À cata de tábuas de salvação

Meses de rumores, boatos, informações e contrainformações desembocaram na quarta-feira (27/1) no Apple Event, em São Francisco, Califórnia (EUA), com o anúncio de Steve Jobs trazendo à existência uma nova criatura: o iPad. Dois adjetivos bastaram para incendiar a imaginação dos obcecados por novas tecnologias – e Jobs as pronunciou pausadamente: trata-se de um produto “mágico” e “revolucionário”.

Qual Moisés descendo do monte com as tábuas da lei, Steve Jobs subiu ao palco com sua tábua (tablet) multifacetada, de onde se pode ler livros (e todas as resenhas sobre os mesmos disponíveis na web), escutar música (e saber mais sobre compositores e intérpretes), assistir a filmes (e saber sobre custos de produção, prêmios a que concorre, biografia do elenco), escrever mensagens (por exemplo, reclamando porque o iPad não tem porta para conectar webcam), rodar videogames, exibir e editar imagens… e tudo isso na ponta dos dedos sobre uma plataforma de 24,6 centímetros, com 1,3 cm de espessura e peso de 680 gramas.

Na apresentação de Jobs, uma cena particularmente interessante foi a tela do novo produto reproduzindo a capa do The New York Times. Não é segredo, ao contrário, é objeto de análise de 10 entre 10 profissionais que fazem a crítica da mídia, que donos de jornais e de editoras nutrem grandes esperanças de que o tão esperado computador-leitor da Apple atraia novos leitores e reforce sua receita, mas também parece ser verdade que poucas esperam que ele reverta por si só a queda de um setor em crise.

Grupos editoriais como Time Warner, Conde Nast, New York Times Co. e HarperCollins, parte da News Corp., devem aguardar um pouco para ver se o caçula da linha de montagem da Apple conseguirá salvar a mídia impressa. O analista Mike Vorhaus, presidente da Magid Advisors, estimou que o tablet poderia elevar em 10% a 20% receita digital dos grupos editoriais. Pouco. Mas em mar aberto onde ninguém consegue ver ainda terra firme já é algo para celebrar.

Círculo vicioso

Voltando ao NYT, estamos diante de jogada muito inteligente porque ocorre exatamente quando os jornais se desesperam para que a água não lhes ultrapasse a linha do nariz. É a luta pela sobrevivência nossa de cada dia. Tanto que Jobs apresentou o iPad em conjunto com o aplicativo especialmente criado pelo NYT para rodar no iPad. Jogada de mestre, hein? E esse aplicativo simula no mundo virtual a experiência de ler jornal no mundo real, tendo um formato muito parecido com o jornal de papel, assimilando desde logo as funcionalidades presentes até então no iPhone, como marcar artigos para ler depois etc.

No iPad, é possível escolher a quantidade de colunas, tamanho do texto e navegar como se estivesse virando páginas. Não à toa, notícias dão conta que um grupo de investidores que está lutando por posições no conselho da New York Times Co. – e esse grupo bate o bumbo para que o NYT adquira empresas de internet. Antes que esqueça: a National Geographic anunciou também uma parceira com a Apple para oferecer versão digital de suas publicações para iPad.

Mas nem tudo são flores. O iPad vem com falhas absolutamente inexplicáveis. Não poderiam ter deixado dois dedos de genialidade para colocar nele um cartão SD para transferir arquivos facilmente? E a bendita portinha USB democratizando a bugiganga, tornando-a mais sociável com computadores do Bill Gates, com tantos outros dispositivos que fazem render o tempo de quem prefere a vida virtual à real?

Pelo que li, pela pesquisa que fiz e vídeos a que assisti, o mais grave defeito do iPad é não ser multitarefa: ou você lê um livro ou digita uma mensagem ou então deixa de fazer essas coisas e fica apenas escutando “Quadros de uma exposição”, de Modest Mussorgsky Uma coisa é ler um livro enquanto passeia de bicicleta pelo Parque da Cidade, em Brasília. Outra coisa bem diferente é ler o que acontece em Davos e em Porto Alegre enquanto espera alguém responder mensagem em cima de sua última observação (por escrito) usando o Skype. E isso é assim porque todo mundo tem um pouco de Hugo Chávez em sua marcha batida para controlar tudo. E Steve Jobs quer controlar tudo com seu iPhone, seu iPod, seu iMac e agora seu iPad.

Competência reconhecida ele tem. Genialidade e o pacote de excentricidades que fazem alguém se tornar gênio ele também tem. Já tem gente fazendo fila para manusear um iPad inteiramente destravado de forma que se possa instalar os programas que bem entender. É aí que a festa começa pra valer. Até lá há que se esperar o estilo conta gotas da Apple de ir liberando tudo aos poucos como um strip-tease cibernético. A verdade é que Jobs e sua turma já podiam lançar o IPad melhor resolvido, multitarefa… mas a regra do jogo é criar dificuldades para aguçar o desejo e então vender facilidades. É o círculo vicioso do consumo acima de tudo. Enquanto houver um vazio dentro de você a Apple – e mais uma centena de marcas globais – tudo irá fazer para preenchê-lo.

Na pele

Saindo dos limões e correndo para a limonada, outra verdade é que um produto robusto, com muitas qualidades. A primeira delas é que receitado para quem detesta interagir na web mediado por teclado e mouse. É tudo no toque mesmo. Nossos olhos recebem nova configuração, desocupam seu espaço no rosto e ficam ali, colados, na ponta de nossos dedos. É simplicidade em estado bruto. Por mais que sejamos presas fáceis de multitarefas existe um formidável contingente de pessoas que continuam a fazer, desde que o mundo é mundo, uma coisa de cada vez. São pessoas que quando abrem mais de um programa na tela se sentem ansiosos a ponto de achar que irão “perder” alguma coisa e depois nunca mais achar. São pessoas que escrevendo um documento o salvam a cada dois minutos, com um nome diferente. Para essa pessoas o céu desceu à terra

O iPad tem processador de 1 GHz e segundo Jobs suporta rodar até 10 horas de vídeo com uma única carga. Em repouso, a bateria pode durar um mês. Eu só acredito vendo. Minha crença nessas baterias de computadores portáteis é tão grande quanto minha confiança que o Tibete será um país livre e o Dalai Lama será recebido nas encostas de Lhasa com festa e burburinho. O chefe da maçã nunca descuida seu público-alvo e sabe que este é bem estratificado, uns com muito dinheiro, outros com pouco e sua resposta – sempre bem sucedida na socialização de seus produtos – é imediata: o dispositivo será vendido em duas versões e três diferentes capacidades de armazenamento de dados. Uma versão, que não suporta conexão a redes 3G, terá preços de US$ 499 (16 GB), US$ 599 (32 GB) e US$ 699 (64 GB).

Continua em alta a tendência de otimizar espaço físico. O fato é que máquinas, equipamentos e tantos instrumentos que atravancavam nossa casa e que atendiam nossa necessidade de acesso a meios culturais e entretenimento individual e familiar hoje ocupam o espaço mínimo de uma bolsa. E o iPad reúne diversas características necessárias a um dispositivo de entretenimento e apelo universal. A empresa fez parceria com desenvolvedoras de games, como a Electronic Arts, para a produção de títulos para os quais a máquina possa dar suporte e também com a Disney e CBS, permitindo que os consumidores tenham acesso ao melhor da TV na tela do computador.

O iPad posiciona a Apple de forma direta no mercado editorial do qual a Amazon.com foi pioneira com o leitor eletrônico Kindle. A grande diferença é que o iPad desbanca o Kindle por agregar cor e vídeo e, certamente, irá revolucionar o setor editorial da mesma maneira que o iPod mudou a música. Além disso, a nova criatura da Apple se conectará com uma loja de livros eletrônicos, a iBooks Store, lançada em parceria com cinco grandes editoras norte-americanas (Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette Book Group).

Os grupos editorais ainda sentem na pele o dano que a loja digital de música iTunes, da Apple, causou às gravadoras, ao ditar preços e permitir que os consumidores adquirissem as faixas individuais desejadas, o que destruiu as vendas de álbuns. Se forem espertos verão que Jobs foi ao ringue e os chama à luta. Entrar na luta, neste caso, é unir forças visando criar uma poderosa loja virtual para seus títulos, jornais e revistas. E de quebra entregar à clientela, a custo simbólico, sua própria maquininha.

Washington Araújo/Observatório da Imprensa
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Novos serviços integram o Skype à sala de estar

Nova tecnologia foi apresentada em evento realizado em Las Vegas

Em breve assistiremos a algo novo na sala de TV da nossa casa: a Panasonic e a LG Electronics, duas das maiores fabricantes de aparelhos de TV, anunciaram a integração do serviço Skype online gratuito em seus televisores de alta definição ligados à Internet. Estes aparelhos, equipados com webcam e microfone adequado para a sala de estar, permitirão ao telespectador realizar vídeo chats e chamadas telefônicas gratuitas sem sair do sofá.

Este foi um dos anúncios feitos pelas fabricantes de TV na exposição Consumer Electronics Show realizada em Las Vegas na semana passada. As fabricantes de TV procuram dar aos consumidores boas razões para substituírem seus aparelhos de alta definição. Também apresentaram televisores ainda mais finos, com conexão na Internet, e preparam uma nova tecnologia em três dimensões.

“Este será o ano em que as TVs conectadas à Internet decolarão e, em breve, todos os televisores serão feitos com Wi-Fi integrado, webcam e microfones para Internet”, disse Jonathan Rosenberg, chefe do departamento de estratégia tecnológica da Skype.

O mercado americano de TV sobreviveu à recessão em boas condições. Vendeu 33,86 milhões de unidades em 2009, um aumento de 17% em relação a 2008, enquanto as vendas no varejo em geral ficaram estagnadas, segundo pesquisas.

A concorrência entre as fabricantes reduziu preços e lucros. O preço de uma TV de 46 polegadas com tela de cristal líquido caiu pela primeira vez abaixo dos US$ 1.000. Embora ainda não sejam grande sucesso entre consumidores, os televisores conectados à Internet poderão contribuir para recuperar parte dos lucros que encolheram. Uma TV de plasma de alta definição de 50 polegadas, com conexão com banda larga da LG custa cerca de US$ 300 a mais pela Amazon.com do que uma TV do mesmo tamanho sem a conexão. Em alguns casos, as fabricantes também conseguem fatia da receita quando os clientes fazem compras pela Internet de seus televisores.

É aí que entra o Skype. Até agora, as TVs com conexão com a Web só davam acesso a um número limitado de serviços online, como os do Yahoo, ou como o serviço de streaming de filmes da Netfix. Com a adição de outros serviços e colocando no mercado uma TV mais parecida a um PC, as indústrias querem mudar a própria identidade da tela básica em casa. “A TV não é apenas um aparelho para entretenimento de mão única, mas um meio de comunicação de duas mãos e um portal para as vidas das outras pessoas”, disse Bob Perry, vice-presidente da Panasonic.

O serviço Skype em TV funcionará como um computador, mas com algumas limitações. Um programa de TV para de ser exibido quando há uma ligação pelo Skype. Os processadores de TV ainda não são suficientemente poderosos para permitir que a pessoa converse enquanto assiste a um programa.

A Panasonic do Japão e a LG da Coreia do Sul venderão webcams projetadas para seus aparelhos com Skype, com custo entre US$ 100 e US$ 200. Estas câmeras, ao contrário das típicas webcams, são fabricadas tendo em vista a forte concorrência tecnológica que visa a sala de estar de uma casa, onde pode haver várias distâncias entre a TV e os espectadores.

Os atuais acordos dão à Skype considerável vantagem no mercado. Cerca de 520 milhões de pessoas no mundo usam o serviço para fazer ligações gratuitas e conversar por meio do computador e por outros aparelhos que têm software da Skype. A empresa lucra cobrando tarifa competitiva de quem faz chamada telefônica normal e para outros serviços como correio eletrônico de voz.

A possibilidade de conversar por vídeo tornou-se característica cada vez mais importante do Skype. Segundo a companhia, este tipo de comunicação representa 34% dos chamados do serviço, e até 50% em dias como Natal e Ano Novo, quando as famílias procuram conectar-se cara a cara.

Para expandir esta atividade, o Skype anunciou que seu software para Windows PC e para televisores suportará vídeo chamadas em alta definição de formato 720p HD, se os usuários tiverem webcams que suportam esta tecnologia. O Skype não ganha com os vídeo chats, pelo menos por enquanto. Mas em breve a companhia poderá cobrar pelos serviços adicionais, como a capacidade de fazer videoconferência com três ou mais participantes.

Brad Stone/Estadão

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Em negociações, fraudadores mostram conhecimento do jargão da área.
Altieres Rohr* Especial para o G1

O principal fato da semana foi a veiculação de anúncios publicitários maliciosos por sites da Gawker Media, que mantém espaços como o Gizmodo – segundo maior blog do mundo – e Lifehacker. Ataques como esse já atingiram muitos outros sites. Porém, pela primeira vez, a íntegra das conversas entre os criminosos e a equipe de venda de anúncios foi publicada. As mensagens revelam que os golpistas não têm medo de conversar ao telefone e dispõem de extenso conhecimento sobre o mercado publicitário, conseguindo facilmente se passar por uma agência que estaria representando a Suzuki.

Também nesta semana: de cada cinco sites que distribuem código malicioso, dois são reinfectados; navegadores Opera e Firefox recebem correções críticas de segurança; software transforma celular em dispositivo de escuta remoto.

Golpistas que veiculam anúncios maliciosos conhecem o mercado de publicidade, diz vendedor

Site Anúncio Malicoso Vírus Jalopnik 01Site de carros Jalopnik veiculou anúncio malicioso.

Sites da Gawker Media, entre os quais o Gizmodo, segundo maior blog do mundo, veicularam nesta semana um anúncio malicioso que ofertava um antivírus fraudulento. Para conseguir emplacar a peça, os criminosos se passaram por representantes da Suzuki. As negociações para a venda do anúncio revelam que os golpistas dispõem de extenso conhecimento do mercado publicitário.

Todos os e-mails trocados entre a Gawker e os criminosos foram publicados pelo site Business Insider. O interesse pela veiculação de anúncios da “Suzuki” veio de um “George Delarosa“, que trabalharia para uma empresa de comunicação chamada Spark Communications. Delarosa, que ainda informava um número de telefone e um nome de usuário Skype, informa que sua empresa faz parte de um grupo “com mais de 110 escritórios em 67 países”.

Além do inglês impecável, o golpista ainda fazia um uso perfeito do jargão publicitário. Para o funcionário da Gawker Media que compartilhou as mensagens, o criminoso deve ter alguma experiência no mercado de publicidade on-line para conseguir demonstrar familiaridade com termos específicos da área e conhecimento dos padrões da indústria, como banners IAB.

Além do Gizmodo, vários outros sites da Gawker Media, como o Jalopnick, sobre automóveis, e o Lifehacker, sobre produtividade, também veicularam os banners maliciosos.

No mês passado, o site do jornal New York Times foi alvo de um golpe semelhante. Anúncios maliciosos ou infectados já circularam também em sites de redes sociais, como MySpace. A diversidade de fontes dos anúncios, que muitas vezes chegam de agências, dificulta a fiscalização do conteúdo pelos donos de websites. A prática já ganhou termo próprio: “malvertising“, de “malicious advertising” (em inglês, publicidade maliciosa).

Em alguns casos, os anúncios maliciosos são programados para exibirem seu conteúdo real apenas a internautas de um determinado país ou região. Como a equipe de vendas de publicidade é geralmente fixa, eles não poderão perceber o problema.

De cada cinco sites infectados, dois voltam a distribuir código malicioso, diz estudo

Site Anúncio Malicoso Vírus 02Também no Brasil, sites populares são infectados para distribuir vírus.

Um levantamento conduzido pela empresa de segurança de websites Dasient afirma que a cada cinco sites que são alterados ilegalmente para infectar seus internautas, dois são reinfectados. Os dados foram obtidos no terceiro trimestre deste ano, e a pesquisa foi publicada esta semana.

A Dasient estima que 5,8 milhões de páginas foram infectadas no trimestre – um número obtido pela proporção de sites e dados levantados pela empresa, que identificou 52 mil novas infecções originadas na web.

A Microsoft estimou, em um relatório publicado em abril, que três milhões de páginas eram infectadas por trimestre. Segundo a Dasient, há um aumento na atividade maliciosa desse tipo, e que por isso o número quase dobrado é justificado.

Para auxiliar o rastreamento das infecções de sites, a empresa lançou um feed no Twitter no qual informa sobre os novos códigos que são inseridos em sites de internet para infectar os internautas.

Há três semanas, o Google também criou uma ferramenta para auxiliar donos de sites a identificarem os códigos maliciosos injetados em suas páginas.

No Brasil, sites de empresas como a cervejaria Ambev, do clube de futebol São Paulo FC e das operadoras de telefonia Vivo e Oi já foram infectados.

Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna ‘Segurança para o PC”.

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Site de comércio eBay vende Skype por US$ 2,75 bilhões

Site receberá US$ 1,9 bilhão em dinheiro, mantendo 35% da companhia.

Informação foi divulgada anteriormente pelo ‘New York Times’.

O site de leilões eBay anunciou nesta terça-feira (1) que venderá o Skype, sua unidade de telefonia pela internet, a um grupo de investidores em uma operação avaliada em US$ 2,75 bilhões.

O eBay receberá cerca de US$ 1,9 bilhão em dinheiro e manterá participação de 35% na companhia de telefonia.

O grupo de investidores é liderado por Silver Lake Ventures, e inclui Andreessen Horowitz, uma nova companhia de capital de risco comandada pelo cofundador da Netscape, Marc Andreessen.

As britânicas Index Ventures e Silver Lake Partners também participam do grupo, segundo publicou o “New York Times”, além do Canada Pension Plan.

A operação permite que o eBay se concentre no serviço de pagamentos eletrônicos PayPal e também em seus próprios produtos de leilões on-line, informa o site.

O eBay planejava inicialmente se separar da Skype no ano que vem. John Donahoe, presidente-executivo do eBay, tinha informado em maio que uma avaliação em 2 bilhões de dólares era um valor muito baixo para uma crescente operação de internet.

Em 2007, o eBay fez uma baixa contábil de US$ 1,4 bilhão relacionada a seu investimento na Skype, reconhecendo que a empresa não se encaixou com o restante dos negócios de leilões do site.

“A Skype é um forte negócio individual, mas não tem sinergias com nossas operações de comércio eletrônico e de pagamento on-line”, disse Donahoe em comunicado.

O eBay espera que o acordo seja concluído no quarto trimestre.

Da Reuters

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O serviço de telefonia pela Internet Skype estará disponível, a partir desta semana, para os usuários do iPhone da Apple e em maio para os que usam BlackBerry, afirmou a companhia nesta segunda-feira (30).

Segundo o blog corporativo do Skype, propriedade do site de leilões online e-Bay, o lançamento de um aplicativo do serviço para o iPhone e para o reprodutor de mp3 iPod Touch será anunciado oficialmente amanhã na feira de telefonia CTIA Wireless 2009, em Las Vegas (EUA).
Tela do sistema de voz sobre IP Skype, que será integrado ao iPhone e ao iPod a partir desta semana

Tela do sistema de voz sobre IP Skype, que será integrado ao iPhone e ao iPod a partir desta semanaO Skype para iPhone permitirá a realização de ligações telefônicas usando internet, o envio de mensagens instantâneas e inclusive o compartilhamento de fotos sem custo entre usuários do serviço.

Nos EUA, o Skype para iPhone só funcionará por meio da rede Wi-Fi de conexão a internet e não pela rede telefônica, condição exigida pelas operadoras de telefonia, que não querem ver seu negócio reduzido.

Líder do setor de telefonia pela Internet com quase 400 milhões de usuários registrados, o Skype não será o primeiro serviço de VoIP em chegar ao iPhone. Várias outras companhias já oferecem aplicações para realizar ligações gratuitas pela web.

da Efe,  – Folha Online

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msn

Graças às redes sociais, os adolescentes vão manter mais amigos de infância do que os seus pais. De acordo com Danah Boyd, expert em internet e sociedade, a rede tem a função de manter vivos os elos, mesmo que seja através de comentários bocós tipo: “Vc fikou gatah nessa fotuuuuuuhhh!!!”

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O número de usuários de internet chegou à marca de 1,5 bilhão no mundo, entre usuários de redes fixas e móveis. Os dados foram divulgados pela União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (27).

Outro marco, segundo o relatório, é o número de aparelhos celulares: cerca de 4 bilhões no mundo, um aumento exponencial – há oito anos, o mundo contava com pouco mais de 500 milhões de aparelhos. O levantamento aponta ainda estimativa de que 61% da população possui telefone móvel, superando o número de linhas do telefone fixo.

Quanto ao acesso de internet móvel, o documento diz que 158 milhões de aparelhos celulares foram utilizados para esse fim até o final de 2007, 18% a mais do que o acesso registrado em 2006. O aumento do número ocorreu devido ao advento de tecnologias como 3G e similares.

A tecnologia de voz sobre IP (telefone via internet, por meio de programas como o Skype, por exemplo) também demonstra ser um dos maiores sucessos da internet: deve chegar a 80 milhões de usuários até o fim de 2008.

Ricos e pobres

O texto também aponta para a expansão da conexão rápida em detrimento da conexão dial-up, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. No caso de países em desenvolvimento, Turquia, Senegal e Chile, por exemplo, mantêm 90% das suas conexões em banda larga. Em todo o mundo, segundo a ITU, elas são 50% das conexões.

Mas a diferença entre os países ricos e pobres é acentuada nos números: enquanto a penetração de banda larga é de 16% na Europa e de 10% nas Américas, a África tinha apenas 1% de conexões rápidas até o final de 2007.

A diferença ocorre também devido à distribuição de acessos em telecomunicações nos países. O relatório aponta soluções como, por exemplo, a derrubada de barreiras comerciais que inibem o fluxo de capitais de um país para outro.

da Folha Online

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Sob uma imagem falsamente propagada de um país moderno, os mandarins vermelhos, continuam, ditatorialmente, comandando um Estado policial.

Contra a censura! Sempre!

Da BBC

China espiona mensagens do Skype, dizem pesquisadores. A Skype diz que respeita as leis chinesas.

A China vem monitorando e censurando mensagens enviadas pelo serviço de internet Skype, de acordo com pesquisadores.
Citizen Lab, um grupo de pesquisas ligado à Universidade de Toronto, no Canadá, disse que encontrou um banco de dados contendo milhares de palavras consideradas ‘politicamente sensíveis’ bloqueadas pelas autoridades chinesas.

O banco de dados, disponibilizado para o público, também mostra informações pessoais de assinantes do serviço.

A Skype, conhecida mundialmente por oferecer serviços de telefonia pela internet, disse que sempre foi aberta em relação ao escrutínio de dados por parceiros chineses, mas está preocupada com a violação da segurança do site.

Sistema de vigilância

Os pesquisadores do Citizen Lab disseram que descobriram um enorme sistema de vigilância que pegou e armazenou mensagens enviadas através do telefone online e serviço de mensagens por texto.

Ele continha mais de 150 mil mensagens de vários tipos.

“Cerca de metade das mensagens continham obscenidades. Quando eu as filtrei, ficaram mensagens – a maioria em chinês – que tinham conteúdo de natureza sensível politicamente”, disse Nart Villeneuve, da Universidade de Toronto.

“Eu não sei quais as palavras exatas que estão acionando a filtragem, mas sei que a maioria das mensagens contém críticas ao Partido Comunista, mensagens sobre a independência de Taiwan, sobre a Falun Gong (movimento espiritual banido na China) e outros tópicos políticos sensíveis”, disse o pesquisador.

O relatório da Citizen Lab, intitulado Breaching Trust (Violando a Confiança) disse que “mensagens de texto, junto com milhões de registros contendo informações pessoais, estão armazenados em servidores de internet inseguros”.

Segundo os pesquisadores, ao usar um nome-senha, é possível identificar todas as pessoas que enviaram mensagens para alguém ou receberam-nas do usuário original.

Leis e regulamentos

A Skype opera na China como Tom-Skype, uma joint venture envolvendo o site de leilões americano, eBay, e a companhia chinesa TOM-Online.

O Citizen Lab disse que está “claro” que a Tom estaria “se envolvendo com ampla vigilância aparentemente com pouca preocupação em relação à segurança e à privacidade de usuários do Skype”.

Mas o presidente da Skype, Josh Silverman, disse que o monitoramento feito pela China é conhecido e que a TOM-Online “estabeleceu procedimentos para se enquadrar em leis e regulamentos locais”.

“Estes regulamentos incluem a exigência para monitorar e bloquear mensagens instantâneas que contém determinadas palavras consideradas ofensivas pelas autoridades chinesas”, afirmou ele.

Silverman disse que é política da TOM-Online bloquear determinadas mensagens e depois apagá-las, e ele investigará porque a política mudou para permitir que a empresa pegue e armazene estas mensagens.

Embora o uso de internet seja alto na China, as autoridades impedem há muito tempo o acesso de sites que consideram politicamente sensíveis.

Empresas ocidentais de internet como Google, Microsoft e Yahoo foram criticadas por grupos de direitos humanos por aceitar os rigorosos regulamentos da China.

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A aldeia dos tupiniquins, por causas insondáveis, é quase sempre vítima de restrições por parte de empresas multinacionais. Veja abaixo mais uma desses casos. Caso alguém saiba explicar o motivo, agradeço.

Do blog Zumo – Escrito por Henrique Martin

O Skype anunciou hoje um novo plano ilimitado (ops, 10 mil minutos/mês) para ligações locais para linhas fixas de 34 países por R$ 22,95/mês (preço sugerido). Esse novo plano vale para brasileiros ligarem para os 34 países, mas não se aplica para receber chamadas em nossas linhas fixas.

Entretanto, os brasileiros podem usar dois novos planos de ligações no Skype, o Brasil 400 (R$ 14,95/mês), que permite usar 400 minutos de ligações para telefones fixos no país, e o Mundo 400, com 400 minutos de ligações para fixos no Brasil e em 34 países.

(O mais curioso disso tudo é que o Skype fez press releases distintos em inglês e português, separando o que é importante para cada região. É um fato bem raro no quesito “release traduzido”.)

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Aquisições geram medo de uma nova bolha na Internet. Para Tim O’Reilly, editor e conferencista de tecnologia, quando a bolha estourar vai haver muitos desempregados, de novo.
Sandy Huffaker/The New York Times

A matemática do Vale do Silício está começando as ficar confusa uma vez mais. Empresas de Internet com nomes estranhos e poucos clientes vêm sendo adquiridas por preços polpudos. E os investidores, tendo aparentemente esquecido o que sofreram quando a primeira bolha da Internet estourou, exibem sintomas do distúrbio conhecido como exuberância irracional.

Vejam o caso do Facebook, um site de redes sociais que ainda não provou sua viabilidade financeira: consta que seu valor está sendo avaliado pelos investidores em até US$ 15 bilhões. Isso equivale a quase metade do valor de mercado do Yahoo, uma empresa com 38 vezes mais funcionários e, com base em estimativas sobre a receita do Facebook, 32 vezes mais faturamento.

O Google, que recentemente viu alta de suas ações para além da marca dos US$ 600, hoje tem valor de mercado maior que o da IBM, uma empresa que fatura oito vezes mais.

Em termos mais amplos, empresas iniciantes de Internet vêm atraindo investimentos com base em sua capacidade de atrair audiências, e não de gerar receitas ¿ exatamente a mesma alquimia que, na opinião de muitos, gerou inflação e o estouro da primeira bolha do setor.

A alta nas percepções de valor de algumas empresas iniciantes chega até a surpreender alguns empresários que se beneficiam dela. Um ano atrás, o Yahoo investiu na Right Media, uma empresa de Nova York que está desenvolvendo uma rede de publicidade online. O valor avaliado da empresa, quando do investimento, era de US$ 200 milhões. Seis meses mais tarde, o Yahoo decidiu adquirir o grupo, e o preço de venda havia disparado para US$ 850 milhões.

O que mudou? De acordo com o vice-presidente de tecnologia da Right Media, Brian O’Kelley, muito pouco, exceto o fato de que os rivais do Yahoo, Microsoft e Google, estavam escrevendo cheques bilionários para adquirir redes de publicidade online, e o Yahoo acreditava ser necessário pagar o preço que fosse para se manter na disputa.

“Eu admito que fiquei rindo à toa”, diz O’Kelley, 30, sobre a transação que lhe rendeu US$ 25 milhões. Ele deixou a Right Media e está criando uma nova empresa, e afirma que “de jeito nenhum quadruplicamos nosso valor em seis meses”.

A tendência vem sendo descrita como um retorno à loucura (pelos céticos) ou como uma abordagem racional quanto às oportunidades ilimitadas que a Internet propicia (pelos verdadeiros crentes). Cobiça, medo e uma corrida desesperada para escolher o próximo grande vencedor estão jogando lenha na fogueira de um novo boom do Vale do Silício. “Há com certeza muita coisa acontecendo, e o mercado não é racional”, diz Tim O’Reilly, promotor de conferências de tecnologia e editor.

A criação da expressão “Web 2.0″ é atribuída a O’Reilly. O termo se refere a uma nova geração de sites que encorajam os usuários a contribuir com conteúdo próprio. Sua conferência Web 2.0, que começa na quarta-feira em San Francisco, se tornou o ponto focal do otimismo quanto ao mais recente conjunto de ferramentas online que mudarão a sociedade.

Mas isso não impede que O’Reilly se preocupe com a possibilidade de que talvez o setor esteja gerando número exagerado de empresas sem qualquer originalidade, planos de negócios insensatos e aquisições a preços absurdos.

“Quando a bolha inevitavelmente estourar”, ele disse, “vai sobrar muita gente desempregada. De novo”. Avaliar uma empresa iniciante sempre foi uma combinação de ciência e especulação. Mas, como no primeiro boom da Internet e na recente disparada do mercado da habitação, profissionais experientes das finanças parecem estar dispostos a ceder a um estranho instinto que os leva a deixar de lado a ciência e confiar completamente na especulação.

Desta vez, as pessoas que estão se deixando seduzir pelo otimismo não são investidores caseiros ou inexperientes, mas empresas de capital para empreendimentos cujos cofres estão repletos de dinheiro fornecidos por fundos de hedge e fundos de investimento universitários. E muitos desses profissionais das finanças dizem que, agora, tudo é diferente.

Mais de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo usam a Internet, muitas delas com velozes conexões de banda larga e dispostas a mergulhar na cultura digital. O influxo de verbas publicitárias para a web se tornou uma tendência irreversível, e oferece meios comprovados de ganhar dinheiro, para as empresas iniciantes, enquanto os modelos de negócios das empresas da bolha passada muitas vezes não passavam de prestidigitação.

“Os fatores ambientais são muito diferentes do que era o caso há oito anos”, disse Roelof Botha, sócio da Sequoia Capital um dos primeiros investidores no YouTube. “O custo de fazer negócios caiu dramaticamente, e as empresas tradicionais de mídia despertaram para as oportunidades da web”. “Isso vai permitir que, desta vez, o resultado seja diferente”, afirma.

Alguns ligam o início da nova bolha à aquisição do grupo de telefonia via Internet Skype pelo eBay, em 2005, em uma transação avaliada em US$ 3,1 bilhões. Meg Whitman, a presidente-executiva do eBay, teria derrotado o Google em uma disputa pelo controle da companhia. Este mês, o eBay reconheceu que havia pago demais pela Skype – cerca de US$ 1,43 bilhão a mais do que deveria, segundo a empresa -, e anunciou que o co-fundador da Skype, Niklas Zennstrom, havia deixado o grupo.

A aquisição do YouTube pelo Google, no ano passado, por US$ 1,65 bilhão, em uma transação que também gerou forte disputa entre diversos interessados, pode igualmente ter acelerado a transição rumo a valores astronômicos. Mas executivos do Google e muitos analistas argumentam que, caso o YouTube se torne o próximo gigante do entretenimento, o preço pode ter valido a pena.

Os valores imensos das transações no caso do YouTube e da Skype levaram os novos empresários da Internet a sonhar com riqueza improvável, e trouxeram de volta práticas que haviam sido desacreditadas na primeira bolha. “Estamos quase de volta aos erros de 2000″, disse Aaron Kessler, analista de Internet na corretora Piper Jaffray. “As empresas estão comprando números de usuários, e não receita e lucros”.

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Vai dizer que você desgruda do computador?
Deve ser isso que os crentes chamam de “ver a luz”. Eu vejo a luz no meu monitor todos os dias. Uma crônica para quem passa horas demais na internet.
Por
Cristiana Soares *

On. Bocejo. Musiquinha do Windows. Bom dia. MSN, Hotmail, Gmail, Gtalk, Orkut, Skype. Lá fora faz sol ou estaria chovendo? As marginais estariam livres? Por curiosidade (e por um certo sadismo em ver os outros sofrerem nos engarrafamentos), abro o UOL antes de abrir as janelas de casa. Acontecimentos principais do dia. Curiosidades. Buraco de metrô que desaba. Feliz por não precisar das ruas, das marginais, do metrô. Na segurança do meu lar. E em todos os lugares ao mesmo tempo.


Começo a trabalhar, sem noção de hora. Conversas paralelas, pesquisas, viajadas. Tudo online e a cores. Onde estava mesmo? Ah, naquele texto. Mas preciso de um link. Um do tipo hiper. Hiperperdida, novamente. Fome. Comida. Qualquer uma, às vezes. Hoje, pausa para cozinhar no capricho. Entre cebolas e refogados, uma conferida nos e-mails.


De frente para a tela, minha mesa do almoço. Meu cérebro se estilhaça em mil. Um para cada direção das milhares de informações. Sensação de frustração por perceber que há mais informações do que uma cabeça. Uma cabeça-grão num universo cyberinfinito. De que site vim, para que site vou?


Pelo menos a comida é proporcional ao tamanho do estômago. Pelos menos essa sensação de saciedade eu posso realizar. Mas a postura sentada não ajuda na digestão. Clicar fica complicado. O corpo me obriga a desgrudar da cadeira giratória.


Na posição deitada. 15 min. O suficiente para planejar as próximas linhas que vou escrever, os próximos e-mails que vou enviar e matutar como vou fazer para ganhar dinheiro na web. Já que viver longe dela é impossível, então ela vai ter que me sustentar. Nunca havia me viciado antes em nada desse mundo que chamamos real. Mas agora, sou uma e-adicta. Com direito a crise de abstinência. Graças aos céus, nas minhas férias, fiquei hospedada em um lugar com conexão banda larga full-time.


A Quântica tem um conceito chamado “emaranhado”. Onde todas as coisas estão interligadas, sem começo nem fim. Deve ser isso o que as pessoas chamam de Deus. De destino e tudo o mais que a religião tenta explicar. A internet não é o supra-sumo dessa concepção? Tudo está muito claro, pra mim, agora.


Por isso, se religião vem de religare, nunca fui tão praticante. Deve ser isso que os crentes chamam de “ver a luz”. Eu vejo a luz no meu monitor todos os dias. E tenho vontade de ajoelhar. Agradecer por estar viva para vivenciar essa experiência. Estar conectada. Entrar em comunhão.


Não, não me convidem para um passeio, se ele durar mais do que algumas horas. Pois tenho a sensação de estar perdendo alguma coisa. Algum viral, algum blog novo, algum amigo do outro lado do oceano que tentou entrar em contato. Está preocupado comigo, eu sei. Mas antes de me criticar faça uma auto-análise. Não seja o e-roto falando do e-esfarrapado. Prove-me através de fotos ou outras evidências que você passa a maior parte do seu dia longe de um personal computer.


Está chegando a noite e sinto-me culpada. Os passarinhos cantaram lá fora e eu não os ouvi, pois meus ouvidos estavam ocupados com o canto de um MP3. Um cansaço fractal me abate. Antes da cama, uma tv, um telefonema, para dar sentido a esses objetos ultrapassados que moram comigo.
Não quero deixá-los enciumados depois de tantos anos de serviços prestados.
Vou sonhar que cada click vale um cent. Off.


Cristina Soares
é publicitária e escreve no
Blog Talk.

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