Lope de Vega – Versos na tarde – 08/08/2016

Soneto de repente Lope de Vega¹ Um soneto me pede Violante, nunca na vida estive em tal aperto; quatorze versos dizem que é soneto: brinca brincando lá vão três avante. Não pensei que encontrasse consoante, e na metade estou de outro quarteto; mas, se me vem o início de um terceto, cá nos quartetos nada … Continued

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Gerardo Melo Mourão – Versos na tarde – 09/07/2015

E a duração do lírio fora um hálito Gerardo Melo Mourão ¹ E a duração do lírio fora um hálito, o lírio, Geraldino, de cristal, que te floresce sobre a sepultura; o lírio, Telmo, que em teus olhos pálpebras apascentam de pétalas no claustro. E no entanto durara: ao tempo quando a madressilva não temia … Continued

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William Blake – Versos na tarde – 06/06/2015

Das Canções da Inocência Introdução William Blake ¹ Tocando uma flauta no vale selvagem Tocando canções doces e alegres Vi uma criança surgir nas nuvens, E ela me disse a sorrir, “Toque aquela do cordeiro”; Então toquei com alegria; “Toque, por favor, a canção de novo” – Então eu toquei, e ela chorou ao ouvir. … Continued

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Francisco Otaviano – Versos na tarde – 20/05/2015

Recordações Francisco Otaviano ¹ Oh! se te amei! Toda a manhã da vida Gastei-a em sonhos que de ti falavam! Nas estrelas do céu via teu rosto, Ouvia-te nas brisas que passavam: Oh! se te amei! Do fundo de minh’alma Imenso, eterno amor te consagrei… Era um viver em cisma de futuro! Mulher! oh! se … Continued

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Alphonsus de Guimaraens Filho – Versos na tarde – 17/03/2015

Boca temporã Alphonsus de Guimaraens Filho ¹ A boca temporã, nessa risada matinal, descuidosa, a linda boca fresca de céu, perdidamente louca pelo desejo apenas esmagada… Nela respira ingênua madrugada, a carne azul dos campos mal dormidos, rios, aguadas, vila despertada pelos ventos do alto, comovidos… Nessa boca que aos poucos madurando se oferece na … Continued

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Fernando Pessoa – Versos na tarde – 05/07/2014

A água chia no púcaro que elevo à boca Fernando Pessoa/Alberto Caeiro ¹ A água chia no púcaro que elevo à boca. «É um som fresco» diz-me quem me dá a bebê-la. Sorrio. O som é só um som de chiar. Bebo a água sem ouvir nada com a minha garganta. ¹ Fernando Antonio Nogueira … Continued

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