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Miguel Torga terça-feira, 1 de maio de 2018

O Cinismo dos Valores Cada vez mais desesperado. Olho, olho, e só vejo negrura à minha volta. Fé? Evidentemente… Enquanto há vida, há esperança — lá diz o outro. Mas, francamente: fé em quê? Num mundo que almoça valores, janta valores, ceia valores, e os degrada cinicamente, sem qualquer estremecimento da consciência? Peçam-me tudo, menos que tape os olhos. Bem basta quando a terra mos cobrir! — Ah! mas a humanidade acaba por encontrar o seu verdadeiro caminho — dizem-me…

Miguel Torga – Frase do dia – 13/01/2018 sábado, 13 de janeiro de 2018

“Recomeça… se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.” Miguel Torga

Miguel Torga – Poesia – Versos na tarde – 05/12/2017 terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Recomeça Miguel Torga¹ Se puderes Sem angústia E sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho duro Do futuro Dá-os em liberdade. Enquanto não alcances Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade.   E, nunca saciado, Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar. Sempre a sonhar e vendo O logro da aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças…   ¹Adolfo Correia da Rocha *Sabrosa, Portugal – de agosto de 1907…

Miguel Torga – Versos na tarde – Poesia – 02/12/2017 sábado, 2 de dezembro de 2017

Poema Miguel Torga ¹ A jovem deusa passa Com véus discretos sobre a virgindade; Olha e não olha, como a mocidade; E um jovem deus pressente aquela graça.   Depois, a vide do desejo enlaça Numa só volta a dupla divindade; E os jovens deuses abrem-se à verdade, Sedentos de beber na mesma taça.   É um vinho amargo que lhes cresta a boca; Um condão vago que os desperta e toca De humana e dolorosa consciência.   E abraçam-se…

Miguel Torga – Versos na tarde – 30/04/2016 sábado, 30 de abril de 2016

Ajuda Miguel Torga ¹ Porque o amor é simples, Vale a pena colhê-lo. Nasce em qualquer degredo, Cria-se em qualquer chão. Anda, não tenhas medo! Não deixes sem amor o coração! Adolfo Correia Rocha * Vila Real, Portugal – 12 de Agosto de 1907 d.C + Coimbra, Portugal – 17 de Janeiro de 1995 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Miguel Torga – Versos na tarde segunda-feira, 4 de junho de 2012

Vidas Interrompidas Miguel Torga ¹ Foi bonito O meu sonho de amor. Floriram em redor Todos os campos em pousio. Um sol de Abril brilhou em pleno estio, Lavado e promissor. Só que não houve frutos Dessa primavera. A vida disse que era Tarde demais. E que as paixões tardias São ironias Dos deuses desleais. ¹ Adolfo Correia Rocha * Vila Real, Portugal – 12 de Agosto de 1907 d.C + Coimbra, Portugal – 17 de Janeiro de 1995 d.C…

Miguel Torga – Versos na tarde quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Livro de Horas Miguel Torga ¹ Aqui, diante de mim, Eu, pecador, me confesso De ser assim como sou. Me confesso o bom e o mau Que vão em leme da nau Nesta deriva em que vou. Me confesso Possesso Das virtudes teologais, Que são três, E dos pecados mortais Que são sete, Quando a terra não repete Que são mais. Me confesso O dono das minhas horas. O das facadas cegas e raivosas E das ternuras lúcidas e mansas….

Miguel de Torga – Frase do dia segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

“Recomeça… se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.” Miguel Torga  ( Frase do dia )

Miguel Torga – Versos na tarde segunda-feira, 21 de junho de 2010

Guerra Civil Miguel Torga ¹ E’ contra mim que luto Não tenho outro inimigo. O que penso O que sinto O que digo E o que faço E’ que pede castigo E desespera a lança no meu braço Absurda aliança De criança E de adulto. O que sou é um insulto Ao que não sou E combato esse vulto Que à traição me invadiu e me ocupou Infeliz com loucura e sem loucura, Peço à vida outra vida, outra aventura,…

Miguel Torga – Versos na tarde terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Bucólica Miguel Torga ¹ A vida é feita de nadas: De grandes serras paradas À espera de movimento; De searas onduladas Pelo vento; De casas de moradia Caídas e com sinais De ninhos que outrora havia Nos beirais; De poeira; De sombra de uma figueira; De ver esta maravilha: Meu pai a erguer uma videira Como uma mãe que faz a trança à filha. ¹ Adolfo Correia Rocha * Vila Real, Portugal – 12 de Agosto de 1907 d.C +…

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