Eis uma notícia no mínimo estranha e com o máximo de suspeita de amoralidade. “O que não é moral não pode ser legal“, máxima do filósofo Agostinho de Hipona, Santo Agostinho, vale para o presente caso.

Vire e mexe o ex-arrogante e ex-todo poderoso da Casa Civil José Dirceu, aparece ‘enrolado’ em estranhos e inacreditáveis movimentos subterrâneos nas entranhas empresariais e do poder. Nos Estados Unidos, aquele país miserável e sem lei acima do Rio Grande, isso, que por lá é qualificado de ‘inside information’, dá cadeia. E das grandes!

Quem tiver um só mísero real e quiser ficar milionário em dois tempos ou contrata Zé Dirceu como consultor ou vira sócio do Lulinha. O filho do ‘homi’!

Aqui, na Taba da impunidade Tupiniquim, ainda existe empresário capaz de ter como consultores indivíduos indiciados em um rosário de ilícitos especificados no Código Penal.

ARGH!

O Editor


Reativação da Telebras beneficiará ‘cliente’ de Dirceu

Sob Lula, o governo promete reativar a Telebras, estatal que geria a rede de telefônicas privatizadas na era FHC.

O negócio interessa vivamente a um cliente do deputado cassado José Dirceu, réu no processo do mensalão e recém-reconduzido à direção do PT.

Dirceu foi contratado por um grupo empresarial que será o principal beneficiário da eventual ressurreição da Telebras.

O ex-mandachuva da Casa Civil já recebeu, a título de consultoria, pelo menos R$ 620 mil, informam os repórteres Marcio Aith e Julio Wiziack, na Folha.

A cifra foi desembolsada, entre 2007 e 2009, por um empresário chamado Nelson dos Santos.

Ele é dono da logomarca Star Overseas, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal do Caribe.

Em 2005, Nelson dos Santos comprara, na bacia das almas, 49% de uma empresa chamada Star Overseas . Pagou um valor simbólico: R$ 1.

Com a reativação da Telebras, Santos pode sair do negócio com notáveis R$ 200 milhões. Por quê?

Falida, a Eletronet possui entre seus ativos 16 mil km de cabos de fibra óptica, ligando 18 Estados brasileiros.

Embora valiosa, a mercadoria não cobria as dívidas da empresa, avaliadas em R$ 800 milhões.

Depois do contrato firmado entre Nelson dos Santos e José Dirceu, o governo decidiu utilizar as fibras ópticas da Eletronet na “nova” Telebras.

A Viúva dispôs-se a assumir sozinha a caução judicial necessária à liberação da rede de fibras, que serve de garantia a credores da Eletronet.

Em discurso feito no Rio, em julho do ano passado, Lula referiu-se publicamente à transação. Não mencionou nem Dirceu nem o cliente dele. Mas citou a Eletronet:

“Nós estamos brigando há cinco anos para tomar conta da Eletronet, que é uma empresa pública que foi privatizada, que faliu, e que estamos querendo pegar de volta”.

Dirceu também tratou do tema em artigos que veiculou em seu blog e no jornal “Brasil Econômico”, do qual é articulista.

Em seus textos, o ex-ministro não menciona o nome de seu cliente. NO blog, Dirceu começou a tratar do tema em março de 2007, mês em que foi contratado por Nelson dos Santos.

Num das mensagens levadas ao blog, Dirceu anotou: “Do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet…”

“…Uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas, joint venture entre a norte-americana AES e a Lightpar, uma associação de empresas elétricas da Eletrobrás”.

Procurado, José Dirceu preferiu não comentar. Sua assessoria limitou-se a dizer o seguinte:

“Se, por ventura, o ex-ministro tivesse dado consultoria ao sr. Nelson dos Santos, não poderia confirmar, por cláusula de confidencialidade, comum a contratos de consultoria”.

Ouvido, Nelson dos Santos confirmou ter feito pagamentos à empresa de Dirceu, a Consultoria JD.

Disse que a firma de Dirceu “nunca foi contratada para fazer qualquer intermediação de negócios ou serviços relacionados a transações específicas”.

Fazia o quê? Segundo o empresário, realizava projeções do cenário político e econômico brasileiro e latino-americano.

Ainda de acordo com Nelson dos Santos, o contrato que o uniu a Dirceu vigorou de março de 2007 a outubro de 2009.

Disse, por e-mail, que os pagamentos feitos a Dirceu constam de notas fiscais e foram devidamente contabilizados.

Informou que desembolsou R$ 20 mil por mês. Considerando-se o prazo de vigência do contrato, foram à caixa registradora da consultoria de Dirceu R$ 620 mil.

No último sábado (20), José Dirceu desfilou seu prestígio pelo Congresso do PT, o encontro que aclamou Dilma Rousseff como presidenciável do partido.

Em entrevista, o ex-ministro declarou que vai participar da campanha de Dilma. “Às claras”, ele disse. “Meu tempo de clandestinidade acabou”.

Referia-se não aos negócios, mas à sua fase guerrilheira, durante a qual, sob ditadura militar, teve de retornar ao Brasil, procedente de Cuba, sob disfarce.

Nesse período, a única confidencialidade que interessava a José Dirceu preservar era sua identidade política.

blog Josias de Souza

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Polvorosa é o mínimo a dizer. Os mensaleiros estão mesmo apavorados, desde que o Judiciário livrou-se da casca da cautela e passou a demonstrar-se guardião da lei e da ética. Primeiro foi o Superior Tribunal de Justiça, mandando para a cadeia o governador de Brasília. Depois o Supremo Tribunal Federal, rejeitando o pedido de habeas-corpus para José Roberto Arruda. Caso quinta-feira confirme-se a tendência para manter o indigitado personagem enjaulado, abrem-se os horizontes para a aprovação da intervenção federal no Distrito Federal.

Isoladas, essas atitudes exprimem mudanças fundamentais no comportamento da Justiça, mas reunidas vão mais além: significam, ou significarão, que uma força nova afinal levantou-se no país para dar um basta à impunidade e à corrupção.

A partir daí é que começam a tremer os quarenta réus do mensalão, hoje em julgamento pela mais alta corte nacional de justiça. Pode ser que não passe desse primeiro semestre a etapa de tomada de depoimentos das testemunhas indicadas pelos mensaleiros. Tudo dependerá do relator, Joaquim Barbosa, dos mais ciosos ministros do STF.

Caso comecem a ser condenados os primeiros acusados da lambança promovida pelo PT, anos atrás, porque cada um terá uma sentença específica, a consequência será um grito nacional de alegria e alívio. Nem tudo estará perdido, em termos de defesa da causa pública. Se deputados perderão o mandato, se ex-ministros irão chorar lágrimas de sangue, se ex-dirigentes do PT curtirão o abandono final – é problema deles. Vamos aguardar.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

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Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

Panetones, cuecas, meias, mensalões… Na verdade é roubo mesmo. Todos os partidos enrolados nas mais imorais práticas de corrupção e nepotismo. Só chamando o ladrão.

Como diz Zé Bêdêu — o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira em Fortaleza — “arre égua não escapa ninguém”!

Agora é o Prefeito de São Paulo quem aparece na alça de mira da Justiça Eleitoral. Por mais que a sentença seja de 1ª instância fica a máxima de que “onde há fumaça há fogo”!

Kassab o primeiro prefeito da capital paulista cassado desde a redemocratização, em 1985. O prazo para recurso no Tribunal Regional Eleitoral é de três dias, e como tem efeito suspensivo, os dois podem recorrer sem deixar os cargos. As doadoras ilegais seriam a Associação Imobiliária Brasileira e empreiteiras, (sempre as mesmas né?)como Camargo Corrêa e OAS.

A coligação de Kassab e da vice prefeita Alda gastou R$29,76 milhões na campanha – R$10 milhões seriam irregulares, de acordo com a Justiça Eleitoral.

Enquanto isso, os emplumados tucanos continuam em cima do muro, por omissão, ajudando a construir um palanque vencedor para dona Dilma.

Argh!

O Editor


Justiça eleitoral cassa mandatos de Kassab e vice, diz jornal

Decisão deve ser publicada no Diário Oficial de terça-feira (23).

Advogado do prefeito diz que lógica do juiz cassaria até o presidente.

A edição eletrônica do jornal ‘O Estado de São Paulo’ informou que a Justiça Eleitoral cassou, em primeira instância, o mandato do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM, por receber doações ilegais para a campanha de 2008. A vice de Kassab, a peemedebista Alda Marco Antonio, também teve o mandato cassado, de acordo com a reportagem. Ambos podem recorrer da decisão sem deixar seus cargos.

A decisão, segundo a reportagem, partiu do juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloísio Sérgio Resende Silveira, o mesmo juiz que havia cassado o mandato de um grupo de 16 vereadores paulistanos nos últimos meses do ano passado. O G1 tentou entrar em contato com o juiz Aloísio Sérgio Resende Silveira, mas não obteve retorno.

O motivo seria o mesmo das cassações anteriores: abuso de poder econômico. Assim como os vereadores cassados em primeira instância, Kassab e Alda teriam recebido mais de 20% das doações de fontes consideradas vedadas.

Entre os doadores considerados vedados pelo artigo 24 da Lei Eleitoral (9.504/97) estão “órgão da Administração Pública direta e com recursos provenientes do Poder Público”, “concessionário ou permissionário de serviços públicos” e “entidade de classe ou sindical”.

Em nota, os advogados do prefeito afirmam que as “contribuições foram feitas seguindo estritamente os mandamentos da lei”. O texto afirma ainda que, se essa decisão servir de precedente, “por esse mesmo motivo seriam cassados desde o Presidente Lula até o vereador do menor município do Brasil”.

Ao G1, um dos advogados do prefeito, Ricardo Penteado questionou a base da decisão do juiz da 1ª Vara Eleitoral. “A tese que o juiz defende, ele próprio reconhece que já foi vencida no Tribunal Superior Eleitoral, de que as empresas que são sócias de concessionárias não podem doar”, disse Penteado.

G1

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Teremos mais um “inocente” pegue na nefanda prática, antes apontada como exclusividade do PT, do caixa 2?

Ou o ilustre membro do DEM será mais um que irá declarar que ‘eu não sabia de nada’?

Quem sabe dirá, à moda do cínico Delúbio Soares, que se trata de ‘recursos não contabilizados’?

Virá o ilustre líder do DEM no senado, Agripino Maia declarar, a exemplo do que disse no mensalão do DEM em Brasília, que  “não é do DEM, é do Kassab”?

Gilberto Kassab, ‘afogado’, com trocadilhos, por favor, até o pescoço nas denúncias, poderá sair com a mesma desculpa esfarrapada que o PSDB usa em relação ao senador Eduardo Azeredo: “não é mensalão. É caixa 2, sobras de campanha”!

O Editor


Doações ilegais ameaçam mandato de Kassab

Kassab teve 33% de doações ilegais em 2008, diz perícia

Um parecer técnico contábil da Justiça Eleitoral de São Paulo indica que 33% do total arrecadado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), na campanha eleitoral de 2008 teve origem em fontes de doações consideradas ilegais pelo Ministério Público Eleitoral.

O laudo, concluído em outubro e obtido pela Folha, indica o risco de que Kassab seja condenado em primeira instância à perda do cargo.

Em casos semelhantes, o juiz Aloísio Silveira, responsável pela ação, cassou o mandato de 16 vereadores da capital.

Ele tem adotado como critério para condenar à perda de mandato contas de campanha que apresentem mais de 20% dos recursos provenientes de fontes vedadas.

A execução de sentença contra os vereadores foi suspensa até que os recursos deles sejam julgados em 2ª instância pela Justiça Eleitoral de São Paulo.

blog da TukaSkaletti/Folha de S. Paulo

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Nada se cria. Tudo se copia. Desde a descoberta de Marcos Valério pelo Senador Azeredo no mensalão mineiro, vire e mexe, aparece alguma vestal do PSDB envolvida no cínico “Delubiano” recursos não contabilizados.

Certamente os iracundos Tucanos irão argumentar que caixa 2 é diferente de mensalão e coisa e tal, e que o caso é diferente da quadrilha do PT, ou Perillo virá a público dizer que não sabia de nada.

A impressão que fica é que a corja petista tem quintas colunas infiltrados em todos os partidos. Todos “trabalham” a favor do apedeuta de Garanhuns. O grande chefe dos Tupiniquins e sua (dele) turma do PT devem estar rindo “à socapa” como diria Machado. O Assis.

Tenho a convicção que no Brasil o fundo do poço é somente um estágio

Argh!

O Editor


Gravação indica compra de apoio político por Perillo

Senador tucano afirma que conversas se referem a doações legais para a sua campanha em 2006

Gravações inéditas em poder do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), montou esquema de compra de apoio político para garantir sua eleição, em 2006. Os diálogos, aos quais o Estado teve acesso, foram gravados pela Polícia Federal com autorização da Justiça. Perillo, que antes da campanha havia deixado o cargo de governador de Goiás, é alvo de inquérito no STF para apurar suposto caixa 2 e suspeitas de uso da máquina pública durante a eleição.

Nos relatórios, investigadores afirmam que os diálogos “demonstram a movimentação do alvo (Perillo) para obter dinheiro, visando o pagamento de dívidas de campanha e compra de apoio político”. A lista dos que teriam garantido apoio ao tucano em troca de dinheiro inclui vereadores e deputados federais e estaduais de Goiás.

As conversas sobre pendências financeiras prosseguiram após a eleição. De acordo com a investigação, o senador teve de recorrer a empréstimos para cumprir as promessas. Passado o pleito, telefonemas para cobrar pagamentos eram frequentes. Num deles, Francisco Sobrinho de Oliveira, que perdera a disputa por uma cadeira de deputado federal pelo PSDB, reclama dizendo que estava endividado.

“O “trem” seu todo dá uns quatrocentos?”, pergunta Perillo, segundo o relatório. Oliveira responde que suas dívidas já somavam R$ 750 mil. Perillo, então, diz que tem uma pessoa que vai “arrumar” parte do dinheiro. Em outra ligação, o senador diz ter conseguido R$ 100 mil emprestados, e avisa que não poderia dar mais porque precisava cumprir promessas feitas a outros políticos: “Eu posso ajudar mais se você arrumar quem queira ajudar.”

Ao ex-deputado Nédio Leite, que também lhe telefonara cobrando valores prometidos na campanha, Perillo garante que tentaria “resolver a totalidade ao invés de ser só aquela parte”. Ele pergunta se Nédio Leite, à época no PP, não sabia de alguém que pudesse lhe emprestar dinheiro e diz que poderia dar um cheque como garantia.

As cobranças se estendiam ao tesoureiro da campanha de Perillo, Lúcio Fiúza. Num telefonema, de acordo com o relatório da PF, o então deputado federal Pedro Canedo (PP), candidato à reeleição, cobra de Lúcio um “caminhão de arroz” . Em outro, Canedo reclama do atraso no pagamento e diz que o próprio Marconi lhe havia dito que “ontem ou hoje ia me passar”.

O então presidente da União de Vereadores de Goiás, Wolmer Tadeu Arraes, também ligou para cobrar. Usando o telefone do comitê de Perillo, o tesoureiro Fiúza fala com um pastor evangélico, identificado como César. Diz que precisava marcar encontro para “encomendar umas orações”. Em seguida, deixa de falar em código. “Metade agora e metade na outra semana”, afirma o tesoureiro ao pastor.

O senador foi gravado em conversas com juízes pedindo favores e recebendo pedidos. Uma juíza pede que Perillo interceda para evitar a transferência do marido, funcionário do governo. Em outro diálogo, é Perillo quem repassa a uma desembargadora pedido que recebera de uma prefeita.

A investigação detalha o que a PF classificou como uso da máquina pública na campanha. Assessores reservam aviões e helicópteros do governo para viagens de Perillo pelo interior goiano. Há registro, ainda, de voos para buscar Perillo em Búzios e Cabo Frio (RJ). As viagens eram tão frequentes que Perillo diz que pararia de usar aeronaves do Estado: “Podem usar isso no futuro.” A PF também acusa o tucano de utilizar policiais militares, pagos pelo Estado, para fazer sua segurança pessoal. As gravações foram autorizadas por uma juíza do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás e, depois, pela ministra Ellen Gracie, do STF.

Outro lado

Ao Estado, Perillo disse ter resposta para todas as suspeitas lançadas pela PF e chanceladas pela Procuradoria Geral da República, que já ajuizou denúncia contra ele no STF. “Minha defesa está 95% pronta e no momento apropriado a apresentaremos”, afirmou. O senador diz que as conversas com políticos sobre dinheiro referem-se a doações legais. “Pedi a empresas doações para vários candidatos, algumas viabilizaram, outras não, e por isso que eles ligavam cobrando”. Ele nega o uso da máquina. “Se usei aviões do Estado depois que deixei o governo, foi a convite do governador.”

O ex-deputado Nédio Leite, nega ter vendido apoio político a Perillo em 2006 e diz não lembrar de conversas sobre dinheiro com o senador. “Tenho muita afinidade com ele”, afirmou. Wolmer Arraes e Francisco Sobrinho não foram localizados. O ex-deputado Pedro Canedo, hoje presidente da estatal Indústria Química de Goiás (Iquego), não deu retorno ao contato.

Rodrigo Rangel/Estadão
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Mensalão e cuecas

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Siamêses no cinismo.

—Delubio Soares: “Não existe mensalão. São recursos contabilizados”.

—Senador Agripino Maia: “O mensalão não é do DEM é do Arruda”!

Assim, as duas sinistras figuras reduzem os Tupiniquins a um bando de dementes.

Argh!

O monopólio da mentira.
Texto de Rui Barbosa escrito em 1919.

“Mentira de tudo, em tudo e por tudo.
Mentira na terra, no ar, no céu.
Mentira nos protestos.
Mentira nas promessas.
Mentira nos progressos.
Mentira nos projetos.
Mentira nas reformas.
Mentira nas convicções.
Mentira nas soluções.
Mentira nos homens, nos atos e nas coisas.
Mentira no rosto, na voz, na postura, no gesto, na palavra, na escrita.
Mentira nos partidos, nas coligações e nos blocos. (…) Mentira nas instituições, mentira nas eleições.
Mentira nas apurações.
Mentira nas mensagens.
Mentira nos relatórios.
Mentira nos inquéritos.
Mentira nos concursos.
Mentira nas embaixadas.
Mentira nas candidaturas.
Mentira nas garantias.
Mentira nas responsabilidades.
Mentira nos desmentidos.
A mentira geral. O monopólio da mentira”.

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Mais crítico, livro sobre Lula relembra mensalão

Em meio à chegada aos cinemas do filme ‘Lula, o Filho do Brasil‘, pesquisador inglês lança biografia ampliada sobre vida do presidente

O leitor desavisado que visse na vitrine a capa do livro Lula do Brasil – a história real, do Nordeste ao Planalto poderia achar que fosse o roteiro do filme Lula, o Filho do Brasil, uma ode à história do presidente da República que chegou aos cinemas ontem. Embora no cartaz do filme a figura central seja a atriz Glória Pires, que interpreta Dona Lindu, mãe de Lula, e a capa do livro seja o próprio Lula, a inspiração é a mesma. O conteúdo, no entanto, tem diferenças.

O filme relata a trajetória do presidente da infância à militância no movimento sindical. É inspirado em outro livro, com o mesmo título, da jornalista Denise Paraná. Lançado na onda da badalação da obra do cineasta Fábio Barreto – que sofreu um acidente na noite do dia 19 e está internado no Rio de Janeiro – o livro Lula do Brasil, do pesquisador e brasilianista inglês Richard Bourne, traça a biografia do presidente do nascimento até a reeleição, em 2006. Tem uma visão bem mais crítica. O saldo, porém, é positivo para o presidente.

Bourne cita o mensalão, pior escândalo do governo Lula, o fracasso do programa Fome Zero e o “recado” dos eleitores, que levaram o presidente ao segundo turno em 2006. Também revela a proximidade de Lula com o ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, que renunciou em meio a denúncias de cobrança de propina para prorrogar contratos de restaurantes da Casa. O livro cita também os negócios obscuros do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, à frente da empresa Gamecorp.

O autor diz que havia uma dúvida permanente na sociedade sobre o quanto Lula sabia do esquema de caixa 2 e suposto pagamento a parlamentares. “Se ele sabia, então era cúmplice. Se não sabia, era um administrador negligente”, diz Bourne. Para o autor, o trabalho de Lula “como construtor da democracia e de uma sociedade mais justa está visivelmente incompleto” e “a primeira presidência de Lula foi obscurecida pela sombra negra do papel oculto do dinheiro na política”.

O livro de 360 páginas – mais 90 de fotografias -, lançado pela Geração Editorial, dá ênfase à trajetória do menino pobre que chegou à liderança do movimento sindical, à fundação de um partido e à Presidência da República. “Se Abraham Lincoln fora para os americanos do século 19 um símbolo de que era possível começar a vida numa cabana de lenhador e terminá-la na Casa Branca, a história de Lula, o migrante oriundo de um lar desfeito que perdera o dedo num acidente de fábrica parecia igualmente inacreditável e inspiradora”, diz o autor.

Luciana Nunes Leal/Estadão

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Justiça condena Waldomiro Diniz

Waldomiro Diniz Mensalão PTO juiz José Márcio da Silveira e Silva, da 7ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, condenou o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz pelo crime de improbidade administrativa.

Waldomiro foi flagrado em vídeo negociando o pagamento de propina com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Após a divulgação do vídeo, ele foi exonerado do cargo e o episódio deu origem à CPI dos Bingos.

Na sentença, o juiz condena Waldomiro ao pagamento de multa equivalente a cinco vezes o valor de sua remuneração à época dos fatos, além dos honorários advocatícios.

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Rede de cargos de confiança é trunfo para salvar Arruda

Governo do DF tem 18.368 vagas distribuídas a pessoas que bem entender

No centro do escândalo do “mensalão do DEM“, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, poderá salvar seu mandato graças à forte máquina política que sustenta seu governo. Além de ter apoio político da maioria dos deputados distritais, o governador tem o controle de uma poderosa rede de cargos comissionados que ajudam a manter sua influência na capital.

Senador José Agripino líder do DEMSenador José Agripino – Líder do DEM no Senado

Ao todo, dispõe de 18.368 vagas comissionadas para distribuir a pessoas que bem entender. No caso do governo federal são 21.008 cargos comissionados, distribuídos por todo o País, segundo a assessoria do Ministério do Planejamento. A diferença é de menos de 3 mil vagas.

Para o deputado distrital José Antônio Reguffe (PDT), são cargos em demasia. “Na França, o governo tem pouco mais de 4 mil cargos comissionados. Nos Estados Unidos, são 5 mil. É óbvio que existem comissionados demais. Esses recursos deveriam ser destinados para melhorar serviços públicos na saúde, educação, segurança pública, em vez de estar servindo para pagamento de salários para funcionários desnecessários”, avalia.

Arruda cargos de confiança Mensalão do DEMA “grande família” DEM, rodeando Arruda.
Ele “ajudava” seus correligionários, que agora ficaram sem o único governador do partido.

Segundo Reguffe, as vagas comissionadas servem para acomodar os aliados do governador. “O processo funciona como uma espécie de estatização dos cabos eleitorais”, diz. “Isso se reproduz na maioria dos Estados.”

Na visão do governo do DF, a situação é diferente. Dados da Secretaria de Planejamento indicam que o atual governo fez enxugamento desse tipo de vaga provisória em relação à administração de Joaquim Roriz (PSC), antecessor de Arruda. Em dezembro de 2006, havia 31.220 servidores com vínculo provisório, dos quais 11.800 servidores estavam lotados no Instituto Candango de Solidariedade. Segundo a secretaria, Arruda extinguiu esse instituto, envolvido em acusações de irregularidades, cortando 41% nas vagas provisórias. Mas, considerados só cargos realmente comissionados, a queda foi de 733 postos, equivalente a 4%.

Estadão/Marcelo de Moraes

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Humor Política Cartuns O Mensalão do DEM e o DEMO

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A impressão que fica é que os editores dos noticiários estão fazendo edições propositadamente truncadas, para distorcer o conteúdo do que diz o entrevistado. Isso, independente de quem esteja dando a entrevista.

O Editor


DEMsalão

As palavras do presidente

Não sei não, mas acho que está havendo alguma confusão com as palavras do presidente Lula a respeito das imagens chocantes e grotescas sobre o envolvimento do governador José Roberto Arruda, vários secretários, deputados e empresários no escândalo do DEMsalão.

O presidente se encontra em Portugal e não deve ter visto as imagens. Todos os brasileiros viram, e mais de uma vez. Não há dúvida quanto ao significado das imagens, nem do audio.

Mas Lula é presidente da República. Não pode tomar partido, não pode prejulgar, não pode se comportar como torcedor, do tipo “Bem feito!”

O que foi que o presidente disse? Que um presidente da República não pode dar palpite. Que uma imagem não fala por si (embora estas não só falem, mas gritem!). Que é preciso aguardar o final da investigação da Polícia Federal.

Foi só. Repito: comportou-se como presidente da República.

Palpite, a meu ver, desnecessário, deu o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes.

Presidente da Suprema Corte do país, bem que o ministro Gilmar poderia liderar um movimento para a reforma de nossas leis, acabando com recursos intermináveis até que os crimes prescrevem, contribuindo para mandar para a cadeia gente que se apropria de dinheiro suado do contribuinte brasileiro e ainda diz, com a maior desfaçatez, que era “dinheiro para a campanha”.

Não custa lembrar aqui a frase imortal do ex-ministro Marcio Thomas Bastos, depois do escândalo do mensalão do PT: “Caixa dois é coisa de bandido”.

Só cadeia resolve.

blog da Lucia Hippolito

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