O que suas ex-celências fazem, Tupiniquins, com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho.

Sobrinha do Senador Álvaro Dias, ocupante contumaz da Tribuna do Senado em apontar o dedão acusatório contra malfeitos de adversários, Valéria Dias, perdeu o cargo no Senado por vínculos de parentesco.

Nada de choro por causa de uma bobagem dessas. Né?

Agora é gerente de projetos do Ministério do Esporte, no Rio.

Negócios na África

A sobrinha de Álvaro Dias esteve pelo Brasil em uma feira de negócios do futebol na África do Sul, segundo revelou o Blog do Cruz.

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…”Ora (direis) ouvir estrelas!
Certo!
Perdeste o senso!”…
Olavo Bilac

Assim como os petistas — esses não se intimidam no exercício do cinismo, acolitados pelos colors e calheiros — , os tucanos e os democratas jogam pra plateia. Todos os senadores votam, aprovando ou não, as decisões tomadas pela mesa diretora.

Os atos, secretos ou não, nomeações, concessões de ‘benesses’ e outras maracutaias, são lidos pelo primeiro secretário nas sessões ordinárias e são submetidos aos votos de suas (deles) ex-celências.

Portanto, todos aprovaram, por concordância ou omissão, os atos indecorosos — o nome oficial do conselho é conselho de ética e decoro parlamentar- e aéticos cometidos por Sarney. Não tem virgem na zona!

Agora depois do MercadoAndante — o outro bigode volúvel do senado — deixar o dito por não dito por ordem do apedeuta, as vestais da oposição vão sair do tal conselho em protesto pelo arquivamento das representações feitas contra Sarney.

Cômico, ou trágico? Afinal foi esse mesmo conselho, na mesmíssima sessão indecorosa, que também varreu pra debaixo do tapete a representação contra Arthur Virgílio. O fato deste estar repondo os valores recebidos, indevidamente, aos cofres da união, não anula a quebra de decoro.

O editor


PSDB se une ao DEM e anuncia que vai deixar o Conselho de Ética do Senado

Os dois partidos têm cinco das 15 vagas do colegiado.

Proposta da oposição é reformular o Conselho.

A bancada do PSDB no Senado decidiu nesta terça-feira (25) deixar o Conselho de Ética do Senado. Mais cedo o DEM anunciou a mesma medida. Os partidos têm cinco das quinze vagas no colegiado. A ação é um protesto contra o arquivamento de 11 ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A proposta da oposição é reformular o Conselho de Ética.

“Já estava decidida a nossa saída e vamos formalizar nesta tarde”, disse o vice-líder tucano, Álvaro Dias (PR).

DEM e PSDB querem trabalhar agora por uma reformulação do colegiado. Os senadores ACM Júnior (DEM-BA) e Marisa Serrano (PSDB-MS) vão coordenar as discussões nesta direção.

A proposta da oposição é que o Conselho abandone a proporcionalidade e se torne suprapartidário. O novo Conselho seria composto por um integrante de cada partido da Casa, preferencialmente pelo líder. O representante não poderia ser suplente, nem responder a processo judicial criminal ou por improbidade administrativa. Não poderia ser indicado também quem tivesse problemas nos tribunais de contas. A proposta será transformada em um projeto de resolução e será debatida ainda internamente.

Retirada

Na segunda-feira (24), o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, defendeu que os partidos de oposição deixassem o Conselho de Ética da Casa porque o colegiado não estaria cumprindo o seu papel. “Eu não fico lá. Vou defender que o partido saia porque o Conselho está descaracterizado e não cumpre o seu papel”, disse o tucano.

Guerra admitiu que a ação é um “mero protesto”, visto que o trabalho do Conselho no caso Sarney já foi realizado. O presidente tucano, no entanto, pediu mais calma na discussão sobre a possível extinção do Conselho.

G1 – Eduardo Bresciani

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Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves!

Como bem disse o Senador Pedro Simon: “Getúlio saiu da vida pra entrar na história.Sarney sai da história pra cair na vida.”

O juiz deveria no mínimo, em consonância com o Código de Processo Civil — Art.135,I (suspeição de parcialidade do juiz) — , se declarar impedido para julgar a ação.

O tempora. O mores!

O editor

Senadores repudiam censura ao Estado no caso Sarney

Parlamentares avaliam que decisão agrava a situação do presidente do Senado sobre denúncias

BRASÍLIA – A decisão judicial que proibiu o Estado de publicar reportagens sobre a investigação da Polícia Federal contra Fernando Sarney foi repudiada por senadores. Na avaliação dos parlamentares, o caminho adotado pela família Sarney de censurar o jornal só agrava a situação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mergulhado em denúncias de nepotismo, envolvimento em atos secretos e desvio de verbas da Petrobrás. “O homem da transição democrática agora comete um ato da ditadura. Ele perdeu seu último argumento. Isso é terrível. O presidente Sarney tem de renunciar”, disse Pedro Simon (PMDB-RS).

Veja também:

Justiça censura ‘Estado’ e proíbe informações sobre Sarney
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Entidades da área de imprensa denunciam ‘censura prévia’
Nas páginas do Estadão, a luta contra a censura
Censura não intimidou em 68 e jornal foi apreendido

Na sexta-feira, o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, pôs o Estado sob censura. Em liminar, ele impede o jornal de publicar as conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal, com autorização judicial, que mostram, entre outras coisas, Fernando Sarney discutindo com o pai a contratação do namorado da neta do senador por meio de ato secreto no Senado.

Para o petista Eduardo Suplicy (SP), a decisão da Justiça fere princípios constitucionais. “A Constituição assegura a liberdade de imprensa, sobretudo àqueles diálogos gravados com autorização judicial. É um direito da população ser informada pela imprensa sobre diálogos que ferem a ética”, disse.

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) considera “inadequado” o caminho encontrado pelo clã dos Sarney. A situação política do senador, segundo ele, se complica ainda mais com a censura imposta pela Justiça ao Estado. “Isso agrava a situação dele. Não vejo o Senado votando mais. Não vai mais funcionar”, afirmou. “Esse caminho pela Justiça é um retrocesso terrível e injustificável. O Estado já viveu essa situação em plena ditadura, mas hoje isso não pode acontecer, a não ser que o Sarney se considere um homem incomum, como diz o presidente Lula”, afirmou.

Juiz convive com Sarney

Desembargador Dácio Vieira Casamento da filha de Agaciel Maia

Desembargador Dácio Vieira; sua mulher Angela; a mulher de Agaciel, Sanzia; José Sarney; Agaciel Maia; e o senador Renan Calheiros no casamento da filha de Agaciel. (Foto: Reprodução)

Neste sábado, o Estado revelou que o desembargador Dácio Vieira é do convívio social do senador José Sarney e do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia. O registro está numa foto do dia 10 de junho: Vieira, Sarney e Agaciel aparecem juntos no casamento da filha do ex-diretor . O desembargador trabalhou na Gráfica do Senado durante o período em que Agaciel foi diretor deste departamento. É também ex-consultor jurídico do Senado. “O fato (censura), por ser inexplicável, suscita essas dúvidas: por que o desembargador esteve no casamento da filha do Agaciel?”, indagou Jarbas.

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), também condenou o caminho adotado pela família Sarney para tentar abafar a onda de denúncias. “O que o presidente Sarney deveria fazer é dar suas razões e se defender. O que ele não deveria é tentar censurar o Estado e o restante da imprensa”, disse. “Isso vai prejudicá-lo ainda mais.”

Seu colega de partido Álvaro Dias (PR) avalia que o episódio deve intensificar ainda mais a pressão contra Sarney dentro do Senado. “Em vez de aplacar os ânimos, isso vai exacerbar mais a crise, já que o presidente Sarney lançou mão de um expediente autoritário”, afirmou. “Isso é deplorável. É um retrocesso imperdoável. São resquícios autoritários. Desta maneira, voltaremos aos tempos da publicação de versos de Camões”, disse, referindo-se ao período em que o Estado, sob censura da ditadura militar, publicava poemas de Camões ou uma receita no lugar das reportagens proibidas.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) também faz a mesma referência. “Quando eu era deputado estadual, ia à banca esperar o Estado para ver receita de bolo e poemas. Não esperava que algo parecido fosse acontecer novamente. É uma coisa ridícula, sem sentido”, afirmou. “O Senado vive um caos.”

Decisão deve ser revista

Na opinião de Eduardo Suplicy, a Justiça deve rever a censura imposta ao jornal, não só por causa dos preceitos constitucionais, como também pela relação próxima entre o juiz que concedeu a liminar e o presidente José Sarney. “Avalio que isso deve ocorrer porque há essa relação próxima do juiz com a família do senador”, disse.

O líder do PMDB e aliado de Sarney, Renan Calheiros (PMDB-AL), não quis comentar a decisão judicial que colocou o Estado sob censura. O senador apenas reafirmou que o presidente do Senado não cogita renunciar ao cargo nos próximos dias. “O presidente Sarney está firme. Não interessa ao governo, nem ao partido, a sua saída. Isso só interessa à oposição”, disse.

Desafeto de Renan, Jarbas Vasconcelos disse que ficou impossível fazer qualquer previsão sobre o que vai acontecer no Senado nesta semana, quando os senadores retornam do recesso parlamentar. “É imprevisível. A gente pode ir para um impasse”, avaliou. Ele aposta, porém, que a situação de Sarney pode mudar internamente depois do recuo do presidente Lula de dar apoio público ao peemedebista. “Foi o presidente Lula quem salvou o Sarney até agora”, disse Jarbas.

Estadão – Leandro Colon

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Não escapa nada! Nem ninguém!

Seja lá o que for, onde for, por qualquer que seja o motivo, suas (deles)  ex-celências não perdem a oportunidade de cometer um ilícito, por mais prosaico que seja. Agora aparece uma “malinação” cometida no mundo virtual pelo Senador Álvaro Dias, uns dos dedos mais acusadores do Senado. Uma vestal em apontar comportamentos amorais da oposição.

Senador nega haver fraudado votação

A história surgiu ontem na bancada do PSDB no Senado, até em retaliação à suspeita de que ele esteve entre os eleitores de José Sarney: o tucano Álvaro Dias (PR) teria contratado empresa ou pessoas para votar nele, pela internet, elegendo-o “Senador do Ano” do influente site de notícias e análises “Congresso em Foco”. Alegou-se inclusive que em um só dia ele recebeu 79 mil votos. Dias nega com veemência.

da coluna Claudio Humberto

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O “imbroglio” do dossiê, banco de dados, ou quaiquer que sejam os outros adjetivos nominados, parece estimular opinões as mais diversas. Replico abaixo opinião de leitor, publicada no blog do Noblat.
Somente um néscio, um parvo, para acreditar que o governo (leia-se Casa Civil), com altos, constantes e crescentes índices de aprovação e popularidade, um governo que superou o escândalo do “mensalão” sem precisar recorrer a subterfúrgios, iria se preocupar em fazer dossiê contra uma CPI fajuta, patrocinada por uma oposição inexistente, a partir de dados públicos.

É óbvio que os tais dados, ainda que enviados da Casa Civil, tomaram as dimensões de dossiê no gabinete do “garoto da inVeja”. Desde quando o governo, aprovadíssimo, iria se preocupar em silenciar ou chantagear uma oposição inexistente? Que risco corria o governo na mão dessa turma de desqualificados? Nenhum!

O senador-consipirador mentiu no exercício do mandato ao negar que sabia a identidade do “vazador”. Deve ser submetido ao Conselho de Ética. Álvaro Dias foi pego de calças curtas e sem fraldas. Álvaro Dias é o “Mr. Bean” do Senado. Deve pagar pela trapalhada.

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