Data Sophia Andresen¹ Tempo de solidão e de incerteza Tempo de medo e tempo de traição Tempo de injustiça e de vileza Tempo de negação Tempo de covardia e tempo de ira Tempo de mascarada e de mentira Tempo de escravidão Tempo dos coniventes sem cadastro Tempo de silêncio e de mordaça Tempo onde o […]

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Chamo-te Sophia Andresen¹ Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio E suportar é o tempo mais comprido. Peço-Te que venhas e me dês a liberdade, Que um só de Teus olhares me purifique e acabe. Há muitas coisas que não quero ver. Peço-Te que sejas o presente. Peço-Te que inundes tudo. E que o Teu […]

Mar sonoro Sophia Andresen¹ Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim. A tua beleza aumenta quando estamos sós E tão fundo intimamente a tua voz Segue o mais secreto bailar do meu sonho. Que momentos há em que eu suponho Seres um milagre criado só para mim. ¹Sophia de Mello Breyner Andresen * Porto, […]

Lua Sophia de Mello Breyner Andresen¹ Entre a terra e os astros, flor intensa. Nascida do silêncio, a lua cheia Dá vertigens ao mar e azula a areia, E a terra segue-a em êxtases suspensa. ¹Sophia de Mello Breyner Andresen Sophia de Mello Breyner Andresen * Porto, Portugal – 6 de Novembro de 1919 d.C […]

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É por ti Sophia de Mello Andresen¹ É por ti que se enfeita e se consome, Desgrenhada e florida, a Primavera. É por ti que a noite chama e espera És tu quem anuncia o poente nas estradas. E o vento torcendo as árvores desfolhadas Canta e grita que tu vais chegar. ¹Sophia de Mello […]

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O teu rosto Sophia Andresen¹ É o teu rosto ainda que eu procuro Através do terror e da distância Para a reconstrução de um mundo puro. ¹Sophia de Mello Breyner Andresen * Porto, Portugal – 6 de Novembro de 1919 d.C + Lisboa, Portugal – 2 de Julho de 2004 d.C Tweet

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Ó noite Sophia Andressen¹ Ó noite, flor acesa, quem te colhe? Sou eu que em ti me deixo anoitecer, Ou o gesto preciso que te escolhe Na flor dum outro ser? ¹Sophia de Mello Breyner Andresen * Porto, Portugal – 6 de Novembro de 1919 d.C + Lisboa, Portugal – 2 de Julho de 2004 […]

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É por ti Sophia Andresen¹ É por ti que se enfeita e se consome, Desgrenhada e florida, a Primavera. É por ti que a noite chama e espera És tu quem anuncia o poente nas estradas. E o vento torcendo as árvores desfolhadas Canta e grita que tu vais chegar. ¹ Sophia de Mello Breyner […]

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Sophia Andresen – Versos na tarde – 11/02/2015

Porque Sophia de Mello Breyner Andresen ¹ Porque os outros se mascaram, mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo, mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam, mas tu […]

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Sofia Andresen – Versos na tarde – 24/12/2014

Poema Sophia Andresen ¹ Sou o único homem a bordo do meu barco. Os outros são monstros que não falam, Tigres e ursos que amarrei aos remos, E o meu desprezo reina sobre o mar. Gosto de uivar no vento com os mastros E de me abrir na brisa com as velas, E há momentos […]

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As Flores Sophia Andressen ¹ Era preciso agradecer às flores Terem guardado em si, Límpida e pura, Aquela promessa antiga De uma manhã futura. ¹ Sophia de Mello Breyner Andresen * Porto, Portugal – 6 de Novembro de 1919 d.C + Lisboa, Portugal – 2 de Julho de 2004 d.C Tweet

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A santidade Sophia de Mello Andresen ¹ A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a Santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por […]

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