Mônica Serra, mulher do presidenciável José Serra entrou, metaforicamente falando, com os dois pés – calçados em saltos altos elegantes – na campanha eleitoral. Mônica Allende Serra, é chilena e formada em psicologia, mirou diretamente no programa “bolsa família”.

Mônica Allende Serra, mulher do presidenciável José Serra, entra na campanha.

A mulher de Serra resolveu entrar na campanha em busca principalmente do voto feminino. Para a ex-primeira dama paulista “minha participação na campanha é falar com as mulheres e poder colocar para elas qual a forma de trabalho de Serra”. Só o tempo poderá dizer se a intervenção da psicóloga foi um eficiente passo dado com um elegante “scarpin”, ou uma desastrada botinada nos já combalidos índices eleitorais do Zé.
O Editor


Mônica: “As pessoas não querem mais trabalhar e estão ensinando isso aos filhos”

Mônica Serra, mulher do candidato à presidência José Serra (PSDB) entrou de salto alto na campanha corpo a corpo com a população. Foi com uma bota que ela começou seu trabalho em Curitiba, na sexta, em reunião com lideranças comunitárias, mas no segundo compromisso, depois de alguns minutos de caminhada em um bairro da periferia da capital paranaense, recebeu uma sandália sem salto que estava no carro. E não entendeu quando a troca de calçado foi alvo de fotógrafos que a acompanhavam.

A passagem de Mônica por Curitiba marca o novo estilo que ela quer adotar para tentar ganhar votos para o marido. Psicóloga e professora aposentada, a discreta esposa de Serra irá esta semana a capitais do Nordeste.

Nega que seja uma estratégia motivada pela existência de duas mulheres na disputa, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), e explica sua motivação. “A questão do gênero está superada”, diz. “Os eleitores de Serra precisam saber que ele não chega sozinho, mas com a família e seus princípios e valores”.

Goiás e Minas também já foram visitados por Mônica recentemente, de maneira discreta.

Em Curitiba, ela começou o dia em café da manhã com representantes de todos os bairros da cidade, ao lado de Fernanda Richa, mulher do candidato tucano ao governo, Beto Richa, e outras lideranças femininas que citaram diversas vezes a participação de Serra na chegada dos genéricos ao país.

Ao pegar o microfone, disse estar emocionada. “Pensei: não vou conseguir falar”, contou, pouco antes de criticar o programa Bolsa Família. “As pessoas não querem mais trabalhar, não querem assinar carteira e estão ensinando isso para os filhos”, falou. Ela lembrou a origem humilde do marido e a importância que a mãe dele teve ao defender o desejo que Serra tinha de estudar.

Antes de o microfone voltar para as mãos de Fernanda Richa, que corrigiu o discurso contra o Bolsa Família e afirmou que o programa será mantido, mas por um período, até que a pessoa tenha promoção social, Mônica entrou no tema religião. Perguntou quantos eram católicos na plateia, concluiu que era a maioria e emendou: “Nas intenções, peçam bênção para o Serra e o povo brasileiro”.

Como ela nasceu no Chile, carrega o sotaque de seu país, mas falou com as pessoas e posou para fotos com adultos e crianças, usando um colete azul com o nome do marido bordado em amarelo.

No bairro Vila Esperança, onde foi recebida com foguetório, Mônica caminhou ao lado de Lula, apelido que o líder local Odair Rodrigues ganhou devido a uma semelhança física e de voz com o presidente, em quem votou nas últimas eleições. Inicialmente, Lula disse ao Valor que estava pensando em votar em Dilma.

“Sou sincero”, afirmou. Minutos depois, mudou a fala. “A gente vai com o Serra, sim. Estava brincando.” Como os candidatos fazem, Mônica parou nos portões das casas para conversar com os moradores. “Não conheço o Serra, só por foto. Não vejo televisão”, disse a dona de casa Maria Aparecida Oliveira.

A mulher de Serra não ouviu conselhos para evitar proximidade com rapaz que estava com cachorro pit bull e, alguns passos depois, experimentou uma cadeira de balanço.

Questionada se o marido havia pedido sua participação na campanha, ela respondeu: “Ninguém pede. É responsabilidade cidadã”. Sobre o tom da campanha, negou que esteja agressiva. “Está propositiva.”

Guilherme Pupo/Valor

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Pelo andar das pesquisas, até o momento, pode-se deduzir que a estratégia eleitoral do PSDB, e principalmente seus simpatizantes, deu errado. Nas redes sociais, Twitter, blogs, FaceBook, etc. e também por e-mail, a artilharia digital pró José Serra somente se preocupou em atacar Dilma Rousseff, ao invés de apresentar projetos concretos capazes de conquistar o eleitor. Adjetivos como poste, marionete do Lula e terrorista, circulam com a mesma intensidade com que o Índio da Costa brande o tacape contra o PT, associando o partido às Farcs e ao narcotráfico.

Quem tá comendo e comprando TV, Geladeira, Máquina de lavar,etc., tá se lixando pro botox da D.Letícia ou para cartões corporativos. Não sabe nem que ‘bicho é esse’.
Acontece que aumentou o salário, cresceu o emprego com carteira assinada, existe Prouni pra filho de pobre frequentar universidade, e por aí vão os ganhos que dá a Lula uma popularidade inacreditável para quem está em último ano de mandato.
Partidários de Serra ainda não perceberam que ‘bater’ no cara com 85% de aprovação, tira votos do tucano.
E aí, Dilma sobe.
O Editor


Lições da ascenção de Dilma
Paulo Moreira Leite/Revista Época

A eleição não terminou mas é possível extrair algumas lições diante da vantagem de 17 pontos de Dilma sobre José Serra.

Desconfie dos sábios que debatem estratégias de campanha e surgem com idéias geniais para mudar o voto de 140 milhões de brasileiros.

A vantagem de Dilma demonstra que o eleitor não está fazendo suas escolhas na campanha, mas que elas estavam definidas há tempos — e já era possível ler esses sinais na aprovação inédita do governo Lula. Como diz a velha piada, só faltava ligar o nome à pessoa.

Por isso, depois do início da propaganda na TV, o DataFolha mostra um quadro assim: Dilma dispara, Serra não cresce e Marina até oscilou um ponto para baixo.

A propaganda na TV não convenceu ninguém. Fez o trabalho de ampliar a informação e não se pode dizer, após oito anos de Lula no Planalto, que o eleitor pretende votar naquilo que não conhece. A imprensa escrita e eletrônica fez uma ampla cobertura do governo e seria absurdo afirmar que tenha sido omissa diante de erros, falhas e omissões.

A vantagem de Dilma não é um fenomeno de marketing eleitoral mas traduz fatos concretos. A economia está crescendo, o desemprego diminui, a inflação está baixa e as perspectivas são de continuidade.

Não há como Luiz Gonzalez, o marqueteiro de José Serra, mudar essa realidade. Nem o cineasta Fernando Meirelles, que trabalha para Marina Silva, pode fazer muita coisa.

A decisão do eleitor não se baseia naquilo que aparece na TV — mas em seu bolso, no orçamento de casa.

A aprovação ao governo Lula não é aplauso na arquibancada de um circo, para o melhor trapazista ou a bailarina mais bonita. Envolve o bolso da platéia, a vida de cada dia, os benefícios considerados relevantes. Isso não se muda com debates ou propaganda na TV.

Está tudo resolvido? Sim e não.

A campanha de Dilma pode cometer erros graves e abrir brechas para o crescimento dos adversários. Sempre existe essa hipótese. Mas a iniciativa está com ela.

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Será que a tendência de um eleitor pode mudar em função da pantomima dos debates televisivos? A estratégia de todos os participantes é a do cinismo explícito. Mentem nas promessas que não cumprirão se eleitos, mentem ao dizer que o adversário é que mente.

Suas (deles) ex-celências representam ridículos mamulengos, mal e porcamente manipulados por marqueteiros, habitantes de um universo surrealista.
O Editor


A mesma farsa de sempre
Promover debates entre Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva será sempre uma festa para as elites.
Para os mais críticos, uma farsa.

Porque apesar de divergências periféricas e até de farpas lançadas aqui e ali, os três pretendentes à presidência da República falam a mesma língua.

Exaltam o capitalismo, celebram a globalização, sustentam o modelo econômico da especulação financeira e da livre competição entre quantidades distintas e enaltecem a prática que vai tornando os ricos mais ricos e os pobres, mais pobres.

Do máximo que falam é da assistência social.

Mudar o mundo, mesmo, só Plínio de Arruda Sampaio, por isso excluído dos debates mais recentes.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

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Para os mais apaixonados, contras e a favor, foi visível o tratamento diferenciado dado a cada um dos candidatos, à presidência da República, entrevistados na bancada do Jornal Nacional. Cada lado acha que o adversário foi beneficiado, e que seu preferido foi maliciosamente prejudicado. Será que o Jornal Nacional é tão decisivo assim? A resposta? A teremos quando as urnas forem abertas.
O Editor
Ps. Passo a reproduzir a partir de hoje, artigos de articulistas, de diversas tendências partidárias, analisando o desempenho de seus (deles) preferidos na campanha eleitoral na TV.


O dia em que Serra perdeu a eleição
Por: Eduardo Guimarães/blog da Cidadania

Na última segunda-feira, após a entrevista de Dilma Rousseff ao principal telejornal da Globo, escrevi sobre “O dilema do Jornal Nacional“. Seria o dilema de como tratar José Serra na entrevista que daria ao programa noticioso depois de o “casal-âncora” Willian Bonner e Fátima Bernardes ter sido rude com a candidata do PT. Escrevi, então, que o JN teria que optar entre duas escolhas.

A primeira escolha seria a de tratar José Serra com suavidade para não prejudicá-lo fazendo questões para as quais qualquer resposta que desse seria ruim, como, por exemplo, perguntá-lo sobre contradição idêntica à que foi apontada contra Dilma, sobre seu partido estar aliado com partidos e caciques políticos que o PT, outrora, só não chamou de santo.

No caso de o JN fazer essa escolha, teria que perguntar a Serra sobre o que há de mais gritante em suas alianças, como o tucano se aliar a Orestes Quércia, pivô da saída de Fernando Henrique Cardoso, de Mário Covas e do próprio Serra do PMDB para fundarem o PSDB. Para fazer uma entrevista honesta, também haveria que perguntá-lo sobre o “mensalão” do DEM e sobre José Roberto Arruda, expoente do partido que indicou o vice de Serra e que chegou a ser preso e depois cassado por corrupção.

A outra escolha possível ao JN seria a de fazer o que efetivamente fez, ou seja, montar um teatrinho com perguntas e respostas obviamente ensaiadas entre o “casal-âncora” e o entrevistado tucano, com Willian Bonner se perdendo em meio a uma torrente de pedidos de “desculpas” ao entrevistado por ameaçar interrompê-lo. O teatrinho visou fazer parecer que Serra fora tratado com dureza igual à que foi usada contra Dilma.

O Jornal Nacional fez a segunda opção. Contudo, mal treinados em atuação teatral, Bonner e Bernardes foram tão óbvios na suavidade das perguntas e na omissão das questões mais espinhosas contra Serra, e tão escancarados ao manter o “mensalão do PT” no ar nas entrevistas com os três principais presidenciáveis, que o assunto partidarismo do telejornal chegou até às páginas da imprensa amiga, como em matérias na Folha de São Paulo levantando a polêmica.

Apesar de a Globo ter achado que a sua encenação seria uma jogada genial, as críticas foram tão vastas e tão variadas que até Roberto Jefferson, presidente do PTB e aliado de Serra, como retaliação por ter sido usado pelo JN no lugar de Quércia reconheceu que o telejornal favorecera seu candidato a presidente, o que obrigou a emissora a emitir nota oficial desmentindo que tenha favorecido alguém.

A mera leitura da transcrição das entrevistas dos candidatos não permite identificar favorecimentos. O JN perguntou a Dilma e a Serra sobre temas parecidos – sobre suas alianças, por exemplo, apesar de ter escolhido questionar a aliança errada de Serra, pois, como já disse, sua maior contradição é estar aliado ao pivô de sua saída do PMDB para fundar o PSDB.

De fato, a estratégia da Globo faz algum sentido porque a quase totalidade dos brasileiros não tem informações como essa que acabo de mencionar e, assim, não captaria diferença de tratamento entre o tucano e a petista.

Ocorre que há um fator subjetivo ao qual a “inteligência” global não deu atenção. Clicando aqui, o leitor será enviado a matéria do portal de internet da Globo contendo o vídeo e a transcrição da entrevista de Dilma ao JN. Clicando aqui, encontrará o mesmo em relação a Serra. Para os menos atentos, vale ler as transcrições das entrevistas e, depois, assistir aos vídeos, porque contêm um dado que aquelas transcrições escondem.

Há uma capacidade que os desprovidos de conhecimento político e até de instrução têm de sobra, ou seja, a capacidade natural das pessoas de notarem aspectos subjetivos como o tom de voz e a linguagem corporal dos entrevistados, quando tais aspectos são gritantes.

Faça um teste, leitor: retire o som dos vídeos das entrevistas de Dilma e de Serra e aprecie o balé subliminar das expressões faciais e dos gestos dos atores. Depois, ouça a entrevista sem ver as suas imagens. O que você captará, se for suficientemente honesto consigo mesmo para se abrir à realidade mesmo que ela contrarie as suas idiossincrasias, será a diferente disposição dos entrevistadores com cada entrevistado.

PSDB e Globo, de um lado, e o PT, de outro, fazem apostas, respectivamente, sobre a incapacidade e a capacidade do público. Por mais que tucanos e mídia assumam uma atitude de quem conseguiu o que pretendia, trata-se de uma aposta da qual estamos longe de saber se realmente foi vencida pela coalizão conservadora.

Em minha opinião, a linguagem subliminar gritante de imagens e sons, a persistência no tema “mensalão do PT” nas três entrevistas de candidatos e a polêmica sobre a diferença de tratamento a Dilma e a Serra provaram que a Globo integra a campanha do tucano.

Embora ainda não se possa dizer quem está certo – se eu ou a Globo –, que fique registrado que considero a série de entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos Dilma Rousseff, Marina Silva e José Serra como o momento em que o favorito da Globo e da grande mídia efetivamente começou a perder a eleição de forma irreversível, e no qual a emissora sepultou suas aspirações de se posicionar como “isenta”.

11 de agosto de 2010, data da entrevista de Serra ao JN, ainda será considerado o dia em que o tucano efetivamente perdeu a eleição presidencial.

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Após impasse, partidos começam a receber doações pela internet

PV começou a receber na sexta à noite; PT anunciou para esta segunda.

PSDB diz que busca solução para questão jurídica.

Após um impasse sobre a legislação e dificuldades técnicas por parte das operadoras de cartões de crédito, as campanhas dos presidenciáveis começam a receber doações pela internet.

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TSE muda regras para doações de campanha por cartão de crédito

Doações pela internet desafiam campanhas eleitorais

O comitê de Marina Silva (PV) arrecada pela web desde a noite de sexta-feira (6). A campanha de Dilma Rousseff (PT) anunciou que começará a receber a partir desta segunda (9).

O PSDB informou que tem interesse, mas ainda busca soluções para disponibilizar a possibilidade aos simpatizantes de José Serra. Na tarde deste domingo, o G1 consultou o site dos outros seis candidatos à Presidência e não encontrou em nenhum deles a possibilidade de doar pela internet.

Novidade nas eleições 2010, essa modalidade de doação trouxe problemas para partidos e operadoras de cartões e motivou duas mudanças nas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com a legislação eleitoral, é necessário identificar o doador pelo número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Além disso, o limite de doação por pessoa deve corresponder a 10% dos rendimentos no ano anterior à eleição. Diante da dificuldade das operadoras em controlar esses dados dos clientes, o TSE mudou a resolução e delegou às legendas a responsabilidade de identificar a fonte da doação.

Ainda pela lei eleitoral, os repasses só podem ser feitos por pessoas físicas e é proibido o uso de cartões corporativos ou emitidos no exterior. As empresas tiveram de encontrar soluções técnicas para impedir essas doações.

Outra pendência era em caso de erro ou eventual desistência do doador. As empresas não queriam se responsabilizar pelos valores. Por conta disso, na última quinta (5), o TSE fez nova mudança nas normas para esse tipo de arrecadação de campanha e definiu que se a doação for rejeitada ou não reconhecida pelo titular do cartão, o valor creditado ficará sujeito a estorno.

PV

A assessoria de imprensa da campanha de Marina disse que já foram registradas doações para a candidata e que o sistema está funcionando normalmente desde a noite de sexta-feira. Nesta semana, está prevista a divulgação de um balanço sobre os recursos arrecadados pela internet. É possível doar a partir de R$ 5.

O coordenador da campanha de Marina Silva, João Paulo Capobianco, disse que a doação pela web demorou a ser disponibilizada porque é novidade. “A única coisa um pouco chata é que, em vez de encontrarem todos os problemas [em relação ao uso do cartão para doações] de uma só vez, isso foi aparecendo aos poucos. Mas é normal para um sistema novo.”

De acordo com Capobianco, não houve nenhum entrave em relação às taxas. Para o coordenador, as doações pela internet podem representar entre 20% e 30% de todos os recursos captados para a campanha.

“O uso da ferramenta é uma incógnita. É a primeira vez que acontece. Porém, o brasileiro tem índice de uso da internet para compra muito importante. Há predisposição para uso do sistema. E a campanha da Marina é muito voltada para participação, para mobilização. A campanha avalia que a ferramenta [doação por cartão de crédito] será vista como uma forma de participação”, disse Capobianco.

PT

Pelo Twitter, o tesoureiro da campanha de Dilma, José de Fillipi Júnior, disse que as doações começam nesta segunda (9) e que a primeira-dama Marisa Letícia será a primeira doadora. O valor mínimo para doações será de R$ 13.

A advogada do PT responsável pela implantação das doações, Márcia Pellegrini, informou ao G1 que a principal questão antes de oferecer o serviço foi adequar a tecnologia e a forma de trabalho das operadoras de cartões às regras exigidas pela Justiça Eleitoral.

“O que é novo é mais complicado. As operadoras estão acostumadas a lidar com lojistas. Por isso, as empresas de cartões pediram, e o TSE alterou a lei”, explicou.

Os petistas fecharam parceria com uma bandeira de cartões que conseguiu fazer o bloqueio conforme a exigência legal. Foram feitos ainda testes para tentar disponibilizar, além do cartão de crédito, a opção de doar por meio do débito em conta corrente.

“A legislação eleitoral no Brasil é muito mais complicada. Nos Estados Unidos, por exemplo, essa maneira de doar deu muito certo. Como a lei brasileira é muito rígida, as doações pela internet são uma forma mais fácil, ágil e segura”, avaliou a representante do PT.

PSDB

Ainda sem data para iniciar o serviço de arrecadação por cartões via internet, a coordenação da campanha tucana enfrenta basicamente os mesmos problemas e já cogitou desistir da modalidade de doação.

Segundo o advogado do PSDB Ricardo Penteado, há interesse do partido em arrecadar por meio das doações via cartão, mas é preciso garantir a eficiência do sistema.

“Essa parte é muito sensível numa campanha. Se fizer algo de errado, é muito grave e pode atingir a prestação de contas do candidato. Precisamos ter certeza absoluta de que não vai ter problemas”, disse Penteado.

Operadoras

Por meio de nota, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) afirmou que fez pedidos ao TSE para que fossem revistas as regras sobre o estorno das doações e o bloqueio de cartões corporativos e de outros países.

“O objetivo principal é garantir a segurança do processo, evitando fraudes, especialmente no caso das transações não presentes, ou seja, pela internet. A associação e os integrantes do setor desejam colaborar para que o sistema de doação seja implantado com sucesso ainda este ano”, informou a associação.

Débora Santos e Mariana Oliveira/O Globo

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Êia, upa, salve Tupiniquins! Regozijem-se! Embandeirem tabas e ocas! Estamos salvos! O paraíso está a caminho!
Segundo as promessas dos candidatos a presidente, Dilma e Serra, no debate da Band, o Éden será um lugar ‘minxuruca’ comparado ao que suas (deles) ex-celências farão no Brasil, se eleitos.
O Editor


Debate: ‘mentirômetro’ reprova Dilma e Serra

Especialista em veracidade da Truster Brasil, Mauro Nadvorny analisou com exclusividade os momentos mais “quentes” dos candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no debate da Band, quinta: o equipamento israelense detectou que o tucano mentiu afirmando que vai criar o ministério da Segurança, e Dilma também mentiu dizendo que “dará prioridade à qualidade e aos salários dos professores”.

Números fatais

Na análise da Truster, Serra mentiu prometendo mais de 150 centros especiais de Saúde e um milhão de vagas no ensino técnico.

Verdade desempregada

Serra mentiu na contribuição paulista para o emprego, fugindo da resposta. Dilma, confusa, exagerou nos números do Bolsa-Família.

Promessa é dívida

Dilma mentiu ao defender o envolvimento do ministério da Educação com as Apaes, e Serra, ao acusar o governo de retirar o apoio a elas.

Com ele ou sem ele?

O “intensivão” dos marqueteiros falhou: Dilma dizia “o que temos de fazer”, esquecendo que é o Lula II. Até nos erros de português.

Vestígios de um debate sem polêmicas na TV

O melhor do debate entre os presidenciáveis na Band foram os “teasers” antigos na introdução, com desaforos entre Brizola, Maluf e Requião. Contidos pelo excesso de regras impostas pelos próprios assessores, Marina (PV), Serra (PSDB), Dilma (PT) e Plínio Sampaio (PSOL) mostraram como falar de vários temas sem dizer nada, num “alto nível” que evitou questões polêmicas de alta relevância.

Erro fashion

Os marqueteiros petistas também erraram no branco usado por Dilma: pareceu ainda mais gorda. Até o rosto ganhou alguns quilos extras.

Sem opinião

Não se falou de aborto, drogas, peso do Estado na economia, redução efetiva da carga tributária, política externa, MST, índice educacional.

Despertador

Marina parecia falar na Feira Literária de Paraty (Flip), restando ao “radical” Plínio o papel de “vovô maluquinho”. Acordou o telespectador.

Humilhação

Dilma Rousseff distribuiu os 25 convites que recebeu da Band entre dirigentes petistas, primeira-dama Marisa Letícia, amigos, assessores, aspones, gatos e sapatos. Só não mandou para o vice Michel Temer. Para entrar, ele teve de “cavar” um convite junto à emissora.

Zombaria

Tucanos na platéia do debate da Band só se referiam a Dilma Rousseff por “Lady Gaga“, para chamar a atenção para sua insegurança e sua gagueira. Mas é a petista quem ri por último, nas pesquisas.

Fogo baixo

O confronto entre os candidatos, na Band, foi tão morno, quase frio, que ao serem anunciadas as “considerações finais”, alguém comentou: “Ué, mas o debate nem começou…”

coluna Claudio Humberto

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Parece que o fato de não estar liderando a corrida presidencial com a margem de preferência esperada, tem provocado confusão na cabeça, cada vez mais confusa, de José Serra. Para alguns analistas os estrategistas da campanha de Serra cometem os mesmos erros da eleição anterior.

A pergunta que fica é: qual a razão de Serra se mostrar tão nervoso se ele já participou de vários debates?
O Editor


Agora, Serra afirma que debate ‘não é coisa decisiva’

O homem, como se sabe, é o único animal que dispõe do dom da fala. Porém, quando solto na selva política, por vezes diz palavras desconexas.

Tome-se o exemplo dos tucanos. Passaram a fase de pré-campanha alerdeando a tese segundo a qual os debates teriam importância capital na sucessão.

No tetê-à-tête com Dilma Rousseff, José Serra daria um baile. Pois bem. Agora, às vésperas do primeiro embate, o próprio Serra reformula a prosa.

“Está-se exagerando o caráter decisivo do debate. É um ponto importante, mas [é apenas] um ponto na trajetória da informação para o público”.

Declarou-se “tranquilo”. E quanto à insinuação de Dilma de que, nervoso, teria de recorrer ao Lexotan?

“É só você olhar pra mim”, Serra ironizou.

Nesta quarta (4), o presidenciável tucano esteve, de novo, em Minas. Acompanhado de Aécio Neves e Cia., foi a Poços de Caldas.

A agenda previa uma esticada até Três Corações. Mas Serra preferiu retornar a São Paulo. A assessoria insinuou que teria compromissos particulares.

E Aécio: “Estava previsto que ele retornaria a São Paulo para se preparar para um outro momento importante da campanha, que é o debate em uma rede de TV.”

Debate “não é coisa decisiva”. Mas não convém facilitar.

blog Josias de Souza

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Percepções

A expectativa de poder que o presidente Lula exala, mesmo no fim de seu segundo mandato, é a responsável pela percepção majoritária de que, ao fim e ao cabo, sua candidata Dilma Rousseff vencerá a disputa com Serra pela sucessão presidencial.

Essa percepção, ressaltese, está baseada na capacidade de influência do presidente, mas, sobretudo, no jogo bruto que ele vem usando, não respeitando limites na faina para eleger sua escolhida.

A sensação generalizada é de que não há como resistir à combinação da popularidade presidencial com sua falta de escrúpulos na manipulação do poder político.

Apesar de, até o momento, as pesquisas eleitorais mostrarem uma disputa mais acirrada do que se poderia esperar diante dessa mistura explosiva que desequilibra a disputa, a opinião predominante entre os especialistas é a de que a vitória de Dilma é inevitável, justamente por causa de Lula.

O cientista político Alberto Carlos Almeida, do Instituto Análise, especialista em destrinchar o comportamento do brasileiro comum através de pesquisas, autor de livros que desvendam “A cabeça do brasileiro” e “A cabeça do eleitor”, está convencido de que a eleição caminha “para uma derrota acachapante do Serra, com vitória da Dilma no primeiro turno”.

Ele revela que tem feito pesquisas mostrando uma cartelinha com o retrato do Lula dizendo que ele apoia a Dilma, e outra com o Serra e o Aécio, para representar a força máxima do PSDB. A pesquisa projeta uma vantagem de Dilma entre 15 a 20 pontos já no primeiro turno.

Segundo ele, até a última semana de agosto, primeira de setembro, esse cenário já se refletirá nas pesquisas como consequência da presença de Lula na propaganda televisiva.

“As pessoas estão experimentando uma grande satisfação com a conjuntura, e querem a continuidade do Lula”, diz ele, que usa sua teoria de “árvore de decisão” para apostar que o eleitor priorizará a continuidade do governo Lula a eventuais questões políticas ou partidárias.

Francisco Guimarães, do Instituto GPP, fez uma média das pesquisas mais recentes, principalmente Ibope e Datafolha, e diz que “a impressão que temos é de que a Dilma saiu na frente na campanha, cresceu muito até o início de junho e hoje temos um quadro mais estável. Independentemente do apoio de Lula”.

As médias mostram um resultado próximo do empate técnico, mas com tendência favorável a Dilma.

A média de votos válidos com os três institutos, incluindo o Vox Populi, mostra Serra em movimento cadente, saindo de 51% em janeiro para 42% em julho, enquanto Dilma vai de 39% a 46% no mesmo período.

A mesma média, só com Ibope e Datafolha, mostra Serra indo de 47% para 43% e Dilma, de 39% para 45%.

Por regiões do país, a média das pesquisas Datafolha e Ibope também mostra Dilma em ascensão, mesmo onde perde, e Serra caindo, mesmo onde ganha.

No Nordeste: Serra em abril com 40% e em julho ficou com 33%; Dilma foi de 48% para 55%.

No Norte-Centro-Oeste: Serra foi de 43% a 39% e Dilma, de 39% a 48%. No Sul, Serra vai de 58% a 52% e Dilma, de 30% a 38%.

No Sudeste: Serra cai de 54% para 45% e Dilma vai de 32% para 41%.

No Sudeste, a vantagem de Serra nessa estatística está influenciada pela última pesquisa do Datafolha, que ainda o dá na frente.

O Ibope mais recente já registrou um empate técnico, com Dilma em vantagem.

Mas há mais coisas em jogo do que a simples estatística, que, na definição do escritor italiano Pitigrilli, é a ciência que diz que, “se eu comi um frango e tu não comeste nenhum, teremos comido, em média, meio frango cada um”.

Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, por exemplo, coloca um pouco de política em sua análise dos números e acha que a situação hoje, embora indique favoritismo de Dilma, não está definida.

Ele dá importância aos debates entre os candidatos, por exemplo, o que Alberto Carlos Almeida minimiza.

E acha que, com Dilma escondendo o PT e exibindo Lula, a única saída dos tucanos é destacar os perigos de um governo do PT sem Lula. O que Alberto Carlos Almeida considera uma tática equivocada.

Para Montenegro, no Nordeste a candidata oficial está consolidada, e no Sul o candidato oposicionista está consolidado. A decisão seria no Sudeste, com três problemas para Serra.

No Rio a diferença a favor da Dilma aumentou. Na opinião de Montenegro, nem Serra nem Dilma empolgam o eleitorado, “e se o PSDB fosse esperto jogaria suas fichas no Rio na Marina, para dividir os votos e reduzir a diferença”.

Em São Paulo, o governo do Serra, embora tenha sido muito bom, não tem marca, segundo Montenegro, o que faz com que o ex-governador tenha começado com 25 pontos de frente e hoje esteja com apenas 11.

Mas o grande problema do PSDB é Minas, onde Serra começou ganhando por 15 pontos, e hoje está perdendo por dez pontos.

“Acho que o Aécio (ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado), quando entrar na televisão, vai levantar o Anastasia (governador Antonio Anastasia, candidato à sucessão de Aécio) e embolar a eleição com o Hélio Costa (PMDB)”. Mas a pergunta é: isso ajudará o Serra? Montenegro chama a atenção para detalhes importantes da eleição: é a primeira vez em que o eleitor vai poder votar em trânsito para presidente, e isso pode ajudar um pouco a candidatura de Dilma, na visão de Montenegro, porque há uma migração muito grande do Nordeste para o Sudeste, principalmente para São Paulo, e muita gente não transferiu o título de eleitor.

A questão é saber se esse eleitor teve o cuidado de se registrar para votar em trânsito.

Outra novidade, porém, pode atrapalhar muito Dilma, na opinião de Montenegro: pela primeira vez o TSE está exigindo que se apresentem dois documentos na hora da votação — o título de eleitor e uma identidade.

“As pessoas mais pobres tendem a ter apenas um documento, porque documento é uma coisa cara”, comenta Montenegro, para quem no Nordeste isso pode ter efeito.

Merval Pereira – O GLOBO

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E quem vai pagar essa conta, meus caríssimos e abestados Tupiniquins? Todos nós!
Evidentemente que “vosmiceis” estavam pensando que esse ervanário sairia da poupança dos distintos, né? Claro que esse montão de dinheiro terá que ser devolvido aos doadores – doadores? há, há, há – com todos os juros, correções monetários e mais o “escambau” que for possível garfar do bolso da pobre e indefesa república brasileira.
O Editor


Caixas de Serra, Dilma e Marina somam R$ 30,65 mi

Terminou nesta terça-feira (3) o prazo para que os candidatos informem ao TSE quanto recolheram em contribuições no mês inaugural da campanha.

As tesourarias dos comitês de José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva passaram o final de semana debruçadas sobre a máquina de calcular.

Ainda sujeitas a pequenos ajustes, as contas indicam que, na primeira rodada do chapéu, os três ficaram longe das metas que traçaram.

A situação das arcas de cada campanha encontra-se, por ora, assim:

1. José Serra: O comitê tucano amealhou cerca de R$ 15 milhões. Pouco, se considerado o teto de gastos que levara ao TSE: R$ 180 milhões.

2. Dilma Rousseff: Foram à caixa petista cerca de R$ 11 milhões. Bem menos do que os R$ 157 milhões que o comitê estipulara como pé-direito financeiro da campanha.

3. Marina Silva: A escrituração da candidata anota uma coleta de cerca de R$ 4,65 milhões, contra a previsão máxima de R$ 90 milhões informada ao TSE.

Assim, tomados em conjunto, os candidatos mais bem postos na disputa amealharam R$ 30,65 milhões. Algo como 7% dos R$ 427 milhões que fixaram como teto de gastos.

Essa primeira prestação parcial de contas será exposta no portal do TSE a partir da próxima sexta-feira (6). Coisa obrigatória, prevista na lei eleitoral.

Vão à web apenas as cifras, sem os nomes dos doadores. As logomarcas associadas a cada candidato só virão à luz depois da eleição.

Os comitês terão de apresentar a escrituração final do primeiro turno até 3 de setembro, 30 dias depois do pleito. O TSE divulgará os dados três dias depois.

Está-se falando, obviamente, do dinheiro oficial. Nada a ver com o eventual trânsito de envelopes por baixo da mesa. Diz-se que não existe. Mas estamos, nunca é demasiado recordar, no Brasil.

João Wainer/Folha

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[...]“Tá legal.
Eu aceito o argumento
Mas não me altere a realidade tanto assim”[...]

Parafraseando Paulinho da Viola, até acredito que se deva dar um crédito de ingenuidade ecológica à amazônica candidata. Acontece, tem sempre um acontece no meio do caminho, que considerando o modelo atual de se fazer política no Brasil, do toma-lá-dá-cá, praticado por todos os partidos é quase impossível não haver alianças. Inclusive as mais espúrias. Como pensar em governar com lisura, sem acordos ou loteamento de cargos, tendo a reboque Sarneys, Renans, Barbalhos, Quércias e outras indeléveis personas da mais rasteira politicagem? Fica muito difícil ao eleitor menos informado – a maioria – conhecer os meandros do funcionamento do Congresso Nacional, a ponto de saber distinguir o que são alianças, como instrumento legítimo de governo, dos conchavos que são a perversão da política.
O Editor


‘É possível governar sem troca de favores’, diz Marina Silva. Ela voltou a dizer que, se eleita, se juntará ao ‘melhor’ dos outros partidos.
E mais

- ‘Quero governar com os melhores do PT e do PSDB
- ‘Sou a única que precisa do eleitor’, diz Marina Silva
- Marina defende atuação de Dilma na ditadura e critica rótulo de ‘terrorista’

A candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira (29) que, se eleita, quer construir uma base aliada que não seja pautada pela troca de favores. Ela concedeu entrevista ao programa “Vanguardão”, na Rádio Auri-Verde, de Bauru, no interior de São Paulo.

Questionada sobre como administraria a relação com os aliados e como lidaria com a troca de favores, ela afirmou:

“Eu acho que é possível governar sem troca de favores. Isso tem que acabar. Ninguém governa sozinho, mas quem disse que as pessoas só se juntam por troca de favores. O eleitor que vota não é por troca de favores.

Eu conheço no Congresso quem vota sem troca de favores. Eu posso citar nomes, tem o Eduardo Suplicy, o Pedro Simon, a Heloisa Helena. Eu mesma nunca votei por troca de favores.”

Depois, ao falar sobre qual seria sua primeira ação como presidente, respondeu que seria implantar suas promessas de campanha. “Iria olhar para o Congresso e construir uma base que não seja criada com troca de favores.”

Marina voltou a dizer que gostaria de fazer alianças com os partidos dos adversários na disputa, PT e PSDB.

“É preciso se juntar aos melhores para governar o país. Os melhores do PT, PSDB, PMDB. Existem pessoas em todos os partidos. Tem que ter disposição para dialogar, convencer e mostrar que não é o dono da verdade. Precisa do apoio e das ideias dessas pessoas.

A candidata do PV disse ainda que, ao contrário dos adversários, se ela for eleita, o responsável será o eleitor. “Que o eleitor brasileiro me ajude a chegar [à Presidência]. Meus concorrentes, se chegarem, vão achar que ganharam pelas alianças, pela estrutura, tempo de TV. Eu só teria um segmento. O homem, a mulher, o jovem, a criança, o empresário, o trabalhador brasileiro.”

Marina destacou a origem humilde e disse que conhece desde “as filas do serviço de saúde onde já foi atendida como indigente” até “os melhores hospitais do Brasil”. “Só quem conhece com profundidade a vida do povo será capaz de respeitar os avanços, mantendo o Bolsa Família e encarando os novos desafios.”

Em Bauru, Marina ainda vai inaugurar uma Casa de Marina, espécie de comitê domiciliares onde militantes distribuem material de campanha da candidata para outros eleitores. A candidata também participa de um comício na cidade de Bauru na parte da noite.

G1

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Acredito que apesar do que argumenta a articulista no último parágrafo do artigo abaixo, em havendo um segundo turno, só Zé Bêdêu — o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira, em Fortaleza — não acredita que Marina apoiará dona Dilma. E tem mais! Pela afinidade com Lula ao longo de anos de militância, a candidatura de Marina é diversionismo engendrado pela cabeça maquiavélica de Zé Dirceu.
O Editor


Vai às livrarias, em 9 de agosto, a obra “Marina – A vida por uma causa“. Trata-se da biografia oficial da presidenciável do PV, Marina Silva.

Assinada pela jornalista Marília de Camargo César, a obra foi impressa por uma editora evangélica, a Mundo Cristão.

Antes de descer ao prelo, as 256 folhas de texto passaram pelas mãos de Marina, que as revisou. O livro será utilizado como peça de campanha.

O repórter Bernardo Mello Franco correu os olhos pela obra. Em notícia veiculada na Folha, ele conta o que encontrou.

Contabilizou oito menções ao nome de Dilma Rousseff. Três em timbre neutro. Cinco em termos negativos.

O nome de José Serra é citado em cinco passagens. Nenhuma delas em tom depreciativo.

No capítulo que trata da saída de Marina do Ministério do Meio Ambiente, insinuou-se que Dilma não tratava a sério o licenciamento ambiental das obras do PAC.

“Marina travou disputas com Dilma Rousseff, defendendo que as licenças ambientais fossem levadas a sério. Dilma reclamava publicamente do atraso”, anota o texto.

Na sequência, informa-se que Lula tomou o partido de Dilma, à época a toda-poderosa chefe da Casa Civil da Presidência.

Há no miolo do livro a reprodução de um artigo do cientista político Sérgio Abranches. Contém críticas acerbas a Dilma. Coisas assim:

“A Amazônia que aparece nas exposições da ministra Dilma é a de uma fronteira de expansão agrícola, recortada por rodovias e coalhada de hidrelétricas. Só falta tirar dos mapas do PAC o verde da floresta”.

A certa altura, a propósito de esmiuçar as razões que levaram a ex-petista Marina a se bandear da Esplanada, o texto cita uma notícia de jornal:

“O ‘El País’, da Espanha, disse que Lula dava as costas à maior defensora da floresta amazônica em favor de sua ministra desenvolvimentista, Dilma Rousseff”.

Quanto a Serra, afora o fato de não ter merecido críticas, foi brindado com referências elogiosas.

Numa delas, o livro atribui ao presidenciável tucano o crédito pela aprovação, sob FHC, de subsídio para seringueiros do Acre, o Estado de Marina.

A biografia vai à estante nas pegadas do último Datafolha. Uma pesquisa em que Serra (37%) e Dilma (36%) aparecem emparelhados.

Num cenário como esse, demarcado por uma polarização de diferenças miúdas, Marina e seus 10% de intenção de voto ganham relevo inaudito.

Num eventual segundo turno, o apoio de Marina pode ter o peso da folha de árvore que fará com que a balança penda para um dos lados.

Dias atrás, numa palestra em Fortaleza, Leonardo Boff, um dos apoiadores da candidata verde, insinuou que Marina tem mais afinidades com Dilma.

Porém, tomada pelo conteúdo da biografia que leu e autorizou, Marina parece mais próxima – ou menos distante — de Serra.

Elza Fiuza/ABr

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Ela, não quer saber do “cunpaeiro” Ele, quer distância da vestal dos tucanos. A eco candidata já mandou aviso que não mexe nadinha da política econômica.
Nos Estados, de modo geral, todos juram que não haverá continuismo e batem o bumbo.
Traduzindo pro popular: “tira esse bicho daqui”. Ou, um elefante incomoda muita gente, dois elefantes…
O Editor


As primeiras cargas lançadas ao mar

Coincidência ou não, na mesma semana os dois principais candidatos demonstraram a disposição de livrar-se de carga incômoda em suas respectivas campanhas. Não se trata de ingratidão e nem se fala da ação que vinham tendo ou poderiam ter Fernando Henrique Cardoso e José Dirceu na conquista de votos para Dilma Rousseff e José Serra. Muito menos no eventual governo de um dos dois candidatos.

A verdade, porém, é que tanto o ex-presidente da República quanto o antigo chefe da Casa Civil vinham tentando ocupar espaços a eles não franqueados e acabaram recebendo um “chega para lá”.

Dilma Rousseff, num programa de televisão, afirmou “ter muito respeito pelo Zé, que não estará no cerne de seu governo. Sendo militante do PT, terá sempre seu lugar no partido. Não tem conversado com ele”.

Já José Serra, indagado numa emissora de rádio sobre qual o papel do sociólogo em seu governo, disse que ex-presidentes da República estão num patamar especial e não podem ser aproveitados como colaboradores comuns, devendo ser preservados por conta de seu passado.

Traduzindo, apesar dos naturais elogios: fiquem de fora porque não há lugar para eles, nem agora nem depois. É claro que nem Fernando Henrique nem José Dirceu acusaram o golpe, mas devem ter entendido perfeitamente os comentários. Serra e Dilma não querem oráculos nem corpos estranhos à sua sombra.

Prevalece aquela máxima tão a gosto do falecido Antônio Carlos Magalhães: “não se deve nomear quem não se pode demitir”.

Fica tudo como está

Marina Silva acaba de confirmar nos Estados Unidos aquilo que Dilma Rousseff e José Serra vem dizendo por aqui: não muda nada na política macro-econômica, ou seja, se eleitos manterão as mesmas linhas fundamentais adotadas há quase dezesseis anos, quando Fernando Henrique assumiu o poder.

Nada de reformas de base, sequer mudanças capazes de cercear benefícios ao capital estrangeiro. Facilidades aos investimentos externos, inclusive a especulação, campo aberto para os bancos e suas atividades financeiras, nenhuma taxação extraordinária para a especulação, muito pelo contrário. Sem esquecer a flexibilização de eventuais entraves constitucionais no setor social.

Numa palavra, os três propõem-se a desenvolver o mesmo modelo de FHC e de Lula, ainda que dando ênfase ao assistencialismo. De uma forma ou de outra, três neoliberais…

Cuidado com ele

Em São Paulo, não se deve esperar de Geraldo Alckmin que faça um governo de continuação nem de continuidade da administração José Serra e Alberto Goldmann. O ex-governador tem contas a acertar com o candidato presidencial, especialmente se for derrotado por Dilma Rousseff. Serra no Planalto exigiria uma certa flexibilidade do novo governador, mas fora dele seria apenas uma sombra a reverenciar, jamais a temer ou copiar.

Até agora são evidentes os sinais da vitória de Alckmin, apesar de sua cautela. Está preparado para a eventualidade da vitória de Dilma Rousseff, de quem dependerá para realizar um bom governo. Por isso não ataca o adversário, Aloysio Mercadante, muito menos participa das baixarias que tem marcado a campanha no plano nacional. Há quem jure ter ouvido do candidato frases de censura à performance do candidato a vice na chapa de Serra, Índio da Costa.

Encruzilhada

Se na economia equivalem-se José Serra e Dilma Rousseff, em termos de planos para o futuro, diversas parecem as concepções dos dois candidatos para a política externa. A ex-ministra, se eleita, deverá manter Celso Amorim por pelo menos mais um ano no Itamaraty. Conservará as mesmas diretrizes de independência e não alinhamento automático com os Estados Unidos.

Já o ex-governador de São Paulo tende a refluir nas aventuras terceiro-mundistas do Lula, buscando integração maior com as grandes potências. Os dois nomes mais citados para chanceler, num eventual governo Serra, são os embaixadores já aposentados Rubens Barbosa e Sérgio Amaral.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

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