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Fernando Pessoa – Versos na tarde

A Falência do Prazer e do Amor – Terceiro Tema
Fernando Pessoa¹

XXI
- Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?

Quando te falo, dói-me que respondas
Ao que te digo e não ao meu amor.

Ah! não perguntes nada; antes me fala
De tal maneira, que, se eu fora surda,
Te ouvisse todo com o coração.
Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
… Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas -
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas.

Quando te vi amei-te já muito antes:
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.

E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma ‘strada
Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana.

Quando eu era pequeno, sinto que eu
Amava-te já longe, mas de longe…

Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!
- Compreendo-te tanto que não sinto,
Oh coração exterior ao meu!
Fatalidade, filha do destino
E das leis que há no fundo deste mundo!
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto
De o sentir…?

¹Fernando Antonio Nogueira Pessoa
* Lisboa, Portugal – 13 de Junho de 1888 d.C
+ Lisboa, Portugal – 30 de Novembro de 1935 d.C
>> biografia de Fernando Pessoa


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Musas do Cinema – Sophie Tucker

Sophie Tucker Clique na imagem para ampliar


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Faleceu agora a pouco em São Paulo, onde se encontrava internado no Hospital Sírio Libanês, o ex-vice-presidente da República José Alencar.
José Alencar faleceu vítima de um câncer contra o qual lutava havia 13 anos.
-> biografia de José Alencar

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Obrigado, Ronaldo.
Integridade, honestidade e humildade.


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Paulo Leminski – Versos na tarde

Amor Bastante
Paulo Leminski¹

quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante

basta um instante
e você tem amor bastante

um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto

¹Paulo Leminski Filho
* Curitiba,PR – 24 de Agosto de 1944 d.C
+ Curitiba,PR, – 07 de Junho de 1989 d.C
Poeta, escritor, compositor, cineasta, tradutor e professor brasileiro.

>> Biografia de Paulo Leminsk


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Carlos Drummond de Andrade –  Receita de Ano Novo, por Lima Duarte

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

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Cada vez mais fica patente o poder das redes sociais.
Blogs, Facebook, Twitter, entre outros, podem ser valiosas ferramentas de comunicação corporativa, bem como instrumento de marketing pessoal.
A abrangência capilar das redes sociais não pode ser desprezada.

O Editor


Abílio Diniz, presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, pede desculpas via Twitter

O presidente do Grupo Pão de Açucar lamentou a publicação de anúncio que agradecia a participação do Brasil na Copa após eliminação.

O presidente do Grupo Pão de Açúcar, proprietário da rede de hipermercados Extra, Abílio Diniz, pediu desculpas via Twitter pelo anúncio publicado erroneamente, hoje, no jornal Folha de S.Paulo.

O anúncio agradecia a Seleção brasileira por sua participação na Copa após uma suposta eliminação. O Brasil venceu o Chile por 3 a 0, ontem, em jogo válido pelas oitavas de final.

“Como Pres. do Conselho de Adm. do GPA peço desculpas, em meu nome e do Grupo, aos brasileiros e, principalmente, aos jogadores da seleção. Infelizmente, a Folha de SP cometeu um grave erro com o anúncio do Extra, o que é inadmissível”, disse ele.

“Não compartilhamos com a impunidade e tomaremos as providências, que não eliminarão o erro, mas irá responsabilizar os culpados”, completou.

Segundo a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar, a Folha de S.Paulo deve publicar uma nota explicando o erro.

Vinicius Aguiari/INFO Online

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Na semana passada o tucano José Serra já havia respondido de forma atravessada à uma pergunta feita sobre o mensalão do Dem. Serra nitidamente não gostou da pergunta e teve uma atitude destemperada com o repórter que fez o questionamento.

Agora foi a vez do intempestivo candidato do PSDB ser agressivo com a jornalista Míriam Leitão, que não pode ser caracterizada como uma não simpatizante do poleiro tucano.

Serra, sem paz e sem amor, foi impressionantemente agressivo com a jornalista.

O editor



O que Serra pensa do Banco Central

O pré-candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, disse que o Banco Central “não é a Santa Sé”, ou seja, está sujeito a cometer erros. Deu a entender que vai sempre expressar sua opinião a respeito do que considerar erros na condução da política monetária do BC.

Indagado em entrevista à rádio CBN se no caso de ser eleito seria também uma espécie de presidente do Banco Central, reagiu afirmando que “isso é brincadeira”.

Mas o tucano declarou de forma clara ter considerado um equívoco a forma como o BC conduziu a política monetária ao longo da crise financeira de 2008/09 –demorando mais do que os outros países para reduzir a taxa de juros no país.

Para ele, “simplesmente foi um erro” não ter baixado mais e mais rapidamente os juros durante aquele período, pois o Brasil não enfrentava nenhuma pressão inflacionária.

“Se alguém se assusta porque eu acho que a taxa de juros deve cair quando a inflação está caindo, quando tem quase deflação, é porque tem uma posição muito surpreendente do ponto de vista dos interesses do Brasil. Por outro lado, a mesa da economia brasileira eu ajudei a reerguer (…) Todo mundo sabe que eu não vou virar a mesa coisa nenhuma”, disse Serra.

O tucano foi então confrontado com uma situação hipotética pela colunista de economia Míriam Leitão. O que faria, se fosse presidente e percebesse que o Banco Central está errando a mão? Serra demonstrou uma certa irritação ao responder:

“Espera um pouquinho. O Banco Central não é a Santa Sé. Você acha isso, sinceramente, que o Banco Central nunca erra?  Tenha paciência.

Agora, quem acha que o Banco Central erra é contra dar condições de autonomia e trabalho ao Banco Central? Claro que não. Agora, de repente, monta-se um grupo que é acima do bem e do mal, que é o dono da verdade e que qualquer criticazinha já vem algum jornalista, já vem o outro e ficam nervozinhos por causa disso. Não é assim. Eu conheço economia, sou responsável, fundamento todas as coisas que penso a esse respeito. E, a esse propósito, você e o pessoal do sistema financeiro podem ficar absolutamente tranquilos que não vai ter nenhuma virada de mesa”.

A jornalista insistiu para saber como Serra reagiria se for eleito presidente e perceber algum erro do BC. E o tucano:

“Imagina, Míriam, o que é isso? Mas que bobagem.

O que você está dizendo, você vai me perdoar, é uma grande bobagem. Você vê o Banco central errando e fala: ‘não, eu não posso falar porque são sacerdotes…’ Eles têm algum talento, alguma coisa divina, mesmo sem terem sido eleitos, alguma coisa divina, alguma coisa secreta tal que vc. não pode nem falar ‘ó, pessoal, vocês estão errados’. Ah, tenha paciência”.

Ainda nesse capítulo sobre política econômica, Serra foi perguntado se é a favor dar um mandato com tempo determinado ao presidente do Banco Central, como nos EUA. O tucano disse ser contra.

Do blog de Fernando Rodrigues

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não escreve mais à mão. Artigos, estudos, mensagens – tudo ganha vida pelas teclas no computador. “Acho que nem sei mais escrever à mão”, disse durante palestra proferida na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) nesta quarta-feira (24/3). Mas isso não quer dizer que o sociólogo seja um prodígio da tecnologia. Pelo contrário: não raras vezes os bites e bytes lhe pregam peças do arco da velha.

FHC grande

Dias atrás, por exemplo, ele perdeu um texto que escrevia. O documento simplesmente escafedeu-se da tela do computador. “Pedi ajuda ao seu marido”, disse, da mesa de onde palestrava, para Monica Serra, esposa do governador de São Paulo, José Serra.

“Ele tentou me ajudar e não resolveu nada. Pedi para meu filho, que também não conseguiu resolver. O jeito foi chamar meu neto para dar uma solução”, afirmou, arrancando boas gargalhadas da plateia.

A história começou como piada, mas foi a forma de FHC dizer que – segundo palavras dele – a “grande revolução do momento é a da comunicação”, fenômeno propiciado pela tecnologia da informação. E que esse movimento será liderado pela juventude. “A revolução da tecnologia da comunicação é para gente nova. A pedagogia moderna é isso”.

Google e o Kindle, essa maquininha aí

Ao falar assim, a intenção do ex-presidente é destacar o papel de liderança das novas gerações no mundo contemporâneo, e não diminuir a importância dos mais velhos no processo de digitalização.

Para ele, pensar o País daqui para frente significa estar inserido na lógica da inovação científica, o que repercute em todos os setores da economia. “Só temos a Embraer competindo no exterior porque temos o ITA”, disse, referindo-se ao Instituto Tecnológico da Aeronáutica.

“Agora temos essa maquininha aí que permite ler livros”, afirmou, numa referência aos leitores digitais como Kindle. “Também existe a Wikipédia. Eles escrevem muitas bobagens sobre mim lá, mas é um ponto de partida para a pessoa avançar e descobrir mais sobre um assunto”, brincou. “E também temos o Google, o maior sabido do mundo hoje”.

E o que deve um país fazer diante de um cenário como esse? Ou, para ficar no tema de sua palestra (“Ensino superior como área crítica estratégica”), qual o lugar da universidade diante da revolução digital? “A questão é ser ou não ser um analfabeto na web. O importante não é a tecnologia, mas a pessoa. É a formação dos professores para que lidem com as tecnologias da informação”.

Sobrou até para o Lula

Esse contexto também permite analisar, segundo FHC, a aplicação da tecnologia como instrumento de desenvolvimento. Como exemplo, cita o caso do Chile, que, para ele, fez um bom trabalho de valorização de seus produtos e sua imagem como país. “Os chilenos inventaram um negócio que é vender ostra para a França. Parece coisa simples, mas é complicado. Envolve logística, tecnologia”, afirmou.

Outro exemplo é o vinho, que, de algumas décadas para cá, alcançou status internacional graças a um bom trabalho de marca, pela avaliação de FHC. Foi o que bastou para dar uma alfinetadinha em seu grande rival político.

“O Brasil tem uma grande produção de fruta, à la Lula, ‘a maior do mundo’, mas ninguém conhece. O mundo do futuro é do design, da moda, da tecnologia. É o que chamam de economia criativa”.

Castells e os soviéticos

Ao refletir sobre o desenvolvimento tecnológico, FHC citou até o sociólogo espanhol Manuel Castells, autor de a “Galáxia da Internet”, com quem afirmou “ter sólida amizade”.

Conforme relembrou o ex-presidente, um dos estudos de Castells, feito há algumas décadas, um dos motivos de o império soviético ter ruído se deve ao fato de a URSS ter perdido o bonde da evolução tecnológica, embora o país tivesse, durante bom tempo, despontado como potência científica. O descompasso se deu a partir do momento em que os EUA começaram a viver “a revolução tecnológica, a digitalização, a concepção binária”, disse FHC.

“Só depois o comando soviético percebeu que os americanos olhavam para o pequeno, o micro, enquanto eles continuaram no macro. E a evolução caminhou para a miniaturização, foi do complexo para simples”, analisou.

O resumo da ópera, seguindo o raciocínio de FHC, são as profundas transformações sociais, políticas e econômicas provocadas pela tecnologia. “A revolução tecnológica tem um efeito maior do que a revolução industrial teve em sua época”.

Clayton Melo/IDG Now

Clayton Melo

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Serra fala pela primeira vez como candidato

No programa de Luiz Datena “Acontece São Paulo”, que acaba de entrar no ar pela Rede Bandeirantes de Televisão, pela primeira vez o governador José Serra (PSDB), de São Paulo, fala como candidato a presidente da República.

Datena tratou Serra como candidato – e Serra abandonou as ressalvas e os cuidados habituais e respondeu às perguntas como candidato.

A certa altura da entrevista, que durou 25 minutos, quando Datena citou Lula, Serra respondeu: “Lula não é candidato. Somos eu e Dilma. O eleitor fará a comparação entre nós dois”.

Serra admitiu com todas as letras que a estratégia dele de campanha repousará na comparação com Dilma. E citou todos os cargos que ocupou até hoje: deputado, senador, ministro duas vezes, prefeito de São Paulo e finalmente governador.

Datena pergunta a Serra se ele é mais forte do que Dilma.

- É meio pretensioso me comparar. É coisa que a população vai decidir. A população vai escolher em função de como são os candidatos. Quem é mais capaz de garantir as coisas boas e melhorá-las, e quem é capaz de enfrentar os problemas. Pesa o passado. O que cada um fez. E o povão vai resolver bem como sempre fez.

Serra completa hoje 68 anos de idade.

No programa de Datena no fim da tarde, a entrevista será repetida em rede nacional.

- Enquanto eu estiver no governo eu não vou fazer campanha. A campanha deve ser lançada no começo de abril.

- A coisa de vice é para muito mais adiante [quando perguntado se Aécio Neves ainda poderia vir a ser o vice dele]. Só vai ser resolvido no fim de maio. Por enquanto, meu meu nome aparece na frente, mas é pesquisa. Pesquisa é uma foto do momento.

- Eu tenho uma história, o pessoal vai conhecer a história, a história dela [Dilma], das outras, da Marina que é uma pessoa de muitos méritos. E vai julgar.

- A campanha eleitoral acelera depois da Copa do Mundo. Que é quando a população começa a ficar ligada. É muito cedo para começar antes. E aí você prejudica o trabalho que está fazendo.

- Não estou demorando [para lançar a campanha]. Tem seis meses depois para fazer campanha eleitoral.

- Não me assusta [a diferença de cinco pontos percentuais para Dilma, segundo a mais recente pesquisa do Ibope] por que eu estava prevendo pelo grau de exposição dela.

blog do Noblat

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O herdeiro do trono da Inglaterra, Príncipe Charles, quase coloca a mão na “massa”.

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Para presidente da CNN, redes sociais são o novo desafio dos canais de notícias

Facebook e Twitter ‘ameaçam’ afastar público da TV, diz Jon Klein.

Além de expansão na web, canal aponta para serviços via celular.

O presidente da CNN, Jon Klein, procura meios para enfrentar a ‘ameaça’ representada pelas redes sociais.

O maior desafio para a Cable News Network, o canal de notícias americano mais conhecido pela sigla CNN, hoje, são as redes sociais como Facebook e Twitter e não novas emissoras dedicadas à informação 24 horas, admitiu o presidente de uma das mais respeitadas empresas de mídia do mundo, nesta quarta-feira (10).

“A competição que eu realmente temo são os sites de relacionamento social”, confessou Jon Klein, durante a conferência de mídia Bloomberg BusinessWeek 2010, realizada em Nova York. “Eles são uma alternativa que ameaça afastar as pessoas de nós”, acrescentou.

“As pessoas de quem você é amigo no Facebook ou que você segue no Twitter são fontes confiáveis de informação”, explicou Klein. “Você clica em links que elas te enviam e confia nelas”, acrescentou.

“Bem, nós queremos ser o nome mais confiável quando o assunto é notícia”, continuou. E por isso, “não queremos que as mil pessoas que você segue no Twitter sejam as fontes mais confiáveis para você”.

“É um desafio e nós temos que responder a ele”, afirmou Klein.

“Por isso, estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox”, comparou o executivo, citando a rede de TV que é a maior concorrente da CNN.

Aspas

Estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox”

O executivo disse ainda que a “missão” de sua emissora é trazer as redes sociais e outros usuários da internet a se conectar de alguma forma à CNN. Além de expandir seus domínios na rede com notícias e vídeo, a CNN está voltada também para serviços via celular, explicou Klein.

“Os serviços on-line são uma área em expansão para nós, os serviços via celular têm enorme potencial de crescimento e o serviço doméstico a cabo nos Estados Unidos já é uma área de desenvolvimento”, acrescentou. “Há muito espaço para onde expandir”, emendou.

“Estamos em muitos lugares e eu acho que este é o modelo que pode funcionar bem para nós”, afirmou. “Todo mundo no ramo da mídia busca ativamente por múltiplas fontes de lucro, isto não é segredo”, acrescentou.

Análises detalhadas

Para Klein, que assumiu o cargo de diretor de operações da CNN nos Estados Unidos em 2004, depois de trabalhar na rede CBS, com a explosão das novas mídias e da internet, estar no local de um acontecimento não é mais o suficiente.

“Simplesmente estar lá costumava ser grande coisa”, afirmou. “Hoje em dia, precisamos dar mais do que simplesmente chegar lá”, continuou.

“Aprofundar e fazer análises é mais complicado”, disse. “Exige mais capacidade mental, mais trabalho, pensar mais o trabalho, exige mais criatividade”, enumerou.

“As pessoas acompanham rapidamente o que acontece hoje”, afirmou. “Você precisa dar a elas mais detalhes sobre o que está acontecendo. E aí que nós vamos trabalhar para continuar a fazer a diferença”, concluiu.

G1

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