Chamado de ‘Highlight’, recurso pago está em teste para alguns usuários.
Publicações ficam com maior destaque no Mural da rede social.

O Facebook lançou para alguns usuários um sistema em que é possível pagar US$ 2 para fazer com que algumas publicações tenham mais destaque na rede social, segundo o jornal “Daily Mail”.

O recurso, chamado de “Highlight”, garantiria que o post será visto por mais pessoas dentro do site.

De acordo com o jornal, uma pesquisa afirma que apenas 12% dos amigos do usuário no Facebook leem as publicações.

Com o Highlight, o post selecionado ficará em maior evidência tanto na Timeline quanto no Mural do site.

A opção, que começou a ser testada com alguns usuários na Nova Zelândia, aparece ao lado do botão “Curtir”.

O novo serviço usa cartões de crédito e o PayPal como métodos de pagamento.

Ainda não há previsão de lançamento do serviço para toda a rede social.
G1


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Há muito dinheiro pra ser ganho vendendo remédios. A indústria de medicamentos é uma das mais lucrativas do mundo. Desde 2000, a indústria farmacêutica cresceu 15% por ano, triplicando o lançamento de drogas experimentais entre 1970 e 1990.

A maioria das novas drogas destinadas a tratar essas doenças tem eficácia apenas marginal.

O mercado farmacêutico é notoriamente sub-regulamentado. Há cerca de 70 mil marcas de remédios disponíveis.

Em um estudo, descobriram-se cerca de 70 combinações de remédios ineficazes ou perigosas no mercado (continuam a ser vendidas sob mais de mil marcas diferentes).
José Mesquita – Editor


A guerra suja dos laboratórios: ‘Os medicamentos que curam completamente não dão lucro’.

Entrevista com Dr. Richard J. Roberts, Prêmio Nobel da Medicina 1993, que assim se apresenta: “Tenho 68 anos e o pior do envelhecer é ter muitas verdades como sagradas, pois é quando é realmente necessário fazer perguntas. Nasci em Derby e o meu pai era mecânico, ofereceu-me um kit de química e ainda gosto de brincar. Sou casado tenho quatro filhos e sou tetraplégico devido a um acidente. O que me estimula é a investigação e por isso ainda a faço, participo no Campus for Excellence”. Roberts trabalha na empresa New England Biolabs.

- A pesquisa pode ser planejada?
Se eu fosse ministro da Ciência procuraria pessoas entusiasmadas com projetos interessantes. Bastava financiar para que aparecessem em 10 anos resultados surpreendentes.

- Parece uma boa política.
Acredita-se geralmente que financiar a pesquisa é o bastante para se poder ir muito longe, mas se se quer ter lucros rápidos, tem de se apoir a pesquisa aplicada.

- E não é assim?
Muitas vezes as descobertas mais rentáveis são feitas baseadas em perguntas básicas. Foi assim que foi criado, com bilhões de dólares, o gigante da biotecnologia dos EUA, a firma para quem eu trabalho.

- Como foi criado esse gigante?
A biotecnolgia apareceu quando apaixonados pela matéria se começaram a questionar se poderiam clonar genes. Assim se começou a estudar e a purificá-los.

- Uma aventura por si só.
Sim, mas ninguém na altura esperava enriquecer com essa matéria, foi difícil arranjar financiamento para as pesquisas, até que o Presidente Nixon em 1971 resolveu lançar a guerra contra o cancer.

- Foi científicamente produtivo?
Permitiu muitas pesquisas, uma delas foi a minha, com uma enorme quantidade de fundos públicos, com pessoas que não estavam diretamente ligadas ao cancer, mas foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

- Que foi que o Prof. descobriu?
Phillipe Allen Sharp e eu descobrimos o DNA em íntrons eucarióticas e mecanismo de “splicing” do gene, e fomos bem recompensados.

- Para que foi útil?
Essa descoberta levou a perceber como funciona o DNA, no entanto tem apenas uma ligação indireta com o cancro.

- Que modelo de pesquisa é mais eficaz, o americano ou o europeu?
É óbvio que os EUA, onde o capital privado tem um papel ativo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espetacular da indústria de computadores, onde o dinheiro privado é que financia a pesquisa básica aplicada, mas para a indústria da saúde … eu tenho as minhas reservas.

- Eu escuto.
A pesquisa sobre a saúde humana não pode depender apenas de sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas, nem sempre é bom para as pessoas.

- O senhor poderia explicar?
A indústria farmacêutica quer servir o mercado de capitais …

- Como qualquer outra indústria…
Não é apenas qualquer outra indústria, nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas, os nossos filhos e milhões de seres humanos.

- Mas se são rentáveis, eles vão pesquisar melhor.
Se você só pensar em benefícios, você vai parar de se preocupar em servir as pessoas.

- Por exemplo?
Eu vi que em alguns casos, os cientistas que dependem de fundos privados descobriram um medicamento muito eficaz, que teria eliminado completamente uma doença …

- E porque pararam de investigar?
Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas na cura mas na obtenção de dinheiro, assim a investigação, de repente, foi desviada para a descoberta de medicamentos que não curam completamente, tornam isso sim, a doença crónica. Medicamentos que fazem sentir uma melhoria, mas que desaparece quando o doente para de tomar a droga.

- É uma acusação grave.
É comum que as empresas farmacêuticas estejam interessadas em pesquisas que não curam, mas que apenas tornam as doenças crônicas, com drogas mais rentáveis, do que medicamentos que curam completamente uma vez e para sempre. Você só precisa seguir a análise financeira da indústria farmacêutica e verificar o que eu digo.

- Estão atrás de dividendos.
É por isso que dizemos que a saúde não pode ser um mercado e não pode ser entendida meramente como um meio de ganhar dinheiro. E eu acho que o modelo europeu de capital privado e público misto, é menos susceptível de encorajar tais abusos.

- Um exemplo de tais abusos?
Pararam investigações com antibióticos porque estavam a ser muito eficazes e os doentes ficaram completamente curados. Como novos antibióticos não foram desenvolvidos, os organismos infecciosos tornaram-se resistentes e a tuberculose hoje, que na minha infância tinha sido vencida, reaparece e matou no ano passado um milhão de pessoas.

- Está falando sobre o Terceiro Mundo?
Esse é outro capítulo triste: doenças do Terceiro Mundo. Dificilmente se fazem investigações, porque as drogas que iriam combater essas doenças são inúteis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Mundo, o Ocidental : o remédio que cura completamente não é rentável e, portanto, não é pesquisado.

- Há políticos envolvidos?
Não fique muito animado: no nosso sistema, os políticos são meros empregados das grandes empresas, que investem o que é necessário para que os “seus filhos” se possam eleger, e se eles não são eleitos, compram aqueles que foram eleitos. O dinheiro e as grandes empresas só estão interessados em multiplicar. Quase todos os políticos – e eu sei o que quero dizer – dependem descaradamente destas multinacionais farmacêuticas, que financiam as suas campanhas. O resto são palavras …

Transcrito de http://www.revista-ariel.org
Ps. Mantida a grafia original.

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Internet, jornais e publicidade

O papel e o digital na encruzilhada
Por Summer Harlow

Reproduzido do blog Jornalismo nas Américas, 5/3/2012; título original “Jornais americanos perdem sete dólares em publicidade impressa para cada dólar investido em publicidade digital”

“A busca por um novo modelo de negócios”, um estudo publicado na segunda-feira (5/3) pelo Projeto de Excelência em Jornalismo do Pew Research Center, sobre a tendência das receitas nos jornais americanos mostra que enquanto as vendas de anúncios nos impressos caíram uma média de 9% durante o último ano, os ingressos com publicidade digital cresceram 19%.

Em outras palavras, para cada dólar recebido com publicidade digital, sete são perdidos em publicidade impressa.

Assim, apesar da promessa da publicidade digital, o documento sugere que as receitas com publicidade online não estão compensando as perdas do impresso, e que “a inércia cultural é um fator importante”, já que a maioria dos jornais não estão apenas priorizando as vendas de anúncios digitais.

Como muitos executivos de jornais pesquisados ??observaram no relatório, é difícil mudar o foco para o lado digital, especialmente quando as vendas no impresso ainda compreendem 92% do total de receita publicitária.

A pesquisa realizada durante 16 meses examinou informação financeira privada de 38 jornais americanos e incluiu entrevistas com 13 executivos de companhias donas de 330 jornais no total, explicou a agência de notícias AFP.

Baseada no estudo, a cadeia de rádio pública dos Estados Unidos (NPR) destacou quatro “estratégias vencedoras” para ajudar os periódicos a “ter lucros no mundo digital”: “aproveitar o boom”, “diversificar a publicidade digital”, “ser criativo” e “acabar com as guerras de cultura corporativa nas salas de redação”.

Novas fontes

Ao prever o futuro dos jornais daqui a cinco anos, os executivos entrevistados disseram que os jornais continuarão a ser impressos e distribuídos, só que com menos frequência, talvez apenas aos domingos.

Os jornais também continuarão a se “diluir” conforme as redações forem diminuindo.

Outras descobertas notáveis ??do relatório mostram:

** Há cerca de 1.350 jornais em inglês que sobrevivem nos Estados Unidos, dos cerca de 1.400 que havia cinco anos antes. A maioria tem uma tiragem inferior aos 25.000 exemplares.

** Só 40% dos jornais pesquisados dizem que a publicidade segmentada é uma parte importante de seus esforços em vendas.

** A publicidade em dispositivos móveis constituiu apenas 1% dos lucros digitais em 2011.

** Menos da metade dos jornais (44%) informaram que estão tratando de desenvolver fontes de renda não tradicionais, tais como a organização de eventos, consultorias ou vendas de produtos e novos negócios.

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Nesta semana a subseção da justiça federal de Altamira, no Pará, vai receber os autos do processo sobre a maior grilagem de terras da história do Brasil, talvez do mundo.

São quase 1.500 páginas de documentos, distribuídos em seis volumes, que provam a forma ilícita adotada por um dos homens mais ricos e poderosos do Brasil contemporâneo para se apossar de uma área de 4,7 milhões de hectares no vale do rio Xingu.

Se a grilagem tivesse dado certo, Cecílio do Rego Almeida se tornaria dono de um território enorme o suficiente para equivaler ao 21º maior Estado do Brasil.

Com seus rios, matas, minérios, solos e tudo mais, numa das regiões mais ricas em recursos naturais da Amazônia.

O grileiro morreu em março de 2008, no Paraná, aos 78 anos, mas suas pretensões foram transmitidas aos herdeiros e sucessores. A “Ceciliolândia”, se pudesse ser contabilizada legalmente em nome da corporação, centrada na Construtora C. R. Almeida, multiplicaria o valor dos seus ativos, calculados em cinco bilhões de reais.

Com base nas provas juntadas aos autos, em 25 de outubro do ano passado o juiz substituto da 9ª vara da justiça federal em Belém mandou cancelar a matrícula desse verdadeiro país, que constava dos assentamentos do cartório imobiliário de Altamira em nome da Gleba Curuá ou Fazenda Curuá.

O juiz Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho reconheceu que os direitos conferidos por aquele registro eram nulos, “em razão de todas as irregularidades que demonstram a existência de fraude no tamanho da sua extensão, bem como a inexistência de título aquisitivo legítimo”.

Além de mandar cancelar a matrícula do imóvel, o juiz ordenou “a devolução da posse às comunidades indígenas nas áreas de reserva indígena que encontram-se habitadas por não-índios”. Condenou a empresa ao pagamento das custas processuais e da verba honorária, que fixou em 10 mil reais.

No dia 9 de dezembro a sentença foi publicada pela versão eletrônica do Diário da Justiça Federal da 1ª Região, com sede em Belém e jurisdição sobre todo o Pará, o segundo maior Estado brasileiro. No último dia 15 de fevereiro os autos do processo foram devolvidos à subseção federal de Altamira, em cumprimento à portaria, baixada em novembro do ano passado.

A portaria determinou “que a competência em matéria ambiental e agrária deve se limitar apenas aos municípios que integram a jurisdição da sede da correspondente Seção Judiciária”.

É provável que a única intervenção do juiz de Altamira se restrinja a extinguir a ação e arquivar o processo. Tudo indica que a Incenxil, uma das firmas de que Cecílio Almeida se valia para agir, não recorreu da decisão do juiz Hugo da Gama Filho. Ou por perda do prazo, que já foi vencido, ou porque desistiu de tentar manter em seu poder terras comprovadamente usurpadas do patrimônio público através da fraude conhecida por grilagem.

A sentença confirma o que reiteradas vezes declarei nesta coluna e no meu Jornal Pessoal: Cecílio do Rego Almeida era o maior grileiro do Brasil — e talvez do mundo — até morrer. E até, finalmente, perder a causa espúria. Por ter dito esta verdade, reconhecida pela justiça federal, a justiça do Estado me condenou a indenizar o grileiro.

A condenação original foi dada por um juiz substituto, que fraudou o processo para poder juntar a sua sentença, quando legalmente já não podia fazê-lo. Essa decisão foi mantida nas diversas instâncias do poder judiciário paraense, mesmo quando a definição de mérito sobre a grilagem foi deslocada (e em boa hora) para a competência absoluta da justiça federal.

Se a Incenxil não recorreu, a grilagem que resultou na enorme Fazenda Curuá foi desfeita. Mas essa decisão não se transmitiu para o meu caso, o único dos denunciantes da grilagem (e, provavelmente, o único que mantém viva essa denúncia) a ser condenado.
Lúcio Flávio Pinto/Tribuna da Imprensa

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O acesso à internet não para de crescer.

Seguindo essa realidade, as pessoas estão aderindo em ritmo acelerado às compras online, pois este modelo de comércio oferece vários benefícios para o cliente, sendo altamente reconhecido e aceito.

Conforme estudo realizado pelo Datafolha, os consumidores das classes C, D e E correspondem por 85% da população e 69% dos cartões de crédito.

Esse consumidor emergente que está descobrindo o consumo pela internet, tem como característica tomar muito cuidado ao realizar suas compras, pois ainda existe certa desconfiança em relação a estes serviços online, ficando atento às propagandas bem feitas e principalmente o que está sendo falado nas mídias sociais, para se sentir confortável e confiante na hora de concretizar suas compras.

Estamos na era da comodidade, onde as pessoas podem buscar as informações que precisam, sem muito esforço.

Portanto, os sites estruturados de forma simples e intuitiva, são mais acessados.

Além disso, o e-consumidor prefere pesquisar nas redes sociais informações sobre os serviços e produtos que pretende consumir na internet, pois esses canais de comunicação possibilitam uma comunicação direta com a empresa e de forma bem clara, podendo mais rapidamente ter suas necessidades e problemas ouvidos e atendidos.

As oportunidades de negócios a serem explorados para conversão em vendas são muitos: o social commerce, ofertas por geolocalização, mobile commerce, publicidade móvel, lojas virtuais exclusivas, outlets dentro dos sites, além de novos serviços dentro dos canais de vendas que podem ampliar o consumo, como atendimento online para orientar o e-consumidor na hora da compra, visualização dos produtos pela webcam, vídeo do produto na página de detalhes, ferramentas que possam sugerir produtos alinhados ao que o cliente procura, entre outros diferenciais que tornarão o e-commerce ainda mais atraente.

Para aproveitar todo esse potencial do e-commerce brasileiro em 2012 e haver total consolidação, acredito que se faz necessário atentar para um ponto importantíssimo nesse processo, que é o da logística, uma vez que ainda existem questões a serem aperfeiçoadas em relação às entregas, entre elas o compromisso com os prazos.

Outra questão muito importante é a comunicação com o e-consumidor, disponibilizar um contato direto via telefone, espaço para comentários, direcionamento para as redes sociais, responder com mais agilidade aos e-mails enviados à loja, ou seja atender ao cliente como se ele estivesse pertinho da sua loja, faz a diferença.

No próximo artigo falarei um pouco mais sobre os formatos de e-commerce e detalhes estratégicos para quem quer apostar em uma ou mais modalidades.

Autor: Marcio Eugênio – Sócio fundador da D Loja Virtual – www.dlojavirtual.com – twitter: @dlojavirtual
LzRicco Assessoria de Comunicação

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Robert Shanebrook estaciona seu Dodge diante do imenso edifício da Kodak, em Rochester, Nova York.

Há mais de 40 anos, ele pôs os pés na empresa pela primeira vez, quando era ainda um jovem engenheiro.

Na época, a Kodak estava produzindo a câmera que iria captar as imagens da missão Apollo 11 e as fotos do primeiro homem na Lua.

Shanebrook continua ativo desde que se aposentou da Kodak, em 2003.

Por 35 anos, teve o privilégio de trabalhar – e viajar pelo mundo – para a empresa.

Ele estava na Kodak na década de 90, quando suas ações valiam US$ 70 cada.

Estava lá, nos anos 80, quando a companhia empregava 30 mil pessoas.

Nessa época, a maior preocupação dos funcionários era achar um lugar para estacionar.

Ele dirige seu carro pelo estacionamento coberto de neve, muito maior do que alguns campos de futebol, mas onde poucos carros estão estacionados. Hoje, a Kodak emprega menos de sete mil pessoas em Rochester, e as notícias que vêm da direção da empresa são devastadoras. Em 19 de janeiro, a Kodak viu-se obrigada a pedir recuperação judicial. “Devo chorar? Não. Estou surpreso? Sim. Tenho de me recuperar do choque.”

A medida adotada pela Kodak é considerada mais um símbolo da situação deprimente dos negócios nos Estados Unidos. Outros dizem que a Kodak é uma empresa que negligenciou os sinais dos tempos – e é a única culpada por ter cochilado no caminho em direção à ruína. Mas nenhuma dessas interpretações é correta. A Kodak simboliza as mudanças estruturais profundas que ocorreram em todo o mundo nos últimos anos.

Jobs

Nos 132 anos da Kodak, pessoas em todo o planeta se imortalizaram em Kodacolor, o primeiro filme em cores, lançado em 1942. Seu fundador, George Eastman, era aclamado como o Steve Jobs da sua época. Em 1900, Eastman deu aos consumidores a “Brownie”, primeira câmera fotográfica portátil que gerou uma nova ideia – fantástica e lucrativa – de negócio: a Kodak venderia câmeras e também ganharia dinheiro revelando os filmes usados nelas. O modelo durou mais de um século. Em 1999, a Kodak teve lucro recorde de US$ 2,5 bilhões.

A marca estava em toda parte. Entre 1928 e 2008, todos os filmes que ganharam o Oscar de melhor fotografia foram rodados com películas Kodak. Hoje, boa parte da produção de Hollywood é digital. Não era raro ver a empresa lançar até 30 novos produtos ao ano. Eram impressoras, fotocopiadoras, papel fotossensível e filmes de todos os tipos.

Shanebrook se pergunta: como a Kodak chegou à beira da falência? Como uma empresa que nos anos 70 produzia 90% de todos os filmes e 85% das câmeras nos EUA pode fechar? Como uma companhia tão inovadora podia implodir a ponto de o preço de sua ação cair até chegar ao nível de perder seu registro na Bolsa de Valores de Nova York? Se quer saber as respostas, prepare-se para surpresas.

Primeira digital

Para começar: quem acreditaria que foi a Kodak que criou a primeira câmera digital, em 1975? Era três vezes maior do que uma caixa de sapatos. Inventada pelo engenheiro da Kodak Steve Sasson, era simples e produzia imagens em preto e branco, com 0,01 megapixel. Por essas razões, a máquina não parecia um produto muito comercializável. Mas os técnicos da Kodak continuaram a aperfeiçoar os sensores que, mais tarde, foram parar nas câmeras Nikon e Leica. Na verdade, os executivos em Rochester não estavam dormindo. Estavam bem acordados – mas com um cenário de pesadelo à frente.

Larry Matteson, outro veterano da Kodak, também se lembra daqueles dias. Chegou a ser vice-presidente sênior. Hoje é professor na Universidade de Rochester. Quatro anos depois da invenção da câmera digital, Matteson foi incumbido de elaborar um relatório sobre o futuro da tecnologia digital para a diretoria da empresa. Seu relatório parece hoje profeticamente exato. Depois de décadas concentrada no setor da química orgânica e de filmes, provavelmente seria impossível – talvez insano em termos comerciais – a Kodak tentar se reinventar e transformar-se numa empresa de produtos eletrônicos. Além disso, suas operações com filmes ainda eram muito prósperas nos anos 70 e prometiam lucros durante muitos anos no futuro. E as magras margens do mercado digital nunca iriam se comparar às do filme analógico. Assim, há cerca de 30 anos, a Kodak viu-se diante de duas alternativas: cometer suicídio ou adiar sua morte.

Houve repetidas tentativas, não muito entusiasmadas, de reorganizar a empresa. Cada nova diretoria propunha uma estratégia diferente. A Kodak investiu em sua divisão de produtos químicos para entrar no campo farmacêutico. Também tentou dominar o mercado da impressão digital – plano implementado, abandonado e depois retomado.

O azar também contribuiu para a ruína. A Kodak reduziu a produção de filmes, ao mesmo tempo em que aumentou sua presença na área digital. Em 2005, chegou a ser a maior fabricante de câmeras digitais nos EUA. Mas, com smartphones substituindo câmeras digitais, caiu para sétimo lugar nos anos seguintes. Na rival Fujifilm, seus diretores tiveram a ideia de sair das operações na área química e partir para o setor de cosméticos.

A Kodak, se pretende sobreviver, vai precisar de um milagre. Como parte do seu processo de concordata, a companhia recebeu mais US$ 950 milhões em empréstimos do Citigroup para tentar colocar suas finanças em ordem dentro dos próximos 18 meses. A direção espera que a Kodak volte a prosperar com as impressoras, mas isso não convence muito, pois a empresa sempre esteve ligada a imagens. Não importa o quão maravilhosas elas sejam, as histórias sempre têm um fim. E talvez seja a mesma coisa com as empresas.

(Tradução de Terezinha Martino)
Estadão/Ulrich Fichtner, do Der Spiegeo

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General Norton Schwartz , comandante da aeronáutica americana, criticou duramente a suspensão da compra dos Super Tucano

Super Tucano da Embraer em manobras sobre o Oceano Atlântico: Força Aérea dos EUA cancelou contrato de compra de 20 aeronaves AFP

O comandante da Força Aérea dos EUA, general Norton Schwartz, criticou nesta quarta-feira duramente a decisão do governo americano de cancelar o contrato para o fornecimento de 20 aviões Super Tucano da Embraer, no valor de US$ 355 milhões, depois de a companhia brasileira, em parceria com a Sierra Nevada, ter vencido uma licitação para o fornecimento de aerovanes de vigilância, que seriam usadas no Afeganistão. Schwartz qualificou o cancelamento, anunciado na terça-feira, de “vergonhoso”, disse que representa um embaraço para a Força Aérea dos EUA e acrescentou estar “profundamente desapontado”.

A licitação foi contestada por uma empresa americana, que recorreu à Justiça. Mas o governo americano alegou que o motivo do cancelamento do contrato se deveu a problemas nos documentos apresentados por Embraer e Sierra Nevada. Contrariado com o argumento, Schwartz disse que “sua reputação institucional corria risco” e acrescentou que seu pessoal vai “ralar” para descobrir o que há de errado na licitação e corrigi-la. E, se não houver nada além de um erro inocente, “haverá um alto preço a pagar”. Em nota divulgada na terça-feira, a empresa brasileira garantiu que a documentação entregue está correta.

Schwartz disse que será “uma profunda decepção” se os fatos mostrarem que a Força Aérea estragou o contrato, e expressou preocupação de que o cancelamento possa atrasar a entrega de uma aeronave vital para o exército afegão. “Uma das coisas com as quais estou mais triste — sem mencionar a vergonha que esse fato traz para nós como Força Aérea — é que estamos deixando nossos parceiros na mão aqui”, disse ele, segundo agências de notícias.

Cancelamento favorece França

O cancelamento do contrato fortalece a França na disputa com americanos e suecos para a venda do novo caça de múltiplo emprego da Força Aérea Brasileira (FAB). Essa é a avaliação interna feita, nesta quarta-feira, por alguns setores do governo que, embora tenham lamentado o episódio nos bastidores, evitaram comentar a decisão, alegando seu caráter puramente comercial.

Por enquanto, não se espera que a Embraer leve o caso a alguma corte internacional. O caminho mais natural, segundo pessoas próximas à empresa, será pressionar o governo brasileiro a entrar na briga e cobrar uma explicação ao governo Obama. Procurada oficialmente, a companhia disse que não faria novos comentários além do que foi informado em nota distribuída na própria terça-feira, na qual disse “lamentar” o cancelamento e que aguardaria os desdobramentos do caso para decidir “os próximos passos”.

Segundo um graduado funcionário do governo, na questão dos caças, há pelo menos dois fatores a favor dos franceses: a maior previsibilidade e a promessa de compra de dez KC-390 produzidos pela indústria brasileira de aeronaves, com valor total estimado em US$ 1,2 bilhão, ou seja, mais do que os US$ 355 milhões perdidos pela Embraer nos EUA.

Ainda não há decisão sobre qual será o fornecedor de 36 caças para a FAB — operação que custará aos cofres públicos algo entre US$ 4 bilhões e US$ 6,5 bilhões. A diretriz escolhida será conhecida este ano, assegurou um técnico envolvido no assunto.

Segundo a fonte, a possível preferência pelo francês Rafale não seria uma retaliação contra os EUA no caso da Embraer. Mas o episódio serve como advertência às próprias autoridades brasileiras de que não é possível confiar plenamente no mercado americano.

Além disso, a posição francesa é reforçada porque o pacote de vantagens em troca da compra inclui a venda do KC-390 — projeto de aeronave para transporte tático/logístico e reabastecimento em voo, previsto para começar a voar a partir de 2014. É também chamado de avião de assalto, capaz de pousar no campo de batalha, introduzindo tropas e carros de combate perto da zona de conflito.

A França oferece o Rafale, produzido pela Dassault, enquanto os EUA tentam emplacar o F-18, da Boeing. Já os suecos têm o Gripan, da Saab.

No governo anterior, o ex-presidente Lula chegou sinalizar, ao receber no Brasil o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que a preferência era pelo Rafale. Dias depois, o governo esclareceu que ainda não havia decisão a respeito.

Um documento interno mostra que os investimentos do Brasil nessa área tendem a despertar cada vez mais a cobiça dos parceiros internacionais. Existe uma projeção de que, em 2025, a FAB terá 1.200 caças de novas gerações para a defesa aérea do país, que atuarão com o apoio de aeronaves de inteligência de combate. Em comparação com os EUA, atualmente aquele país possui cerca de 2.400 aeronaves.

Outro ponto relevante é que, com a transferência da administração de aeroportos civis, o controle aéreo e o transporte de autoridades (à exceção do presidente da República), a FAB terá como função primordial a defesa aérea do país, a partir de 2025. Daí a necessidade de se investir em aeronaves inteligentes de combate.

A venda do Super Tucano para o governo dos EUA era vista como estratégica pela Embraer para ampliar as receitas do seu braço de defesa e segurança, que responde hoje por cerca de 14% do seu faturamento líquido. A vitrine americana poderia abrir espaço para negócios com outros países, como os da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O Globo 

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Nova lei, aprovada em 2011, criou cotas de conteúdo nacional e reforçou os poderes da Ancine, que colocou em consulta pública uma regulamentação que é criticada pelas operadoras.

O setor de TV paga está em clima de guerra. No ano passado, foi aprovada a Lei 12.485/11, que acabou com a proibição do controle de empresas de TV a cabo por empresas estrangeiras. Esse ponto agradou ao mercado, mas outras regras, como a imposição de cotas de conteúdo nacional na programação, sempre foram criticadas pelas empresas.

Agora que os controles das empresas já começaram a mudar, as armas se voltam para os pontos que desagradaram na lei, cuja regulamentação encontra-se em consulta pública na Agência Nacional de Cinema (Ancine). Além das cotas, as companhias temem um aumento da burocracia e queixam-se de que a agência quer exercer um controle exagerado sobre o mercado.

No fim de semana, a Sky publicou anúncios conclamando os espectadores a protestarem contra as novas regras, que afetariam “diretamente os direitos dos consumidores e a liberdade de expressão”. A Ancine se defende, dizendo que busca somente cumprir a lei.

A Sky decidiu ir à Justiça. Outras empresas procuram reduzir os danos neste momento de definição do regulamento. “O custo aumenta com as cotas de conteúdo nacional, que é mais caro porque não tem escala”, afirmou Alexandre Annenberg, presidente da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA). “Isso pode restringir o crescimento do setor, que avançou 30% no ano passado.”

Os assinantes de TV paga somaram 12,7 milhões em 2011. “Além disso, está se traçando um cenário de excesso de burocratização, o que atrasa investimentos”, disse Annenberg. “Por excesso de zelo, pode-se criar uma sistemática demorada, complicada e custosa.”

Cotas. Os canais de filmes e variedades terão de incluir três horas e meia semanais de conteúdo nacional no horário nobre. Esportes e jornalismo não entram na conta. A lei também definiu cotas de canais nacionais nos pacotes. Um dos pontos que preocupam as empresas é que a Ancine terá o poder de classificar programas e canais, para dizer quais servem ou não para cumprir as cotas. As empresas também deverão submeter à Ancine as informações sobre todos os pacotes contratados pelos seus clientes.

“Todas as operadoras têm essa informação, e podem fornecê-la à Ancine”, disse Manoel Rangel, diretor presidente da agência. “A lei instituiu a obrigatoriedade das cotas, e a agência precisa ter condições de fiscalizar se estão sendo cumpridas.”

O regulamento prevê até que a Ancine pode solicitar balanços financeiros das empresas e contratos firmados com fornecedores. “A agência precisa de informações”, disse Rangel. “A intervenção é mínima no mercado privado.” O presidente da Ancine destacou que várias reclamações das empresas dizem respeito à lei. “Cabe à Ancine cumpri-la. Estão querendo promover um terceiro turno de votação da lei.”

Mas nem tudo são críticas. Apesar de se preocupar com o “excesso de regulamentação”, Mariana Filizola, diretora geral da NeoTV (associação de pequenas empresas de TV paga), considerou um ponto positivo a exigência de que os contratos com as programadoras internacionais sejam assinados no Brasil.

Kiko Mistrorigo, vice-presidente da Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV), lembrou que três horas e meia por semana de conteúdo nacional são somente meia hora por dia. “A Discovery Kids, com o Peixonauta, já cumpre a regra”, exemplificou. Ele é um dos criadores da série brasileira de animação, exibida hoje em 70 países.
Renato Cruz/Estadão

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Em troca de dados, Google dá US$ 25 em presentes ao usuário.

Programa é válido para maiores de 13 anos que tem conta do Google.
Gigante diz que houve muito interesse e diz que dará informações em breve.

O Google anunciou a criação de um programa para aprender mais sobre os hábitos de navegação dos usuários.

Em troca, a gigante das buscas promete até US$ 25 em vale-presentes ao usuário.

Batizado de Screenwise, o novo projeto fará um monitoramento dos sites que o usuário visita e o que ele faz nos endereços.

“O que aprendemos sobre você, e outros como você, nos ajudará a melhorar os produtos e serviços do Google”, diz a página do programa (acesse aqui). Para participar, o usuário terá que instalar uma extensão em seu navegador.

saiba mais
Google quer juntar dados coletados dos usuários em seus serviços
Em anúncios, Microsoft critica nova política de privacidade do Google

Em troca dos dados, o usuário ganhará até US$ 25 em cartões de vale-presente da Amazon.com.

“Ao entrar no projeto, você já ganha US$ 5. Depois, você ganha US$ 5 adicionais a cada três meses”, afirma o Google.

Por enquanto, a gigante das buscas afirma que a demanda foi muito grande e é preciso aguardar por mais detalhes.

Os interessados só poderão participar se forem maiores de 13 anos, tiverem uma Conta Google e estiverem dispostos a usar o navegador Chrome.

Nova política de privacidade
O Google causou polêmica ao alterar sua política de privacidade dos usuários –as novas regras começam a valer em março. Com a mudança, o Google passa a ter mais liberdade para trocar informações do usuário entre seus serviços.

Dois líderes do Congresso dos Estados Unidos pediram mais explicações sobre as novas regras.

A presidente da subcomissão de Comércio da Câmara de Representantes, Mary Bono Mack, e o democrata George Butterfield enviaram uma carta ao presidente-executivo do Google, Larry Page, com um extenso questionário sobre as mudanças e fixaram o dia 21 de fevereiro como prazo para obter respostas.
G1

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O presente artigo trata do crime de formação de cartel praticado por empresas norte-americanas que atuam em nosso país. Ele será formalmente encaminhado ao Embaixador dos Estados Unidos da América no Brasil, Thomas Shannon.
Por: João Vinhosa 

Entre tais cartéis, o mais maligno que se conhece é o “Cartel do Oxigênio” – organização criminosa formada por quatro multinacionais que atuam na produção e comercialização de gases industriais e medicinais.

E, entre as quatro multinacionais, duas delas são norte-americanas: a Air Products e uma outra cujo nome estou judicialmente proibido de citar (só posso dizer que a totalidade do seu capital pertence à norte-americana Praxair Inc.).

Com base em documentação coletada numa operação de busca e apreensão realizada no início de 2004 nas dependências de tais multinacionais, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão responsável pelo combate a cartéis no Brasil, penalizou-as com a maior multa já aplicada em sua história.

É de se destacar que a líder do mercado nacional de citados gases – a empresa pertencente à norte-americana Praxair Inc. – foi penalizada, em setembro de 2010, com a gigantesca multa de R$ 2,2 bilhões.

Já passados oito anos da exitosa operação de busca e apreensão que comprovou a existência do cartel em questão, a controlada da Praxair Inc. continua lutando judicialmente para tentar anular a penalidade a ela imposta pelo CADE. O processo é o de n° 491606220104013400, que se encontra tramitando na Justiça Federal da 1ª Região (Distrito Federal).

A propósito, conforme as autoridades norte-americanas divulgam com orgulho, os EUA procuram zelar por sua reputação junto à comunidade internacional, chegando ao ponto de punir empresas de seu país que praticam corrupção para facilitar seus negócios no exterior. Como exemplo de tal zelo, a Justiça dos EUA já puniu, entre outras, as empresas Halliburton, Avon e Daimler AG com base na lei conhecida como FCPA- Foreign Corrupt Practices Act.

Assim sendo, e considerando que o crime de formação de cartel é tão prejudicial às nações amigas quanto o crime de corrupção, é de se esperar que os EUA se sensibilizem diante do caso do “Cartel do Oxigênio”, que tanto prejuízo tem causado ao consumidor brasileiro.

É de se destacar que, entre os crimes praticados pelos integrantes do “Cartel do Oxigênio”, um é especialmente hediondo: fraudar licitações para superfaturar contra nossos miseráveis hospitais públicos. Tal crime é considerado hediondo porque ele corrói os escassos recursos destinados a salvar vidas e minorar o sofrimento da população carente brasileira.

Apesar de seu comprovado prejuízo, o Brasil não é o único que deve combater o “Cartel do Oxigênio”. Os EUA também devem, preventivamente, investigar tal cartel para defender seus consumidores.

RAZÕES PARA OS EUA INVESTIGAREM

As multinacionais que integram o “Cartel do Oxigênio” e suas controladoras dominam não só o mercado brasileiro, como também os mercados dos EUA e mundial. E, pelo mesmo crime (formação de cartel), elas já foram processadas e condenadas tanto no Brasil, quanto na União Européia, na Argentina e no Chile.

Pela ordem natural das coisas, é altamente possível e provável que tais empresas estejam atuando de forma cartelizada em território norte-americano também.

Reforçando citada probabilidade, existe uma inegável evidência da harmonia de procedimentos da Praxair Inc. e sua controlada no Brasil: o Vice-Presidente Executivo da Praxair Inc nos EUA, Ricardo Malfitano, iniciou sua carreira na controlada brasileira, trabalhou algum tempo na Praxair nos EUA, retornou ao Brasil como Diretor da controlada brasileira, voltou para os EUA como Presidente da Praxair – New York, retornou ao Brasil como Presidente da controlada brasileira, deixando tal cargo para ocupar a posição de Vice-Presidente Executivo da Praxair nos EUA.

Para que se avalie a importância dos EUA se informarem sobre os detalhes da investigação aqui realizada contra o “Cartel do Oxigênio”, basta ver que, em outubro de 2008, nossas autoridades expuseram tal investigação em um painel em Lisboa, Portugal, que discutiu casos paradigmáticos de detectação de cartel. O ocorrido se verificou em Workshop da ICN, International Competition Network, rede de autoridades antitruste que congrega órgãos de todo o mundo.

Além disso, é incontestável o reconhecimento internacional da relevância do processo que escancarou todo o “modus operandi” do cartel em questão: o caso do “Cartel do Oxigênio” ficou entre os três finalistas na categoria “Melhor Caso de Aplicação da Lei” de todo o mundo em 2010.

Mais: o reconhecimento internacional do caso do “Cartel do Oxigênio” foi decisivo para o CADE ter alcançado o título de “Agência do Ano nas Américas em 2010″, em eleição que teve como jurados o corpo editorial e os assinantes da publicação inglesa “Global Competition Review” – considerada a mais respeitada publicação sobre o assunto no mundo.

As razões acima expostas permitem afirmar: é da maior importância para os EUA que as investigações aqui realizadas contra o “Cartel do Oxigênio” sejam criteriosamente analisadas pelas autoridades norte-americanas.
Transcrito do blog Alerta Total/Tribuna da Imprensa

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Super Bowl: um super negócio

Tom Brady - New England Patriots

Super Negócio
Karina Vieira ¹
Todo ano a gente escuta a mesma história: o Super Bowl, o último jogo da liga de futebol americano, está para os Estados Unidos como a final da Copa do Mundo está para o Brasil.

Será que é verdade?

Não sei. Afinal, na Copa o país inteiro torce pelo mesmo time.

Mas aí lembrei que tenho um irmão suficientemente fanático pelo futebol local pra saber que isso não quer dizer nada.

Ele mesmo já cansou de dizer que prefere ver o Santa Cruz ganhar o campeonato pernambucano a ver o Brasil conquistar a Copa.

Por outro lado, o mundial de futebol só acontece a cada quatro anos. É mais dramático. Final de campeonato de futebol americano tem todo ano.

Então comecei a pensar que o Super Bowl é mais comparável ao campeonato brasileiro. Este ano, a final que acontece amanhã, é entre os Giants de Nova York e os Patriots de Boston (e de Tom Brady, marido de Gisele Bündchen).

Seria o equivalente a uma partida do maior time do Rio contra um time grande de São Paulo.

Mas as semelhanças ficam por aí.

O Super Bowl vai muito além de um acontecimento esportivo.

Cerca de 35% das mais de 100 milhões de pessoas que assistem ao evento, não o fazem pelo jogo, mas sim pela festa.

Na verdade, é uma espécie de feriado americano. E como qualquer bom feriado, tem o seu próprio cardápio. Nada de hambúrguer.

A boa do dia é asinha de frango e chilli com carne (basicamente, carne moída com pimenta).

É o segundo maior dia de consumo de alimentos nos Estados Unidos. Só perde pro dia de Ações de Graças.

Por aqui dizem que o domingo do Super Bowl está para a indústria alimentícia como o Natal está para o setor do varejo.

Este ano, o Conselho Nacional da Galinha (sim, isso existe) estima que sejam consumidas mais de 1,25 bilhão de asinhas de frango no país. Alinhadas, elas poderiam dar duas voltas na Terra.

Pra acompanhar o prato principal, batata, pipoca e cerveja. Muita cerveja.

Outros números do Super Bowl são igualmente impressionantes.

É de longe o evento de maior audiência da TV americana. Ano passado, foram 111 milhões telespectadores. Veicular uma publicidade de 30 segundos durante o jogo pode chegar a 3,5 milhões de dólares.

Há quem se importe mais com os comerciais que com o próprio jogo.

Tem também o aguardado show do intervalo. Nele, já tocaram Michael Jackson, Rolling Stones e U2.

Neste domingo, a festa vai ficar pro conta de Madonna.

Vou assistir ao Super Bowl este ano mesmo sem entender muito do que acontece naquele jogo.

E a Gisele que me desculpe, mas vou torcer por Nova York. Go Giants!

¹ Karina Vieira é pernambucana e mora em Nova York há 10 anos.
Formada em Mídia e em História pela City University of New York, tem mestrado em Jornalismo pela Columbia University. Escreve aqui sempre aos sábados.

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Estudo da IBM revela que Apple foi canal para 13,4% das vendas virtuais nos EUA

Foi por meio do iPad que foram feitas 7% de todas as compras on-line realizadas no dia de Natal deste ano nos Estados Unidos, mostrou estudo da IBM. Lançado há apenas 18 meses, o tablet da Apple ultrapassou como canal de vendas virtuais o iPhone, que respondeu por 6,4% das transações.

Ao todo, os aparelhos portáteis da Apple intermediaram 13,4% das vendas eletrônicas no Natal, contra 5% da plataforma Android.

A hegemonia dos dispositivos com sistema operacional iOS entre os consumidores on-line é reforçada por pesquisa da consultoria RichRelevance.

O estudo, divulgado há uma semana, afirmou que os aparelhos da Apple respondem por 92% de todas as compras feitas a partir de dispositivos móveis.

A RichRelevance analisou 3,4 bilhões de transações entre abril e dezembro.

Nesse período de nove meses o uso de celulares e tablets em compras virtuais saltou de 9% para 18% do total de transações.

A pesquisa da IBM, por sua vez, mostrou que esses aparelhos foram responsáveis por 14,4% das vendas on-line no Natal deste ano, que cresceram 16,4% na comparação com o ano passado.

Apesar de a fatia dos dispositivos móveis ainda ser relativamente pequena, ela cresceu 172.9% em apenas um ano.

E a Apple parece estar impulsionando esse movimento – isso apesar de os cálculos da IBM não considerarem as vendas de música e aplicativos, segmentos dominados pelo iTunes.

Outro detalhe metodológico da pesquisa da IBM que deve ser levado em conta é que ela analisou apenas compras feitas no dia 25 de dezembro, depois, portanto, da temporada de compras de presentes natalinos.

- O iPad sequer existia há dois anos e já está guiando as compras por aparelhos portáteis.

O Android surgiu do nada no ano passado e já está na terceira posição – disse à revista “Forbes” o estrategista-chefe da IBM Smarter Commerce, John Squire.
O Globo

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