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Internet 'dá mais poder a pessoas comuns', diz site.

Os protestos no Irã, a campanha presidencial americana do ano passado, a abertura de capital do Google e o surgimento de sites inovadores como Twitter, Facebook e Wikipedia, estão entre os “dez momentos mais influentes” da internet na última década, segundo os organizadores do Webby Awards, um reconhecido prêmio de excelência na internet.

A lista, englobando “uma década dominada pela internet”, tem como finalidade ressaltar o caráter da rede mundial como “catalisador da mudança não apenas em todos os aspectos da nossa vida cotidiana, mas em tudo, do comércio e as comunicações à política e a cultura“.

“O tema recorrente entre todas os marcos da nossa lista é a capacidade da internet de deixar para trás sistemas antigos e colocar mais poderes nas mãos das pessoas comuns”, disse o diretor-executivo do Webby Awards, David-Michel.

O prêmio, dado desde 1996 a diversas iniciativas presentes na internet, como sites, anúncios interativos, vídeos e filmes online, é considerado uma espécie de “Oscar da internet”.

Premiações

Entre as maiores façanhas da internet nesta década esteve o desafio às mídias tradicionais, ilustrado pela expansão do site de classificados gratuito Craigslist – que “causou um frio da espinha de jornais em todos os lugares”, segundo o Webby Awards – e a possibilidade de empresas anunciarem seus produtos ao lado dos resultados das buscas através do Google AdWords.

Com 20 mil artigos em 18 línguas só no seu primeiro ano, o prêmio considerou que o lançamento da enciclopédia digital Wikipedia no ano seguinte “simbolizou o poder da internet de levar pessoas que não se conhecem em diversas partes do globo a colaborar tanto em projetos grandes e pequenos”.

O prêmio destacou ainda a capacidade do antigo Napster, um programa de compartilhamento de música fechado em 2001, de “abrir as portas” para esse tipo de prática – uma “inovação que mudou para sempre a maneira como obtemos e experimentamos música e vídeo”, disseram os organizadores.

Nos anos seguintes, o prêmio destacou a abertura de capital em bolsa da gigante de informática Google “para se tornar a mais dominante e influente companhia da década” e o avanço da tecnologia de transmissão de dados em banda-larga possibilitou o advento do vídeo na internet – uma “revolução” que “remodelou tudo, da cultura pop à política”.
Nesse campo, o prêmio destaca o uso das mídias sociais tanto no caso da campanha presidencial americana de 2008 quanto nos protestos contra as eleições iranianas neste ano.

No primeiro caso, o prêmio afirma que “a internet alterou a forma de fazer política presidencial tanto quanto a televisão havia feito 40 anos, durante a disputa Kennedy/Nixon”.

No segundo caso, os organizadores indicaram a “impossibilidade de se censurar o Twitter”, um serviço de microblogging descentralizado que acabou se tornando uma das principais fontes de informação para o mundo exterior do que ocorria dentro do Irã.

O Webby Awards também destacou a expansão do site de relacionamentos Facebook, que colocou a chamada “mídia social” no centro das atenções.

Por fim, a lista inclui o lançamento do iPhone em 2007. “Na próxima década, estima-se que um bilhão de usuários virá para a internet pela primeira vez através de serviços móveis“, diz o Webby.

DEZ ‘MOMENTOS DA INTERNET’
2000 – Site de classificados Craigslist ameaça jornais

2000 – Google barateia publicidade online com AdWords

2001 – Wikipedia é lançada

2001 – Napster inaugura compartilhamento de arquivos

2004 – Google abre seu capital

2006 – Tecnologia permite difusão do vídeo online

2006 – Facebook e Twitter ganham espaço

2007 – Apple lança iPhone

2008 – Campanha presidencial nos EUA ganha a rede

2009 – Manifestantes iranianos driblam censura usando internet

BBC Brasil

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Liberar ou não o download: dilema do MP3 ilegal volta a tirar o sono dos artistas

Blog do Mesquita - Personalidades - Artistas Lily AllenA cantora inglesa Lily Allen, que comprou a briga contra os downloads ilegais

Era uma vez o Napster. Lançado em junho de 1999 por dois estudantes de computação como uma ferramenta para facilitar a busca de arquivos em formato MP3, o serviço on-line de compartilhamento de dados se tornou a principal sensação da internet naquele ano. Agitou os fãs de música, gravou de vez a palavra “download” (baixar) no vocabulário mundial e, ao mesmo tempo, acendeu o sinal de alerta de gravadoras e artistas que, de repente, viram seus fonogramas sendo trocados de um canto a outro do planeta, à velocidade de um clique e, pior, sem que os internautas pagassem nada por isso.

Uma década depois, o Napster não existe mais – foi fechado em 2001 graças a um processo movido pela RIAA (a associação de gravadoras dos EUA) e apoiado por nomes como Madonna, Dr. Dre e Metallica –, mas o fantasma do download livre, ilegal e gratuito continua a tirar o sono de uns e a encher os iPods e computadores de outros. Sem falar nos bolsos de quem “queima” (outro verbete reinventado pela geração MP3, que significa gravar os arquivos digitais em CD ou DVD) e vende os discos piratas na rua.

“Posso até parecer pedante, mas antes isso do que a demagogia rasteira que está assolando o falso debate sobre isso. Ao contrário do que estão chamando de movimento para baixar, eu preferia apostar numa alternativa como o movimento para pagar e baixar música ou música para pagar e baixar.”

O depoimento ao G1 é de Fred Zero Quatro, vocalista da banda pernambucana Mundo Livre S/A. Depois de disponibilizar faixas para download gratuito em seu site, incentivar a produção de videoclipes “genéricos” de músicas da banda feitos pelos fãs e liberar a reprodução do manifesto do mangue beat “Caranguejos com cérebro” sob uma licença alternativa de direitos autorais Creative Commons, o Zero Quatro versão 09 resolveu dar um passo atrás no discurso pró-internet.

Na última sexta-feira (18), em show em São Paulo que comemorava os 15 anos do disco “Do caos a lama”, de Chico Science & Nação Zumbi, o vocalista do Mundo Livre subiu ao palco como convidado e reforçou as críticas do cantor Jorge DuPeixe de que a internet e o download desenfreado de músicas estariam atingindo financeiramente os artistas: “Tem o virtual, mas precisa do real, e o real está aqui”.

Artistas fazem dinheiro

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