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Shakespeare – Versos na tarde – 20/04/2017

Soneto I Shakespeare¹ Dentre os mais belos seres que desejamos enaltecer, Jamais venha a rosa da beleza a fenecer, Porém mais madura com o tempo desfaleça, Seu suave herdeiro ostentará a sua lembrança; Mas tu, contrito aos teus olhos claros, Alimenta a chama de tua luz com teu próprio alento, Atraindo a fome onde grassa […]

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Shakespeare – Versos na tarde – 26/03/2017

Soneto LXXV Shakespeare ¹ És, para mim, como o alimento para a vida, Ou a chuva amena para o solo no tórrido verão; E, para teu bem-estar, me esforço Entre a miséria e a riqueza: Orgulhoso com o desfrute, e logo Duvidando que a idade roube seu tesouro; Agora espero estar apenas contigo, Então, melhor […]

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Lope de Vega – Versos na tarde – 08/08/2016

Soneto de repente Lope de Vega¹ Um soneto me pede Violante, nunca na vida estive em tal aperto; quatorze versos dizem que é soneto: brinca brincando lá vão três avante. Não pensei que encontrasse consoante, e na metade estou de outro quarteto; mas, se me vem o início de um terceto, cá nos quartetos nada […]

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Carlos Pena Filho – Versos na tarde – 07/03/2016

Testamento de um Homem Sensato Carlos pena Filho¹ Quando eu morrer, não faças disparates nem fiques a pensar: “Ele era assim…” Mas senta-te num banco de jardim, calmamente comendo chocolates. Aceita o que te deixo, o quase nada destas palavras que te digo aqui: Foi mais que longa a vida que eu vivi, para ser […]

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Vinicius de Moraes – Pro dia nascer melhor – 30/11/2015

Soneto do Amor Total Vinicius de Moraes ¹ Amo-te tanto, meu amor … não cante O humano coração com mais verdade … Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. Amo-te afim, de um calmo amor prestante E te amo além, presente na saudade. Amo-te, enfim, com grande liberdade Dentro da eternidade e […]

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Fagundes Varela – Versos na tarde – 03/07/2015

Soneto Fagundes Varela ¹ Desponta a estrela d’alva, a noite morre. Pulam no mato alígeros cantores, E doce a brisa no arraial das flores Lânguidas queixas murmurando corre. Volúvel tribo a solidão percorre Das borboletas de brilhantes cores; Soluça o arroio; diz a rola amores Nas verdes balsas donde o orvalho escorre. Tudo é luz […]

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Florbela Espanca – Versos na tarde – 14/09/2014

Lágrimas Ocultas Florbela espanca ¹ Se me ponho a cismar em outras eras Em que ri e cantei, em que era q’rida, Parece-me que foi noutras esferas, Parece-me que foi numa outra vida. E a minha triste boca dolorida Que dantes tinha o rir das Primaveras, Esbate as linhas graves e severas E cai num […]

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Pablo Neruda – Versos na tarde – 12/09/2014

Soneto XXVII Pablo Neruda ¹ Cantas e a sol e a céu com teu canto tua voz debulha o cereal do dia, falam os pinheiros com sua língua verde: trinam todas as aves do inverno. O mar enche seus porões de passos, de sinos, cadeias e gemidos, tilintam metais e utensílios, chiam as rodas da […]

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William Shakespeare – Versos na tarde – 03/09/2014

Soneto 35 William Shakespeare ¹ Não chores mais o erro cometido; Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho; O sol no eclipse é sol obscurecido; Na flor também o inseto faz seu ninho; Erram todos, eu mesmo errei já tanto, Que te sobram razões de compensar Com essas faltas minhas tudo quanto Não terás […]

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Augusto dos Anjos – Versos na tarde – 06/05/2014

Vandalismo Augusto dos Anjos¹ Meu coração tem catedrais imensas, Templos de priscas e longínquas datas, Onde um nume de amor, em serenatas, Canta a aleluia virginal das crenças. Na ogiva fúlgida e nas colunatas Vertem lustrais irradiações intensas Cintilações de lâmpadas suspensas E as ametistas e os florões e as pratas. Como os velhos Templários […]

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Antônio Botto – Versos na tarde – 26/04/2014

Soneto Antônio Botto ¹ Quanto, quanto me queres? – perguntaste Numa voz de lamento diluída; E quando nos meus olhos demoraste A luz dos teus senti a luz da vida. Nas tuas mãos as minhas apertaste; Lá fora da luz do Sol já combalida Era um sorriso aberto num contraste Com a sombra da posse […]

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Gilka Machado – Versos na tarde – 21/04/2014

Symbolos Gilka Machado ¹ Eu e tu, ante a noute e o amplo desdobramento do mar fero, a, estourar de encontro á rocha nua. Um symbolo descubro aqui, neste momento; esta rocha e este mar… a minha vide e a tua… O mar vem… o mar vae…. nelle ha o gesto violento de quem maltrata […]

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