Sai o “eu sou neguinha de Caetano Veloso e entra o “eu sou mestiço” de Aécio Neves.
É possível que a alardeada mineirice dos políticos das Alterosas, não encontre em Aécio Neves seu mais fiel representante.
O neto de Tancredo Neves parece estar mais próximo daquele tipo de criança que se não for no banco da frente do carro, joga a chupeta ao chão, faz beicinho e diz que não vai.

O Editor

PS 1. Será que ao “acenar” com a candidatura de José de Alencar, o estrategista Lula aplicou um freio em Aécio?
PS 2. Essa estória de puro sangue está mais para cavalos e menos para políticos. Espera-se, então, que a disputa não cavalgue para troca de coices.
PS 3. Com o Arruda ‘Panetone’ na cadeia, quem o DEM indicaria para vice?


Com recusa de Aécio, DEM exigirá indicação do ‘vice’

Aliado do PSDB não se dispõe a ceder a vaga para Tasso

Inviabilizado o ‘Plano Aécio’, DEM ameaça ‘chutar o balde’ se PSDB lhe negar a vice

Às voltas com o inferno astral das pesquisas, o PSDB está prestes a empurrar para dentro da não declarada candidatura de José Serra uma encrenca nova.

Arma-se uma confusão em torno da escolha do candidato à vice-presidência na chapa oposicionista. No centro da polêmica, está o tucano Tasso Jereissati (CE).

Na fase em que a “cabeça” da chapa ainda era disputada entre Aécio Neves e José Serra, ficara entendido que caberia ao DEM indicar o vice.

Sentindo-se preterido, Aécio abdicou da disputa em dezembro. Voltou suas baterias para Minas Gerais, de cujas urnas planeja extrair uma cadeira no Senado.

A partir daí, tucanos e ‘demos’ firmaram um pacto não escrito: moveriam as montanhas de Minas para fazer de Aécio o vice de Serra.

Aécio deu de ombros para a pressão. Nem o último Datafolha, que acomodou Dilma Rousseff nos calcanhares de Serra, o fez mudar de idéia.

“Sou mestiço”, disse Aécio nesta segunda (1º), ao reafirmar sua resistência à idealizada chapa “puro-sangue”.

Súbito, o tucanato passou a perscrutar alternativas a Aécio. Para desassossego do DEM, foi ao noticiário o nome do grã-tucano Tasso Jereissati.

Uma tentativa de evitar que o “sangue” da chapa tucana seja contaminado pelo panetone-vírus, um micróbio que levou à cova a seccional do DEM em Brasília.

Ao farejar o cheiro de queimado, a tribo ‘demo’ levou as mãos ao tacape. Avisa, por ora a portas fechadas, que não aceitará a manobra.

Frustrando-se o plano Aécio, o DEM vai exigir o retorno ao acerto original: considera que a posição de vice é sua. E não admite que ninguém tasque.

O blog ouviu, na noite passada, dois políticos da direção nacional do DEM. Ambos disseram que, sem Aécio, ou mistura-se o sangue ou haverá problemas.

Um dos líderes ouvidos pelo repórter pronunciou duas frases singelas:

1. “O tempo de TV do DEM é idêntico ao do PSDB”.

2. “Quem manda na convenção do DEM somos nós, não o PSDB”.

Dito de outro modo: Serra dispõe, hoje, de menos tempo de televisão que Dilma Rousseff, rodeada por uma mega coligação…

…Se for adiante a idéia de trocar Aécio por Tasso, o DEM ameaça tomar outro rumo na convenção do partido, marcada para junho.

Assim, ou PSDB engole as passas do panetone brasiliense ou se arrisca a comparecer à campanha aliado apenas ao PPS e a outras legendas cujo apoio ainda negocia.

Entre elas o mensaleiro PTB de Roberto Jefferson e o PSC de Joaquim Roriz, uma espécie de precursor dos malfeitos que desaguaram em José Roberto Arruda, engolfando-o.

“Problemas todos os partidos têm”, disse um dos líderes do DEM ao repórter. “Nós soubemos lidar com os nossos…”

“…E não vamos admitir ser tratados como aliados de segunda classe. Não somos”.

De resto, a direção do DEM considera um “grave erro” a abertura da caça ao “alazão” alternativo antes de explicar, tintim por tintim, os porquês da recusa de Aécio.

O diabo é que o próprio Aécio, na manifestação feita nesta segunda-feira, levou água para o moinho de Tasso Jereissati –“um bom nome”, ele disse.

De resto, o governador tucano de Minas já elaborou os argumentos que levará à mesa de um jantar que terá com José Serra, nesta quarta (4).

Dirá que serve mais e melhor à causa da oposição se conservar o foco em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país.

Alega que o eleitorado do Estado apreciaria ter um mineiro em quem votar para presidente. A vice, ao contrário, pode soar como prêmio de consolação.

Algo que, no dizer de Aécio, frustraria seus eleitores. E, no limite, tiraria votos da chapa tucana em vez de agregar-lhe força.

Daí sua decisão de concentrar-se na campanha de seu candidato ao governo mineiro, Antonio Anastasia, e na sua própria campanha –ao Senado, não a vice.

Ou seja, a menos que o PSDB consiga produzir o milagre do convencimento, Serra terá de comparecer aos palanques de 2010 ao lado de um vice ‘demo’.

blog Josias de Souza

, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

O discurso de Marina Silva é um ‘convite’ à reflexão

Candidata à presidência a bordo do minúsculo PV, Marina Silva injetou no debate sucessório o tema mais relevante já abordado até agora: a governabilidade.

Marina diz que, se fosse eleita, promoveria um “realinhamento histórico”. Governaria “com os melhores do PSDB e os melhores do PT“.

Para ela, “enquanto o PT e o PSDB não conversarem, vai ficar muito difícil assegurar uma governabilidade”.

Corta para o ano de 1978. Fervilhava uma atmosfera de abertura política, conduzida pelo general Ernesto Geisel.

Na região do ABC paulista, a cena sindical era sacudida por líder irrequieto: Lula. Era um Lula diferente do atual, sem engajamento partidário.

O Lula de então espantava os líderes políticos tradicionais com seus desafios às estruturas ideológicas convencionais.

Naquele mesmo ano, um professor universitário de verniz esquerdista foi convencido a disputar uma cadeira no Senado: Fernando Henrique Cardoso.

Deu-se numa reunião na casa do amigo José Gregori. Presentes, Francisco Weffort, Plínio de Arruda Sampaio e Almino Afonso, ex-ministro de João Goulart.

Após duas horas, FHC topou ir às urnas. Precisou da ajuda do amigo Flávio Bierrenbach para descobrir onde funcionava o MDB, partido ao qual se filiaria.

FHC obteve 1,27 milhão de votos. Não foi eleito. Mas tornou-se uma novidade da política. Na campanha, fora cortejado por artistas e intelectuais.

Melhor: o professor construíra uma ponte entre a academia e o universo sindical comandado por Lula.

A despeito da ojeriza que nutria por políticos, Lula atuara como cabo-eleitoral de FHC na porta das fábricas.

Um dos coordenadores de boca-de-urna de FHC era um estudante de pós-graduação de economia: Aloizio Mercadante.

Corta para 1992. Sob Fernando Collor, o Brasil se preparava para um plebiscito. O eleitor decidiria entre o presidencialismo e o parlamentarismo.

Lula foi ao apartamento de FHC, no bairro paulistano de Higienópolis. Presente, além do anfitrião, Tasso Jereissati, então presidente do PSDB.

A trinca pôs-se a discutir os rumos plebiscito que poderia converter o Brasil numa nação parlamentarista já em abril do ano seguinte.

Decidiu-se que Lula e Tasso correriam o país em defesa da causa parlamentarista. Iriam às universidades e aos sindicatos. Visitariam os donos de jornais.

Fizeram segredo da segunda parte do plano: as viagens serviriam para preparar o terreno da sucessão presidencial seguinte.

O PSDB apoiaria a candidatura de Lula. Indicaria o vice. Juntos, PT e PSDB negociariam o nome do primeiro-ministro. Lula e FHC pareciam, então, fadados a fazer política juntos.

Na memória de Lula, estava fresca a imagem do tucanato no seu palanque, no segundo turno da sucessão de 1989, que perdera para Collor.

Na cabeça de FHC, permaneciam intactos os ideais do professor de 1978, que animara o líder sindical a fazer campanha para ele nas fábricas.

Retorne-se a Marina Silva e à cena de 2010: “Devíamos ser capazes de estabelecer uma governabilidade básica, onde o PT e o PSDB digam: ‘Naquilo que é essencial para o Brasil, nós não vamos colocar em risco a governabilidade’. O Brasil é maior que essas picuinhas”.

Difícil ignorar a verdade escondida atrás das considerações da candidata do PV. Escravos das picuinhas, tucanos e petistas tornaram-se inimigos irreconciliáveis.

Somando-se os dois mandatos de FHC ao par de gestões de Lula, PSDB e PT governam o país há 16 anos.

Naquilo que realmente importa, a gestão da economia, Lula manteve o que FHC iniciara. Preservou-se a estabilidade que permitiu ao Brasil dar um salto.

Porém, a pretexto de assegurar a “governabilidade”, ambos ligaram-se ao que há de mais arcaico na política. Produziram escândalos em série.

Hoje, PSDB e PT dedicam-se a esfregar na cara um do outro as perversões que nutriram durante anos. Lula convida ao plebiscito: “Nós contra eles”.

Em artigo, FHC aceita o desafio. Mas parece mais empenhado em desqualificar a candidata oficial: “Boneca de ventríloquo”, “autoritária”, etc.

A julgar pelas pesquisas, o Brasil será presidido, a partir de 2011, por um tucano, José Serra. Ou por uma petista, Dilma Rousseff.

O “realinhamento histórico” de que fala Marina Silva tornou-se coisa utópica, irrealizável. Arma-se a continuação da gincana de lama. Cedo ou tarde virá um novo mensalão.

blog Josias de Souza

, , , , , , , , , , , , , , ,

Marina turbina presença na internet com blog e Twitter

Blog ‘Minha Marina’ mostrará rotina de pré-candidata ao Planalto.

Página tem semelhanças com site utilizado por Obama na campanha.

De olho nas eleições de outubro, a pré-candidata do Partido Verde à Presidência, senadora Marina Silva, turbinou nessa semana sua presença no mundo virtual.

A senadora estreou quarta-feira (3) o blog “Minha Marina”, onde promete, já no primeiro post, mostrar sua rotina de candidata. Na quinta (4), voltou a escrever em sua página na rede de microblogs Twitter, criada em 22 de janeiro.

Antes de Marina, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi o primeiro presidenciável a apostar no Twitter, em junho de 2009. Hoje, o tucano conta com 162 mil seguidores. Sem qualquer divulgação, a senadora do PV arregimentou em 14 dias mais de 1,3 mil seguidores. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que deverá disputar a Presidência pelo PT, não tem perfil no site.

Semelhanças com Obama

Além das postagens em estilo de diário, o blog “Minha Marina” reúne biografia, artigos e fotos da senadora. A novidade fica por conta de uma aba de “Fatos e Versões”, onde ela pretende responder a boatos venham a surgir durante a campanha eleitoral e esclarecer sua opinião sobre assuntos polêmicos.

Espaço semelhante era usado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante sua vitoriosa campanha, em 2008. Aliás, o nome da página de Marina remete ao utilizado por Obama (www.my.barackobama.com), assim como a foto da senadora, cujo estilo parece o utilizado em um famoso cartaz do presidente dos Estados Unidos. Marco Mroz, um dos coordenadores da campanha da senadora, diz que o desenho foi feito por uma comunidade indígena da Amazônia.

Polêmicas

A primeira polêmica abordada por Marina foi a descriminalização do aborto. A senadora defende um plebiscito para decidir sobre o assunto.

“Eu não faria um aborto e não advogo em favor dele”, escreveu Marina. “Mas reconheço que existem argumentos relevantes dos dois lados da discussão. Essas situações acontecem em momentos de muito sofrimento e desamparo e não podem ser tratadas de forma simplista e maniqueista.”

Twitter

No Twitter, Marina, por enquanto, mantém o foco em informações sobre as articulações para sua candidatura, sem contar detalhes de seu dia-a-dia, como fazem outros políticos. A primeira postagem da senadora deu o tom pretendido para sua campanha: “Espero que esta campanha seja feita com debates e não com embates.”

Marina já demonstra habilidade em interagir com seus seguidores – requisito fundamental para um perfil bem sucedido em redes sociais. Só hoje, até o início da tarde, a senadora já havia respondido a 13 mensagens de leitores, com muitos agradecimentos e “risadas” virtuais.

Ela aproveitou ainda para elogiar a atuação de Heloísa Helena, presidente do PSOL. “Tenho imensa gratidão pela forma como Heloísa Helena conduziu a negociação de apoio ao PV. Ela é uma irmã e vou fazer tudo para ela se reeleger”, disse, em referência à possível candidatura ao Senado de Heloísa. Atualmente, a ex-senadora é vereadora em Maceió.

Eleição de 2010 vai passar pelo Twitter e pelos blogs, diz Dilma

Para marqueteiros, campanha na internet deve buscar interação com eleitor

Agência Estado
siga o Blog do Mesquita no Twitter

, , , , , , , , , , , , , ,

Pesquisa CNT/Sensus
1. Crescimento de Dilma confirma campanha, diz tucano.
2.
Empate técnico com Dilma à frente de Serra na espontânea
3.
Aprovação de Lula chega a 81,7%

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou que o crescimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata do PT à Presidência da República, na pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, confirma que a petista já está em campanha.

O levantamento mostra que Dilma encosta no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), quando o nome de Ciro Gomes (PSB) aparece na disputa.

Neste cenário, Serra recebeu 33,2% das intenções de voto, seguido por Dilma, com 27,8%, e por Ciro, com 11,9%. Marina Silva (PV) aparece em quarto lugar, com 6,8% das intenções de votos. Os indecisos, brancos e nulos somam 20,4%.

“Estamos absolutamente tranquilos. É natural que a Dilma cresça pois ela já está em campanha. Só no meu Estado (Pernambuco) ela foi três vezes este ano”, afirmou.

Questionado sobre o fato de Serra também ter exposição na mídia, já que governa o Estado mais rico do País, Guerra disse que não há como comparar. “O Serra só fica em São Paulo, ele governa São Paulo e lá, ainda por cima, está chovendo muito”, afirmou.

Para o tucano, a pesquisa revela que o nome de Serra continua “sólido”. “O nome do Serra continua firme e houve até um crescimento em relação aos números anteriores”, disse.

Empate técnico com Dilma à frente de Serra na espontânea

A ministra Dilma Rousseff aparece ligeiramente na frente do governador José Serra na modalidade espontânea da pesquisa CNT/Sensus.

A ministra conta com 9,5% das intenções de voto, contra 9,3% de Serra. A situação se configura num empate técnico entre os dois possíveis candidatos devido à margem de erro de 3 pontos percentuais da pesquisa.

Na modalidade espontânea não há uma lista de candidatos à disposição do entrevistados. O Instituto Sensus somente pergunta em quem o eleitor votaria se as eleições fossem hoje.

Na lista, Lula, mesmo não podendo concorrer ao terceiro mandato, aparece em primeiro lugar com 18,7% das intenções de voto.

Aécio Neves (PSDB) está em quarto com 2,1%, depois aparece a senadora Marina Silva (PV), com 1,6% e por fim Ciro Gomes (PSB), com 1,2% das intenções de voto.

Aprovação de Lula chega a 81,7%

A 100ª rodada de pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte ao Instituto Sensus (CNT/Sensus) revelou um leve crescimento na avaliação positiva do governo e na popularidade de Lula.

Na rodada anterior, divulgada em novembro, 78,9% dos brasileiros aprovaram o desempenho de Lula, considerando-o ótimo ou bom. Agora, a aprovação está em 81,7%.

O recorde de aprovação de Lula foi em janeiro do ano passado, quando ele alcançou 84%.

Cresceu também a avaliação positiva do governo. Em novembro, ela era de 70% (ótimo + bom). Agora é de 71,4%.

Dos entrevistados, 22% avaliaram o governo como regular. Em novembro foram 22,7%.

Outros 5,8% avaliaram o governo como negativo. Em novembro foram 6,2%.

A CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios das cinco regiões brasileiras entre os dias 25 a 29 de janeiro de 2010. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo.

ANA PAULA SCINOCCA/Estadão
siga o Blog do Mesquita no Twitter

, , , , , , , , , , , , , , , ,

Guilherme Leal, Presidente da empresa de cosméticos Natura é o vice de Marina Silva.

Foto: Clayton de Souza/AE

A senadora Marina Silva (PV-AC) confirmou nesta quinta (28) o empresário Guilherme Leal, co-presidente da Natura, como o candidato à vice de sua chapa para a Presidência. Segundo Marina, Leal é um empresário que discutia e se preocupava com a sustentabilidade “quando o tema ainda não era moda”.

A senadora e pré-candidata à Presidência minimizou o anúncio do PSOL de que não apoiará oficialmente sua candidatura e reafirmou que, apesar da ausência de aliança, vai apoiar Heloísa Helena ao Senado por Alagoas.

, , , , , , , , , , ,

O partido de Heloisa Helena detectou mau cheiro no acordo com o Partido Verde, no qual identificou rastro do DEM e do PSDB. Assim, a senadora Marina Silva perde o apoio da bolivariana alagoana.

O Editor


PSOL rompe aproximação com Marina Silva após aliança PV-PSDB no Rio

A Executiva Nacional do PSOL decidiu nesta quinta-feira encerrar as conversas com o PV para o apoio à candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência da República. Segundo a direção do partido, o principal motivo do rompimento é a decisão do PV de se coligar com o PSDB na disputa para o governo do Rio de Janeiro.

“Não queremos relações próximas com candidaturas conservadoras. Queremos uma candidatura autônoma, independente, não satélite das que estão aí”, disse o secretário-geral do PSOL, Afrânio Boppré, após reunião da Executiva Nacional, em Brasília.

O coordenador-geral da pré-candidatura de Marina Silva, o vereador do Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis (PV), afirmou que a decisão do PSOL não surpreende. “De fato nunca considerei essa hipótese [de aliança]. Há diferenças substanciais entre os dois partidos”, afirmou.

No entanto, para ele, é possível fechar com o PSOL alianças estaduais como no caso de Alagoas, onde Heloísa Helena sairá candidata ao Senado. Segundo Sirkis, a desistência do PSOL é de certa forma positiva. “É preocupante fazer uma aliança, escamoteando as divergências, que podem aparecer no meio da campanha. É melhor não haver aliança nacional e haver acordos estaduais”, diz o vereador.

Com a decisão da Executiva Nacional, o grupo da presidente nacional do PSOL, Heloisa Helena (AL), decidiu lançar o presidente do partido em Goiás, Martiniano Cavalcanti, como pré-candidato do partido à Presidência. Além de Cavalcanti, os ex-deputados Babá e Plínio de Arruda Sampaio também já lançaram suas pré-candidaturas.

A convenção nacional do partido, marcada para os dias 10 e 11 de abril, vai decidir quem será o candidato da legenda ao Palácio do Planalto.

Heloísa Helena, que disputou a Presidência pelo PSOL em 2006, ficando em terceiro lugar, deve tentar neste ano voltar ao Senado por Alagoas. Ela não concedeu entrevista após a reuniu porque não estava se sentindo bem.

Fernando Gabeira

A movimentação contra a aproximação com o PV começou depois que o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) admitiu a possibilidade de entrar na disputa estadual em coligação com o PSDB. Apontado como o candidato ideal do governador José Serra (PSDB), Gabeira tem aval de Marina Silva.

Segundo reportagem da Folha publicada na terça-feira (19), Gabeira não apoiará o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Pelo menos no primeiro turno. Ele disse que apoiará “unicamente” Marina Silva.

Na semana passada, um manifesto divulgado pela deputada Luciana Genro (PSOL-RS) e mais dois integrantes da Executiva Nacional já indicava o possível rompimento das negociações com o PV. Na ocasião, eles condicionaram o apoio à Marina Silva à desistência da candidatura de Gabeira ao lado PSDB.

“Quando iniciamos a discussão para a aliança [com Marina], um dos pressupostos era uma candidatura independente das forças políticas”, afirmou Luciana. Segundo ela, essa independência deve refletir nos palanques estaduais.

Gabriela Guerreiro/Folha Online, em Brasília

, , , , , , , , , , , , , , , ,

Fazemos qualquer negócio! Não é mesmo?
Os mesmos PSDB e DEM que, através de declarações de seus militantes e de alguns de seus(deles) parlamentares, — ignorando o sentido pacificador da Lei de Anistia — têm adjetivado a candidata do PT, Dilma Roussef, de terrorista, agora, de olho nas eleições, monta palanque, no Rio de Janeiro, com o também terrorista e sequestrador — foi um dos que à época do regime militar participou do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick —
Fernando Gabeira. Dois pesos e duas medidas?

Porventura terá o a até então execrado Gabeira de apologista da maconha se transformado em uma madre Tereza?
O Editor


Gabeira (PV), candidato de Serra, em aliança DEM, PSDB, PPS. Marina será linha auxiliar demo-tucana?

O PV e o PSDB estão terminando os últimos detalhes para lançar juntos a candidatura do deputado federal Fernando Gabeira (PV) a governador do Estado do Rio. Um protocolo está sendo negociado para que não haja problemas com a participação do deputado nos palanques dos candidatos à Presidência José Serra (PSDB), atual governador de São Paulo, e Marina Silva, senadora eleita pelo PV do Acre.

O maior problema, segundo Gabeira, é esta dupla candidatura presidencial. O acordo está sendo desenhado para que nenhum dos candidatos se sinta constrangido. “Tudo está sendo feito para que o acordo final seja anunciado nos próximos dias”, explica Gabeira.

A vereadora Aspásia Camargo (PV-RJ) diz que, no partido, tudo está decidido. Ela agora sairá candidata a senadora e Gabeira a governador. “Aqui no PV estadual vimos que não há problema nesta superposição, desde que seja respeitado o protocolo. O Gabeira quer ser governador e teve resultado muito positivo com a coligação que o apoiou a prefeito”, explica.

No segundo turno de 2008, o deputado perdeu a eleição para prefeito da capital para Eduardo Paes (PMDB) numa disputa acirrada com diferença de apenas 1,6 ponto percentual. Pesquisa feita pelo Datafolha em dezembro mostra que, em uma disputa com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-governador Anthony Garotinho (PR), o deputado fica em terceiro, com 17% dos votos.

Gabeira mostrou-se cauteloso e explicou que só baterá o martelo quando o acordo estiver costurado. No entanto, acredita que isto não será difícil. O deputado também fez questão de afirmar que não sairá candidato a governador se só tiver o apoio do PV. “Não serei candidato só com 30 segundos de televisão”.

A coligação também deve envolver o DEM e o PPS. Para o ex-prefeito Cesar Maia a candidatura já está acertada. “Os quatro partidos darão os candidatos da coligação. Governador do PV, vice e dois senadores do PPS, PSDB e DEM”, afirmou por e-mail.

O governador Aécio Neves (PSDB), que almoçou ontem no Rio com o presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, contou que o próprio José Serra tem participado das negociações com Gabeira. Aécio explicou que veio ao Rio para definir as coligações estaduais com o DEM. Ele disse que é necessário definir situações como a do Ceará, onde o senador Tasso Jereissati, principal expoente do PSDB no Estado, não quer enfrentar o atual governador Cid Gomes (PSB), e a do Amazonas onde o partido não tem candidato forte.

Perguntado se a decisão de não concorrer à Presidência da República era irreversível, Aécio afirmou que “irreversível só a morte”. Ele disse que poderá trazer uma contribuição maior à vitória de Serra trabalhando em Minas: “Estou cada vez mais convencido de que vencer em Minas Gerais é muito importante para o nosso candidato à Presidência da República. E para ajudar nessa vitória em Minas Gerais eu devo estar em Minas Gerais. E, obviamente e eventualmente, em outras partes do país, mas devo centrar o meu esforço em Minas.”

Aécio também explicou o que o impediu de receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que estarão hoje em Minas para inaugurar obras. Segundo o governador, ele foi comunicado do evento no fim de semana e não teve tempo de modificar sua agenda.

O governador também explicou que não vai se distanciar do presidente. “As pessoas que me conhecem na política sabem que eu não considero alguém meu inimigo ou com ele sou descortês porque está em outro campo político”. E garantiu que, quando o presidente for à Minas e sua agenda permitir, ele o receberá oficialmente e administrativamente como governador do Estado. “Mas os meus compromissos políticos e, acho que isso está absolutamente claro, estão no campo da oposição”.

Paola de Moura/VALOR

siga o blog do Mesquita no Twitter

, , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Serra teme o debate com Lula

Provavelmente um dos motivos que está levando o governador José Serra a adiar o gesto de se declarar candidato à presidência da República é o de evitar travar qualquer debate com o presidente Lula, que atinge a índice impressionante de popularidade.

Serra teria como estratégia aguardar o momento em que a ministra Dilma Roussef formalize sua condição plena de candidata. Então, o debate de idéias em torno de temas definidos seria com ela, diretamente, e não com Luis Inácio. O governador de São Paulo, com isso, pode estar contrariando correligionários e candidatos a governos estaduais que se propõem a abrir palanques para ele. É certo. Mas, em contrapartida, tenta impedir que a campanha ganhe um caráter plebiscitário em torno do desempenho do Palácio do Planalto, ancorado pela aprovação praticamente generalizada da opinião pública.

Os efeitos do apoio de Lula a Dilma já se fizeram sentir na mais recente pesquisa do Datafolha. Ele, Serra, manteve seu nível de 37 pontos, mas a chefe da Casa Civil avançou de 17 para 23%. Se o apoio inicial de Lula foi suficiente para melhorar a colocação da candidata, quanto mais ele se empenhar, melhor para ela.

Há uma transferência nítida. Até que ponto chegará eis a questão. O lançamento de Serra antes do lançamento de Dilma poderia conduzir parte substancial do eleitorado a fixar uma visão dfo confronto da qual o candidato tucano tenta evitar. As eleições não são entre Serra e Lula, tampouco entre a atual administração e a de Fernando Henrique.

Porém se houvesse um debate entre Lula e Serra parte expressiva do eleitorado poderia traduzir como um confronto entre o presidente e aquele que, através da oposição, busca sucedê-lo. De qualquer forma, o posicionamento de Serra está deixando uma sombra envolver sua disposição. Se existem aqueles que interpretam a cautela como uma dúvida do próprio governador, outros identificam no recolhimento aparente uma estratégia mais sofisticada. Pois quanto mais debate houver ou houvesse entre Lula e Serra, mais facilmente o presidente colaria a imagem da ministra na sua própria imagem e na imagem do governo. A política tem dessas coisas. Lula tem como estratégia centralizar o debate, Serra empenha-se para evitar que as imagens de Lula e Dilma se confundam e transformem os dois num só personagem eleitoral.

Por esse motivo, e outros que vão surgir, é que o confronto de 2010 ganha caracteres bastante particularizados. Incluindo-se no quadro o rumo a ser adotado por Ciro Gomes, cuja presença garante o desfecho de outubro no segundo turno.

Daí a dúvida se ele será mais útil ao governo disputando a presidência pelo PSB, com reduzido tempo no horário eleitoral, ou lançando-se candidato ao governo de São Paulo. Deu um passo nesse sentido, transferindo seu domicílio político. O problema do tempo na TV pesa muito. A senadora Marina Silva vai se deparar com ele em sua campanha pelo Partido Verde. Isso no plano federal. É difícil que o PV forme coligações capazes de ampliar seu espaço. Obstáculo que prejudica a candidatura Fernando Gabeira ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Quando disputou a Prefeitura do Rio firmou aliança com o PSDB e o PPS que lhe assegurou tempo precioso de exposição. Mas este ano, sem o PSDB, a conquista do passado recente desaparece no futuro próximo. Para obter tempo na TV seria necessário um novo acordo com o PSDB, fornecendo espaço a Serra no Estado.

Mas, para isso, Marina Silva teria que retirar sua candidatura, já que a lei não permite que o partido que possui uma candidatura à presidência possa formar coligação com legenda diversa no plano estadual. Como se vê, a questão tempo é mais complicada do que parece ser à primeira vista. O mesmo pode se aplicar ao retraimento de Serra. Política é assim.

Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa

, , , , , , , , , , , ,

A tecnologia não espera pela legislação. Até alguns meses atrás não havia Twitter. O que poderá surgir amanhã que a legislação de hoje não previu? Os políticos que estão ‘atenados’ já descobriram o poder das redes sociais.

“A peculiaridade da Sociedade da Informação é o fato de que as pessoas e as organizações dispõem de meios próprios para armazenar conhecimento e também possuem uma capacidade quase sem limites para acessar a informação gerada pelos outros membros do sistema e ainda potencial de ser um disseminador de informação para os demais. Essa capacidade já existia, porém com acesso limitado, seletivo e precário, já na Sociedade da Informação o que a diferencia é a possibilidade de obter informação e conhecimento de forma ampla e ilimitada. É justamente essa mudança que possibilita facilidades no acesso à informação que é o principal fator que provoca uma série de transformações sociais de grande alcance. O avanço tecnológico ao disponibilizar novas ferramentas de acesso e armazenamento de informação provoca alterações nas formas de atuar nos processos. E quando várias formas de atuar sofrem modificações, resultam em mudanças inclusive na maneira de ser. As novidades tecnológicas transformam os valores, as atitudes e o comportamento e, por conseqüência, a cultura e a própria sociedade.”
DANTAS, Marcos. A lógica do capital informação: monopólio e monopolização dos fragmentos num mundo de comunicações globais. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.

O Editor


A disputa na arena digital

O Twitter tem 10 milhões de usuários no Brasil, a imensa maioria bem-educada e moradora do Sul e do Sudeste. Uma pesquisa realizada a pedido de VEJA mostra o que os “tuiteiros” pensam dos candidatos.

Os políticos brasileiros estão se armando para usar bem a internet em 2010. A rede oferece várias maneiras de chegar aos eleitores – e-mails, newsletters, blogs e a criação de websites interativos são as mais comuns. A fronteira das redes sociais já começa também a ser desbravada.

Nessas redes as pessoas criam páginas em que seus amigos e os amigos dos amigos trocam informações de interesse comum, formando extensas comunidades virtuais. Entre elas a mais dinâmica é o Twitter, serviço de troca de mensagens curtas com até 140 caracteres que se tornou uma febre mundial.

Nele, as pessoas se interligam de um modo peculiar: elas seguem e são seguidas. Um “tuiteiro” de muito sucesso pode ter milhares de seguidores. Seguir significa cadastrar-se no Twitter de alguém e, então, habilitar-se a receber automaticamente todas as mensagens mandadas por aquele usuário.

Na política, o Twitter pode funcionar como um palanque eletrônico com muito maior potencial para dar uma estocada em um adversário do que para construir uma reputação. Imagine um candidato a governador que consiga, por exemplo, 50 000 seguidores em seu Twitter e que, em média, cada um dos seus seguidores tenha, digamos, outra centena de seguidores.

Cada mensagem desse político chegaria quase instantaneamente a 5 milhões de pessoas. Uma velha raposa da política comparou o papel eleitoral do Twitter ao poder que os padres católicos desfrutavam nas paróquias do interior do Brasil nos anos 50 e que os pastores protestantes têm hoje: “Padre ajuda pouco e atrapalha muito”. Ou seja, uma palavrinha a favor de um político dita no púlpito não motiva muito, mas uma ameaça de excomunhão, que pode ser feita com menos de 140 caracteres, se espalha destrutivamente com o poder das fofocas entre os paroquianos.

A pedido de VEJA, a empresa Direct Labs monitorou durante uma semana os quase 10 milhões de usuários de Twitter no Brasil. O interesse era descobrir o que os tuiteiros andam falando dos candidatos potenciais à Presidência da República em 2010.

A Direct Labs valeu-se do Scup, um serviço digital que monitora o conceito de pessoas e empresas no mundo digital. O Scup rastreia as conversações dos chamados “perfis abertos” (usuários que não acionaram os mecanismos de privacidade do Twitter).

Para a pesquisa pedida por VEJA, os analistas cruzaram os nomes dos candidatos com os adjetivos associados a eles nas trocas de mensagens dos tuiteiros brasileiros entre 8 e 14 de dezembro. Com base nesses dados, foi possível obter uma boa ideia da imagem do candidato.

Os analistas captaram as referências eletrônicas ao governador de São Paulo, José Serra, à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao deputado federal Ciro Gomes e à senadora Marina Silva, prováveis candidatos à sucessão do presidente Lula. As menções aos presidenciáveis foram lidas 8 milhões de vezes.

A senadora Marina Silva, que trocou o PT pelo PV, é a menos citada, mas é a que aparece mais frequentemente associada a palavras de admiração. Em termos eleitorais, qual é o significado da pesquisa para os candidatos?

Pequeno. Infelizmente para Marina e felizmente para Dilma e Serra, os mais lanhados nas mensagens entre os tuiteiros, eles não formam um grupo de pessoas com a cara da média do eleitorado brasileiro.

Mais de 90% dos tuiteiros do Brasil vivem no Sudeste e no Sul – quase a metade mora em São Paulo e tem entre 21 e 25 anos. Majoritariamente, são pessoas solteiras (82%) e com alto nível de escolaridade (70% têm ensino superior completo ou cursam pós-graduação).

Ainda assim é importante saber o que esse grupo privilegiado de brasileiros pensa de seus políticos. “A boa reputação no mundo virtual é importante porque ela pode transpor a fronteira da rede e ajudar a formar a opinião de quem não acessa a internet”, diz Marcelo Brandão, marketeiro político.

O deputado federal Fernando Gabeira, do PV do Rio de Janeiro, sabe disso. Gabeira montou uma equipe que atualiza seu Twitter constantemente.

Diz ele: “Parte do que é publicado ali acaba repercutindo até na televisão”. A equipe de Dilma Rousseff considera a ferramenta essencial para o sucesso da candidatura da ministra. Seus marqueteiros recrutaram Ben Self, um dos operadores da campanha virtual de Obama. Serra, que é um fervoroso tuiteiro, ainda não se mexeu nesse campo com objetivos eleitorais, mas pode-se esperar para breve uma ardente disputa entre eles na arena digital.

Alexandre Oltramari/Veja

, , , , , , , , , , , , , , , , , ,

O Natal de padre Fábio de Melo está sendo duplamente feliz.

Primeiro porque ele está em Natal, no Rio Grande do Norte, uma graça de cidade.

Segundo porque embolsará por uma única apresentação a módica quantia de R$ 221 mil paga pela prefeitura da cidade.

Fábio é um sacerdote católico, cantor, compositor, apresentador, poeta, escritor, professor, ligado a Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus.

Sim, e é também amigo da prefeita de Natal, Micarla Araújo de Sousa Weber, 39 anos, do PV da senadora Marina Silva. Deu uma força à campanha de Micarla no ano passado. Não cobrou nada por isso.

O padre-cantor rezará e cantará esta noite no estádio João Machado, o Machadão, encerrando o ciclo de festejos do Natal em Natal.

Roberto Carlos recebeu R$ 150 mil da prefeitura por um show que fez por lá em julho último.

Bibi Ferreira cantou ontem por R$ 55 mil. E Zé Ramalho, anteontem, por R$ 60 mil.

O cachê de padre Marcelo Rossi anda na casa dos R$ 70 mil.

Você entregaria sua alma aos cuidados de padre Fábio?

Leia e medite sobre uma pérola do pensamento dele:

“A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos.

Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.

O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que nEle havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.

Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito.

Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.”

blog do Noblat

, , , , , , , , , , , , , ,

Em um primeiro embate com a senadora Marina Silva (PV-AC), sua provável adversária na sucessão presidencial de 2010, a ministra-chefe da Csas Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira que a ex-ministra do Meio Ambiente não representa o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Ela tem um projeto alternativo que não podemos desconsiderar, que merece o nosso respeito. Mas é preciso deixar claro que a ex-ministra não representa o projeto do presidente Lula – afirmou Dilma a jornalistas, após participar de missa na mais famosa igreja da Bahia, a de Nosso Senhor do Bonfim.

Em seguida, ganhou dez fitinhas do Senhor do Bonfim (todas na cor branca). Acompanhada do governador Jaques Wagner (PT), a ministra permaneceu durante toda a cerimônia ao lado do altar.

Ela cantou parte do hino em homenagem ao Senhor do Bonfim e comungou. O padre Edson Menezes pediu uma “saudação especial pela saúde” da ministra, quando os cerca de 500 fiéis que lotaram as dependências do templo bateram palmas.

Há quase três semanas, Dilma foi considerada livre de qualquer evidência de câncer pelos médicos responsáveis por seu tratamento.

No final da cerimônia, quando deixava as dependências da igreja, a ministra se aproximou de uma criança, Rian Santos, de um ano de oito meses, e pediu um beijo. A criança, que estava no colo da mãe, respondeu: “Não”. Mesmo assim, a ministra teve jogo de cintura para contornar a situação e beijou a criança.

Do lado de fora da igreja, a ministra colocou uma fitinha no pulso e elogiou a religiosidade do baiano.

- Quem chega à igreja do Bonfim entende perfeitamente os motivos de os baianos serem tão religiosos. Aqui (na igreja), sinto o coração, a alma e a imensa generosidade dos baianos.

O Globo

, , , , , , , , , , ,

Nos rastro, nada a ver com o antigo perfume Rastro (ainda existe?), da trilha percorrida por Lula para chegar à presidência — misturou metalurgia, ele próprio, Lula, com tecelagem, o vice José Alencar , a nossa ‘jungle girl’ acreana também faz alianças díspares de olho no Palácio do Planalto.

O editor


A mistura de creme Avon com Saci-Pererê deu em política

Guilherme Leal, um dos bilionários brasileiros, dono da Natura, filiou-se ao PV de Marina Silva. É cotado para vice na chapa. O Brasil é mesmo engraçado. É claro que Lula e Marina têm muita coisa em comum. Também ele quis um “bilionário” para chamar de seu: José Alencar.

Leal confere, digamos, densidade a Marina Silva junto àquilo que antes se chamava capital — e que, hoje em dia, sei lá, poderia ser chamado de “setor empenhado em disponibilizar recursos para o exercício da cidadania por meio da geração social de riqueza…”

Marina já está andando pra cima e pra baixo com publicitários amigos de Leal, um dos grandes anunciantes do país. Sua empresa tem, sem dúvida, uma história impressionante de sucesso. Esse negócio de juntar creme Avon com Saci-Pererê e Boi-Tatá foi uma sacada realmente inteligente. E Marina, como ninguém, simboliza essa síntese.

blog Reinaldo Azevedo

, , , , , , , , , , , , , ,