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T.S. Eliot – Poesia – Versos na tarde – 31/05/2017

A Terra Desolada, 1922 T.S Eliot¹ IV. O Sermão do fogo II Tereu Cidade irreal, Sob a fulva neblina de um meio-dia de inverno O Senhor Eugênides, o mercador de Smyrna, A barba por fazer e o bolso cheio de passas coríntias C.I.F. Londres, documentos à vista Convidou-me em seu francês vulgar (demótico, eu diria) […]

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T.S. Eliot – Poesia – Versos na tarde – 30/05/2017

A Terra Desolada, 1922 T.S Eliot¹ IV. O Sermão do fogo O dossel do rio se rompeu: os derradeiros dedos das folhas Agarram-se às úmidas entranhas dos barrancos. Impressentido, O vento cruza a terra estiolada. As ninfas já partiram. Doce Tâmisa, corre suave, até que meu canto eu termine. O rio não suporta garrafas vazias, […]

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T.S. Eliot – Poesia – Versos na tarde – 25/05/2017

Quarta-Feira de Cinzas VI T.S. Eliot¹ VI Conquanto não espere mais voltar Conquanto não espere Conquanto não espere voltar Flutuando entre o lucro e o prejuízo Neste breve trânsito em que os sonhos se entrecruzam No crepúsculo encruzilhado de sonhos entre o nascimento e a morte ( Abençoai-me pai) conquanto agora Já não deseje mais […]

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T.S. Eliot – Poesia – Versos na tarde – 23/05/2017

Quarta-Feira de Cinzas V T.S. Eliot¹ V Se a palavra perdida se perdeu, se a palavra usada se gastou Se a palavra inaudita e inexpressa Inexpressa e inaudita permanece, então Inexpressa a palavra ainda perdura, o inaudito Verbo, O Verbo sem palavra, o Verbo Nas entranhas do mundo e ao mundo oferto; E a luz […]

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T.S. Eliot – Poesia – Versos na tarde – 22/05/2017

Quarta-Feira de Cinzas IV T.S. Eliot¹ IV Quem caminhou entre o violeta e o violeta Quem caminhou por entre Os vários renques de verdes diferentes De azul e branco, as cores de Maria, Falando sobre coisas triviais Na ignorância e no saber da dor eterna Quem se moveu por entre os outros e como eles […]

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T.S. Eliot – Poesia – Versos na tarde – 19/05/2017

Quarta-Feira de Cinzas T.S. Eliot¹ I Porque não mais espero retornar Porque não espero Porque não espero retornar A este invejando-lhe o dom e àquele o seu projeto Não mais me empenho no .empenho de tais coisas (Por que abriria a velha águia suas asas?) Por que lamentaria eu, afinal, O esvaído poder do reino […]

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T.S. Eliot – Poesia – Versos na tarde – 18/05/2017

Retrato de uma dama – III T.S. Eliot¹ Cai a noite de Outubro; regressando como outrora, Excepto por uma leve sensação de estar inquieto, Galgo os degraus e giro a maçaneta da porta E sinto como se houvesse subido de quatro as escadas. “Com que então viajas? E quando voltas? Ora, que pergunta mais tola! Dificilmente […]

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T.S. Eliot – Poesia – Versos na tarde – 15/05/2017

Retrato de uma dama T.S. Eliot¹ II Agora que florescem os lilases, Um vaso de lilases tem ela em seu quarto E um deles trança entre os dedos enquanto fala. “Ah, meu caro, não sabes, não sabes O que é a vida, tu, que a subjugas em tuas mãos” (Lentamente a retorcer o talo de […]

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T.S. Eliot – Poesia – Versos na tarde – 15/05/2017

Retrato de uma dama T.S. Eliot¹ I Entre a fumaça e a neblina de uma tarde de Dezembro, Aí tens montada a cena — como deverá ser vista — Assim: “Pertence a ti toda esta tarde”; E quatro círios na penumbra da sala, Quatro anéis de luz no teto a coroar nossas cabeças, Uma atmosfera […]

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T.S.Eliot – Poesia – Poemas – Versos na tarde – 16/05/2017

Gerontion’s – Parte III T.S.Eliot¹ O tigre salta no ano novo. E nos devora. Enfim suponha Que a nenhuma conclusão chegamos, pois que deixei Enrijecer meu corpo numa casa de aluguel. Enfim suponha Que não dei à toa esse espetáculo E nem o fiz por nenhuma instigação De demônios ancestrais. Quanto a isto, É com franqueza […]

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T.S.Eliot – Poesia – Poemas – Versos na tarde – 14/05/2017

Gerontion’s – Parte II T.S.Eliot¹ Após tanto saber, que perdão? Suponha agora Que a história engendra muitos e ardilosos labirintos, estratégicos Corredores e saídas, que ela seduz com sussurrantes ambições, Aliciando-nos com vaidades. Suponha agora Que ela somente algo nos dá enquanto estamos distraídos E, ao fazê-lo, com tal balbúrdia e controvérsia o oferta Que a […]

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T.S.Eliot – Poesia – Poemas – Versos na tarde – 13/05/2017

Gerontion’s – Parte I T.S.Eliot¹   Thou hast nor youth nor age, But, as it were, an after dinner’s sleep, Dreaming on both. (William Shakespeare, Measure for Measure, “Não és jovem nem velho, / mas como, se após o jantar adormecesses,/ Sonhando que ambos fosses.”) Eis-me aqui, um velho em tempo de seca, Um jovem […]

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