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Helena Verdugo Afonso – Versos na tarde – 09/11/2017 quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Insatisfeita Helena Verdugo Afonso Enfim, posso morrer! Já te beijei a linda boca perfumada e quente, num beijo longo, divinal, fremente, um beijo aonde toda me entreguei… Não me conheço agora. Já nem sei se fiz bem, se fiz mal. Minha alma ardente sofria por um bem que tinha ausente, e morro na ventura em que fiquei… É assim, o meu amor: eu, que vivera, na crença de esperança já perdida, tenho de ti o bem que apetecera! Por esse…

Helena Verdugo Afonso – Versos na tarde – 11/04/2016 segunda-feira, 11 de abril de 2016

Mentira Helena Verdugo Afonso ¹ Acreditei na vida, e foi assim que, cheia de alegria e de esperança, deixei alimentar dentro de mim um amor puro e ledo, de criança. Pensei ter alcançado então, o fim por mim tão desejado, e, sem tardança, senti-me venturosa, escrava enfim, julgando meu o que ninguém alcança. Mas, ai! Tu só mentiste. e foi em vão que tentei afogar no coração o pranto desta mágoa que delira… O teu amor, que tanto ambicionei e…

Rui de Noronha – Versos na tarde sexta-feira, 23 de abril de 2010

Grito de alma Rui de Noronha ¹ Vem de séculos, alma, essa orgulhosa casta, repudiando a dor, tripudiando a lei. Num gesto de altivez que em onda leva e arrasta inteiras gerações de amaldiçoada grei. Ir procurar, Amor, nessa altivez madrasta, ou gesto de carinho ou de brandura, eu sei? Ao tigre dos juncais, de uma crueza vasta, quem há que roube a presa? Aponta-me e eu irei! Cruel destino o meu, que ao meu caminho trouxe, na fulgurante luz…

Adélia Fonseca – Versos na tarde sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Soneto Adélia Fonseca ¹ Ninguém nas asas da mais leve aragem, a ti enviou lembranças tão saudosas; ninguém horas passou tão deleitosas de amor te ouvindo a férvida linguagem; ninguém da tua vida na passagem semeou, sem espinhos, tantas rosas; ninguém te diz palavras tão mimosas, contra o peito estreitando tua imagem; ninguém de alma te deu mais lindas flores, nem tanto desejou quanto eu desejo, delas, tão puras, conservar as cores; ninguém sabe beijar, como eu te beijo; ninguém…

Agostinho Neto – Versos na tarde quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mãos esculturais Agostinho Neto ¹ Além deste olhar vencido cheio dos mares negreiros fatigado e das cadeias aterradoras que envolvem lares além do silhuetar mágico das figuras nocturnas após cansaços em outros continentes dentro de África Além desta África de mosquitos e feitiços sentinelas de almas negras mistério orlado de sorrisos brancos adentro das caridades que exploram e das medicinas que matam Além África dos atrasos seculares em corações tristes Eu vejo as mãos esculturais dum povo eternizado nos mitos…

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