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Manoel de Barros – Versos na tarde – 13/11/2014

Soberania Manoel de Barros ¹ Naquele dia, no meio do jantar, eu contei que tentara pegar na bunda do vento — mas o rabo do vento escorregava muito e eu não consegui pegar. Eu teria sete anos. A mãe fez um sorriso carinhoso para mim e não disse nada. Meus irmãos deram gaitadas me gozando. […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde – 01/10/2014

Poema Manoel de Barros ¹ A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito. Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde – 27/09/2014

A namorada Manoel de Barros ¹ Havia um muro alto entre nossas casas. Difícil de mandar recado para ela. Não havia e-mail. O pai era uma onça. A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão E pinchava a pedra no quintal da casa dela. Se a namorada respondesse pela mesma pedra Era […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde – 05/11/2013

Retrato do Artista Quando Coisa Manoel de Barros Aprendo com abelhas do que com aeroplanos. É um olhar para baixo que eu nasci tendo. É um olhar para o ser menor, para o insignificante que eu me criei tendo. O ser que na sociedade é chutado como uma barata – cresce de importância para o […]

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Manoel de Barros – Prosa na tarde

Difícil fotografar o silêncio Manoel de Barros ¹ Difícil fotografar o silêncio. Entretanto tentei. Eu conto: Madrugada, a minha aldeia estava morta. Não se via ou ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas. Eu estava saindo de uma festa,. Eram quase quatro da manhã. Ia o silêncio pela rua carregando um bêbado. Preparei minha […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde

Auto-Retrato Falado Manoel de Barros ¹ Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas. Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci. Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão, aves, pessoas humildes, árvores e rios. Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar entre pedras e […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde

Poema Manoel de Barros ¹ Senhor, ajudai-nos a construir a nossa casa com janelas de aurora e árvores no quintal. Árvores que na primavera fiquem cobertas de flores e ao crepúsculo fiquem cinzentas como a roupa dos pescadores. Senhor ajudai-nos a construir a nossa casa Com janelas de aurora e árvores no quintal – Árvores […]

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Manoel de Barros – Prosa na tarde

Manoel de Barros ¹ Difícil fotografar o silêncio. Entretanto tentei. Eu conto: Madrugada, a minha aldeia estava morta. Não se via ou ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas. Eu estava saindo de uma festa. Eram quase quatro da manhã. Ia o silêncio pela rua carregando um bêbado. Preparei minha máquina. O silêncio era […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde

Poema Manoel de Barros ¹ Prezo insetos mais que aviões. Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis. Tenho em mim esse atraso de nascença. Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos. Tenho abundância de ser feliz por isso. Meu quintal É maior do que o mundo. ¹ Manoel Wenceslau Leite de Barros […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde

Experimentando a manhã dos galos Manoel de Barros ¹ … poesias, a poesia é – é como a boca dos ventos na harpa nuvem a comer na árvore vazia que desfolha a noite raíz entrando em orvalhos… floresta que oculta quem aparece como quem fala desaparece na boca cigarra que estoura o crepúsculo que a […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde

O Catador Manoel de Barros ¹ Um homem catava pregos no chão. Sempre os encontrava deitados de comprido, ou de lado, ou de joelhos no chão. Nunca de ponta. Assim eles não furam mais – o homem pensava. Eles não exercem mais a função de pregar. São patrimônios inúteis da humanidade. Ganharam o privilégio do […]

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Manoel de Barros – Versos na tarde

Mundo Pequeno Manoel de Barros ¹ extratos do livro “O Livro das Ignorãças” Seleção de Fábio Rocha I O mundo meu é pequeno, Senhor. Tem um rio e um pouco de árvores. Nossa casa foi feita de costas para o rio. Formigas recortam roseiras da avó. Nos fundos do quintal há um menino e suas […]

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