Alvenaria Virgílio Maia¹ Sobre pedras se eleva este soneto, em trabalhosa faina alevantado, as linhas definidas no traçado da perfeição do prumo e nível reto. Dentre tantos eleito, põe-se ereto rima por rima, embora recatado; ao martelar do metro faz-se alado, opondo ao som a luz deste quarteto. Sobre andaime de verso e de ciência […]

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De clara ação Nirton Venâncio¹ Declaro para os devidos fins que sou poeta. Não declamo versos: reclamo em versos. E se me falta a lua sobre os olhos e os homens traçam planos para o crepúsculo, o movimento de minhas mãos é muito mais do que um aceno: é o trabalho na estampa do dia […]

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Gerardo Melo Mourão – Versos na tarde

Nênia da Sibila do Livro O país dos Mourões Gerardo Mello Mourão ¹ Onde agora a forma restauração da rosa espedaçada? Onde o rastro onde o gesto onde a maneira da corola outrora? E bem que possuías. Bem que teu sopro batidas desprendiam-se e caíam: era o canto, era o aceno a aparição na sílaba […]

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José Hélder de Souza – Versos na tarde

Invitação da relva José Helder de Souza ¹ Se a relva me pedir, Deixo o caminhar aflito sobre estas terras altas. E volto. Vou morrer onde nasci, Casa alpendrada, coqueiro, mar e lua… Ai, como doi-me a relva a relvar sob meus pés, não chego lá… Saudades do meu mar me dói… Ah! se a […]

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Everardo Norões – Versos na tarde

Os encourados Everardo Norões¹ A tarde chega. A luz se dispersa: quem anunciará a morte, soltará o chicote, abrirá a fresta? Quem domará o espaço entre o gume e a alma, entre a cerca e a palma, entre o assombro e a calma? E dormirá no cio de árvores cativas ao solstício das pedras, no […]

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