A ‘coisa’ começou a esquentar. Do pescoço pra baixo, tudo é canela.


Ciro afirma que Serra ‘aparelha’ gestão paulista

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato à Presidência, acusou ontem o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), presidenciável tucano, de aparelhar o Estado para se beneficiar eleitoralmente.

“Serra pegou o Márcio Fortes, um banqueiro do Rio, e o nomeou para dirigir a empresa de eventos de São Paulo. Todo mundo sabe que o Márcio Fortes, na verdade, ajuda a captação de dinheiro na campanha [presidencial]“, disse Ciro, em entrevista à rádio CBN, no Rio.

À Folha Fortes afirmou que Ciro “demonstrou sua ignorância”. Ele disse que não é banqueiro, mas engenheiro. “Não estou tratando de recursos para campanha. já tratei disto no passado, como político do PSDB.”

Ex-secretário e ex-tesoureiro do PSDB, Fortes dirige a Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento.

Márcio Fortes está cotado para ser o vice da chapa encabeçada pelo deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) na disputa pelo governo fluminense.

Na entrevista, Ciro Gomes disse que é “remotíssima” a possibilidade de ser candidato à sucessão de Serra e negou que vá se encontrar com o presidente Lula para discutir tal tema. Ele também voltou a dizer que é mais preparado que Dilma para a corrida eleitoral.

João Paulo Gondim/Folha de S.Paulo

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PF decide indiciar Fernando Sarney

A Polícia Federal decidiu intimar para depor e depois indiciar o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por evasão de divisas.

Em um dos cinco inquéritos da Operação Boi Barrica, ou Faktor, o empresário é acusado de enviar US$ 1 milhão para uma empresa na China em 2008 sem declarar a remessa à Receita Federal.

Autoridades chinesas confirmaram a movimentação do empresário numa agência do HSBC, em Qingdao, na China.

Em outros dois inquéritos da mesma operação, o empresário já foi indiciado por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, entre outros crimes.

De Jailton de Carvalho/O Globo

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Brasil: da série “O tamanho do buraco!”

Olhem aí, Tupiniquins, o ralo por onde escoa o seu, o meu, o nosso sofrido “caraminguá”!

O Editor


Governo vai torrar R$ 1 mi em ‘Datamulher’ eleitoral

Inebriado com Lula, um presidente superpopular, o brasileiro espanta-se cada vez menos com o governo. É, hoje, um sujeito de pouquíssimos espantos.

Se o governo esfregar na cara do brasileiro um absurdo, ele não fará a concessão de uma surpresa. É absurdo? Pois que seja, e com o meu dinheiro.

Aproveitando-se do sumiço do ponto de exclamação, a ministra petê Nilcéa Freire (Secretaria das Mulheres) decidiu exagerar.

Num par de notas, a coluna ‘Painel’ revela, na Folha, a penúltima da ministra. Leia:

- De mulher pra mulher: A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, subordinada diretamente à Presidência da República e chefiada pela petista Nilcéa Freire, fará licitação de R$ 1 milhão para contratar instituto ou fundação que realize pesquisas durante a campanha eleitoral.

Segundo o edital, trata-se de acompanhar os movimentos do eleitorado feminino. Além de pesquisas, o pacote inclui análise de materiais de campanha (‘inclusive sites e blogs dos candidatos’).

A secretaria diz ter decidido bancar as pesquisas por se tratar de um ‘processo eleitoral único, no qual há candidatas mulheres com boa margem de intenção de voto’ -em especial a do governo, Dilma Rousseff.

- Ferramenta: O edital prevê ainda que o instituto monitore o comportamento da mídia durante a campanha e analise debates entre os candidatos.

O signatário do blog se compadece do brasileiro, esse povo sem horror.

Com seus ‘oo’ de espanto, seus ‘rr’ guturais, seu hirto ‘h’, horrou nunca foi um vocábulo tão necessário. Ai daquele que vive sem horror.

blog do Josias de Souza

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O esquema de Roriz teria desviado R$ 13 milhões

Continuam paralisadas na Justiça, até hoje, sete anos depois, as denúncias apresentadas pelo Ministério Público do DF contra o ex-governador Joaquim Roriz, acusado de manter um esquema de caixa dois por meio de desvio de recursos públicos. Este é o tema da reportagem de capa do Jornal de Brasília deste domingo. Os promotores estimam os desvios em R$ 13 milhões.

Roriz contratava empresas e repassava recursos para os pagamentos de serviços que nunca seriam feitos, sustenta o MPF. Para justificar o pagamento, as empresas emitiam notas fiscais frias. Depois, essas empresas assumiam os gastos do comitê de campanha do então governador – que concorria à reeleição.

O dinheiro pagou até a construção de um estúdio de tevê onde foram gravados os programas da campanha de Roriz. E duas empresas suspeitas de participação no mensalão do DEM são mencionadas no processo contra o governo anterior, a Adler e a Linknet, prestadoras de serviço do governo. O dono da Linknet apareceu em um vídeo, gravado por Durval Barbosa, reclamando do valor da propina no governo de José Roberto Arruda, que se encontra preso.

Por que parou? – O Ministério Público descobriu que o contrato do Instituto Candango de Solidariedade com a Linknet aumentou dez vezes em pouco mais de um ano. Saltou de R$ 2,5 milhões em março de 2001 para quase R$ 30 milhões em agosto de 2002, auge da campanha eleitoral. De acordo com a denúncia do Ministério Público, esgotadas as possibilidades de mais repasses para o instituto, o governo buscou outra fonte: as notas passaram a ser emitidas para a Secretaria de Gestão e para a Polícia Civil.

Essa ação penal de 2003 foi desmembrada. Os processos contra a maioria dos denunciados foram para a Justiça comum e estão parados. Já o processo contra Joaquim Roriz foi encaminhado para o Superior Tribunal de Justiça porque ele tinha foro privilegiado por ser governador na época.

Mas não andou porque a Câmara Legislativa não deu a autorização para a Justiça processá-lo. recursos para os pagamentos de serviços que nunca seriam feitos. Para justificar o pagamento, as empresas emitiam notas fiscais frias. Depois, essas empresas assumiam os gastos do comitê de campanha do então governador – que concorria à reeleição.

Jornal de Brasília

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Tremei Tupiniquins! Tempo cinzento no horizonte da taba brasiliana. Entre as maldades perpetradas pelo grande chefe de Garanhuns deixar o Sarney assumir a Presidência, não tem preço! O soba do Maranhão, na Presidência, ninguém merece.

O Editor


Lula deve se licenciar para ajudar Dilma; Sarney assume

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende se licenciar do cargo, nos meses de agosto e setembro, para participar ativamente da campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência, informa Ilimar Franco na coluna Panorama Político, no Globo.

Segundo o colunista, o presidente Lula quer evitar problemas com a Justiça Eleitoral e se dedicar integralmente à tarefa de eleger seu sucessor. Com isso, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que não disputa as eleições, voltará temporariamente à Presidência da República.

O vice José Alencar e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), deverão ser candidatos e não poderiam assumir o cargo.

O Globo

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DF: carta revela políticos do DEM que tomaram dinheiro

Uma carta de cinco páginas do governador do DF, José Roberto Arruda estaria tirando o sono de figurões do DEM. Nela, Arruda faz um desabafo, alega inocência, acusa os adversários de “armação” para destruí-lo e aponta políticos – sobretudo do DEM, que praticamente o expulsou – que receberam dinheiro graças à influência de seu governo. Cópias da carta foram confiadas a pessoas da confiança de Arruda.

Nitroglicerina pura

Na carta, o governador afastado do DF, ainda preso na PF, confirmaria inclusive as suspeitas de mensalão beneficiando figurões do DEM.

Segurança

Guardam a carta de Arruda, com instruções para divulgá-la em caso de “uma desgraça”, um familiar próximo, um velho amigo e um advogado.

Primeira pessoa

Arruda concluiu a redação da carta na véspera de sua prisão, decretada em 11 de fevereiro pelo Superior Tribunal de Justiça.

Coluna Claudio Humberto

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O cabeamento liga extremos como as cidades de Fortaleza, no Ceará, à capital gaúcha, Porto Alegre, passando por municípios do interior do Nordeste, como Imperatriz, próximo da divisa do Maranhão com o Tocantins e o Pará. Regiões do Centro-Oeste como Brasília e Goiânia são atendidas pela rede.

Construída pela Eletronet, a rede nunca chegou a funcionar plenamente, já que a companhia controlada pela AES Eletropaulo e outros sócios, decretou falência. Nos últimos anos, a rede esteve embargada pela Justiça para servir de garantia aos credores da Eletronet. A empresa falida deve aproximadamente R$ 800 milhões a credores.

No início deste ano, uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Governo Federal pode utilizar esse cabeamento para criar serviços de banda larga e inclusão digital. Neste caso, os credores vão resolver seus problemas com a Eletronet sem envolver a rede de fibra óptica, que neste momento está ociosa.

A rede de fibras da Eletronet é cobiçada por teles privadas. Em 2008, a Oi tentou comprar esta infraestrutura, sem sucesso.

O mapa abaixo mostra por onde passam os 16 mil quilômetros de fibra óptica que a Eletronet construiu mas não utiliza.

O plano do Governo Federal é unir estes 16 mil quilômetros de banda larga a outros 5 mil quilômetros atualmente sob uso de estatais como a Petrobras. Toda essa rede seria usada no Plano Nacional de Banda Larga, cujo modelo será conhecido no início de março.

O cenário mais provável é que os 21 mil quilômetros de fibra óptica recebam mais investimentos públicos, afim de levar conexões a pequenos municípios do Brasil e regiões onde não há este tipo de tecnologia. Redes sem fio seriam construídas ligando os limites dos cabos de fibra óptica até pequenas cidades do interior.

O projeto, no entanto, é alvo de críticas por prever a criação de uma nova estatal de telecomunicações, a Nova Telebrás, que gerenciaria toda essa rede. Para os críticos, seria melhor o governo entregar esta rede a iniciativa privada.

Felipe Zmoginski/INFO Online

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Brasil: da série o tamanho do Buraco.

Não tem saída. Os Tupiniquins estamos na obrigação de banir essa corja nas próximas eleições. Se não o fizermos essa cambada vai continuar agindo na maior desfaçatez.

ARGH!

O Editor

PT e ‘arrudistas’ juntos na ‘pizza

O PT fez um acordo com a bancada pró-Arruda, na Câmara Legislativa do DF, para livrar a cara do deputado petista Cabo Patrício, arquivando processo contra ele por quebra de decoro. Lei de sua autoria beneficiou empresas da família de Leonardo Prudente, aquele que meteu dinheiro em meias. Pelo acordo, os arrudistas “apenas citados” no escândalo da Caixa de Pandora também se livram do risco de perderem o mandato.

Pizzaoila

Na seção que livrou Cabo Patrício, a deputada Érica Kokay (PT) atuou como presidente da Comissão de Ética e como “advogada” do colega.

Meia calabresa

O acordo da “pizza de panetone” prevê a cassação só dos deputados que aparecem em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa.

coluna Claudio Humberto

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Eis uma notícia no mínimo estranha e com o máximo de suspeita de amoralidade. “O que não é moral não pode ser legal“, máxima do filósofo Agostinho de Hipona, Santo Agostinho, vale para o presente caso.

Vire e mexe o ex-arrogante e ex-todo poderoso da Casa Civil José Dirceu, aparece ‘enrolado’ em estranhos e inacreditáveis movimentos subterrâneos nas entranhas empresariais e do poder. Nos Estados Unidos, aquele país miserável e sem lei acima do Rio Grande, isso, que por lá é qualificado de ‘inside information’, dá cadeia. E das grandes!

Quem tiver um só mísero real e quiser ficar milionário em dois tempos ou contrata Zé Dirceu como consultor ou vira sócio do Lulinha. O filho do ‘homi’!

Aqui, na Taba da impunidade Tupiniquim, ainda existe empresário capaz de ter como consultores indivíduos indiciados em um rosário de ilícitos especificados no Código Penal.

ARGH!

O Editor


Reativação da Telebras beneficiará ‘cliente’ de Dirceu

Sob Lula, o governo promete reativar a Telebras, estatal que geria a rede de telefônicas privatizadas na era FHC.

O negócio interessa vivamente a um cliente do deputado cassado José Dirceu, réu no processo do mensalão e recém-reconduzido à direção do PT.

Dirceu foi contratado por um grupo empresarial que será o principal beneficiário da eventual ressurreição da Telebras.

O ex-mandachuva da Casa Civil já recebeu, a título de consultoria, pelo menos R$ 620 mil, informam os repórteres Marcio Aith e Julio Wiziack, na Folha.

A cifra foi desembolsada, entre 2007 e 2009, por um empresário chamado Nelson dos Santos.

Ele é dono da logomarca Star Overseas, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal do Caribe.

Em 2005, Nelson dos Santos comprara, na bacia das almas, 49% de uma empresa chamada Star Overseas . Pagou um valor simbólico: R$ 1.

Com a reativação da Telebras, Santos pode sair do negócio com notáveis R$ 200 milhões. Por quê?

Falida, a Eletronet possui entre seus ativos 16 mil km de cabos de fibra óptica, ligando 18 Estados brasileiros.

Embora valiosa, a mercadoria não cobria as dívidas da empresa, avaliadas em R$ 800 milhões.

Depois do contrato firmado entre Nelson dos Santos e José Dirceu, o governo decidiu utilizar as fibras ópticas da Eletronet na “nova” Telebras.

A Viúva dispôs-se a assumir sozinha a caução judicial necessária à liberação da rede de fibras, que serve de garantia a credores da Eletronet.

Em discurso feito no Rio, em julho do ano passado, Lula referiu-se publicamente à transação. Não mencionou nem Dirceu nem o cliente dele. Mas citou a Eletronet:

“Nós estamos brigando há cinco anos para tomar conta da Eletronet, que é uma empresa pública que foi privatizada, que faliu, e que estamos querendo pegar de volta”.

Dirceu também tratou do tema em artigos que veiculou em seu blog e no jornal “Brasil Econômico”, do qual é articulista.

Em seus textos, o ex-ministro não menciona o nome de seu cliente. NO blog, Dirceu começou a tratar do tema em março de 2007, mês em que foi contratado por Nelson dos Santos.

Num das mensagens levadas ao blog, Dirceu anotou: “Do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet…”

“…Uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas, joint venture entre a norte-americana AES e a Lightpar, uma associação de empresas elétricas da Eletrobrás”.

Procurado, José Dirceu preferiu não comentar. Sua assessoria limitou-se a dizer o seguinte:

“Se, por ventura, o ex-ministro tivesse dado consultoria ao sr. Nelson dos Santos, não poderia confirmar, por cláusula de confidencialidade, comum a contratos de consultoria”.

Ouvido, Nelson dos Santos confirmou ter feito pagamentos à empresa de Dirceu, a Consultoria JD.

Disse que a firma de Dirceu “nunca foi contratada para fazer qualquer intermediação de negócios ou serviços relacionados a transações específicas”.

Fazia o quê? Segundo o empresário, realizava projeções do cenário político e econômico brasileiro e latino-americano.

Ainda de acordo com Nelson dos Santos, o contrato que o uniu a Dirceu vigorou de março de 2007 a outubro de 2009.

Disse, por e-mail, que os pagamentos feitos a Dirceu constam de notas fiscais e foram devidamente contabilizados.

Informou que desembolsou R$ 20 mil por mês. Considerando-se o prazo de vigência do contrato, foram à caixa registradora da consultoria de Dirceu R$ 620 mil.

No último sábado (20), José Dirceu desfilou seu prestígio pelo Congresso do PT, o encontro que aclamou Dilma Rousseff como presidenciável do partido.

Em entrevista, o ex-ministro declarou que vai participar da campanha de Dilma. “Às claras”, ele disse. “Meu tempo de clandestinidade acabou”.

Referia-se não aos negócios, mas à sua fase guerrilheira, durante a qual, sob ditadura militar, teve de retornar ao Brasil, procedente de Cuba, sob disfarce.

Nesse período, a única confidencialidade que interessava a José Dirceu preservar era sua identidade política.

blog Josias de Souza

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De Fernando Henrique Cardoso a Lula da Silva, nada mudou na emporcalhada classe política brasileira. São 16 anos de impunidade, nepotismo e corrupção na taba dos sofridos Tupiniquins. Entre cuecas, meias e Panetones a tragédia eleitoral se repete. Aqui, onde o fundo do poço é somente um estágio, nem a urna corrige!

O Editor


Estrelas de escândalos enfrentam tribunal das urnas

Submetido a escândalos em série, o brasileiro habituou-se a reclamar da impunidade que viceja no país.

Em outubro de 2010, o eleitor terá mais uma chance de provar que é um cidadão, não um nome inútil impresso no título eleitoral.

Se quiser, o brasileiro pode fazer justiça com as próprias mãos. Vão às urnas algumas das principais estrelas de novos e de antigos escândalos.

A lista é longa e suprapartidária. Eis alguns exemplos: Renan Calheiros, Jader Barbalho, Orestes Quércia, Paulo Maluf

Fernando Collor, Eduardo Azeredo, Marconi Perillo, Joaquim Roriz, Orestes Quércia, Roseana Sarney, Jackson Lago e um interminável etc.

São candidatos ao Senado, à Câmara e a governos estaduais. Disputas que costumam ser ofuscadas pela gincana presidencial.

Abra-se aqui um parêntese. Corta para fevereiro de 1996. Joguem-se os holofotes sobre um velho conhecido do eleitor: Lula.

Cruzava a região Sul, numa das incursões de sua Caravana da Cidadania. Dava aulas de civismo político. Dizia coisas assim:

1. “Temos que criar vergonha na cara e eleger pessoas dignas. Com uma parte do Congresso sob suspeita da população, ele tem pouca legitimidade”.

2. “Quem colocou os ladrões lá? Não foi obra de Deus, foi o voto do povo. Ou o povo assume a responsabilidade de mudar este país ou vai ter mais ladrões no Congresso”.

O Lula-1994 tinha algo em comum com o Lula-2010. Adorava fustigar o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

Ouça-se o que dizia: “Sempre desconfiei de que havia um grupo que fazia do Congresso um balcão de negócios…”

“…[...] O Fernando Henrique foi eleito com embalagem de novo, mas não inovou nem na fisiologia…”

“…[...] O Congresso está funcionando como uma bolsa de valores fomentada pelo Executivo. Precisamos investigar essa corrupção”. Fecha parêntese.

Experimente reler o raciocínio acima. Troque o nome de Fernando Henrique pelo de Lula. Percebeu?

Decorridos 16 anos, o país está submetido, sob Lula, ao mesmo flagelo que azeitou a corrupção na era FHC.

Culpa dos eleitos? Claro que sim. Mas só um tolo poderia isentar o eleitor de suas próprias responsabilidades.

Em 2010, o brasileiro será submetido a mais um desses momentos mágicos. O poder está na ponta do seu dedo indicador.

A magia do instante está em poder recomeçar a partir de uma simples pressão exercida sobre o teclado da urna eletrônica. Chance igual, só daqui a quatro anos.

Assim, melhor não desperdiçar, de novo, a hora. Ainda não foi inventado melhor remédio contra o eleito inconsciente do que o eleitor impaciente.

Pegue-se uma carona no prestígio do Lula-2010 para ecoar o Lula-1994: “Temos que criar vergonha na cara e eleger pessoas dignas”.

“Quem colocou os ladrões lá? Não foi obra de Deus, foi o voto do povo. Ou o povo assume a responsabilidade de mudar este país ou vai ter mais ladrões”.

Na presidência, Lula esqueceu o que dissera do mesmo modo que FHC dera de ombros para o que escrevera. Você não precisa imitá-los.

blog Josias de Souza

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