitir uma associação inteligível. As coisas do mundo, todas as coisas do mundo, estão intimamente associadas, ainda que, na maior parte das vezes, fora de nossa visão a olho nu. Daí a necessidade de se recorrer ao recurso do pensamento complexo, mesmo para a compreensão do caos, ou aquilo que, em termodinâmica, os físicos chamam de entropia.

Em resumo, o capitão covarde e fanfarrão fez o que fez porque tinha, em alguma instância perceptiva, a ideia de impunidade, de que suas decisões não estavam submetidas à lei. Ainda que neste caso estejamos nos referindo às leis naturais, e não à teia burocrática e repugnante dos tribunais que, no fim da tarde de ontem (18/01), na Itália, haviam concedido a Schettino (para irritação e inconformismo da população) o conforto da prisão domiciliar. A lei natural, aqui, é aquela que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, ou seja, a rocha que estava ali há seguramente milhões de anos e que a rota arbitrária do navio fez com que abrisse em seu casco um rombo de 70 metros de comprimento.

A mídia, ao menos a europeia, e isso deve ser verdade para todo o mundo se for levado em conta o que exibem os telejornais europeus neste momento, faz do trágico e previsível acidente (a se levar em conta o perfil de Schettino) a novela ordinária de sempre. Na edição de segunda-feira (16/01) do jornal espanhol El País, por exemplo, um texto do enviado a Giglio conta a história de um padre que participou do resgate dos tripulantes do navio e se valeu do “manto cálido da Virgem”, guardado na sacristia da sua igreja, para proteger os náufragos que tiritavam de frio. O padre considerou que a “Virgem” não se importaria com o aparente ultraje e o repórter não teve o mínimo pudor em seguir em frente e explorar um veio de sensacionalismo.

O precedente do comandante

É uma cretinice que não chega aos pés do capitão Schettino, verdade seja reconhecida, mas que também não deveria passar despercebida. A mesma coisa pode ser dita da imprensa britânica que, claro, trouxe de volta o fantasma do “Titanic” para uma comparação que não faz qualquer sentido. O “Titanic” chocou-se com um enorme bloco de gelo numa época em que o radar era um recurso do futuro. Schettino conduziu seu barco imprudentemente e deve levá-lo ao fundo do mar, levando em conta as enormes dificuldades de fazer com que flutue, pela arrogância, prepotência e covardia que sempre acompanham gente com o perfil que ele exibe.

Eu estava no mar, do outro lado da Itália, nas águas azuis leitosas da Grécia, quando tive a primeira notícia sobre o “naufrágio” que naquele momento, e até agora, não chega a ser a situação do Costa Concordia. Naquele momento, o navio havia se chocado contra rochas, já que navegava imprudentemente próximo à costa (500 metros contra as 3 milhas, ou quase cinco quilômetros para a cerimônia corporativa e provinciana de exibição aos que estão em terra e que agora deve ser eliminada) e adernara. Mas não era o que se pode classificar de “naufrágio”.

Acompanho a situação do Costa Concordia de Istambul, na Turquia, pela televisão italiana, jornais e telejornais europeus. Os italianos lamentam, com razão, que a patifaria inominável do capitão Schettino não faz justiça à tradição naval do país. Mas não levam em conta que Schettino não foi o primeiro comandante italiano acusado de covardia por abandonar seus homens num caso de acidente trágico. O caso anterior, a que imprensa não se referiu (ao menos pelo que tenho lido ou ouvido), envolveu Umberto Nobile, o comandante do balão “Italia”, que caiu no Polo Norte no começo do século passado e, ao ser localizado, foi o primeiro a deixar o campo de gelo, deixando seus companheiros feridos e desamparados. Quando Nobile desapareceu, a esposa dele recorreu ao explorador norueguês Roald Amundsen, que havia conquistado o Polo Sul em dezembro de 1911, para participar das buscas.

Centro da crise

Amundsen havia tentado conquistar o Polo Norte, mas foi vencido pelo americano Robert Peary. Na verdade, ainda hoje há dúvidas se Peary de fato atingiu o Polo como alegou, mas então foi o generoso Amundsen (repelido pelos ingleses por ter infligido uma derrota a Robert Falcon Scott, que morreu na viagem de retorno polar com seu grupo de assalto final) quem desapareceu. Assim, também com justa razão, Schettino, que deve gerar um adjetivo pejorativo (“seu schettino de merda”) não é o primeiro comandante italiano patife.

Enquanto comandante de uma nação, Berlusconi fez algo bem parecido. Ao abandonar o barco nacional, disse que dava um ciao “a um país de merda”. O desatino do capitão Schettino se deveu à sua arrogância, agora posta a nu. O naufrágio da Itália como uma nave nacional resulta da mesma coisa, ainda que reúna personagens aparentemente tão distintos quanto banqueiros, políticos, economistas e mesmo parte dos jornalistas econômicos, para quem a ortodoxia da “mão invisível do mercado” é (ou era até recentemente) mais sagrada que a Santíssima Trindade. O problema é que quando a Santíssima Trindade entra em pane, como ocorre agora, o Estado é quem cobre os prejuízos. E o Estado, ao contrário do que dizia Luís 14, somos cada um de nós. Os bancos não podem quebrar, mas as pessoas podem passar fome, permanecer sem medicamentos vitais e sofrer outras humilhações. Daí o movimento de resistência que brotou no coração financeiro do mundo, em Wall Street.

Nada muito diferente do que ocorre no Brasil. Quando o desatinado Fernando Collor de Mello assaltou as economias das pessoas depositadas em contas bancárias, incluindo cadernetas de poupança, os presunçosos jornalistas econômicos ficaram literalmente “a ver navios”, como aconteceu com o exército de Napoleão que tentava capturar a corte portuguesa numa frustração que deu origem a essa expressão. A não ser que, circunstancialmente, desta vez e ao menos até agora, não pagamos com a crise econômica (se lembram da pergunta da rainha da Inglaterra sobre o que os economistas estavam fazendo que não pressentiram a crise que nasceu em 2008?). Se estivéssemos no centro da crise, pagaríamos mais uma vez o que nossos avós chamavam de “o olho da cara”.

A vingança da tecnologia

A propósito da patifaria de Schettino, no entanto, é preciso levar em conta pelo menos duas atenuantes. A primeira é que Portugal, a partir da batalha de Aljubarrota que, em 1385, unificou o país sob a dinastia de Avis e recorreu a marinheiros italianos (Manuel Pessagna, aportuguesado para Pessanha) para construir sua marinha, que viria a reformular completamente a imagem do mundo. Segundo que o comandante costeiro Gregorio de Falco, transformado em herói pelos italianos, trocou ordens rudes com Schettino quando ele sorrateiramente abandonava o navio e seus passageiros, incluindo mulheres e crianças, prioridades no salvamento, segundo uma antiga lei do mar. O capitão De Falco (que não atende a mídia e disse que sua função é assegurar a segurança da navegação e nada mais que isso) chorou copiosamente ao se dar conta da fuga covarde de Schettino ao mesmo tempo em que ordenava a ele retornar ao navio e assumir as responsabilidades que cabem a um capitão.

O caso do Costa Concordia ainda durará algum tempo. Os capítulos envolvendo a possível retirada de combustível, a salvatagem improvável do próprio barco – que pode mergulhar em águas mais profundas levando consigo passageiros que até agora ninguém sabe se estão vivos ou mortos –, o impacto ambiental, tudo isso renderá histórias dramáticas emocionais. A propósito, ontem um conservacionista brasileiro atribuía à “gasolina” estocada nos 17 tanques do navio (essas embarcações utilizam diesel) um impacto ambiental.

Será preciso ainda esclarecer a posição da empresa proprietária do navio, que manteve no posto um capitão com perfil emocional duvidoso. Tudo isso combinado atrairá a atenção mórbida da mídia. Ao menos até que outra tragédia se anuncie. Então, tudo cairá no esquecimento, como as acusações falsas de que o Iraque dispunha de armas de destruição em massa que justificaram a guerra no governo de outro grande patife: George W. Bush.

A mídia, na sua essência, se alimenta de sangue, tragédia e brutalidade.

São poucos, e aparentemente em número cada vez menor, os jornalistas preocupados com o que se pode chamar de dignidade humana, se é que isso ainda faz algum sentido. Um grupo, ao que tudo indica, crescente, se pauta pelos 140 caracteres do Facebook.

Isso é o que um autor chamou de “vingança da tecnologia” e que filósofos acusados de pessimistas, como Schopenhauer, Nietzche e Ortega y Gasset, anunciaram como a aurora de uma era de profunda alienação.

¹ Ulisses Capozzoli é jornalista, editor do Scientific American Brasil
Observatório da Imprensa

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Watkins previu a TV, a fotografia digital colorida e os celulares, mas errou sobre o fim dos mosquitos

Watkins previu a TV, a fotografia digital colorida e os celulares, mas errou sobre o fim dos mosquitos
Em 1900, o engenheiro civil americano John Elfrech Watkins fez uma série de previsões sobre os avanços do mundo no século seguinte.
Mais de um século depois, é possível ver onde ele acertou – no desenvolvimento de fotografia digital colorida, por exemplo -, ou errou – na extinção de moscas e mosquitos, por exemplo.

Como é costume a cada início de ano, a mídia é inundada de previsões sobre o que deve ocorrer nos meses seguintes.
Mas as previsões feitas em 1900 pelo obscuro engenheiro vêm circulando neste início de ano pelas redes sociais (que ele não previu), com comentários sobre seu relativamente alto índice de acerto.

Em dezembro daquele ano, no início do século 20, Watkins publicou suas previsões numa revista feminina americana, Ladies’ Home Journal, num texto intitulado “What May Happen in the Next Hundred Years” (O que pode acontecer nos próximos cem anos).
Ele começa o artigo com o aviso: “Estas profecias parecerão estranhas, quase impossíveis”, explicando que consultou “as maiores instituições científicas e de ensino” americanas sobre suas opiniões relacionadas a 29 temas diferentes.

Watkins trabalhava para o periódico Saturday Evening Post, em Indianópolis, da mesma empresa que publicava a revista.
O Post, que ainda é publicado, tirou as previsões do baú na semana passada, em um artigo de seu editor de história, Jeff Nilsson, que elogiava o alto nível de acerto de Watkins.

O artigo causou um frisson ao circular nas redes sociais nos últimos dias. Então segue aqui uma relação de algumas de suas previsões – muitas corretas, outras tantas furadas.

10 previsões que Watkins acertou…

1. Fotografia digital colorida
Watkins não usou, logicamente, o termo “digital” nem previu exatamente como as câmeras digitais e os computadores funcionariam, mas ele previu corretamente como as pessoas usariam a nova tecnologia fotográfica.
“As fotografias serão telegrafadas de qualquer distância. Se houver uma guerra na China daqui a cem anos, instantâneos de seus mais importantes eventos serão publicados nos jornais uma hora depois… As fotografias reproduzirão todas as cores naturais”, escreveu.
Para Nilsson, isso mostrou uma grande visão. Quando Watkins fazia suas previsões, levava uma semana para uma foto de algo acontecendo na China chegar às páginas dos jornais do Ocidente.

As pessoas na época consideravam a própria fotografia quase como um milagre, e a cor ainda era muito experimental, observa ele.

“A ideia de ter câmeras colhendo informações do outro lado do mundo e as transmitindo – ele não estava simplesmente olhando para uma tecnologia presente e prevendo o passo seguinte. Foi muito além do que qualquer um estava falando naquele tempo”, disse.

Patrick Tucker, da World Future Society (Sociedade Mundial do Futuro), baseada em Maryland, nos Estados Unidos, considera que Watkins poderia até mesmo estar prevendo uma novidade futura ainda maior.
“A frase ‘Fotografias serão telegrafadas’ parece muito como acessamos as informações na internet”, afirma Tucker.

2. Aumento da altura dos americanos
Reprodução do artigo visionário de Watkins; ele foi muito otimista ao falar do tamanho dos morangos
“Os americanos serão mais altos de uma a duas polegadas”, previu Watkins.
Neste ponto, a previsão foi certeira, observa Nilsson. A altura do americano médio em 1900 era entre 66 e 67 polegadas (1,68 metro a 1,70 metro). Em 2000, essa média era de 69 polegadas (1,75 metro).

Reprodução do artigo visionário de Watkins; ele foi muito otimista ao falar do tamanho dos morangos

3. Telefones celulares
“Telefones sem fio e circuitos telegráficos se espalharão pelo mundo. Um marido no meio do Atlântico será capaz de conversar com sua mulher sentada em seu quarto em Chicago. Seremos capazes de telefonar para a China quase tão rapidamente quanto conseguimos falar hoje de Nova York para o Brooklyn”, previu Watkins.
As chamadas telefônicas internacionais eram algo desconhecido na época de Watkins. Ainda levaria 15 anos para que a primeira ligação de costa a costa dos Estados Unidos, feita por Alexander Graham Bell. A ideia de telefonia sem fio era verdadeiramente revolucionária.

4. Comida pronta
“Comida já pronta será comprada em estabelecimentos similares às nossas padarias de hoje”.
A proliferação de comida pronta sugerem que Watkins estava certo. No entanto, ele acreditava que as refeições seriam vendidas em pratos que seriam retornáveis aos locais de produção, para serem lavados e reaproveitados.
5. Desaceleração do crescimento populacional
“Haverá provavelmente entre 350 milhões e 50 milhões de habitantes nos Estados Unidos”.
O número é muito alto, diz Nilsson, mas Watkins fez previsões na direção correta. Se a população americana continuasse a crescer no ritmo de 1800-1900, teria excedido 1 bilhão de habitantes em 2000.
“Por outro lado, cresceu apenas 360%, chegando a 280 milhões no início do novo século”, diz.

6. Estufas nas fazendas
“O inverno se tornará verão e a noite será dia por ação dos fazendeiros, disse Watkins, com eletricidade e grandes jardins debaixo de estruturas de vidro”.
Os vegetais serão cultivados sob luz elétrica, que cumprirá o papel da luz solar. Correntes elétricas no solo farão as plantas cresceram maiores e mais rápido. Raios de luz colorida vão impedir o crescimento de ervas daninhas. A eletricidade fará as sementes brotarem e se desenvolverem mais rapidamente”.
Grandes estufas de vidro já eram uma realidade, diz Philip Norman, do Garden Museum em Londres. Segundo Norman, ele estava correto nas previsões sobre o uso da eletricidade. Embora luzes coloridas e correntes elétricas não tenham virado realidade, elas foram provavelmente testadas.
“Em 1956 tivemos um aquecedor de solo, para ajudar na germinação das sementes”, conta o professor

7. Televisão
“O homem verá todo o mundo. Pessoas e coisas e todos os tipos serão vistas por meio de câmeras conectadas eletricamente em telas com circuitos, a milhares de milhas de distância”, disse.
Watkins previu câmeras e telas ligadas a circuitos, que viraram realidade com a televisão e as webcams.

8. Tanques
Um século após Watkin prever o trem-bala, os EUA terão sua primeira linha, entre Boston e Washington
“Grandes fortalezas com rodas vão cruzar espaços abertos com a velocidade dos trens de hoje”, previu Watkins.
Nilsson lembra que Leonardo da Vinci já havia mencionado isso, mas Watkins foi além.

9. Frutas grandes
“Morangos tão grande quanto maças serão comidos por nossos tataranetos”, disse.
Muitas variedades maiores de frutas foram desenvolvidas ao longo do último século, mas Watkins foi otimista além da conta com os morangos.

10. Trem-bala
“Trens terão velocidade de duas milhas por minuto, normalmente. Trens expressos, 150 milhas por hora”.
Exatos 100 anos depois da previsão de Watkins, os Estados Unidos irão inaugurar uma linha de trem-bala entre Boston e Washington. O trem conseguirá alcançar a velocidade de 150 milhas por hora, embora a média seja menor. Outros trens-bala ao redor do mundo ultrapassam essas velocidade.

E quatro previsões que ele errou…

1. O fim do C, do X e do Q
“Não teremos mais C, X ou Q no nosso alfabeto. Eles serão abandonados porque são desnecessários”.
Obviamente errado, ressalta Patrick Tucker da World Future Society. Mas é notável como ele aponta os impactos da comunicação de massa no uso do alfabeto, diz.

2. Todos andarão 10 milhas por dia
“Essa previsão é uma visão mais do que generosa do futuro da humanidade que não considera a popularidade e a conveniência de avanços nos transportes previstas” por ele mesmo, diz Tucker.

3. Fim dos carros nas grandes cidades
“O trafego ficará no subterrâneo ou suspenso dentro das cidades”, disse.
Embora muitas cidades abram bulevares em seus centros históricos e túneis e viadutos tenham sido construídos, a previsão não se concretizou.

4. O fim dos mosquitos
“O mosquitos, as moscas e as baratas serão exterminadas”.
Pelo contrário. Os Estados Unidos têm visto a volta dos percevejos. Talvez a previsão dê certo, mas em 2100.
Tom Geoghegan/BBC

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A tecnologia muitas vezes desenvolve maneiras de resolver os problemas que cria, e existe um problema que precisa de solução.
Nick Bilton/NY Times

HUD (heads-up display) em cena do "O Exterminador do Futuro: Crônicas de Sarah Connor"

A invenção do smartphone criou um mundo no qual milhões de pessoas passeiam pela vida olhando o tempo todo para seus aparelhos, como Narciso à beira do lago.

Sei disso porque sou uma delas.

E não é provável que elas mudem de hábito no futuro próximo. É realista supor que fiquemos mais e mais absortos na Tela. A tecnologia terá de resolver esse problema, e o fará criando computadores de vestir.

“Computadores de vestir” é um termo amplo. Tecnicamente, um relógio eletrônico sofisticado é um computador de vestir. Mas a versão definitiva dessa tecnologia será uma tela que de algum modo complemente nossa visão com informações e acesso a mídias.

Ao longo dos últimos 12 meses, a Apple e o Google começaram secretamente a trabalhar em projetos que resultarão em computadores de vestir. O objetivo principal das duas empresas é vender mais smartphones. (No caso do Google, vender mais celulares significa que mais anúncios são vistos.)

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No Google X, o laboratório secreto do Google, pesquisadores estão trabalhando em periféricos que, ligados ao seu corpo ou à sua roupa, transmitiriam informações a um celular Android.

Pessoas que conhecem o trabalho dizem que o Google contratou engenheiros eletrônicos da Nokia Labs, da Apple e de cursos universitários de engenharia especializados em pequenos computadores de vestir.

A Apple também realizou experiências com protótipos de produtos capazes de transmitir informações ao iPhone. Esses produtos conceituais também poderiam exibir informações em outros aparelhos da Apple, como um iPod, que a Apple já está nos encorajando a usar no pulso, ao vender modelos Nano com mostrador de relógio.

Uma pessoa que conhece os planos da empresa me disse que “um pequeno grupo de funcionários da Apple” vem conceituando e até desenvolvendo protótipos de aparelhos de vestir.

Uma ideia em discussão é um iPod curvo e de vidro que seria usado em torno do pulso; as pessoas se comunicariam com ele usando o software de inteligência artificial Siri.

O cérebro que une todas essas coisas é o smartphone, que, afinal, é praticamente o primeiro computador de vestir. Os pesquisadores apontaram que o aparelho raramente fica a mais de um metro de distância do usuário. À noite, costuma ficar a centímetros da cama e, para muita gente, substituiu o despertador.

Como resultado, ele servirá de polo central à nossa coleta e compartilhamento de informações. Pense nele como um campo de força que nos envolverá onde estejamos, transmitindo energia e acesso à internet a sensores e telas afixados às nossas roupas.

“Anos atrás, os pesquisadores imaginavam minúsculos computadores que transmitiriam informações à internet”, disse Yael Maguire, cientista visitante no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e na Universidade Harvard. “Não veio como imaginávamos, mas aconteceu: são os smartphones.”

Michael Liebhold, pesquisador sênior especializado em computadores de vestir no Instituto do Futuro, em Palo Alto, Califórnia, prevê que o próximo passo para a tecnologia é misturar o mundo real e o virtual.

Ao longo dos dez próximos anos, diz, é possível que as pessoas passem a usar óculos com telas incorporadas e, eventualmente, lentes de contato com telas funcionais.

“A meninada vai brincar com jogos virtuais com os amigos, nos quais eles correm por um parque e perseguem criaturas virtuais, acumulando pontos”, disse.

A moda deve ser uma das primeiras áreas a sofrer perturbações. Imagine adolescentes que possam desenhar seus trajes virtuais, visíveis por outras pessoas vestindo telas transparentes (head-up displays).

Pais, professores e amigos poderiam ver roupas completamente diferentes. Por exemplo, meus amigos poderiam me ver como um grande gato rosado de bustiê, mas meu chefe me veria com um elegante terno italiano.

Pelo menos espero que seja isso que ele venha a ver.

A alternativa, temo, poderia requerer nova solução tecnológica.

Tradução de PAULO MIGLIACCI/G1

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