Lula, para alguns, um político sagaz, para outros um oportunidades, na realidade coloca sempre sua (dele) embarcação a favor do vento.
Assim, para poder governar os Tupiniquins aderiu ao liberalismo que tanto condenou em FHC.
Hélio Bicudo, um dos fundadores históricos do PT, hoje dissidente apoiando a candidatura de Marina Silva do PV, desenvolve contundente raciocínio sobre as aspirações de Lula.
Abaixo a íntegra da entrevista dada a jornalista

O Editor


“Lula quer Dilma no poder para seguir mandando”, diz fundador do PT.
Hélio Bicudo Ex-deputado federal e vice-prefeito de SP na gestão petista
Adriana Carranca – O Estado de S.Paulo

Fundador do PT, deputado federal pelo partido, vice-prefeito de São Paulo na gestão Marta Suplicy, candidato ao Senado e a vice de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa ao governo paulista, o advogado Helio Bicudo apoia publicamente a candidata do PV à Presidência, Marina da Silva, nas eleições desse ano. “Lula quer Dilma Rousseff no poder para continuar mandando no País”, dispara, sobre a candidata petista.

Afastado do PT desde o escândalo do mensalão, em 2005, o jurista classifica o governo de “autoritário”, acusa o presidente Lula de “mirar mais no poder pessoal do que nos objetivos do partido”, diz que o Congresso e o Judiciário estão desmoralizados e defende a alternância de poder como indispensável ao estado democrático.

“José Serra (PSDB) é um homem competente, mas Marina Silva expressa de forma melhor o ideário de um Brasil igual para todos.”

Aos 88 anos, à frente da Fundação Interamericana de Direitos Humanos, Bicudo tem página no Facebook e escreve de próprio punho as notas que publica no Twitter, onde tem 618 seguidores.
Nesta entrevista, o jurista fala da mágoa com o partido que ajudou a criar e onde militou por 25 anos. E diz por que, embora ligado aos movimentos sociais da Igreja Católica, seu voto irá para a candidata evangélica.

Marina Silva.
“Conheci a Marina como senadora, quando nós organizamos um tribunal para julgar o massacre em Eldorado dos Carajás, no Pará.
Ela deu um voto que realmente me emocionou. Mais tarde, num segundo tribunal da terra, em Curitiba, mais uma vez mostrou seu compromisso com os mais pobres. O fato de ser evangélica não muda em nada o meu apoio. Ter uma religião é um caminho importante no traçado da nossa vida. Sou católico praticante e tenho colhido bons frutos dessa fé. Mas, cada um deve encontrar seu credo.

Acho José Serra um homem competente. Plínio (Arruda Sampaio, candidato pelo Psol) é meu amigo e um homem de grande valor, que deixa tudo de lado para atender ao interesse público.
Mas, Marina Silva expressa o ideário de um país onde todos são iguais, comprometido com os direitos humanos, não só relacionados à pessoa, mas ao meio ambiente.”

Reforma Agrária.
“Sou contra a criminalização dos movimentos sociais. Posso estar enganado, mas para mim o MST é o único movimento de massas ainda válido. A gente não sabe até que ponto eles estão envolvidos com o governo federal, mas criminalizar um movimento popular é ir na contramão dos direitos humanos. E acho que Marina não faria isso. Hoje, o MST sabe que não é com a invasão de terras que vão conseguir a reforma agrária, mas com a industrialização do que eles produzem nos assentamentos. E Marina é a pessoa certa para uma política agrária eficiente.”

Partido dos Trabalhadores.
“Não estou no PT desde 2005. Retirei a filiação porque entendi que o PT não cumpria mais o seu ideário. O que primeiro me advertiu sobre a mudança do partido foi a carta aos brasileiros (documento assinado durante a campanha presidencial de 2002) em que o Lula entregava-se ao neoliberalismo.
Veio o mensalão, amoral e antiético. É um equívoco achar que não se pode governar com a minoria, porque Lula podia pressionar o Congresso com o povo. Como diz que não sabia? Lula manda no PT. Esse é um problema. Numa democracia, ninguém pode mandar num partido, se não a sua base. Mas, no Brasil, os partidos têm direção e não base. Ao pedir desligamento do PT, sequer recebi resposta. Ajudei o partido até o fim! Não conta?”

Lula.
“É autoritário. Mira mais o poder pessoal do que os objetivos do PT. Me afastei dele. O eixo desse afastamento foi a sindicância interna feita por mim no PT, que enquadrava Roberto Teixeira, compadre de Lula e ele não perdoa ninguém.”

Ficha Limpa.
“É uma vergonha. A Constituição diz que se deve olhar a vida pregressa do candidato. Mas, a lei resumiu isso a um processo criminal. Vamos continuar tendo bandidos na política.
Veja os envolvidos no mensalão. Foram denunciados pelo Procurador-Geral da República. Mas, pela lei, poderiam candidatar-se. E duas decisões dos Ministros do Supremo Tribunal Eleitoral já como a lei será interpretada. Ou seja, não será aplicada. Quando um Presidente da República nomeia 9 Ministros do STF, não há como garantir independência. Nenhum dos planos de governo, aliás, contempla o acesso à Justiça.”

, , , , , , , , , , , , , , , , ,

Como já era previsto, na campanha eleitoral, “abaixo do pescoço tudo é canela”. Tanto os partidários do PT como os do PSDB, ignoram que houve uma anistia, e continuam revolvendo o passado.

A petista Marta Suplicy não só lembrou o passado de Fernando Gabeira — é do PV e aliado dos tucanos no Rio de Janeiro — como sequestrador, como insinuou que Gabeira era o escalado para matar o embaixador americano, Charles Elbrick, sequestrado em 4 de setembro de 1969. O sequestro foi executado pela Ação Libertadora Nacional (ALN), liderado por Virgílio Gomes da Silva, codinome Jonas. Em troca do embaixador o grupo conseguiu libertar 15 militantes de esquerda, entre os quais o então líder estudantil e deputado federal cassado José Dirceu e o ex-parlamentar comunista Gregório Bezerra.

O editor


Marta afirma que Gabeira foi sequestrador

Em evento, Marta defende Dilma e diz que Fernando Gabeira era o escolhido “para matar embaixador americano”

Em reforço à estratégia do PT nacional de abordar a participação da pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, na luta contra a ditadura, a ex-prefeita Marta Suplicy introduziu neste domingo ao debate político a atuação de Fernando Gabeira (PV-RJ) contra o regime militar e afirmou que “esse sim sequestrou”.

Em um discurso a militantes petistas da zona leste de São Paulo, acompanhada do pré-candidato ao governo, Aloizio Mercadante, Marta insinuou que Gabeira, aliado dos tucanos no Rio de Janeiro, estaria mais exposto a críticas por sua participação na luta armada que Dilma.

“Todo mundo aqui já ouviu falar do Gabeira? A maioria. Pois é. Vocês notaram, Aloizio, que do Gabeira ninguém fala? Esse sim sequestrou.

Eu não estou desrespeitando ele, ao contrário, mas ele sequestrou. Ele era o escolhido para matar o embaixador. Ninguém fala porque o Gabeira é candidato ao governo do Rio e se aliou com o PSDB. Então ninguém fala”, disse a petista, pré-candidata ao Senado na chapa com Mercadante.

A estratégia de trazer Gabeira para o debate foi vista com receio por aliados da petista. Segundo alguns de seus interlocutores, ela fez as afirmações “no calor do discurso”.

Marta disse que foi questionada por um de seus filhos sobre o passado de Dilma.

“Outro dia meu filho chegou e falou: ‘mamãe, é verdade que a Dilma sequestrou pessoas e assaltou bancos?”

“E eu falei para ele: de onde você tirou isso? E ele: ah, está na internet. O tempo inteiro na internet”, disse a petista.

“A Dilma pertenceu a uma organização na época da ditadura. E isso, gente, não merece desqualificação. Merece respeito. Porque alguém com 20 anos que põe a sua vida em risco para defender a liberdade do País, que é presa e torturada durante três anos, merece nosso respeito”, defendeu.

Agência Estado

, , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

O presidente Lula – como os últimos acontecimentos políticos indicam – está investido da certeza de que, sozinho na arena, consegue derrotar as correntes de oposição reunidas e eleger Dilma Roussef para sucedê-lo no Palácio do Planalto. É a única maneira de se encontrar uma explicação para o isolamento de Ciro Gomes no PSB, legenda aliada do governo, que evidentemente seguindo orientação do próprio Lula, bloqueou a candidatura de Ciro à presidência.

Assim agindo, Luis Inácio considerou desnecessário o apoio do ex governador do Ceará a Dilma Roussef no segundo turno. Ciro vinha obtendo de 9 a 10% das intenções de voto e, naturalmente apoiaria a ex-chefe da Casa Civil. Lula terá razão ou cometeu um erro político de previsão? Terá minimizado a importância de Ciro no quadro da sucessão ou ele, de fato, não é importante?

As urnas vão responder à questão, já a partir do primeiro turno, pois, em represália, o candidato que foi sem nunca ter sido, reagiu afirmando que Serra está mais preparado que Dilma. Manchete principal de O Globo e O Estado de São Paulo, sábado passado.

Está evidente a mágoa que envolveu Ciro Gomes, que sabe que sua preterição, pelo próprio PSB, seguiu orientação do presidente da República. Reagiu em cima do lance pois como no belo título de Hélio Silva, a história não espera o amanhecer. Antes da alvorada de sábado, Ciro já destacava José Serra e abalava os alicerces de Dilma.

Lula, agora, tem pela frente dois adversários: Serra e Ciro.

Aliás três, ia esquecendo de Marina Silva. Dilma ficou contra todos.

O panorama inicialmente desenhado transformou-se de repente. E eu cada vez me convenço mais da certeza contido na afirmação de Magalhães Pinto: política é como a nuvem. Muda de forma e direção a qualquer instante. Quem de fato poderia prever que, de potencial correligionário, Ciro Gomes passaria a adversário do plano do Planalto? Isso porque, claramente, primeiro Lula convenceu Ciro a alterar seu endereço eleitoral para São Paulo.

Abriu-lhe alguma perspectiva de disputar, com o apoio do PT, o governo paulista. A reação do partido se fez sentir fortemente e Lula retirou sua equipe de campo. Indicou Aloísio Mercadante. O governo de são Paulo é um degrau para a presidência da República.

Ciro acreditou. Depois pensou no Senado. Aí surgiu com ampla base de votos a candidatura de Marta Suplicy. Ciro Gomes, então, cogitou finalmente em se candidatar a presidente, o que asseguraria o segundo turno e, no segundo turno, aí sem, caminharia ao lado de Dilma Roussef. De repente como no reino mágico de Oz, o sonho se desfez.

Desfez não. Foi desfeito pelo comando direto do próprio Lula. Ciro ficou sem estrada alguma, restando-lhe apenas, se desejar, concorrer a deputado federal novamente, desta vez por São Paulo. São acontecimentos como este que traduzem a impossibilidade de se fazer previsões no universo político.

A frase de Magalhães Pinto ressurge sempre e alterações de rumo ocorrem de maneira pouco previsível. Ou imprevisível. Quem poderia prever o suicídio de Vargas? A renúncia de Jânio? A deposição de João Goulart? A cassação de Lacerda pelo próprio movimento do qual, no início de 64, foi o principal líder?

Política é assim mesmo. Não levo a sério os que se apresentam como cientistas políticos, donos da verdade. A ciência, para início de conversa, não é como uma nuvem.

Pedro de Coutto/Tribuna da Imprensa

, , , , , , , , , , , , , , , , ,

O candidato Tucano, contrariando o que o PSDB criticou nos últimos 8 anos — a oposição tucana adjetivava o bolsa família de ‘bolsa esmola’ —, declarou com todas as letras que manterá, caso eleito o criticado programa.

O Editor


Serra diz que não acabará com o Bolsa Família

Pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra disse que se for eleito não acabará com o Bolsa Família. A afirmação foi feita durante entrevista para a Rádio Jornal, de Pernambuco.

O ex-governador contou que vai manter e fortalecer o programa, um dos carros-chefe da campanha de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Planalto.

- Não só vai ser mantido, como vamos procurar maneiras de fortalecer. E procurar abrir oportunidades para os jovens das famílias que recebem o bolsa família – disse Serra, que usou o exemplo do Bilhete Único em São Paulo para contar porque não acabará com o programa.

- Na prefeitura de São Paulo, mantive o Bilhete Único, criado pela prefeita Marta Suplicy, que era do PT. Mantive e estendi para o metrô. O bilhete ficou mais forte, aperfeiçoamos e ampliamos. Vou fazer o mesmo com o Bolsa Família. Nada do que a prefeita fez e era bom, eu acabei. Não se faz isso (acabar com programas) por picuinha política.

O Globo

, , , , , ,

Brasil: da série “cuméquié?”

Tupiniquins, Tapebas, Tupinambás, Timbiras e demais tribos desse Brasil varonil, que acreditam em Saci-Pererê, Mula sem Cabeça, Boi Tatá, Caipora, e todos aqueles que acreditam que “a crise não é minha. A crise é do Senado!”

“Ôceis nun tão sabendo?” Então lá vai!

Tá “assim” de capitalistas, empresários e “socialites” — esse é o nome sofisticado que agora se dá pra dondoca — virando petista de carteirinha. Todos jurando amor eterno pela estrela vermelha, e que são amigos do ‘cara’ desde criancinha.

Quer dizer então que essa turma não tem mais ‘nadica’ de medo do sapo barbudo? Ou, para os adeptos de teorias conspiratórias, esse não será um plano maquiavélico para se infiltrarem nas hostes petralhas e avacalharem, com todo o respeito às vacas, com os barbudinhos de língua ‘plesa’?

Bom, depois do dono da Natura Cosméticos, Guilherme Leal, se filiar ao PV da Marina Silva, — aliás, será que esse neo ecológico político do PV, assim como Gabeira, será também um defensor do ‘mato’? — é bem possível acontecer a filiação de Antonio Ermírio de Moraes a PSOL da esgoelada Heloísa Helena.

Mesmo Zé Bêdêu, o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira, em Fortaleza — para a ingênua e alencarina criatura, o mensalão não existiu, o Paulo Coelho e o Sarney são escritores, o DEM não tem nada a ver com o PFL… — não entendendo nada desses neo-socialistas perguntou: “será que a Daslu passará a abrigar a sede do PT?”

O editor

PS 1. Qual foi mesmo o compositor que cantou “parem o mundo que eu quero descer?”


Ivo e Eleonora Rosset filiam-se ao PT

O presidente da Valisère, Ivo Rosset, e sua mulher, a psicanalista Eleonora Rosset (ex-Mendes Caldeira), vão se filiar amanhã ao Partido dos Trabalhadores. O evento está marcado para as 11 horas na Câmara Municipal de São Paulo e está sendo organizado pelo Diretório Municipal da legenda.

As principais lideranças do PT, inclusive o presidente nacional, Ricardo Berzoini, devem marcar presença na cerimônia que marca a entrada oficial do casal no partido.

Ivo Rosset foi um dos primeiros empresários de peso a apoiar publicamente o então candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial de 2002. Já sua mulher Eleonora é reconhecida no partido como uma antiga militante ’sem ficha’, em razão de ter capitaneado ao longo de anos eventos em prol de candidaturas petistas, como a da ex-prefeita Marta Suplicy.

O casal organizou em setembro de 2002, em pleno auge da campanha presidencial, um dos mais badalados jantares em apoio a Lula, reunindo em sua residência centenas de convidados da alta sociedade paulistana e boa parte do PIB do País, como Benjamin Steinbruch, Horácio Lafer Piva, José Mindlin, Cláudio Bardella e Eugênio Staub.

O casal também apoiou Lula na campanha pela reeleição em 2006. De acordo com lideranças petistas, o dono da Valisère sempre externou seu apoio à condução da política econômica nos dois mandatos do presidente Lula, principalmente em razão das medidas de estímulo ao crescimento econômico promovidas pela equipe do governo petista.

O próximo dia 03 de outubro é a data limite imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a filiação partidária e transferência de domicílio eleitoral para quem deseja concorrer a algum cargo nas eleições gerais de 2010.

Agência Estado

, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas ( Seja o primeiro a votar !!! )
Loading ... Loading ...

Partidos políticos. Todos chafurdam na mesma lama

Não adiantam furibundas atuações nas tribunas nem ante câmeras e microfones. A canalha é a mesma.

Toda a tralha, viciada em mamar nas têtas da nação brasileira, frequenta as mesmas ilicitudes e, somente quando a panela de pressão está prestes a estourar, suas (deles) ex-celências, deixam, a nós povinho da planície, contemplarmos um pouco da sujeira.

Argh!

Campanhas em SP ocultam R$ 42,7 milhões em doações

O eleitor paulistano jamais poderá identificar a origem de R$ 42.767.802,25 gastos nas principais campanhas à Prefeitura de São Paulo neste ano.

Essa é a soma de recursos repassados diretamente pelos partidos para os comitês municipais ou contas de campanha na eleição. Como na prestação apresentada ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) são registrados como contribuição partidária, o verdadeiro doador não é revelado.

Na eleição, os comitês financeiros municipais do DEM, PT, PSDB, PPS e PP arrecadaram, juntos, R$ 71.226.669,87. Desses, R$ 37.110.204,51 – 52,10% – foram registrados como doações partidárias. Com isso, a origem de pelo menos metade dos gastos de campanhas à Prefeitura está oculta.

Além de R$ 8.739.936,66 enviados para o comitê, o PT doou outros R$ 5,7 milhões diretamente para a campanha de Marta Suplicy. Daí, a soma de R$ 42,7 milhões.

Para omitir seus colaborares, os partidos recorrem a uma intrincada engenharia. Os doadores dão dinheiro ao comando nacional dos partidos, que repassam para os comitês financeiros, que, por sua vez, abastecem as contas dos candidatos.

Pela lei, os partidos políticos têm até o último dia de abril para prestar contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mas nelas só será possível saber quem contribuiu para determinada sigla. Não o beneficiário final do dinheiro.

da Folha de São PauloCatia Seabra

, , , , , , , , , , , , , ,
1 Estrelas2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas ( Seja o primeiro a votar !!! )
Loading ... Loading ...

Eleições em São Paulo – Kassab “o tio”

Do impagável Tutty Vasques no Estado de São Paulo

Tiozão

Um detalhe chamou atenção na boca-de-urna em São Paulo:

Como tem sobrinho o Kassab, né não?

Marta já disse que vai pedir recontagem.

, , , , , , ,

Para gerar reflexões e resistir contra a ditadura da mídia.

blog do Altamiro Borges

Kassab e a cegueira da classe média

- “É um absurdo investir tanto dinheiro público em teatros luxuosos e em piscinas aquecidas nos CEUs do fundão da periferia. Aqueles nordestinos não têm cultura e vão destruir tudo”. Chilique de uma especialista na área de saúde e estética.

- “Eu fico puto com estes corredores de ônibus. Gastei uma fortuna no meu carro e ele anda mais devagar do que os ônibus. Parece que a prefeita privilegia quem não tem carro”. Desabafo de um ex-gerente de uma multinacional do setor de alimentação.

As duas declarações absurdas, mas verídicas, revelam bem a visão mesquinha da chamada classe média paulistana. Foram dadas, com a maior franqueza, por vizinhos do bairro da Bela Vista, na região central da capital paulista, quando Marta Suplicy ainda era prefeita. Este comportamento tacanho talvez explique porque Gilberto Kassab, representante do que há de mais conservador na política, deu de goleada neste bairro, venceu o primeiro turno e, segundo as pesquisas, deverá se sagrar o vitorioso no pleito neste final de semana, salvando o oligárquico Demo da total falência.

As farsas paulistanas

O mapa de votação do primeiro turno mostra que Kassab venceu com folga nos bairros nobres e de classe média da cidade; Marta Suplicy só ganhou nos extremos da periferia. Já as pesquisas de segundo turno revelam que o demo tem 73% da preferência entre eleitores que ganham acima de 10 salários mínimos. Estes dados corroboram a triste história do maior centro econômico do país, que sempre apostou em farsas conservadoras. É certo que a visão elitista da classe média paulista é antiga e não deveria gerar surpresas. Mesmo assim, ela causa asco e revolta. Numa linguagem sarcástica, o jornalista Nirlando Beirão, editor da coluna Estilo da revista Carta Capital, lembra:

“São Paulo era contra Getúlio Vargas e a favor da oligarquia. Apoiou o populismo de Adhemar de Barros e inventou Jânio Quadros para a política. Vociferou contra Juscelino Kubitschek.

Com as Marchas com Deus pela Família, preparou e apoiou o golpe militar de 1964. Revelou Maluf. Na eleição municipal de 1985, elegeu Jânio contra Fernando Henrique. Na primeira direta para presidente, elegeu clamorosamente Fernando Collor. FHC contra Lula? FHC duas vezes.

Maluf contra Eduardo Suplicy? Maluf. Pitta contra Erundina? Pitta. Serra contra Lula? Serra. Alckmin contra Lula? Geraldinho. Serra contra Marta? Serra. Kassab contra Marta? Kassab…

Quando Erundina venceu em 1988, não havia segundo turno. Em 2000, o eleitor correu para Marta só porque tinha se cansado da impagável dupla Maluf-Pitta. Exceções que confirmam a regra”.

Come mortadela e arrota caviar

Leia mais…

, , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Carlso Chagas – Tribuna da Imprensa

Nem Gabeira, nem Eduardo Paes. Muito menos Kassab e Marta. Quintão e Márcio Lacerda, também. O mesmo para Maria do Rosário e José Fogaça. Inclua-se no rol os demais candidatos a prefeito das capitais onde se realizará o segundo turno e se terá uma coincidência no mínimo singular: nenhum deles prometeu que, eleito, cumprirá o mandato até o fim. Traduzindo: são todos aspirantes às eleições de governador dos respectivos estados, em 2010.

Parece significativa a onda de renovação nascida das eleições municipais. Primeiro porque, salvo exceções, os favoritos quebraram ou estão quebrando a cara. Não ousaram, em suas campanhas, perdendo espaço para aqueles que, mesmo sem ousar, surgem diferentes. Com as exceções de sempre, vale repetir. Funciona, também, o desgaste dos governadores atuais, precisamente por não terem inovado.

A pergunta que se faz é se as eleições gerais marcadas para daqui a dois anos ficarão fora dessa tendência. Pode ser que não. O eleitorado adora surpreender, esmerando-se em dar sustos na ortodoxia, qualquer que ela seja.

Todo esse preâmbulo se faz em função das eleições presidenciais. Muita água passará debaixo da ponte, mas alguém garante que a disputa pelo palácio do Planalto se limitará a Dilma Rousseff, de um lado, e José Serra, de outro? Mesmo incluindo-se na relação Aécio Neves e Ciro Gomes, quem garante que outro nome ainda hoje desconhecido não será capaz de atropelar? De quando em quando a sociedade reage diante daqueles que se imaginavam donos de sua opinião. Poderemos estar nas preliminares desse fenômeno. Principalmente se os candidatos clássicos mantiverem suas propostas rotineiras, já conhecidas.

Um pretendente à presidência da República que defender a pena de morte para crimes hediondos, por exemplo, deixará de sensibilizar os eleitores? Se avançar mais no reino do inusitado, prometendo enquadrar o Legislativo e o Judiciário, não despertará entusiasmo? Caso se comprometa com a obrigatoriedade de permanecerem presos os criminosos do colarinho branco, os especuladores e os malandros com bilhões aplicados fora do território brasileiro, sem direito a habeas-corpus, conquistará quantos milhões de votos?

O que dizer do candidato disposto a enfrentar a ferro e fogo o narcotráfico e o contrabando, tratando bandidos como devem ser tratados? Ou aquele que se dispuser a acabar com a farra dos bancos, anunciando a estatização dos que vivem das benesses dos cofres públicos? Algum com coragem de anunciar que não permitirá mais a humilhação do Brasil por parte de vizinhos ensandecidos?

Nas prateleiras da indignação do cidadão comum existem mil outros produtos prontos para ser oferecidos. É bom prestar atenção, apesar dos excessos que despertará esse tipo de ajuste de contas entre o eleitor e os candidatos.

, , , , , , , , , , , ,

E a rainha do botox, a “Dasluziana” Marta Suplichic, proporciona uma manchete “gaiata” destas.

da Folha de São Paulo

Dando seqüência a um “desafio” estabelecido no debate de domingo na TV Record, Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT) bateram boca ontem sobre a construção do CEU (Centro Educacional Unificado) da Vila Formosa, na zona leste.

Pela manhã, Kassab, autor do “desafio”, fez uma “vistoria virtual” na obra e reafirmou que a entregará parcialmente em fevereiro. À tarde, Marta foi à construção, que está atrasada e ainda na terraplanagem.

Operários fecharam a entrada com um tapume e, argumentando razões de segurança, não a deixaram entrar. “Isso prova o caráter e a personalidade da pessoa que faz um desafio e responde a ele com uma enganação, em um escritório fechado”, disse Marta, para quem a obra não será entregue no prazo.

Após ironizar o uniforme dos operários -”Desde quando peão de obra usa uniforme tão limpinho?”-, Marta chorou ao dizer a eles que, em sua época, filhos dos operários tinham preferência nos CEUs.

, , , , , , , ,

Nicéia, ex-Pitta, grava depoimento contra Kassab
do blog do Noblat

Nicéia Pitta, ex-mulher do ex-prefeito Celso Pitta, de São Paulo, gravou depoimento para ser aproveitado no horário de propaganda eleitoral da candidata Marta Suplicy (PT) onde diz que o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, foi um dos auxiliares de Pitta de maior confiança dele. Que frequentava com assiduidade a casa de Pitta e que certamente não desconhecia o que se passava nas entranhas de uma das mais corruptas administrações da história de São Paulo.

O depoimento foi gravado esta semana pela equipe que faz o programa de rádio e de televisão de Marta. Poderá ir ao ar esta noite ou nas próximas. Amanhã, Marta e Kassab se enfrentam em debate promovido pela TV Record. A propaganda eleitoral termina na próxima quinta-feira. Nicéia denunciou o ex-marido pela primeira vez em março de 2000. Em entrevista à TV Globo, acusou Pitta, com quem fora casada durante 28 anos, de receber dinheiro de empresários, de pagar propinas a vereadores e de desviar dinheiro público.

Naquela ocasião, e em várias outras quando foi ouvida em CPIs da Câmara Legislativa e do Congresso, e também pelas polícias civil e federal, Nicéia apontou vários secretários da prefeitura de São Paulo como parceiros do ex-marido em tenebrosas transações. Jamais mencionou Kassab, que foi secretário de Planejamento da prefeitura durante um ano e três meses. Procurada por assessores de Marta, Nicéia se dispôs a falar mal de Kassab faltando menos de uma semana para o fim da eleição.

A seu modo, a campanha de Marta resgata o exemplo da campanha de Fernando Collor, candidato a presidente da República em 1989. Ameaçado de perder a eleição para Lula no segundo turno, Collor autorizou o uso de um depoimento gravado pela enfermeira Míriam Cordeiro, mãe de Lurian, filha de Lula. Míriam e Lula não chegaram a se casar. Ela foi paga pela campanha de Collor para dizer que Lula a aconselhara a abortar Lurian, e que ele era racista.

Levado ao ar às vésperas do último debate de televisão entre Collor e Lula, o depoimento de Míriam deixou aturdido o candidato do PT. Acompanhado da filha, ele desmentiu Míriam em seu programa de propaganda eleitoral. Mas foi um Lula nervoso, desarticulado, que depois debateu com Collor na tv – e perdeu. Perdeu o debate e, dali a três dias, a eleição. Foi no dia do debate entre Marta e Kassab no último domingo que a campanha da candidata pôs no ar o comercial onde perguntava se Kassab era casado e se tinha filhos.

, , , , , , , , , , , , ,

A candidata à Prefeitura de São Paulo, a sexóloga – aliás, que raio de profissão é essa? – Marta Suplicy, conseguiu atrair contra si a unanimidade dos que não fazem do preconceito argumento. A homofóbica campanha, que já fazia água, agora promoverá uma aluvião de votos nas águas em que navega Gilberto Kassab.

Confira:

De Ricardo Noblat:

O milagre de Dona Marta. Nunca antes na história deste país os mais destacados blogueiros haviam falado a mesma língua, defendido o mesmo ponto de vista e investido na mesma direção. Pois isso ocorreu ontem – e talvez jamais se repita. Credite-se a proeza a Marta Suplicy, candidata do PT à prefeita de São Paulo, e ao comercial de sua campanha que perguntou sobre a condição civil de Gilberto Kassab (DEM).

De Ricardo Kostcho, ex-porta-voz do governo Lula:

“Pensei que este tempo de levar a campanha eleitoral para a lama, quando as pesquisas mostram um cenário desfavorável, tivesse ficado para trás e nunca mais eu fosse obrigado a escrever sobre este esgoto da política que, na falta de argumentos, parte para atacar a vida pessoal do adversário.

(…) “É casado? Tem filhos?” O que quis dizer a campanha de Marta ao ficar martelando estas perguntas sobre a vida de Gilberto Kassab? Por acaso tem algum eleitor em São Paulo que não saiba que o atual prefeito candidato à reeleição é solteiro e não tem filhos?

Qual é o problema? O que isso tem a ver com a decisão dos eleitores na hora de votar para escolher o candidato ou a candidata que considerem melhor para administrar a cidade?”

De Rosane de Oliveira, colunista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre:

“Que fim levou aquela Marta Suplicy que conhecemos defendendo as minorias? A sexóloga sem preconceitos? A mulher que fez do casamento entre homossexuais (ou união civil) uma das suas bandeira?

A perspectiva de perder a eleição no segundo turno (está 17 pontos percentuais atrás do adversário na pesquisa do Datafolha) transformou aquela Marta numa candidata que apela para o que sempre condenou: a exploração da vida pessoal do adversário. Pior, com insinuações que nada têm a ver com a capacidade de Gilberto Kassab (DEM) para administrar uma metrópole complicada como São Paulo”.

De Reinaldo Azevedo na VEJA online:

“Caberia ao DEM indagar se, quando Marta namorou aquele argentino pela primeira vez, já havia rompido formalmente o casamento com Eduardo Suplicy? Eu acho que não. Eis aí. Eis o PT que diz combater preconceitos. Eis o PT de Lula, que ele diz ser alvo de discriminação.”

De Kennedy Alencar na Folha Online:

“Comercial político do PT paulistano indaga se o prefeito Gilberto Kassab (DEM) é casado e se tem filhos. Ora, qual a relevância disso para quem é candidato? Qual a importância para administrar a maior cidade do país se ele é casado, solteiro, viúvo, tico-tico no fubá?”

De Gilberto Dimenstein na Folha Online:

“Não sei o que fica pior: ela [Marta] ser a responsável ou dizer que não sabia que algo tão grave iria para o ar e, depois, defender a baixaria. Só posso entender o fato pelo desespero de quem vê a eleição escorrer pelas mãos.

Ficaria muito melhor para a biografia dela (uma biografia que considero respeitável) pedir simplesmente desculpas. Se ela vencer a eleição na base desse tipo de impropriedade, pode ganhar mas, de verdade, perdeu.”

De Cristiana Lobo no G1:

“Não pegou nada bem para Marta o tom de seu programa na estréia do horário eleitoral na televisão. Os eleitores de Marta usam como defesa de sua candidata exatamente aquilo que se imaginava que ela era: uma mulher moderna, de cabeça aberta, alguém que sempre frequentou as paradas gays em São Paulo, defensora do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E, de repente, aparece outra Marta. Com insinuações sobre a sexualidade alheia”.

De Josias de Souza no UOL:

“O curioso é que a própria Marta, quando trocou o senador Suplicy pelo argentino Favre, foi vítima de odiosas insinuações. Pena que o desespero momentâneo a tenha desnudado. Lamentável que o flerte com a derrota a tenha conduzido para a sarjeta eleitoral.”

De Lauro Jardim na VEJA online:

“Num programa que já virou histórico pelo grau de apelação, insinuação e baixaria, um locutor pergunta ao paulistano, tendo ao fundo uma foto de Kassab: ‘É casado? Tem filhos?’. Em seguida, aconselha: ‘Para decidir certo, é preciso conhecer bem’.

De Fábio Campana:

“Kassab é solteiro. Marta insinua. Diz que a população tem o direito de saber se ele é casado e tem filhos. Logo a Marta, sexóloga, primeira mulher a tratar do assunto abertamente na TV e sempre avessa à esse tipo de questionamento.

De Pedro Dória:

“Marta não tem o direito de fazer uma insinuação assim tão grosseira. Não ela, que tem histórico de lutar pela igualdade de direitos entre homossexuais e heterossexuais. (…) Parece dizer: às favas os princípios, o que vale é vencer.

(…) O argumento (cínico) para justificar um ataque desses é que o eleitor tem o direito de saber tudo sobre seu candidato. Mas isso não é verdade. Não é da conta do eleitor quantas vezes Marta pulou a cerca quando era casada com Eduardo, ou vice-versa. Não importa ao eleitor que jogos eróticos lhes agradavam ou desagradavam. Houve o tempo em que considerava-se que perder a virgindade dizia algo a respeito do caráter de uma mulher solteira. Pois opção sexual não diz rigorosamente nada a respeito do caráter, bom ou mau, de Gilberto Kassab.”

De Daniel Piza, no site do jornal O Estadão de S. Paulo:

“Uma coisa, porém, já é extremamente lamentável nesta campanha de segundo turno: o tom pessoal da propaganda de TV petista, que entre outras coisas pergunta se Kassab é casado e tem filhos. E daí se tem ou não? Lula sofreu com a história de Miriam Cordeiro em 1989 e a própria Marta com a de Luis Favre em 2000. Que use o mesmo expediente não deixa de ser sinal dos maus tempos”.

De Guilherme Fiuza no site da revista ÉPOCA:

“A sexóloga está insinuando que o prefeito de São Paulo é gay. Faz isso no mesmo discurso em que o acusa de ligação com Celso Pitta, processado por corrupção. Para a Marta de hoje, homossexualismo e desonestidade estão do mesmo lado.

A vida é assim, as pessoas mudam seus credos. Não há mal nenhum nisso.

Mas o esclarecimento é importante. Na próxima vez que Marta recomendar a você que relaxe e goze, não vá interpretando ao pé da letra. Confira primeiro a sua situação conjugal.”

, , , , , , , , , , ,
12