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Shakespeare – Versos na tarde – 31/10/2017 terça-feira, 31 de outubro de 2017

Soneto LXX William Shakespeare¹ Se te censuram, não é teu defeito, Porque a injúria os mais belos pretende; Da graça o ornamento é vão, suspeito, Corvo a sujar o céu que mais esplende. Enquanto fores bom, a injúria prova Que tens valor, que o tempo te venera, Pois o Verme na flor gozo renova, E em ti irrompe a mais pura primavera. Da infância os maus tempos pular soubeste, Vencendo o assalto ou do assalto distante; Mas não penses achar…

Shakespeare – Versos na tarde – 25/09/2017 segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Soneto II Shakespeare ¹ Passados quarenta invernos sobre a tua fronte, Após cavarem fundos sulcos nos vergéis de tua beleza, O vigor de tua orgulhosa juventude, hoje tão admirada, Será um esmaecido ramo sem nenhum valor.   Então, ao te perguntarem onde está o teu encanto, Onde está a riqueza de teus luxuriosos dias, Respondes, com olhos fundos, Que não passaram de vergonha e descabidos elogios.   Que louvores mereciam o uso de teus dotes, Se pudesses responder: “Este belo…

Shakespeare – Versos na tarde – 20/04/2017 quinta-feira, 20 de abril de 2017

Soneto I Shakespeare¹ Dentre os mais belos seres que desejamos enaltecer, Jamais venha a rosa da beleza a fenecer, Porém mais madura com o tempo desfaleça, Seu suave herdeiro ostentará a sua lembrança; Mas tu, contrito aos teus olhos claros, Alimenta a chama de tua luz com teu próprio alento, Atraindo a fome onde grassa a abundância; Tu, teu próprio inimigo, és cruel demais para contigo. Tu, que hoje és o esplendor do mundo, Que em galhardia anuncia a primavera,…

Shakespeare – Versos na tarde – 26/03/2017 domingo, 26 de março de 2017

Soneto LXXV Shakespeare ¹ És, para mim, como o alimento para a vida, Ou a chuva amena para o solo no tórrido verão; E, para teu bem-estar, me esforço Entre a miséria e a riqueza: Orgulhoso com o desfrute, e logo Duvidando que a idade roube seu tesouro; Agora espero estar apenas contigo, Então, melhor para que o mundo me veja bem; Por vezes, comemorando à nossa vista, E aos poucos ansiando por um olhar; Possuindo ou perseguindo qualquer prazer,…

Lope de Vega – Versos na tarde – 08/08/2016 segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Soneto de repente Lope de Vega¹ Um soneto me pede Violante, nunca na vida estive em tal aperto; quatorze versos dizem que é soneto: brinca brincando lá vão três avante. Não pensei que encontrasse consoante, e na metade estou de outro quarteto; mas, se me vem o início de um terceto, cá nos quartetos nada há que me espante. No primeiro terceto vou entrando, e parece que entrei com o pé direito, pois fim com este verso lhe vou dando….

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