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Fernando Pessoa – Versos na tarde – 20/08/2017 domingo, 20 de agosto de 2017

Prefiro rosas, meu amor, à pátria Fernando Pessoa/Ricardo Reis Prefiro rosas, meu amor, à pátria, E antes magnólias amo Que a glória e a virtude. Logo que a vida me não canse, deixo Que a vida por mim passe Logo que eu fique o mesmo. Que importa àquele a quem já nada importa Que um perca e outro vença, Se a aurora raia sempre, Se cada ano com a Primavera As folhas aparecem E com o Outono cessam? E o…

Fernando Pessoa – Versos na tarde – 12/07/2016 terça-feira, 12 de julho de 2016

Vossa formosa juventude leda Fernando Pessoa/Ricardo Reis¹ Vossa formosa juventude leda, Vossa felicidade pensativa, Vosso modo de olhar a quem vos olha, Vosso não conhecer-vos — Tudo quanto vós sois, que vos semelha À vida universal que vos esquece Dá carinho de amor a quem vos ama Por serdes não lembrando Quanta igual mocidade a eterna praia De Cronos, pai injusto da justiça, Ondas, quebrou, deixando à só memória Um branco som de espuma. ¹ Fernando António Nogueira Pessoa *…

Ricardo Reis – Versos na tarde – 27/06/2015 sábado, 27 de junho de 2015

Toda visão da crença se acompanha Ricardo Reis/Fernando Pessoa¹ Toda visão da crença se acompanha, Toda crença da ação; e a ação se perde, Água em água entre tudo. Conhece-te, se podes. Se não podes Conhece que não podes. Saber sabe. Sê teu. Não dês nem operes. ¹Fernando Antonio Nogueira Pessoa * Lisboa, Portugal – 13 de Junho de 1888 d.C + Lisboa, Portugal – 30 de Novembro de 1935 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo] Compartilhe a informação:

Fernando Pessoa – Versos na tarde – 23/03/2015 segunda-feira, 23 de março de 2015

Sê lanterna, Sê luz com vidro em torno Ricardo Reis/Fernando Pessoa ¹ Sê lanterna, sê luz com vidro em torno, Porém o calor guarda. Não poderão os ventos opressivos Apagar tua luz; Nem teu calor, disperso, irá ser frio No inútil infinito. ¹Fernando Antonio Nogueira Pessoa * Lisboa, Portugal – 13 de Junho de 1888 d.C + Lisboa, Portugal – 30 de Novembro de 1935 d.C => biografia [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo] Compartilhe a informação:

Fernando Pessoa – Ricardo Reis – 01/04/2013 segunda-feira, 1 de abril de 2013

Vem sentar-te comigo, Lídia Ricardo Reis/Fernando Pessoa Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio. Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. (Enlacemos as mãos.) Depois pensemos, crianças adultas, que a vida Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado, Mais longe que os deuses. Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos. Quer gozemos, quer não…

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