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Antônio Gedeão – Versos na tarde – 22/10/2016 sábado, 22 de outubro de 2016

Amostra sem valor Antônio Gedeão ¹ Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém. Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível; com ele se entretém e se julga intangível. Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu, sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito, que o respirar de um só, mesmo que seja o meu, não pesa num total que tende para infinito. Eu sei que as dimensões impiedosas…

Atonio Gedeão – Versos na tarde – 13/10/2016 quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Memória sobre teus olhos Atonio Gedeão¹ Magníficos. como os jactos que aguardam no aeroporto o iminente sinal da partida, seus grandes olhos imensos escorvam, impacientes, o subsolo da imagem pressentida. Perfurantes como as brocas dos mineiros, pontas de aço-vanádio que o cubro alcançam sem perder o gume, um fogo o olhar o queima, um mar invade-o, um lume feito de água, água de lume. Súbito, seus grandes olhos imensos descolam e levantam voa. Ei-los que sobem. Seu movimento é como…

Antônio Gedeão – Versos na tarde – 13/10/2012 sábado, 13 de outubro de 2012

Máquina do mundo António Gedeão ¹ O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma. Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea. Espaço vazio, em suma. O resto, é a matéria. Daí, que este arrepio, este chamá lo e tê lo, erguê lo e defrontá lo, esta fresta de nada aberta no vazio, deve ser um intervalo. ¹ Rómulo Vasco da Gama de Carvalho * Lisboa, Portugal – 24 de Novembro de 1906 d.C + Lisboa, Portugal – 19 de Fevereiro de 1997…

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