Cada vez mais fica patente o poder das redes sociais.
Blogs, Facebook, Twitter, entre outros, podem ser valiosas ferramentas de comunicação corporativa, bem como instrumento de marketing pessoal.
A abrangência capilar das redes sociais não pode ser desprezada.

O Editor


Abílio Diniz, presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, pede desculpas via Twitter

O presidente do Grupo Pão de Açucar lamentou a publicação de anúncio que agradecia a participação do Brasil na Copa após eliminação.

O presidente do Grupo Pão de Açúcar, proprietário da rede de hipermercados Extra, Abílio Diniz, pediu desculpas via Twitter pelo anúncio publicado erroneamente, hoje, no jornal Folha de S.Paulo.

O anúncio agradecia a Seleção brasileira por sua participação na Copa após uma suposta eliminação. O Brasil venceu o Chile por 3 a 0, ontem, em jogo válido pelas oitavas de final.

“Como Pres. do Conselho de Adm. do GPA peço desculpas, em meu nome e do Grupo, aos brasileiros e, principalmente, aos jogadores da seleção. Infelizmente, a Folha de SP cometeu um grave erro com o anúncio do Extra, o que é inadmissível”, disse ele.

“Não compartilhamos com a impunidade e tomaremos as providências, que não eliminarão o erro, mas irá responsabilizar os culpados”, completou.

Segundo a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar, a Folha de S.Paulo deve publicar uma nota explicando o erro.

Vinicius Aguiari/INFO Online

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Na semana passada o tucano José Serra já havia respondido de forma atravessada à uma pergunta feita sobre o mensalão do Dem. Serra nitidamente não gostou da pergunta e teve uma atitude destemperada com o repórter que fez o questionamento.

Agora foi a vez do intempestivo candidato do PSDB ser agressivo com a jornalista Míriam Leitão, que não pode ser caracterizada como uma não simpatizante do poleiro tucano.

Serra, sem paz e sem amor, foi impressionantemente agressivo com a jornalista.

O editor



O que Serra pensa do Banco Central

O pré-candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, disse que o Banco Central “não é a Santa Sé”, ou seja, está sujeito a cometer erros. Deu a entender que vai sempre expressar sua opinião a respeito do que considerar erros na condução da política monetária do BC.

Indagado em entrevista à rádio CBN se no caso de ser eleito seria também uma espécie de presidente do Banco Central, reagiu afirmando que “isso é brincadeira”.

Mas o tucano declarou de forma clara ter considerado um equívoco a forma como o BC conduziu a política monetária ao longo da crise financeira de 2008/09 –demorando mais do que os outros países para reduzir a taxa de juros no país.

Para ele, “simplesmente foi um erro” não ter baixado mais e mais rapidamente os juros durante aquele período, pois o Brasil não enfrentava nenhuma pressão inflacionária.

“Se alguém se assusta porque eu acho que a taxa de juros deve cair quando a inflação está caindo, quando tem quase deflação, é porque tem uma posição muito surpreendente do ponto de vista dos interesses do Brasil. Por outro lado, a mesa da economia brasileira eu ajudei a reerguer (…) Todo mundo sabe que eu não vou virar a mesa coisa nenhuma”, disse Serra.

O tucano foi então confrontado com uma situação hipotética pela colunista de economia Míriam Leitão. O que faria, se fosse presidente e percebesse que o Banco Central está errando a mão? Serra demonstrou uma certa irritação ao responder:

“Espera um pouquinho. O Banco Central não é a Santa Sé. Você acha isso, sinceramente, que o Banco Central nunca erra?  Tenha paciência.

Agora, quem acha que o Banco Central erra é contra dar condições de autonomia e trabalho ao Banco Central? Claro que não. Agora, de repente, monta-se um grupo que é acima do bem e do mal, que é o dono da verdade e que qualquer criticazinha já vem algum jornalista, já vem o outro e ficam nervozinhos por causa disso. Não é assim. Eu conheço economia, sou responsável, fundamento todas as coisas que penso a esse respeito. E, a esse propósito, você e o pessoal do sistema financeiro podem ficar absolutamente tranquilos que não vai ter nenhuma virada de mesa”.

A jornalista insistiu para saber como Serra reagiria se for eleito presidente e perceber algum erro do BC. E o tucano:

“Imagina, Míriam, o que é isso? Mas que bobagem.

O que você está dizendo, você vai me perdoar, é uma grande bobagem. Você vê o Banco central errando e fala: ‘não, eu não posso falar porque são sacerdotes…’ Eles têm algum talento, alguma coisa divina, mesmo sem terem sido eleitos, alguma coisa divina, alguma coisa secreta tal que vc. não pode nem falar ‘ó, pessoal, vocês estão errados’. Ah, tenha paciência”.

Ainda nesse capítulo sobre política econômica, Serra foi perguntado se é a favor dar um mandato com tempo determinado ao presidente do Banco Central, como nos EUA. O tucano disse ser contra.

Do blog de Fernando Rodrigues

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não escreve mais à mão. Artigos, estudos, mensagens – tudo ganha vida pelas teclas no computador. “Acho que nem sei mais escrever à mão”, disse durante palestra proferida na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) nesta quarta-feira (24/3). Mas isso não quer dizer que o sociólogo seja um prodígio da tecnologia. Pelo contrário: não raras vezes os bites e bytes lhe pregam peças do arco da velha.

FHC grande

Dias atrás, por exemplo, ele perdeu um texto que escrevia. O documento simplesmente escafedeu-se da tela do computador. “Pedi ajuda ao seu marido”, disse, da mesa de onde palestrava, para Monica Serra, esposa do governador de São Paulo, José Serra.

“Ele tentou me ajudar e não resolveu nada. Pedi para meu filho, que também não conseguiu resolver. O jeito foi chamar meu neto para dar uma solução”, afirmou, arrancando boas gargalhadas da plateia.

A história começou como piada, mas foi a forma de FHC dizer que – segundo palavras dele – a “grande revolução do momento é a da comunicação”, fenômeno propiciado pela tecnologia da informação. E que esse movimento será liderado pela juventude. “A revolução da tecnologia da comunicação é para gente nova. A pedagogia moderna é isso”.

Google e o Kindle, essa maquininha aí

Ao falar assim, a intenção do ex-presidente é destacar o papel de liderança das novas gerações no mundo contemporâneo, e não diminuir a importância dos mais velhos no processo de digitalização.

Para ele, pensar o País daqui para frente significa estar inserido na lógica da inovação científica, o que repercute em todos os setores da economia. “Só temos a Embraer competindo no exterior porque temos o ITA”, disse, referindo-se ao Instituto Tecnológico da Aeronáutica.

“Agora temos essa maquininha aí que permite ler livros”, afirmou, numa referência aos leitores digitais como Kindle. “Também existe a Wikipédia. Eles escrevem muitas bobagens sobre mim lá, mas é um ponto de partida para a pessoa avançar e descobrir mais sobre um assunto”, brincou. “E também temos o Google, o maior sabido do mundo hoje”.

E o que deve um país fazer diante de um cenário como esse? Ou, para ficar no tema de sua palestra (“Ensino superior como área crítica estratégica”), qual o lugar da universidade diante da revolução digital? “A questão é ser ou não ser um analfabeto na web. O importante não é a tecnologia, mas a pessoa. É a formação dos professores para que lidem com as tecnologias da informação”.

Sobrou até para o Lula

Esse contexto também permite analisar, segundo FHC, a aplicação da tecnologia como instrumento de desenvolvimento. Como exemplo, cita o caso do Chile, que, para ele, fez um bom trabalho de valorização de seus produtos e sua imagem como país. “Os chilenos inventaram um negócio que é vender ostra para a França. Parece coisa simples, mas é complicado. Envolve logística, tecnologia”, afirmou.

Outro exemplo é o vinho, que, de algumas décadas para cá, alcançou status internacional graças a um bom trabalho de marca, pela avaliação de FHC. Foi o que bastou para dar uma alfinetadinha em seu grande rival político.

“O Brasil tem uma grande produção de fruta, à la Lula, ‘a maior do mundo’, mas ninguém conhece. O mundo do futuro é do design, da moda, da tecnologia. É o que chamam de economia criativa”.

Castells e os soviéticos

Ao refletir sobre o desenvolvimento tecnológico, FHC citou até o sociólogo espanhol Manuel Castells, autor de a “Galáxia da Internet”, com quem afirmou “ter sólida amizade”.

Conforme relembrou o ex-presidente, um dos estudos de Castells, feito há algumas décadas, um dos motivos de o império soviético ter ruído se deve ao fato de a URSS ter perdido o bonde da evolução tecnológica, embora o país tivesse, durante bom tempo, despontado como potência científica. O descompasso se deu a partir do momento em que os EUA começaram a viver “a revolução tecnológica, a digitalização, a concepção binária”, disse FHC.

“Só depois o comando soviético percebeu que os americanos olhavam para o pequeno, o micro, enquanto eles continuaram no macro. E a evolução caminhou para a miniaturização, foi do complexo para simples”, analisou.

O resumo da ópera, seguindo o raciocínio de FHC, são as profundas transformações sociais, políticas e econômicas provocadas pela tecnologia. “A revolução tecnológica tem um efeito maior do que a revolução industrial teve em sua época”.

Clayton Melo/IDG Now

Clayton Melo

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Serra fala pela primeira vez como candidato

No programa de Luiz Datena “Acontece São Paulo”, que acaba de entrar no ar pela Rede Bandeirantes de Televisão, pela primeira vez o governador José Serra (PSDB), de São Paulo, fala como candidato a presidente da República.

Datena tratou Serra como candidato – e Serra abandonou as ressalvas e os cuidados habituais e respondeu às perguntas como candidato.

A certa altura da entrevista, que durou 25 minutos, quando Datena citou Lula, Serra respondeu: “Lula não é candidato. Somos eu e Dilma. O eleitor fará a comparação entre nós dois”.

Serra admitiu com todas as letras que a estratégia dele de campanha repousará na comparação com Dilma. E citou todos os cargos que ocupou até hoje: deputado, senador, ministro duas vezes, prefeito de São Paulo e finalmente governador.

Datena pergunta a Serra se ele é mais forte do que Dilma.

- É meio pretensioso me comparar. É coisa que a população vai decidir. A população vai escolher em função de como são os candidatos. Quem é mais capaz de garantir as coisas boas e melhorá-las, e quem é capaz de enfrentar os problemas. Pesa o passado. O que cada um fez. E o povão vai resolver bem como sempre fez.

Serra completa hoje 68 anos de idade.

No programa de Datena no fim da tarde, a entrevista será repetida em rede nacional.

- Enquanto eu estiver no governo eu não vou fazer campanha. A campanha deve ser lançada no começo de abril.

- A coisa de vice é para muito mais adiante [quando perguntado se Aécio Neves ainda poderia vir a ser o vice dele]. Só vai ser resolvido no fim de maio. Por enquanto, meu meu nome aparece na frente, mas é pesquisa. Pesquisa é uma foto do momento.

- Eu tenho uma história, o pessoal vai conhecer a história, a história dela [Dilma], das outras, da Marina que é uma pessoa de muitos méritos. E vai julgar.

- A campanha eleitoral acelera depois da Copa do Mundo. Que é quando a população começa a ficar ligada. É muito cedo para começar antes. E aí você prejudica o trabalho que está fazendo.

- Não estou demorando [para lançar a campanha]. Tem seis meses depois para fazer campanha eleitoral.

- Não me assusta [a diferença de cinco pontos percentuais para Dilma, segundo a mais recente pesquisa do Ibope] por que eu estava prevendo pelo grau de exposição dela.

blog do Noblat

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O herdeiro do trono da Inglaterra, Príncipe Charles, quase coloca a mão na “massa”.

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Para presidente da CNN, redes sociais são o novo desafio dos canais de notícias

Facebook e Twitter ‘ameaçam’ afastar público da TV, diz Jon Klein.

Além de expansão na web, canal aponta para serviços via celular.

O presidente da CNN, Jon Klein, procura meios para enfrentar a ‘ameaça’ representada pelas redes sociais.

O maior desafio para a Cable News Network, o canal de notícias americano mais conhecido pela sigla CNN, hoje, são as redes sociais como Facebook e Twitter e não novas emissoras dedicadas à informação 24 horas, admitiu o presidente de uma das mais respeitadas empresas de mídia do mundo, nesta quarta-feira (10).

“A competição que eu realmente temo são os sites de relacionamento social”, confessou Jon Klein, durante a conferência de mídia Bloomberg BusinessWeek 2010, realizada em Nova York. “Eles são uma alternativa que ameaça afastar as pessoas de nós”, acrescentou.

“As pessoas de quem você é amigo no Facebook ou que você segue no Twitter são fontes confiáveis de informação”, explicou Klein. “Você clica em links que elas te enviam e confia nelas”, acrescentou.

“Bem, nós queremos ser o nome mais confiável quando o assunto é notícia”, continuou. E por isso, “não queremos que as mil pessoas que você segue no Twitter sejam as fontes mais confiáveis para você”.

“É um desafio e nós temos que responder a ele”, afirmou Klein.

“Por isso, estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox”, comparou o executivo, citando a rede de TV que é a maior concorrente da CNN.

Aspas

Estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox”

O executivo disse ainda que a “missão” de sua emissora é trazer as redes sociais e outros usuários da internet a se conectar de alguma forma à CNN. Além de expandir seus domínios na rede com notícias e vídeo, a CNN está voltada também para serviços via celular, explicou Klein.

“Os serviços on-line são uma área em expansão para nós, os serviços via celular têm enorme potencial de crescimento e o serviço doméstico a cabo nos Estados Unidos já é uma área de desenvolvimento”, acrescentou. “Há muito espaço para onde expandir”, emendou.

“Estamos em muitos lugares e eu acho que este é o modelo que pode funcionar bem para nós”, afirmou. “Todo mundo no ramo da mídia busca ativamente por múltiplas fontes de lucro, isto não é segredo”, acrescentou.

Análises detalhadas

Para Klein, que assumiu o cargo de diretor de operações da CNN nos Estados Unidos em 2004, depois de trabalhar na rede CBS, com a explosão das novas mídias e da internet, estar no local de um acontecimento não é mais o suficiente.

“Simplesmente estar lá costumava ser grande coisa”, afirmou. “Hoje em dia, precisamos dar mais do que simplesmente chegar lá”, continuou.

“Aprofundar e fazer análises é mais complicado”, disse. “Exige mais capacidade mental, mais trabalho, pensar mais o trabalho, exige mais criatividade”, enumerou.

“As pessoas acompanham rapidamente o que acontece hoje”, afirmou. “Você precisa dar a elas mais detalhes sobre o que está acontecendo. E aí que nós vamos trabalhar para continuar a fazer a diferença”, concluiu.

G1

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Suplicy repudia posicionamento de Lula sobre Cuba

Raul Jungmann protocola no Planalto a carta dos ‘dissidentes’

Em discurso feito na tribuna do Senado, Eduardo Suplicy (PT-SP) cobrou de Lula posições mais firmes e coerentes sobre a falta de demcocracia em Cuba.

Para Suplicy, o “respeito” que Lula devota aos irmãos Raúl e Fidel Castro não deveria impedi-lo de lembrar aos amigos cubanos alguns valores básicos.

Por exemplo: a necessidade de observar os direitos humanos e a conveniência de valorizar as liberdades democráticas, sobretudo a liberdade de expressão.

O senador petista lembrou que, em 1998, numa visita que fez a Cuba, o então papa João Paulo Segundo não se furtara a mencionar o essencial.

Segundo Suplicy, o papa defendera o fim do embargo dos EUA à ilha. Mas também mencionara que Cuba deveria render-se à liberdade e ao pluralismo político.

Em entrevista concedida à Associated Press, Lula comparou os presos políticos de Cuba aos criminosos comuns de São Paulo. E condenou a greve de fome.

Em seu discurso, Suplicy cuidou de recordar ao presidente que há enorme diferença entre os presos de consciência de Cuba e os bandidos paulistas. Acrescentou:

“Gostaria que Lula se recordasse de algumas das pessoas da história que fizeram greve de fome para alcançar um objetivo importante na história dos povos”.

Suplicy mencionou o líder indiano Mahatma Gandhi. Citou também o ícone sul-africano Nelson Mandela.

Também nesta quarta (10), o deputado Raul Jungmann protocolou no Planalto a carta que Lula negara ter recebido na visita que fizera a Cuba, em 23 de fevereiro.

No texto, os opositores do regime de Havana pedem a Lula que interceda junto aos irmãos castro em favor da liberação dos presos políticos de Cuba.

Lula queixara-se de que os autores da carta deram-na por entregue sem ao menos tê-la protocolado. Agora, já não pode alegar a ausência de protocolo.

A exemplo de Suplicy, Jungmann também refutou os últimos comentários do presidente: “Lula e a ministra Dilma [Rousseff] foram presos políticos…”

“…Por isso mesmo o presidente não poderia nivelar prisioneiros de consciência com sequestradores, assassinos e estupradores, que são pessoas que cometeram crimes…”

“…Isso não tem o menor cabimento. Os prisioneiros de Cuba estão na cadeia porque lutam pela democracia e pela liberdade”.

Mais cedo, Jungmann tentará aprovar na comissão de Relações Exteriores da Câmara uma moção lamentando a morte de Orlando Zapata Tamayo.

Preso em Cuba, Tamayo fenecera horas antes da chegada de Lula a Cuba, depois de 85 dias de uma infrutífera greve de fome.

Representantes do consórcio governistas manobraram para impedir que a moção fosse aprovada.

“É lamentável que a base do governo se recuse a enxergar o flagrante desrespeito aos direitos humanos em Cuba”, disse Jungmann.

De resto, as derradeiras declarações de Lula ecoaram também em Cuba. Mereceram comentários do jornalista e sociólogo Guillermo Fariñas, em greve de fome há 15 dias.

Fariñas disse que Lula é “cúmplice da tirania dos Castro“. Mais: afirmou que Lula esqueceu o próprio passado.

blog do Josias de Souza

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O esquema de Roriz teria desviado R$ 13 milhões

Continuam paralisadas na Justiça, até hoje, sete anos depois, as denúncias apresentadas pelo Ministério Público do DF contra o ex-governador Joaquim Roriz, acusado de manter um esquema de caixa dois por meio de desvio de recursos públicos. Este é o tema da reportagem de capa do Jornal de Brasília deste domingo. Os promotores estimam os desvios em R$ 13 milhões.

Roriz contratava empresas e repassava recursos para os pagamentos de serviços que nunca seriam feitos, sustenta o MPF. Para justificar o pagamento, as empresas emitiam notas fiscais frias. Depois, essas empresas assumiam os gastos do comitê de campanha do então governador – que concorria à reeleição.

O dinheiro pagou até a construção de um estúdio de tevê onde foram gravados os programas da campanha de Roriz. E duas empresas suspeitas de participação no mensalão do DEM são mencionadas no processo contra o governo anterior, a Adler e a Linknet, prestadoras de serviço do governo. O dono da Linknet apareceu em um vídeo, gravado por Durval Barbosa, reclamando do valor da propina no governo de José Roberto Arruda, que se encontra preso.

Por que parou? – O Ministério Público descobriu que o contrato do Instituto Candango de Solidariedade com a Linknet aumentou dez vezes em pouco mais de um ano. Saltou de R$ 2,5 milhões em março de 2001 para quase R$ 30 milhões em agosto de 2002, auge da campanha eleitoral. De acordo com a denúncia do Ministério Público, esgotadas as possibilidades de mais repasses para o instituto, o governo buscou outra fonte: as notas passaram a ser emitidas para a Secretaria de Gestão e para a Polícia Civil.

Essa ação penal de 2003 foi desmembrada. Os processos contra a maioria dos denunciados foram para a Justiça comum e estão parados. Já o processo contra Joaquim Roriz foi encaminhado para o Superior Tribunal de Justiça porque ele tinha foro privilegiado por ser governador na época.

Mas não andou porque a Câmara Legislativa não deu a autorização para a Justiça processá-lo. recursos para os pagamentos de serviços que nunca seriam feitos. Para justificar o pagamento, as empresas emitiam notas fiscais frias. Depois, essas empresas assumiam os gastos do comitê de campanha do então governador – que concorria à reeleição.

Jornal de Brasília

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O Haiti, mais que nunca, é aqui!

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Os brasileiros vivem há centenas de anos sob heranças malditas. Os avanços não foram capazes de mudar os horizontes e por enquanto continuamos na busca de um ponto de luz no fim do túnel. Após os desmandos do regime militar – herança maldita, que todos querem ver enterrada, veio à redemocratização, e com ela, outras maldições se sucederam. Da independência ou morte, restou a dependência e a esperança de dias melhores. As trocas de turnos não puseram fim aos males que se abatem sobre a sociedade.

Os co-mandantes do Brasil antes, durante o regime autoritário e depois com Sarney, Collor, Itamar, FHC e agora com Lula, não conseguiram extirpar as mazelas em 4 ou 8 anos. Hoje, o PT e o governo Lula, procuram justificar os problemas endêmicos atuais que se arrastam há anos como uma herança maldita. Os opositores, ex-vidraças, atiram pedras.

Uma das primeiras heranças malditas veio com o “fim da escravidão” no país. Não pela essência e importância do ato. A Lei Áurea é um marco histórico importantíssimo, mas o legado e os seus desdobramentos desembocaram em liberdades condicionais. Liberdade que tornou milhares de seres livres em “indigentes presos”, ao lançá-los à própria sorte. Pseudos-libertos que em pleno século XXI continuam perambulando em busca de dignidade.

Homens prisioneiros da fome, da miséria, da falta de instrução, de emprego, de moradia, de segurança, de saúde e do sonho de liberdade entre tantas outras heranças malditas com as quais são obrigados a conviver. Depois de saqueados por colonizadores, que retornaram as suas origens com bornais reluzentes da terra sangrada, hoje, somos saqueados pelos que se alojaram nas Casas constituídas por leis – verdadeiros escombros, que permitem todo tipo de abominação para a felicidade de indivíduos, Reis, Rainhas e das próprias Cortes.

As heranças malditas continuam como um câncer enraizado no seio da pátria e relegam a segundo plano os mais elementares direitos constitucionais, principalmente para os mais humildes. Culpa de governos, que sem exceção, optaram por alianças com uma casta política e empresarial, gananciosa e escravocrata, parte dos resíduos coloniais, em detrimento de uma aliança com o povo. Escravocratas usurpadores de liberdades e sonhos, que se alternam no poder e tiram proveito da deformação centenária e permissiva com os que controlam a nação.

Vale ressaltar que este é um ano de eleições para os comandos estaduais e do país. Serra ou qualquer outro candidato de oposição que vier a vencer as próximas eleições estaduais ou presidencial, devem apoderar-se do bordão da herança maldita deixada pelo antecessor. Se Dilma for a escolhida para comandar o país nos próximos anos, a coisa muda. Não poderá culpar o governo do qual faz parte nem a Lula, pela herança maldita que herdará. A herança deixada por FHC estará fora de moda. Na falta de um bode expiatório, restará a ela culpar Cabral como o pivô de tantas maldições, afinal, quem descobriu o Brasil oficialmente?

Hélio Chaves é analista de suporte da Infoglobo.

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Lula ‘estadista global’: “Esse prêmio mostra a estima que o mundo tem por Lula e por suas políticas de sucesso. Ele está comprometido com todas as áreas sociais e é um exemplo de liderança”, disse presidente do Fórum de Davos.

Presidente será reconhecido como “estadista global” pelo evento, criticado por ele no passado

Em sua última participação como presidente brasileiro no Fórum Econômico Mundial de Davos, Luiz Inácio Lula da Silva receberá o prêmio de “estadista global”. Lula tem sido um dos mais assíduos frequentadores do evento que reúne a elite capitalista mundial, apesar de muitos, entre os quais o seu fundador, Klaus Schwab, ainda se lembrarem de suas críticas ao evento no passado. Neste ano, Davos ainda dedica uma reunião para debater “o futuro do Brasil”. “As pessoas falam muito da China. Mas tenho muito confiança no Brasil”, disse Schwab ao Estado. Já a administração Obama esnobou neste ano o evento e praticamente não estará presente.

O fórum será realizado a partir de 27 de janeiro, na luxuosa estação de esqui de Davos, nos Alpes. Será a primeira vez que o prêmio será dado pela organização, mas a forma de escolha do vencedor não foi esclarecida pela entidade. Schwab disse que a escolha de Lula foi baseada numa pesquisa com empresários e líderes ligados ao fórum. Já fontes do fórum admitem que não houve uma regra clara sobre a escolha.

“Esse prêmio mostra a estima que o mundo tem por Lula e por suas políticas de sucesso. Ele está comprometido com todas as áreas sociais e é um exemplo de liderança”, diz Schwab. O prêmio inédito será entregue pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, no dia 29.

Neste ano, além de Lula, o fórum terá a presença do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e dos chefes de governo da Espanha, Canadá, África do Sul, Senegal, Colômbia, México, Grécia e Israel. Já a administração de Barack Obama vem rejeitando uma aproximação do fórum e praticamente nenhum representante do presidente americano irá à Suíça.

Poucos dias depois de assumir a presidência em 2003, Lula deixou parte do PT irritada ao anunciar que iria ao Fórum Econômico na Suíça. Naquele ano, foi também ao Fórum Social Mundial. Segundo Lula, sua ida a Davos era “para mostrar que outro mundo é possível” – usando o próprio slogan do Fórum Social.

Lula se tornou uma das estrelas de Davos e uma das provas de que o evento estava disposto a ouvir os representantes do Sul. Afinal, o brasileiro representaria um país emergente, com um discurso duro, social, mas não considerado extremista nem inconveniente como o de Hugo Chávez, Evo Morales e outros. Seu presidente do Banco Central era ex-presidente do BankBoston e o ex-ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, era um grande exportador.

Neste ano, Schwab quer dar um lugar de honra a Lula. “Eu conheci Lula 20 anos antes de ele ser presidente e já me diziam que ele seria o líder do País”, afirmou o fundador de Davos. Além do prêmio, o Brasil terá uma sessão inteira dedicada ao futuro do País, com a participação de empresários e de Meirelles.

“O Brasil será a quinta maior economia do mundo até 2020″, disse Schwab. Questionado sobre os desafios do Brasil nos próximos quatro anos, Schwab se recusou a responder. “Acho melhor deixar isso para Lula.”

Jamil Chade/Estadão

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